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terça-feira, janeiro 26, 2016

Amor com amor se paga III

Lembram-se deste post?

O meu irmão farta-se de viajar. Muito por razões profissionais mas a lazer ainda faz cerca de umas oito a doze viagens por ano, a cada sítio mais invejável do que outro.

Esta semana, está nos Alpes Suíços, como já vem a ser prática durante esta altura do ano.

Hoje, de manhã, não resisti e publiquei no Instagram uma foto ilustrativa da maravilha de tempo que me acolheu quando fui à rua com a Cacau e que se segue:




O magano não soube abster-se e comentou do seguinte modo:





Ora, logo eu, que adoro viajar mas sou uma desgraçada e não o faço há quinhentos anos.

Simpático, não acham?

O que vale é que também sei ser espectacular.

Enquanto o meu irmão goza os prazeres da neve selecta, eu, Alexandra do Leite Condensado, depois das aulas de dança ao final do dia, ainda apanhei o metro no sentido inverso, fui à casa dele, desfrutei da vista maravilhosa enquanto bebericava o vinho da garrafa mais cara que encontrei na garrafeira e, antes de vir embora e ter deixado tudo como estava, fiz questão de despejar cuidadosamente um frasco de pó de comichão dentro da gaveta dos boxers, não fosse ele recordar o episódio em cima apontado e precaver-se de alguma forma.

Regressei à minha casa e ainda enviei-lhe uma mensagem fofinha a dizer para não gastar dinheiro em presentes e/ou chocolates para me oferecer, que não fosse perder tempo e aproveitasse antes bem as férias.

Agora, digam-me. Há como não adorar-me?

quarta-feira, dezembro 18, 2013

É Natal, não faz mal, todos a gastar papel!

Aqui na família condensado, costumamos perguntar uns aos outros o que querem pelo Natal. Não invalida surpresas mas acabamos por ser práticos. Perguntamos uns aos outros o que acham que o pai, a mãe ou o irmão quer, andamos ali na investigação e, quando o desespero bate à porta, perguntamos directamente ao visado. De todos, sou sempre a mais fácil. Dou logo um leque de coisas que gostaria e faço questão de mencionar várias para que possa ser surpresa.

O meu irmão é sempre uma chatice. O que se dá a uma pessoa que tem tudo e a quem quando pergunto "Queres isto? Queres aquilo?" responde sempre não? Que não sabe, que não quer isto, que não quer aquilo, etc? Que faço uma perseguição desde o dia 1 de Dezembro para conseguir perceber alguma coisa e acabo por só conseguir comprar o presente no dia 23, no meio da loucura, quando está tudo mais do que escolhido? Só falta hackear o email dele ou surrupiar o telemóvel, para ver se encontro pistas. E os presentes que já troquei porque depois lá quase na véspera diz que quer antes outras coisas?

Ainda por cima, vai mudar de casa mas ainda não sabe para onde, pelo que coisas para a casa estão fora de questão. Além do mais, tem tudo. Enfim, uma saga minha gente. Qual Guerra das Estrelas? Qual Senhor dos Anéis? Isto é um Senhor de Toda a Bijutaria e Acessórios.

No entanto, para verem como sou fantástica, já troquei-lhe as voltas e escolhi o presente. 

É que nem sonha. Nem ele nem mais ninguém.

Sou muito boa nesta coisa de escolher os presentes. Deveria fazer negócio disto. Nem sabem o que perdem. Sou uma profissional de pôr olhinhos a brilhar e divirto-me imenso na busca do presente perfeito. Daí, o Natal é só uma época hiper-mega-fixe. Quando há dinheiro.

Vamos a factos. O presente pesa cerca de vinte quilos. Sim, vinte quilos. 

Quando o vi, os meus olhos abriram-se muito e soltei um grito no meio da loja: "É isto!", enquanto dava pulinhos frenéticos de comemoração. Gesticulava, dançava e cantava até que olhei à minha volta. Estavam para aí umas quarentas pessoas dentro da loja. De boca aberta e com um esgar misto de medo/embaraço/pena. Coisa pouca. A próxima vez que lá regressar vou de óculos de sol. Que se lixe! Viver no perigo. Vou mesmo de cara à mostra. Não se apoquentem. A idade dá-me sabedoria para aceitar-me e celebrar-me. Talvez um chapéu de abas largas e um cachecol muito enrolado. O que foi? Está frio!

Naturalmente, ainda não o comprei. Como é que arrastava sozinha aquilo para casa? Não estou a ver como. Preciso de regressar lá com amigos musculados. A ver se ligo ao pessoal dos ginásios. Eles ainda se recordam e gostam muito de mim, certamente. Só tenho de colocar uma almofada no rabo, para não os desiludir. No Ballet, ganham-se pernas até ao pescoço. Rabos redondos gigantes só na musculação.

Adiante, que já me perdi. 

