quarta-feira, junho 22, 2011

De volta à ordem na terra dos gnomos ou como apanhei o maior vexame da vida


Têm noção de que o pessoal do blogger ganhou uma boa barrigada de rir à conta do dito aviso de conteúdos, não têm?

Eu tenho.

Estou fechada em casa, escondida debaixo da cama, embrulhada num cobertor, enquanto balanço para a frente e para trás.

Não como nada há um minuto e meio.

Por este andar, obrigam-me a aparecer mais magra no espectáculo deste fim-de-semana. Aposto que já se notará nos ensaios de hoje.

E vocês não vão gostar, podem crer que não.

Já basta ser inteligente, gira, engraçada, culta, prendada, magra, boa bailarina, ter um blogue com biliões de visitas, etc, etc.

Não querem tudo isso mas mais magra ainda, pois não?

O que seria do mundo?

Por isso, para equilibrarmos as coisas, por favor, enviem latas de leite condensado para a caixa postal publicada nos comentários, enquanto balanço, aqui, debaixo da cama, no escuro, solidão e crise de falta de apetite.

A luz ao fundo do túnel está longe.

Ide, ide, que o espaço é escasso e acabei de bater com a cabeça no estrado.

Dois minutos.

Ó magreza cruel!

quarta-feira, junho 15, 2011

Mentecapto(a)

Gostava de saber quem foi o mentecapto(a) que denunciou o blogue e com que fundamento.

Conteúdo para adultos?

Ahahahaha!

Pois...

Fraquinho, fraquinho.

Meninas.

(Isso são saudades minhas, certo? Para vos satisfazer, já que o conteúdo é tão adulto (ahahahah), passarei a publicar pequenos póneis. A colecção inteira.)

Beijinhos e divirtam-se

segunda-feira, maio 30, 2011

Sei que alguém já fez um post sobre os anúncios da Custo Justo

E agora não consigo recordar quem (fica aqui a referência) mas deixo-vos a pérola que acabei de encontrar no OLX, numa pesquisa de caixas de transporte de animais:





Voltei a ter fé na humanidade.

Entretanto, volto ao interregno.

Até já.

segunda-feira, maio 02, 2011

Mononucleose via internet




Aqui.

Após ver a alegada foto do Bin Laden morto

Decidi fazer serviço público.


Em DOIS dias de uso, já vi tantas diferenças que, pela dita foto, de certeza que o senhor usava disto.

quinta-feira, abril 28, 2011

Hoje, por momentos


Pensei que este pequeno tinha ressuscitado.

Fui a correr para a cozinha com o objectivo de confirmar o pressentimento.

Afinal, não.

Sou eu que estou pior.

O meu juízo já não é o mesmo, o meu corpo perde-se no tempo.

Certamente, o delicado corpinho do penudo continua sepultado no relvado junto à berma da estrada, que vai lá para cima, e a sua alma, a sua graciosa alma, estará junto de Deus, a assobiar o Verão Azul.

Entretanto, para além de visões e outros sons que me atormentam, também já oiço campainhas.

Campainhas e mais campainhas.

Campainhas sem parar.

Campainhas.

Profiro debilmente:

- Te...Telepizza, és tu?

Moral da história:

A fome dá-me alucinações.

Mensagem no Facebook, há cerca de 10 minutos, de uma ex-colega e amiga que já não vejo há algum tempo


"Alexandra, como estás?

Já sei que casaste! Contaram-me ontem! Muitos parabéns!

Fiquei mesmo surpresa!

Ainda tens o mesmo número? Temos que combinar um café para a semana. Quero saber as novidades!

... ... ..."

De uma vez por todas, quando é que as pessoas percebem que a minha vida é fácil, fácil, limpa como o algodão e não dá para mais uma poeira fora do sítio?

O expediente é o mesmo há muitos anos. Ou trabalho (sozinha) ou estou na academia a dançar até horas bem tardias e lá, minha gente, lá, não se iludam. Aquilo não é um Fame versão Baywatch com testosterona de sobra à volta. É uma academia de dança. Logo (e estupidamente da parte masculina), homens rareiam e os que existem ou são gays, miúdos ou não são homens.

O algodão não se engana, só as previsões da cartomante.

Serei solteirona até os tendões permitirem e depois, bem,

Depois, posso sempre ter um cão.


(Agora só tenho que descobrir o(a) desmiolado(a) que lançou infame boato, que já deve correr por todos os meus amigos e colegas de profissão.

