
sexta-feira, março 19, 2010
Não é bem dos sentimentais que preciso mas

terça-feira, dezembro 29, 2009
Yes, o dia ia tão bem

De que me serve ter sapos à porta para espantar as ciganas, se as indianas pouco se importam e fazem quase o mesmo serviço? Digo "quase" porque a única coisa que desapareceu foram os cinco euros da minha carteira que muito me fazem falta.
Enfim, sempre se dá de comer a alguém.
E agora como vai ser, que eu desconheço o homem de farda que está apaixonado por mim (por favor, acusem-se, seja qual for a farda, incluindo a de faxineiro ,que não estou para esquisitices), se bem que noutros pontos esteve bem perto.
Não é difícil, basta atirar barro à parede, neste caso foram muitas mãos cheias e a parede está irreconhecível.
O pior é que sou tão crédula e o suficiente devota para andar dividida, e agora? O homem da farda? O homem que amei muito mas não ficou comigo porque foi desviado mas ainda pensa em mim? O homem cujo nome começa por “J” (Esta, pelo menos, foi mesmo ao lado, apesar dos Joões, Josés, Joaquins que por aí andam, nenhum me toca.)? Ou o homem que está longe e é comprometido mas que sonha comigo? Porque é que todas me falam em homem com ” J”, se não há “J”, já me deixei de partidarices há muito e “J” já vou em idade de escapar, mais facilmente faria sentido o partido dos crescidos.
E por que raio da kizombada é que focam sempre o mote na inveja e nos homens, no amor, o seu homem, que raio, se agora, só queria ouvir “O seu trabalho vai correr bem e para a frente.”, ou, pelo contrário, o seu trabalho vai afundar-se, fuja já para o Brasil, esqueça, nesta altura do ano pense antes em Aspen, é lá que se encontra o seu plano de poupança e reforma. Pense em velhotes barrigudos de cordão de ouro ao pescoço!
Todo o meu clássico se foi, estes dilemas parecem novela da TVI (Isso, agravem a depressão.), volta mood, volta Mozart, necessito de uma partitura nova.
Ou de chocolate quente.
Está visto que este dia foi dedicado à comida.
Quem me chamou bulímica, mesmo?
quarta-feira, novembro 11, 2009
Palavras leva-as o vento

E no meio de conversas, juras, promessas, declarações das quais as minhas amigas mais próximas têm sido alvo, não posso deixar de recordar como, este Verão, ele me confidenciou que fui a melhor coisa que lhe aconteceu este ano. Com estas palavras precisas. Mais do que uma vez.
Para descobrir, aqui há uns dias, através do Facebook, que ela, aquela que não queria e que lhe fazia mal, contra a qual fui uma lufada de ar respirável e renovado, e ia esquecer, enterrar e regressar mais depressa que o Lucky Luke, blá, blá, iada iada, está noiva.
Sim, via Facebook e, provavelmente, via todas as redes sociais conhecidas e imagináveis onde pudesse alardear o feito Estou a especular, uma mulher não é feita de gelatina, por isso deixem-me transparecer alguma causticidade. Continuando, parece que estou a ver a cena, ele - nas suas palavras, chorosas, que outrora me comoveram (So silly me - mas, também, vos digo, só acredita quem quer, que aqui ninguém é parvo e eu quis, se quis... Mais silly, silly me.) - amarrado e instigado (muito forçado foi, coitadinho) a pedir-lhe em casamento enquanto ela, agarrada ao laptop, o noticia ao mundo., apesar de me ter calhado apenas aquela (É também a única que sigo.).
E que este episódio romântico-burlesco - que, desde o final do Inverno, vivi agarrada ao computador, dada a nossa distância física, so in love we were, palavras, palavras mil, até ao render do(s) encontro(s) no Verão, onde as coisas bonitas que ouvi dourariam quaisquer fatias natalícias- daria pano para mangas de risota aqui no blogue e sei lá mais onde, um sucesso de vendas, certamente, para uma sitcom ou uma inspiração para stand up, expiação que apenas não faço por puro decoro meu (VERGONHA) em revelar ao mundo "how really silly I am". (A ausência de pontos finais é propositada. Só para perceberem como se fica sem ar, tapete e tudo o mais no meio de floreados natos-mortos.)