Estou tão feliz! Mesmo feliz! Só quero ver a cara do meu irmão quando o abrir. A próxima missão é conseguir a foto perfeita. Baterá certamente esta:


(Era uma estação de serviço. Homens.)

Lata de leite condensado a caminho para quem adivinhar o que é!

sábado, dezembro 22, 2012

Próximo post



Como tornei a Cacau numa valente e destemida aliada contra os atentados ao equilíbrio visual e artístico, esfregando bifes de vaca nas pratas dos chocolates da árvore de Natal, quando ninguém estava a ver.

quinta-feira, dezembro 20, 2012

A minha árvore de Natal é uma árvore de Natal




Por mais que tente fugir com o rabo à seringa, todos os anos os meus pais massacram-me para lhes fazer a árvore de Natal.

Ai que é tradição, ai que quando eram pequenos faziam com o vosso pai mas depois passaste a fazer tu e assim é que gostamos. Que é como quem diz ninguém se chegava à frente, ninguém tinha paciência e chegava ao dia vinte e três ou até ao dia vinte e quatro e lá me calhava na rifa.  

Reparem, fazer a árvore de Natal não é uma tarefa assim tão desgostosa, se pensarmos que adoro decoração e tudo o que seja projecto de trabalhos manuais. A grande questão é que a decoração é sempre a mesma e mesmo à conta para ao ser colocada, ficar exactamente igual, de ano atrás de ano. Detesto. Também não sou amiga do caos, sou amiga da criatividade mas dispor bolas e outros ornamentos implica uma mestria (leiam esquadria) para que fique minimamente agradável ao olhar.

Depois, é uma luta para se comprar decorações novas. Ou faço eu (O que acontece quando entro no limite do enjoo.) ou aturas a mesma parafernália ano após ano. Há dois anos, tive um saudosismo enorme e ainda andei à procura das decorações dos anos oitenta (Que provavelmente duraram uma década.). Aquela misturada de cores, tipos e feitios tanto nas bolas como nas grinaldas que era um deleite para qualquer amante de kitsch. Todavia, após revirar a casa inteira e a arrecadação, descobri que tinham sido deitadas fora, sem qualquer comunicado à minha pessoa.

Este ano, torcendo o nariz e bradando aos céus a minha completa ausência de vontade para fazer seja o que for, ao invés de um "Nem pensar, gastar dinheiro nessas coisas, quando os tempos não estão bons." ouvi um "Olha, comprei uns chocolates para pôr na árvore de Natal, tal e qual faziam quando eram pequeninos! Já tenho tanta saudade de ver a árvore assim!" e. perante o meu olhar de espanto (Misto de vómito ao imaginar as cores e as formas dos chocolates juntas com a perfeita simetria de formas e cor da restante decoração.), lá ouvi o tradicional "Decoração? Nem pensar, gastar dinheiro nessas coisas, quando os tempos não estão bons."

Não me julguem, caros leitores. Eu gosto do caos quando ele faz sentido. Os chocolates coloridos e de formas diferentes ficavam giríssimos com as bolas encarnadas, amarelas, verdes, roxas, azuis, cor-de-rosa, com ou sem neve e as restantes grinaldas arco-íris. As pequenas garrafas de champanhe, os pais de Natal, os carrinhos, as bonecas, as pinhas, as sombrinhas, tudo isso fazia sentido no meio da loucura "oitentiana". Só que nem isso são. São uns pais Natal, umas pinhas e uns sinos muito deslavados. Eu gostava era dos chocolates da Imperial. Assim, não.

Portanto, a minha árvore de Natal é uma verdadeira árvore de Natal. 

Encarnou a Ana Dello Russo,a  Lady Gaga e o Manuel Luis Goucha, ao mesmo tempo.

Ao engraçadinho, ao atrevido, ao supositório ambulante que tentar fotografá-la, aviso com a devida e legal antecedência que será placado, esmurrado nos queixos, pontapeado nos tin-tins e agredido com uma valente cuspidela de gosma esverdeada.

Ouviram, queridos irmão e primos?

domingo, agosto 26, 2012

Dear brother


Há sensivelmente um ano que ando a pedir as fotos da Cacau ao meu irmão, que este tirou com o seu Blackberry, quando a catraia era ainda muito bebé.

Já não o tenho por perto como antes (Felizmente para ambos, já que, agora, convivemos de forma mais civilizada e até somos capazes de trocar palavras simpáticas entre ambos.), pelo que não posso melgá-lo a toda a hora mas lá vou relembrando o assunto, todo o santo dia que o vejo, isto é, aos fins-de-semana.

Hoje, durante o almoço de família, reiterei o pedido, recorrendo à mesma forma eloquente de sempre. Mais uma vez, obtive a mesma resposta. "Envio quando chegar a casa.".