Isso e recuperar a minha honra. Casar...)

quarta-feira, abril 20, 2011

Constatações óbvias

95% da blogosfera, dos amigos e dos colegas estão de dieta.




Defensora da comida saudável, como já sabem, não quero deixar de apoiar a vossa causa, com palavras motivadoras.

terça-feira, abril 19, 2011

Crónica da morte de um nariz anunciada


Uma pessoa passa uma vida inteira a tentar aceitar o seu corpo, cada parte, as imperfeições, a aprender a gostar dele.

Passa uma vida a tentar mudar os nossos olhos e observar as imperfeições como traços singulares, com a sua beleza singular, que fazem de nós uma pessoa única.

Passa essa vida a tentar gostar, do sinal, da marca, da recta naquele espaço ali, ao invés de sonhar com uma curva e vice versa.

Passa uma vida a aprender a amar tudo o que detestávamos e, quando, finalmente, estamos em paz connosco, quando, finalmente, somos renitentes ao desejo de mudança e não alteraríamos nada em nós porque isto é o que somos e deverá ser acarinhado com orgulho e, caramba, finalmente, gostamos mesmo de nós assim, tal como estamos, não querendo sequer pensar em alterar uma vírgula, informam-nos, da noite para o dia, que teremos que alterar a nossa fisionomia.

Ontem, consulta de otorrinolaringologista.

Médica brasileira, jovem, toda despachada, recomendada para ver se resolvia finalmente o problema de dificuldade de respiração e crises de falta de ar, que me tem acompanhado sensivelmente desde Setembro.

Olha para o TAC e diz :

- Você tem hipertrofia dos cornetos e o ar mal passa, Alexandra. Vamos ter que operar.

- Operar?

- Sim mas olha, já que vai ter que alterar, aproveita e faz um nariz bem bonitinho. Você vai ter mesmo que tirar esta curvatura, cortar os cornetos, arrebitar aqui. Vai ficar lindo o seu nariz! - Entusiasmada como se eu tivesse acabado de ganhar "o" presente de Natal.

- O quê? Alterar? Mas...

- Olha, está aí o cirurgião e é o único que trata do problema e resolve a estética, aproveita já, vou mandar já você para ele e ele faz já as medições!

- Sim, mas não está a perceber...

- Vai ficar com um nariz lindo e só assim resolve o seu problema! Não tem outro jeito. E o médico nem sempre está cá, é o único que trata da questão e faz a estética, senão depois teria que esperar pela estética. O hospital é público, nem sempre podemos escolher o melhor e ele é bárbaro! Assim faz já, antes que venha o sol. Você não vai poder apanhar sol depois.

- Já? Já? Mas... Como já?

- Já. Te mando agora mesmo a seguir à consulta para fazer as medições!

Pega em mim e coloca-me de perfil, em frente ao espelho, mostrando as futuras alterações.

- Espere! Não está a perceber! Não quero alterar o meu nariz! Em tempos já desgostei dele mas agora... É o meu nariz!

Nisto, desato num pranto de tal ordem que a enfermeira entra para ver o que se passa.

- Mas, Alexandra, vai ficar lindo!

- Nãoooooooooooooooooooooooooooooo!

Silêncio absoluto nos restantes gabinetes e sala de espera atolada com centenas de pessoas. Devo ter assustado todas as crianças do Serviço de Otorrinolaringologia.

O que me valeu à grande, visto que, por essa forma, consegui atrasar a decisão para Agosto. Receitou-me uma cortisona para aplicar até lá, sendo que serei operada se as alterações não forem substanciais.

- Pronto, pronto, Alexandra. O sol também está aí, apontamos para o final do ano e você amadurece a ideia.

O que significa que ganhei coisa nenhuma. Não há abébias para ninguém. No final do Verão, perderei a personalidade do nariz.

Por muito bonito que fique e por muitas fotos de perfil que poderei tirar a partir daí, só quero o meu nariz.

O meu nariz e não o da Blake Lively ou da Angelina Jolie ou a combinação de uma Jenifer Aniston-Halle Berry.

Assim sendo, meus caros, em termos de traumas, foi proveitoso o dia de ontem.

Deixei uma brasileira triste e decepcionada, que não compreendeu a minha falta de entusiasmo pela maravilha de poder vir a ser dona de um nariz novo, pequenino e perfeito criado num bloco operatório, a custo irrelevante.

