Aqui há uns bons tempos anunciei-vos que iriam ver nesta chafarica outros textos de amigos que considero serem possuidores de uma veia prosaica.Até hoje, e a muito custo, só recebi um texto do Hugo.
De resto, nem ver migalhinhas de broa de milho de há dez dias espalhadas pelo quintal da casa da minha avó e desprezadas pelo pardal Tobias.
E eu desespero. Peço, repeço, suplico, pedincho. Com graça, com imaginação, com classe, com humilhação.
Tentei de tudo.
Fui chata.
Correcção. Fui muito chata.
De ficar sem curvas e de me candidatar a panqueca.
De me pôr a mim a escrever à bruta.
E a eles, nada.
Prometi bolos, ondas, brincos e lugares no céu.
Quase vendi a alma ao diabo.
Só não o fiz porque sou uma menina ajuizada.
E pelo bem. Magia branca e bons pensamentos para todos. O que está a ser difícil.
Imagino-me a perseguir a Sofes de motoserra Carolina Herrera A destruir-lhe as malas (os sapatos sou incapaz).
A usar os CD's de jazz da Sónia como espanta-espíritos na porta do moinho, no Alentejo.
A apunhalar a prancha do Cassi. E a decorá-la com pedaços de malas LV, intercalados com CD's queimados pelo Sol.
A oferecê-la depois a um senhor muito gay e pouco viril, com queda para jogadores de rugby.
A vender os telemóveis da Sofes a uma pindérica que fale muito alto e sem maneiras.
E alugar uns holofotes gigantes para apontar à Sónia nas aulas de step. Com senhor de micro a chamar a atenção para ela.
Está difícil. Assim, não vão aceitar a mim no céu.
Terei de viver uma nova vida reencarnada. A conviver com a minha alma gémea que continuará a procurar a mulher que fui no passado. Confusa, porque não me reconhece.
Caramba!
Já chega de castigos. Escrevam lá os textos, por favor.