Cheguei agora do jardim com a pirralha e qual não é o meu espanto quando, caído no meu Gmail, tenho um email com o assunto "Fotos da Cacau".

Vitoriosa e delirante, grito para a sala de estar "O Zé finalmente enviou as fotos da Cacau! Venham ver! Venham ver!"

Família em peso atrás de mim, em frente ao computador.

Esfrego as mãos de contente, humedeço os lábios com a língua e lá carrego no email  "Fotos da Cacau". Em seguida, faço o download do ficheiro e aguardo uns dos três segundos mais longos da minha vida, ansiosa.

À minha frente, corrijo, à minha frente e da restante família que aqui passava a tarde, à nossa frente, aparece uma fotografia enorme, com um relvado verde, viçoso e cuidado de fundo e, bem no centro, nada mais nada menos do que a belíssima imagem da minha pessoa, envergando um curto vestido branco e havaianas (Sim, do Verão passado.), de costas para a câmara (Logo, sem ideia do que estaria a acontecer.) e agachada numa posição muito pouco sexy e cuidada, com o rabo quase a aparecer, a tentar apanhar, com um saco de plástico, um monte de cócó da Cacau.

Portanto, posto isto, agora que a família já se recuperou e foi embora (mas ainda não parou de rir), querido irmão, para a próxima vez que vieres cá a casa buscar camisas lavadas e passadas a ferro, recordo-te que, a partir de hoje, a máquina só funciona de 60 graus para cima.

Beijinho da mana.

quinta-feira, agosto 04, 2011

Bonito


O meu irmão termina o namoro de longos anos (nem vou dizer quantos para não se assustarem) e agora é a mim que vêm pedir bébés.

Parece-me que irei arranjar mais um cão.

sexta-feira, março 18, 2011

Festividades


Mesmo só morando nesta casa nos minutos em que deixa a roupa suja e nos minutos em que recolhe a roupa lavada e passada, o lombo assado no forno, a fruta comprada no fim-de-semana (deixa a tocada, vá lá), os chocolates, sobremesas e bolachas que comprei (são meus e estavam escondidos), consegue dar cabo dos meus nervos com duas palavras e uma só destas singelas acções. Vocês já conhecem a peça. Amor foi coisa que nunca faltou. Até o finado Reggae dedicou-lhe momentos especiais.

Querido papá,

Já deverias ter colocado alguma ordem nesta casa da pradaria.

Ensinado ao meu irmão que isto não é um hotel e a mãe não é criada.

Ter-me posto a andar de uma vez por todas, que se lixe a crise e a repercussão nos prestadores de serviços e, afinal de contas, morar debaixo do viaduto é fofinho. Aliás, teria sido mais um fundamento para ter-me casado com o moço do Porche.

Vendo bem as coisas, deverias ter-me obrigado, papá.

Beijinho e tenta não chorar muito

quarta-feira, julho 28, 2010

Fez-se fumo branco

Após trezentas e quarenta e oito chantagens emocionais.

Estou farta de beliscar-me.

Agora, torçam todos para que seja seleccionada para ficar com esta ternura.

Entretanto, adivinho que a bebezola terá ainda umas semanas de recuperação pela frente. E que tenhamos de ter muita paciência com ela. Certamente, dará os seus frutos.

Até lá, já estou a preparar a casa toda para a receber.

Por preparar entendam arranjar os espaços para dormir, comer, brincar mas também livrar o chão de quaisquer objectos que possam ser perigosos para a sua saúde e proteger as peças que queremos salvar à sua "espontaneidade típica de criançola" (Sim, estou a falar do roer, mastigar, destruir. Faz parte. Não se evita tudo, salva-se o essencial.) Para não falar de toda a literatura que me espera. Para saber cuidar também é preciso conhecer e aprender. Já sei, não vou ter um filho. Não obstante, é uma bébé.

Portanto, Todos a torcer para que me escolham!

Sinto-me com cinco anos e a receber o presente de Natal que mais desejei em todos os tempos: A caixa de aguarelas.

quinta-feira, julho 22, 2010

Entretanto,

Hoje, enviei o email ao meu pai a suplicar para adoptarmos um cão, em especial a Bruna.

Nem quero imaginar o que isso se traduz em número de palavras. Façam vocês uma estimativa.

Uma coisa é certa.

Se não o vencer pelos argumentos, venço-o pelo cansaço.

Ou, então, sou corrida para fora de casa.

Às horas que cheguei, já roncava no sofá.

Depois digo-vos como correu.

Contando, é claro, que o viaduto de Sete Rios tenha wirelless e corrente eléctrica através da caixa de cartão.

sexta-feira, julho 09, 2010

Como é que se dizem estas coisas

Sem parecer ridículo, lamechas ou seja o que for?

A minha ausência do blogue não é um divórcio, não é um "desamar" que se concretizou.