Chorei baba e ranho o resto do dia. Hoje, continuo. Ninguém consegue consolar-me.

Nem com chocolates lá vou. (Mesmo assim, podem tentar. Já publico o endereço.)

Tenho até ao final do Verão para despedir-me do nariz.

Juntos, iremos tirar muitas fotos de perfil, fazer caretas, cheirar flores, bolos, maresia, garotos de Ipanema, figueiras e alfarrobeiras.

Terei que decidir se também retocarei todas as minhas fotos tiradas até estes trinta e dois anos mais um Verão. Gosto pouco de incongruências.

Até Agosto, assistirei a todos os programas do Dr. 90210, sem torcer o nariz. Nariz informado é nariz apurado.

Depois disso, se, na rua, repararem numa sósia da Esfinge ou do Michael Jackson, sede brandos, por favor. Lembrem-se: Apontar é feio e não metam o nariz onde não é chamado. Literalmente, foi o que ambos fizeram.

Censurar para quê?

segunda-feira, abril 18, 2011

quinta-feira, abril 14, 2011

Comemorações


Ontem, comemorou-se o dia do beijo.

Para festejar, passei o dia a dar e receber amor, em longos, curtos, prolongados, depenicados, profundos, apaixonados, carinhosos, gostosos, provocantes, marotos, suaves, frescos, quentes e intensos beijos ao meu segundo dedo do pé direito, para ver se o tipo melhora mais depressa.

É uma win-win situation, gente.

Não entra cá herpes e ganho uma flexibilidade invejável.

quarta-feira, abril 13, 2011

Shopaholic


Simpático, mesmo simpático, é ir à farmácia, o rapaz reconhecer-nos imediatamente e aparecer com duas caixas de Voltaren Rapid, sem sequer termos aberto a boca ainda para dizer bom dia.

Poderia ser, pior, bem sei.

Poderia ser conhecida como a rapariga dos testes de gravidez.

Igualmente deprimente mas aqui só se estraga uma casa.

Qual é a probabilidade


De partir o mesmo dedo do pé, duas vezes, no mesmo sítio, no espaço de seis meses?

E qual é a probabilidade de fazê-lo após abandonar a aula de contemporâneo porque o Tendão de Aquiles do pé esquerdo doía que se fartava e não nos queríamos lesionar?

Sou muito à frente, bébés. Não tentem porque igual não há.

Tendão de Aquiles do pé esquerdo a latejar como uma bicha louca e segundo dedo do pé direito transformado em berlinde.

Visualizaram?

Agora, imaginem o meu andar.

segunda-feira, abril 11, 2011

Fail II

Algo me diz que o nosso ilustre Presidente da República passou o dia de hoje a tomar chá de alfarroba.

quinta-feira, abril 07, 2011

Fail


Sabemos que acertámos em cheio quando, de manhã, após o banho, mergulhamos freneticamente em auto-bronzeador e, ao final do dia, protagonizamos o seguinte diálogo:

Amiga que chega aos balneários (AQCB): Olá... Alexandra, estás bem?

Eu: Sim... Então? Quer dizer, estou constipada mas...

AQCB: Ah, então é isso. Estás com um ar tão mortiço!

Eu: Mortiço?

AQCB: Sim... Estás muito branca!

Eu não estou obcecada com os cães

Ora bem, dia 5 de Abril, após o jantar, entregam-me um envelope.

Ponho o meu maior ar de desiludida e respondo, abanando o dito "Mas... Mas não ladra!"

Não pingou uma única gota de chuva nesse dia mas também não pingou cão.

O que só prova que os meus amigos são uns cobardes e têm mais medo dos meus pais do que de mim (erro de palmatória) e que os meus pais têm a cabeça muito dura (logo, tenho a quem sair).

Toda a gente me pergunta "Então? Houve cachorro?" Respondo AINDA não. É assim mesmo.

A obsessão é um conceito difícil. Se estiver vidrada, tanto melhor.

Agora, o mais importante é este senhor, Pedro Póvoa, que não se conformou perante a resposta do veterinário "É para abater."

Todos vocês têm Facebook, portanto, toca a consultar e divulgar a Dog Locomotion.

Não vou falar sobre a mesma, vejam por vocês.



quarta-feira, abril 06, 2011

Passados 17 anos



Hoje, descobri que o Kurt Cobain morreu no mesmo dia e mês em que comemoro o meu aniversário.