Por isso, minhas amigas, agradeço o facto de ser uma pessoa de acções. Quando as palavras não batem com as acções, está tudo dito. Custa, dói, mas é a sólida reali(ver)dade. Quando se deseja, esforça-se. Dobra-se o mundo, voa-se contra o vento, se necessário.
Tudo o resto é frosting de açúcar. Sabe bem no momento mas promete uma vida de diabetes e complicações.
Nada do que escrevo é inédito. Quanto muito, lugar-comum, ainda assim de relembrar, com a mesma frequência com que se relebram os aniversários e as datas importantes.
Portanto, sacode-se um pouco a pestana, corre-se a fechar portas e janelas, vai-te embora, cantas muito mas encartar-me-ias se, ao invés, dançasses.
Assim sendo, querida A., manda-o bugiar.
Enquanto isso, deixa-me rir mais um pouco de mim própria.
terça-feira, fevereiro 24, 2009
Não é nada de novo isto que eu digo
Por isso, quando digo não a este ou aquele, quando digo que não vai resultar ou torço o nariz,
por serem demasiado altos, demasiado loiros, demasiado queridos, demasiado arrogantes, por vestirem fatos de treino no centro comercial ou, unicamente, por terem a cremalheira superior toda podre e um dente de prata lá no meio,
Fixem bem minha gente
Não estou a ser esquisita.
Simplesmente, não estou apaixonada.
Se existisse qualquer possibilidade de estar ou vir a estar, os meus olhos, nariz e ouvidos seriam cegos a tudo isso.
E, com a minha sorte, mais provável seria encontrarem-me a passear, no Colombo, abraçada a um espécime que reunisse essas qualidades.
sexta-feira, março 07, 2008
A irresistível Alexandra
Sei que vos tinha dito que falaria do novo DRH mas, com a alergia que ando à alforreca, recuso-me.
Quero mesmo é falar do rapaz do quiosque.
É que nunca lhe comprei nada, a não ser um par de revistas côr-de-rosa, no ano passado, para levar para o hospital, quando a minha mãe esteve internada.
Tem um fraquinho por mim. Ou uma paixão avassaladora.
Só pode.
Todos os dias, quando vou a tropeçar pela calçada para apanhar o autocarro (correr esmifradamente a guinchar "amigo, espere por mim!!"), o moço levanta o rosto, olhos radiantes e sai cá para fora só para me ver passar.
Quando julga que já não o vejo, fita-me à descarada, embevecido, salivante.
Tira-me as medidas, sonha com filhos bailarinos e Domingos de futebol, no sofá, por entre cervejas e tremoços servidos por mim, abraçada num avental do Benfas.
Embasbacado, embevecido. Olhos sonhadores, a boca aberta.
Faça chuva ou faça sol, tenha clientes ou não, quando o autocarro passa, espeta a cabeça para fora e procura a minha figura, aflito.
Não sei o que faça.
Até percebo.
É difícil resistir-me.
Mas o olhar do moço perturba-me.
Por vezes digo bom dia, outros dias corro, procuro objectos indescobríveis na mala.
Há cerca de quinze dias, Sábado de manhã, o tipo estacionava o carro na minha praceta. Viu-me a sair de casa.
Os olhos ensonados despertaram qual Alexandra a descobrir a famigerada lata de leite condensado escondida no armário das panelas.
Que fazer?
Voyeurs escondidos atrás da janela não são o meu tipo.
E se lhe recuso o amor?
Possível "Wanna be a stalker"?
E se os rapazes dos quiosques tiverem sindicatos? Associações ou máfias que os protejam?