Prende-se com inúmeras (não bem inúmeras) razões, entre as quais falta de vontade, falta de vontade de escrever, a reviravolta que a minha vida tem levado nos últimos meses, dança a mais, descanso a menos, todos os comentários desde o início do blogue que se esfumaram (Registos perdidos é algo que me deprime, é quase uma morte dos acontecimentos.) sabotagem do Facebook que me agarra muito mais (E porquê? Porque apenas me apetece publicar músicas ou coisas ainda mais triviais do que as que aqui publico.), ou outra razão, tal como a que tão bem se espelha neste último parêntesis.

Não me apetece partilhar publicamente seja o que for da minha vida. Mesmo que coberto ou nascido de açúcar, inventado vá, é uma partilha que não me apetece. Não sei se é uma fase, se não é, sequer irei conjecturar sobre isso.

Há, no entanto, algo que sinto que vos devo. Devo-vos esta partilha. Tão somente porque sempre fez parte destas páginas virtuais, ganhou espaço nelas, mais espaço ganhou na minha vida pelo amor e carinho incondicionais que sempre ofereceu mas, aqui, também fez parte da minha personagem, de como me dei a conhecer, bem como protagonizou muitas vezes as baboseiras que para aqui larguei.

Antes de mais, adianto que não irei rever de forma alguma este texto, por incapacidade física dos meus olhos, pelo que toda a porcaria de português que escrever será a porcaria de português que irão ler.

Também não quero com isto ser alvo de pancadinhas nas costas, tá? Abstenham-se desses comentários.

Todos nós já perdemos animais de estimação. Quando são os nossos, a dor é terrível. Quando são os dos outros, é um exagero. Assim, não vos irei bombardear com as centenas de fotos que tirei, com as dezenas de gravações que fiz dos seus magníficos assobios do "Verão Azul " ou das brincadeiras comigo, com o sino, com a corda da roupa, com a merdice que for.

Portanto, também não é com este motivo que acabo com o blogue, ele cá derivará ao sabor da minha (existente ou não) vontade de publicar.

Quanto ao Reggae, finalmente ganhou a sua verdadeira auréola, nesta manhã de quinta-feira.

Merece a melhor das homenagens por ter açucarado tanto a vida do pessoal lá de casa. Esta não é certamente a melhor e a que realmente merece mas

Reggae, you rock!


Agosto 2004- 8 Julho 2010

quarta-feira, agosto 19, 2009

I'm like a bird, I don't want to fly away

No fim-de-semana passado, a minha mãe ficou sozinha em casa. No Domingo, como não me apetecia ir à praia, optei por uma tarde tranquila em frente à televisão a fazer-lhe companhia. 

Espojada no sofá, com um pano da loiça no colo para amparar as migalhas, deliciava-me com uma enorme fatia de pão alentejano barrada com goiabada, enquanto dividia a atenção entre o filme e o pão com doce.

- Ó Xana! - Voz da minha mãe.

- Ó Xaaaanaaa!

- Que é? - Esforço-me para suster as migalhas.

- Anda cá! Anda cá depressa! 

Nisto, e aflita que sou com a saúde e tudo o que gira à volta da minha mãe, dou um pulo do sofá, largo tudo pelo chão, a boca cheia de pão, quase que me engasgo e engulo tudo a duro, em dois tempos estou na cozinha.

- O que foi? O que foi?

- O Reggae... - Replica chorosa e inconsolável. - O Reggae... Esqueci-me que estava solto e abri a janela. Está aberta há mais de uma hora. Agora, quando dei conta estava ele no parapeito e voou lá para fora. 

- O QUÊ? TU o QUÊ? - Lanço-me para a janela.

- REGGAE? REEEEEEGGAEEEE? Ó REEEEEGGAEEEEEEEEEEEYYYYYY? - Chamo entre lágrimas.

Nem vê-lo.

Entretanto, todos os vizinhos, que não foram de férias e se encontravam em casa, assomaram-se à janela, alertados pelo meu desespero.

- REGGAEEEEEEEE? REGGAEEEEEEEEEYYYYY?

- Reeeggaeeeyyyyy... Chuif... O meu Reggaeeeeey... Coitadinho, nem sabe a que janela do prédio regressar... Chuif... Ainda vai contra um vidro a tentar voltar para casa... - E lanço-me num pranto.

Eu e a minha mãe, agarradas uma à outra, desesperadas a chorar.

- REEEEEEEGGAEEEEEYYYYYYY? Estás a ouviiiir? Anda cááááá! Vai já para casa! - Tento uma última vez antes de me render às evidências de que nunca mais poria os olhos no meu penudo.

E dito isto, num pulito rápido, o sacana do bicho entra pela janela, salta do parapeito directamente para dentro da gaiola e encolhe-se no galho mais escondido da dita, tremelicoso.

Fechada a janela, ainda o tentei tirar da gaiola para lhe dar mimo, mas sem sucesso. Não arredou pé do canto.