Hoje, como quem diz, provavelmente, descobri no próprio dia em que morreu mas, de alguma forma e por mistérios (aguçados) do universo, nunca retive essa informação.

Também nunca percebi a celeuma.

Aquela cena toda negro- ai, ai, ai que estou tão triste e quero morrer-viioooooola-meee-oláá, oláá, oláá, que baixariaa- depressiva era mais do que notória. O tipo choramingava sobre a guitarra.

No entanto, ninguém foi capaz de lhe estender a mão, um lenço, um vale para a clínica de desintoxicação. O que fosse.

Pronto, a Love estendia-lhe a mão mas entregava-lhe coisas más, brancas do demo, rolos do belzebu, cogumelos dos estrunfes. O resultado era desastroso. O moço choramingava ainda mais (Oiçam as músicas, as letras, está tudo lá.).

Estava à vista do porco preto barranquenho mais míope do Baixo Alentejo.

Mas não, o mundo chocado, surpreso porque o rapaz suicidou-se.

Caríssimos, os vossos actos têm consequências.

As omissões também.

Todavia, antes que comecem a atear a fogueira, devo recordar que, nessa altura, a menina aqui era uma simples jovem teenager.

Uma adolescente.

Sem borbulhas mas com pontos negros gigantes e atolados de sebo, que geravam um holofote no nariz e lhe davam verdadeiras dores de cabeça. Fora as muitas, demasiadas inseguranças.

Com as vergonhas e o fugir ao mundo tão típico da idade, porém, já com manias de super-mulher.

Ainda assim, não curtia o Kurt.

Gostava de músicas chorosas mas até aquilo era demasiado para mim.

O expoente máximo de choramingas que tive era ir patinar, vezes sem conta, para o super, percorrer as rampas, saltar e descer as escadas em grande velocidade, ao som da Damn I Wish I Was Your Lover da Sophie B. Hawkins. Depois tinha os Green Day, os Offspring, ACDC, Pearl Jam e a cena toda do Hip Hop a juntar à festa.

De qualquer forma, esqueçam essa ideia.

Encontrava-me bem longe, noutro continente, e, sejamos práticos, existem muitos milhares de pessoas, para além de mim, que nasceram no dia 5 de Abril.

Qualquer uma delas, que não eu, poderá não ter conseguido segurar-se e soltado um inocente:

"Caramba, pá! Estás sempre a chorar. Não se aguenta. Deixa-me comemorar o meu aniversário em paz e vai dar cabo dessa cabeça janada!"

Isso ou, à frente dele, ter cantado e dançado o "Cover Girl" dos New Kids on the Block.

Não fui eu, a sério.

Banda sonora:






terça-feira, abril 05, 2011

32 anos


Fuck!

Chegou a menopausa.

segunda-feira, abril 04, 2011

Sinto falta de uma semana romântica II


Ontem tive o gesto mais romântico de todos os tempos.

Mandei-o passear.

Interrompendo a emissão


Não há nada como acabar com uma situação patética para acordar para a vida.

As piores saudades saudades, as mais dolorosas são as que temos de nós próprios.

E eu tenho tido imensas. Sinto saudades de mim. Da miúda que sorria a toda a hora, pregava partidas, dizia e escrevia parvoíces com a maior boa disposição e, por isso, criou um blogue à medida. Da miúda que ia trabalhar aos fins de semana, sim, claro que só a seguir às aulas de dança mas levava bolos e gomas para o almoço dos colegas. Da miúda que não era caseira, passava a vida na praia, independentemente da estação do ano. Da miúda que tinha mil e um projectos pessoais e profissionais, energia de sobra mas principiava sempre o dia com uma bola de berlim e com um email estapafúrdio para os amigos. Da miúda que queria casar com o Indiana Jones porque tinham imenso em comum, a começar pelo pavor às cobras.

Lamentei-me. Ó se me lamentei. Todos vós foram perfeitas testemunhas. Pelo menos um ano de ai, ai, ai, ui, ui, ui, lágrima aqui, suspiro ali, isto e aquilo, iada, iada. Que grande seca.

Portanto, chega.

Quero-me de volta.

Amanhã começo por comemorar o meu aniversário.

Quando chegar da praia, encontrarei um cão num cestinho à porta, com olhos meigos e laço vermelho ao pescoço, como prova de mudança de ciclo.

E este blogue, com enormes pedidos de desculpas ao próprio e a vós todos, regressará à parvoíce.

Nem mais, nem menos que tudo isto.

Até já.