Pior, cadeias ligadas por net e sms que me negarão o Economist à sexta?!
Ainda pior, se me limitam à revista Maria???
Oh, meu Deus....
Sorrisos, minha gente. Muitos sorrisos ao rapaz do quiosque!
P.S. - A tempo, o post levará imagem. Desculpem!
domingo, outubro 21, 2007
Leite Condensado derramado no divã sentimental - Fugas e perseguições, a arte dos pegamonstros
Tenho tendência para os homens psicóticos e para os perseguidores-pegajosos-lapa-não posso viver sem ti.Melhor, eles é que têm tendência para mim.
Olham para mim e vêm a salvação.
O último reduto da super-mulher que os vai amar e proteger para sempre. Da mulher que os vai pegar ao colo, fazer papas Pensal e cafuné na cabeça.
Acontece que odeio cafuné.
E gente lapa. Homens pegajosos e piegas.
Só gosto mesmo de Pensal.
Fujo deles a sete pés, formiga atómica de serviço. Nem esboço meio caquético e escondido sorriso quando passo pelas criaturas.
Não adianta.
São ardilosos, os sacanas.
Um deles, o Griffes (Assim intitulado pela Sónia, dada a quantidade de Versace's prateados e ostensivos sarapintados pela roupa justa e reveladora), pediu-me o número, à saída do ginásio.
“É para trabalho”, disse no elevador. “Quero criar uma empresa e preciso de conselhos.”
Não me enganou, o pavão, mas lá entreguei o dito, contrariada.
Resultado, dia seguinte, quinhentos sms.
De bom dia, de beijos, de como sou linda e perguntas do que mais gostei dele (!!!).
22 horas. MMS: “Beijinhos e bons sonhos.”
Arregalo os olhos.
A compôr, nada mais nada menos, uma foto do tronco nú e lustroso do moço, com a cabeça deliberadamente omitida. Nos mamilos, argolinha com pendente brilhante de prata, como que cereja silvestre no topo do muffin “enchantilizado”.
Nojo. Estômago revoltado e noite de pesadelos. Vaca que ri voltava para reclamar a sua argola.
9 horas, dia seguinte.
Toca o telemóvel.
- Olá, bom dia! Então recebeu a minha pic? Não disse nada... Não gostou da foto?
- Errr... Sim... Gostei ... -Sorriso muito amarelo. Alexa, a Chinoca no mundo das griffes perdido.
-Ahhh, pois... Tirei com a câmara do telemóvel que é muito pequena mas já lhe envio outra que goste mais...
Engasgo. Desligo o telemóvel, não fossem os dentes cair de tanto rir.
Agora a parte do CONSULTÓRIO.
Digam-me. Digam-me o que faço com esta criatura.
Esta cena passou-se há três meses e o tipo ainda me bombardeia com sms, telefonemas, aos quais, SUBLINHO, não dou qualquer resposta.
HELP, CECIL! HEEEEEELP!
sexta-feira, outubro 19, 2007
Leite Condensado derramado no divã sentimental
Assim, se todos podem porque não eu também?
Porque não ter também o meu Consultório Sentimental?
Depois das tentativas do Jedi aqui, só podia surgir esta ideia.
Porque não um cantinho de ajuda e GRATUITO?!
Mas atenção. Se julgam que vêm para aqui pedir ajuda, desenganem-se!
Eu é que vou aproveitar os vossos preciosos conselhos. (Muahahaha!)
Por isso, deitem tudo para fora, opinem, digam de vossa justiça, ajudem-me a encontrar o caminho para a luz.
Quero ver essas capacidades de pseudo-psicólogo/psiquiatra/come-novelas/analista-barato-munido-de-curso-por correspondência-da-Oprah-dos-sentimentos-alheios.
Assim se cria um espaço de divã.
Aqui encontrará de tudo.
Casos do foro psíquico ou amoroso. Maleitas físicas, perturbações neo-depressivas e tiques compulsivos.
Um novo mundo à espera dos seus palpites.