Posto isto, entendi não ser necessária a aplicação de castigo a ninguém.

A minha mãe tão cedo não abre uma janela lá em casa. Ainda ontem grelhou peixe e "esqueceu-se" que o exaustor só por si não dá. 

Por conseguinte, prevejo que a sua próxima peripécia seja um incêndio na cozinha.

O Reggae tão cedo não fica curioso em sair.

Não sei que susto apanhou o penudo lá fora mas aquelas andorinhas que habitam na parte superior da janela do meu quarto sempre me pareceram umas verdadeiras bullies do ar.

Voavam a rasar a janela, como quem procura comida, mas na verdade desafiavam-me o bicho que corria de um lado para o outro, doido, ao avistá-las.

Nunca me enganaram, as parvas. Devem ter-lhe feito a bonita.

Além disso, revelei-me uma óptima educadora. O Reggae obedece aos meus comandos tanto dentro como fora de casa.

Próximo passo: Arranjar um cão.

segunda-feira, agosto 17, 2009

Querida entidade superior


Compreendo que isto da gripe generalizada não esteja a ser fácil, ainda para mais em plena época balnear e de descanso.

Contudo, não fosse chegar a casa e encontrar a mesa da cozinha pejada de frascos de doce de tomate ainda morno, mal saído da panela, estaria a ponto de cortar relações de vez e engrossar as fileiras de quem afirma que estás de costas voltadas e não estás nem aí.

Na verdade, não tens estado muito presente não. Logo agora que ando tão bem comportadinha. E mais adulta, iada, iada. Tu sabes.

Mas o doce de tomate abriu-me os sentidos, melhor, as recordações e a ternura de três gerações religiosamente à volta da panela, do açúcar, dos paus de canela, entre sorrisos e explicações. Que doces eram os olhos da minha avó, tão doces quanto o doce de tomate. Tão doces deveriam ter estado os da minha mãe esta tarde. Que pena não ter partilhado o momento.

Essas gerações já não se reunem mas o doce é prova viva da sua terna existência. Dos anos que somo, todos eles povoados de doce confeccionado no final do verão. Da história de uma família, de todos os momentos únicos e convívio que proporcionou.

Obrigada.

P.S. - Juro que nem vou reclamar dos três ou quatro quilos que ganharei quando despachar tudo aquilo. You made my day.

segunda-feira, julho 27, 2009

Domingo, dia de descanso


(Sábado à tarde)

- Praia a um Domingo? Aos anos que não vou à praia a um Domingo! Ninguém me apanha nesse trânsito! Nem pensem que vou madrugar só para ir para a praia. Só de pensar na fila para o parque...

- O Jipe nem pensar! Pago o dobro da portagem e não tem ar condicionado. Vamos para a praia com parque pago e vigiado.

(Domingo, 6h40)

- Não querem ir para a praia? Então despachem-se! Nem pensem que vou apanhar trânsito!

- Afinal gostei deste caminho, como não se paga o parque vou passar a trazer o jipe. 

8h30

- E se passássemos a vir para esta praia?

- Xana, não queres pôr as coisas à sombra?

- Queres vir para a sombra?

- Não queres vir para a sombra?

- Queres àgua?

- Não queres vir para a sombra?

-Vais andar?

- Então, afinal não vais andar?

- Vais ficar aí a dormir?

- Mas não vais andar?

- Queres vir apanhar conquilhas?

- Devias ir à àgua.

- Quer dizer, está fria mas devias molhar os pés.

- Eu não sou capaz, tenho frio mas porque não vais à àgua?

- Não vais à àgua?

- Queres comer?

- Queres uma maçã?

- Queres uma ameixa?

- E uma maçã?

- Queres uma sandes?

- Queres ir comprar uma sandes?

- Vem para a sombra.

- Apetecia-me uma bola de berlim.

- Apetece-te uma bola de berlim?

- Não queres mesmo uma bola de berlim?

- Então mas não queres uma bola de berlim?

- O senhor passou e não compraste uma bola de berlim?

- Queres vir para a sombra?

- É melhor vires para a sombra...

- Anda, tens aqui um espacinho.

- Podemos tirar as coisas e arranjar espaço para ti à sombra.

- E se fossemos comer uma sandes à esplanada?

- Não ias à casa de banho?

- Queres um gelado? A mim apetece-me um gelado...

- Vais comer um gelado?

- Então e quando é que pedes o gelado?

- Não pedes o gelado?

- Olha que começas a fazer a digestão...

- Não queres? Eu queria um mas já comi uma bola de berlim.

- Não querias ir à casa de banho? (Já fui...)

(De volta à areia)

- Queres vir para a sombra?

- Não tens calor aí ao sol?

- Porque é que não pegas na toalha e vais lá mais para baixo? Está menos calor.

- Não sei como consegues ficar aí ao sol.

- Queres àgua?

- Não tens calor aí?

- Estás mal disposta?

- É sempre a mesma coisa!

- Não percebo porque é que vocês nunca passam tempo connosco e quando passam põem esse ar mal disposto! É que ninguém vos aguenta!

sexta-feira, dezembro 26, 2008

Eu gosto do Natal porque...

Nos quinze dias seguintes já sei que os meus almoços e jantares vão ser

cabrito assado, lombo de javali assado, peru recheado, bacalhau com azeite, alho e coentros, camarão, sapateira, perdiz estufada, arroz doce, "tremelona", mousse de chocolate, azevias, filhoses, lampreia de ovos, mousse de manga, rabanadas, bolo de mel, bolo de iogurte, bolo de maçã e canela, torta de laranja, bolo de chocolate, pêras com Vinho do Porto, coscorões, tarte de mirtilos, molotoff, pudim de leite condensado, bolo rei...

sexta-feira, dezembro 28, 2007

Ares do campo abrem o apetite


Tenho um problema com o álcool.

É horrível e faz-me passar inúmeras vergonhas.

Custa até desabafar.

É que…

É que por mais que beba, não sinto o álcool. Não me faz nada. Nem uma risadita a mais.

O grande problema é que nunca apanhei uma bebedeira. Não consigo!

Escusem-se de vir com conversas de que “Comigo é que vai ser!”e afirmações tolinhas do género.

Façam as contas.

Fiz parte da Associação Académica de Lisboa. Da Associação Académica da Faculdade de Direito de Lisboa. Da Associação Europeia de Estudantes de Direito. Organizei Semanas Académicas, Quinzenas do Caloiro, festas e festas dentro e fora da faculdade. Conhecia todos os RP’s de bares e discotecas. Consumo ilimitado.

Litradas de bebidas passaram por mim. Inventei bebidas. Levei muita gente ao hospital. (Levei mesmo, acompanhei-os e segurei-lhes a mão e a cabeça, ok?)

Nem um pifo.

Este verão o meu problema acentuou-se. Fosse o que fosse, sabia a Compal de pêra. Fui gozada, humilhada, “Não tocas nisto, é um desperdício!”, diziam os amigos.

Pois bem.

No feriado de Novembro realizou-se a feira dos frutos secos em Alvito.

Terrinha da mãe, Alentejo, comes e bebes, cavalos, faduchos, cantares alentejanos. A-do-ro!

Como no dia anterior tive um farto jantar até às tantas, no dia seguinte torci o nariz ao pequeno-almoço.

Meio-dia e meia e lá fomos almoçar (leia-se pão com queijo, com chouriço, presunto, regaditos a tintol). Tinha apenas roído um pedaço de polvo seco e grelhado.

O meu pai delirante por ter companhia na bebida (A minha mãe embebeda-se com uma colher de chá e o meu irmão é movido a Coca-Cola.).

Espantem-se.

Não. Espanto-me.

Ao fim de meia dúzia de copitos sinto um formigueiro nas pernas. Na cabeça. O sorriso teima em abrir.

Sorte malfadada.

Queixo-me de nem ficar alegre e vou sentir os efeitos LOGO em frente aos meus pais!

Não desarmo. Endireito a coluna e bebo mais uns quantos. A cabeça a dar à roda, a vida é linda e sou feliz!

Evidentemente com a postura de uma lady. Irrepreensível, pois ninguém notava a zonzice.

Apreensiva.

Por ter de me levantar da mesa sem meia pirueta e cair estatelada no chão.

Respiro fundo.

Aperto os abdominais, perna para aqui, a outra para acolá e lá consigo.

- Queres café?

- Pai, não posso beber café… o estômago… já devias saber! Preciso é de um doce.

Pensava eu que estaria safa.

Congratulando-me pela façanha. Merecedora de uma medalha por tal representação de sobriíce.

Não fosse a minha mãe querer comprar licores.

Obrigando-me a provar mais de dez qualidades. De poejos, de amoraaa, de framboeeesaa, de vi… viiinho, de choc- hic- ooocolaaatte, não-me-lembro, nã-me-hic-lembro…

Ninguém notou.

Até que, depois do almoço, fui montar com os primos.

- MARIA ALEXANDRA! Porque é que a Violeta está a cavalgar aos Esses????

Ares do campo, mãe, ares do campo!

quinta-feira, dezembro 27, 2007

Coisas que aprendemos com o Natal... Not!

Depois do Natal (Do serão de 24 e do longo dia 25), fiquei a saber que:

- Se deixarem crescer a barba, o meu irmão e o meu primo Pêpê serão facilmente confundidos com Talibãs (Apesar do meu esforço reiterado de fazer compreender que os talibãs não têm caracóis como o Pedro e narizes como o Zé e muito menos o corpanzil deste. Os tipos não comem pizzas e hamburgueres ao pequeno-almoço).

- Se não quiser passar por mexicana/ india americana/ indiana (!!!) não deveria ter este corte de cabelo. Posto à discussão, foi aprovada a minha tosquia total. A essa hora, já estava trancada no quarto aos berros. De nada serve dizer que o meu espírito era Maia. Nem assim compreendem a minha aversão ao frio e fascínio por aquelas águas. Essa é também a razão porque uso o secador de cabelo para aquecer a cama. E pela qual me ressurjo contra o calendário romano. As treze luas fazem muito mais sentido. "O espírito marca a pele", já dizia a minha avó. "Por isso sorri."

- Os genes da minha família são tramados. Sem quaisquer misturas, saem cabelos castanhos claros, cabelos negros, olhos azuis, verdes e castanhos claros, peles brancas e morenas com mais ou menos sinais. Bem disse aos meus primos que isso talvez não seja bem assim e que naquele tempo fazia-se amor às escuras. Sem efeito. Os avós sempre se portaram bem. Por pouco fui deserdada.

- Por mais que todos os anos faça a cabeça à minha mãe, acabamos por fazer comida para mais 25 pessoas (So what else is new???) e depois está tudo de dieta.

- Há quem coma tremelona (um doce multicolorido com várias gelatinas e leite condensado) misturada com mousse de chocolate e não vá direito a correr à casa de banho. Eu cá sou pela separação das classes. Tremelona, shaken but not stirred!

- Ainda consigo comer a travessa inteira de arroz doce, nem que seja pelo facto de ser feito por mim, unica e exclusivamente ao meu gosto pessoal.

- Temos um irmão que é o responsável pela árvore de Natal do Porto, que passou lá semanas e semanas envolvido na projecção e montagem mas não é capaz de dedicar 10 minutos a montar uma árvore artificial de metro e meio.

- Os Natais são todos iguais. Cabe-nos a nós diferenciá-los pelos sorrisos que arrancamos às pessoas. Missão cumprida?

quinta-feira, outubro 25, 2007

And now for something completely diferent III - Disfunção cerebral

Tic-tac, tic-tac. O tempo que não passa. A insónia que não me deixa dormir.

Queria ver novelas com o espírito de quem vai ao MacDonald's pedir um sunday de caramelo. Fazer viagens. Apanhar avião com destino incerto, decidido ao sabor do momento. Correr. Correr na terra batida com o cheiro do eucalipto a embalar-me. A 2ª circular, lá ao fundo, ignorada, por detrás dos campos. O pó da terra sobre as sapatilhas livres. O cabelo desgrenhado.

Correr ao telhado, saltar como se não existisse gravidade. Um, dois, três, Jerónimoooo!

Mais facilmente pego no trabalho e afogo-me em trabalho. Afogada, esquecida. Perdida do dia-a-dia. Esquecida de uma mãe jovem que descobriu que a vida é efémera e que ainda tem muito para viver. Esquecida do avc, do controle da tensão, do sal, dos diabetes, das caminhadas obrigatórias que não são feitas, entre protestos, muitos, meus. Esquecida dos quistos, no peito, nos ovários, da operação de urgência e de uma mãe apreensiva, por mais um problema, tudo ao mesmo tempo, e que vai ter que passar exactamente por essa operação, com urgência, que uma das irmãs, Elisa, passará amanhã. Esquecida que a família não se escolhe e que eu escolhia a minha mãe mas não a minha tia Catarina, que tudo faz, com maldade, para prejudicar a minha mãe. Dá-lhe cabo da cabeça, da saúde e eu, se pudesse, dava cabo dela. Esquecida que te posso perder e já esteve por tão pouco.

Eu, se pudesse, dava cabo dos problemas. Aqui ando a marcar passo, e eles multiplicam-se. Trabalha-se em casa, proteje-se a família. Descubro que somos mesmo o mais importante. Esqueço o resto. As viagens que adoro, os amores, as futilidades, a profissão, bem a profissão não, porque afinal também são feitas vitórias, todos os dias. E ninguém acreditava que fosse possível, a sair só do meu corpo. Cá está. Adia-se o sonho de sair de casa, não por falta de condições financeiras, mas porque já não tenho o sonho de sair. Quero proteger-te. Quero poder evitar tudo da mesma forma que evitei, se voltar a acontecer. E agora que não vou trabalhar em casa?

E eu que não durmo. Não consigo. Não desligo.
Ao menos, desligo o computador.

Boa noite.

terça-feira, agosto 28, 2007

Amor com amor se paga II

Toca o telemóvel da minha mãe.

Era o meu irmão.

A mamã do menino, que no ginásio mal se esforça para subir para a passadeira e acenar à àguia Vitória, corre a casa de ponta a ponta.

Da cozinha à sala, ansiosa, a borboleta voa.

Perante o meu ar incrédulo.

- Deve ser o teu irmão! - Grita de felicidade.

A borboleta dá no Red Bull, só pode.

Agarra sofregamente o telemóvel.

Quase esbarrando no sofá.

Põe o aparelho em alta voz.

- Então, filho? Muitos mergulhos?

- Ahh, sim... Ó Mãe, tenho andado aflito dos pés. Ando com uma comichão... Só consigo usar chinelos.

Encostadíssima na ombreira da porta, viro-me para trás para a minha mãe não perceber a risota.

Agarrada à barriga, quase caio ao chão de imaginar a cena e tanto rir.

- Deves ter apanhado um fungo. Vai já ao médico! Ao hospital ou ao centro de saúde. Tens de ir ao médico antes que isso piore! Uma vez, uma colega minh...

- Já fui, mãe!

- E então?

- Primeiro, o médico andou às aranhas. Fez exames, pediu para voltar lá no dia seguinte.

- E então? Tu vê lá, se precisares de alguma coisa, liga à tua tia Bia! Que será isso? Raio da poluição nas praias! E as pessoas são porcas, atiram tudo para o chã...

- Calma! Só sei que vou ter que fazer mais testes. Os médicos não fazem ideia do que se trata. Dizem que não parece ser perigoso mas vou ter que passar os restantes dias das férias, no hospital, a fazer mais exames e em observação.

- Ai o meu filhinho! Vê lá! A mãe apanha o próximo autocarro e está aí em poucas horas. Queres que te leve uma canjinha?

- Ó mãe não é necessário, está aqui a Rita e, de certeza, que não é nada!

- Ai, mas que apoquentação! Eu vou já para aí!

Coitada da minha mãe. Apanhada no meio da beligerância, civil seriamente atingida por um estilhaço de um morteiro.

Ainda entro na sala, tentada a repor a verdade.

Fito a progenitora.

Imagino a subida do sobrolho da matriarca, seguida do já conhecido olhar castigador.

O meu sorriso amarelo "Estou lixada!" Sorrateiramente, virar as costas para sair mansinha, pé ante pé, para pegar na mochila e emigrar para o Cazaquistão...

Abrir a porta da rua...

"MARIA ALEXANDRA!!!!???? Onde julgas que vais??? Anda cá, temos muito que falar!!! MARIA ALEXANDRA???"

Nunca mais ser encontrada, viver incógnita e escrever-vos via wirelless, no meio de nenhures no planalto desértico, acompanhada de de um bode e do Reggae, que assobiaria o "Verão Azul" em troca de tenges.

Repor a verdade?

Já diz a sabedoria popular,

"Mais perto estão os dentes que os parentes"...

sexta-feira, agosto 17, 2007

Amor com amor se paga

Como devem ter reparado, nas últimas semanas tenho estado sem internet.

O motivo já o descobri e é só um.

O meu irmão.

O sacaninha, que adora agitar os humores cá em casa, sabotou-me a net, retirando a autorização da transmissão do sinal do wirelless para o meu portátil.

Acontece que o p.c. principal da casa é comum mas, ainda após várias desavenças e contestações, está instalado, nada mais nada menos, no quarto do imbérbere.

Ora, o intragável está de férias. Passa os dias inteiros a roncar sem sair do quarto. Faz tudo isto sem qualquer ponta de inocência. O desporto favorito dele é mesmo ver-me a arrancar os cabelos.

Acresce que tenho a família inteira de férias, acampada em casa. Cigarras debochadoras desta formiga da labuta jurídica, que dão cabo do meu juízo e saúde mental. E nada fazem para travar o génio inventivo do mentecapto. Pior, para eles, o mentecapto é um anjo.

Para esclarecer vossas excelências, a criatura tem vinte e seis anos, longe de um petiz rabino e mariola.

Farta de me queixar a quem de direito (A quem paga as contas da internet e, supostamente, deveria impôr ordem nesta casa da pradaria.), aos meus pais, e após a confirmação do causador do mal da minha net (Ele nunca confessou, mas os SILCAC* são infalíveis.), pus mãos à obra.

É por isso, blogolândia, que neste momento me refastelo em frente ao portátil, a escrever.

Desinstalei e reinstalei o wirelless, desbloqueei o meu p.c. no computador principal, troquei a autorização ao IP do portátil do meu irmão (Ele que se amanhe!) e ainda arranjei um sinal livre de um vizinho qualquer, a fim de precaver eventuais próximos problemas.

Mais importante foi o que fiz a seguir.

Atentem bem, prestem toda a atenção.

Dirigi-me à loja das festas, no Colombo, e comprei um frasco de pó de comichão.

Pó milagroso que imediata e prazeirosamente despejei de forma igualitária em TODO o calçado do execrável.

Esfrego as mãos de contente e esboço um sorriso manhoso, qual Mutley das Corridas Loucas.

MUAHAHAHAHAHAHAAH!


*Serviços de Informação do Leite Condensado às Colheradas.