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sexta-feira, abril 08, 2016

Polémicas do dia



Resumindo o dia de Facebook, após leitura na diagonal:

1) Está tudo indignado com o que João Soares disse mas já não lhes faz espécie o insulto gratuito que, com tanta indignação, lhe fizeram durante todo o dia. Li insultos de arrepiar (Gentxi, o João Soares não esteve nada mas nada bem. Ainda assim, NOTO que ameaças à integridade física é crime mas insultar também.) ‪#‎moralistasdasanita‬

(O mais engraçado é que conhecendo a figura do Sr., dificilmente o veria à bofetada. Mais facilmente o veria a fugir da confusão, que nem dar bofetadas deve saber dar.) 

2) Ai que a Joana Vasconcelos disse que levava o telemóvel e o Ipad, jóias e sei lá o quê, se fosse refugiada. Ai, que o país quase implodiu com tamanha alarvidade! Estamos no Século XXI. Queriam que levasse o quê? Astrolábios? Os valores servem para trocar pelo que necessitarem e a tecnologia para comunicar e encontrar rumo. Quanto às memórias, qual de vocês, se tivesse oportunidade, ao fugir não levaria algo de valor sentimental? Uma coisa concordo. Falar com a língua enrolada à tia de Cascais não a iria salvar de polémicas.Nem que fizesse a lista mais imaculada.

3) Depois e pior, tanta voz chocada mas ajudar já está quieto. Não, 'bora lá a mais uma polémica de Facebook, daquelas que não dão trabalho e podemos ficar confortáveis na cadeira ou na cama, a participar. Ai que horror, que falta de respeito pelos refugiados! De repente, toda a gente é voluntário e activista de comando.
Já agora, sendo assim, "compartilhem" este post no vosso mural, para que Deus oiça as nossas preces e salve mais um cão, com fiambre em cima do focinho."

sexta-feira, fevereiro 26, 2016

Je suis Tinder


O Correio da "Manha" faz notícia de capa de que a Isabel Moreira está no Tinder.

C'orror! A devassa! Imagine-se uma mulher e, ainda por cima, deputada, no Tinder, uma aplicação que privilegia encontros e novos conhecimentos!

Vou ser curta e grossa: Estou farta. 
Saturada destas merdas sexistas. 
Farta, saturada destes marialvas machos lusitanos com um complexo de pila pequena que vai daqui até à lua e dá a volta umas vinte vezes.

Num país de primeiro mundo, toda a gente está no Tinder (Sim, as mulheres também, incluindo as mulheres bem sucedidas, formadas, educadas e até com exposição pública. É assim nos países nórdicos e é assim em Nova Iorque, por exemplo.

Aqui há meses, a minha ex-paixão assolapada que durou demasiados anos para jurar para nunca mais disse-me: "Mas tu estás no Tinder? Aquilo é só para sexo. Não é para mulheres como tu!", deixando entender que o facto de estar no Tinder iria denegrir a minha imagem e todas as parvoíces que povoam numa mente de macho latino.

Ai é? Onde está escrito que aquilo é só para sexo? 
Primeiro, O meu corpo, as minhas regras. Depois, mesmo que fosse, e então? Qual o problema? Eu, mulher livre e desimpedida sem ter de dar satisfações a ninguém posso querer apenas sexo, sem virem os defensores do cinto de castidade gritar ao deus nosso senhor.

Sabem que mais? Ainda mal interagi, porque não estou ainda para lá virada, mas tenho para mim que o Tinder será óptimo para conhecer pessoas interessantes, especialmente estrangeiros. 

Eu que fisicamente sempre achei mais apelativo o homem moreno e os branquelas não me diziam propriamente alguma coisa, acho muito mais intelectualmente interessante um nórdico. E intelectualmente para mim é quase tudo. Porque é que acho mais interessante um nórdico? Porque estou saturada destas merdas. Porque não quero ter o azar de sair-me um sapo e ir parar às negras estatísticas portuguesas sobre violência doméstica. O perigo é tão real que o medo tornou-se real.

Sempre disse à minha mãe que casar não faz parte dos meus planos. Se acontecer, aconteceu mas não o tenho por objectivo. 
Ultimamente, tenho-lhe dito que está praticamente fora de questão casar com um português. Caramba, o meu pai, alentejano de raíz, dos seus sessenta e três anos tem uma mente muito mais avançada do que os neandertais que aparecem à minha frente. Não quero ser mais uma Maria Zamora, que ainda agora fez um ano a sua morte.

Isabel Moreira, para que fique bem claro, se eu não estivesse no Tinder, teria aderido agora com toda a certeza.Mulheres, estão à espera do quê?

#jesuistinder #jesuismulherlivre #correiodamanhaomaiorascoportuguês

terça-feira, dezembro 23, 2014

Jingle Bells * Batman Smells * Robin laid an egg * The Batmobile * Lost a wheel * And the Joker got away!




O meu Facebook pessoal é uma pérola. 

Muitas vezes, tenho de segurar a minha impulsividade tempestiva, contar até 93843958945849568968, respirar fundo tudo isso vezes dois ou três, para não comentar.

A verdade é que se cascasse e gozasse com cada coisa que publicam, já não teria amigos.

Já sou uma pessoa complicada, com os seus bonecos de vudu que chegam e sobram. Eu e a minha língua que salta sempre para a verdade, doa a quem doer ou (na maioria das vezes) mesmo com as melhores das intenções mas que dá asneira e torna-me numa persona non grata, mais rápido do que o Speedy Gonzalez diz "Andale!".

O meu preferido dos últimos dias é um conhecido dos tempos da faculdade.

Ora, este senhor passa o ano inteiro a esfregar na nossa cara que é ateu, detesta as religiões, que as religiões são para gente burra e por aí fora. Não há dia que não semeie no mural alguma consideração sobre o assunto, cartoon ou ambos. Não sou uma pessoa propriamente religiosa mas aquilo é cansativo.

Pasmem-se.

Nos últimos dias, é tão somente o maior entusiasta do Natal que já vi. 

Ele é fotos com o gorro do pai Natal, ele é fotos com as hastes da rena (!), ele é fotos de árvores de Natal, das iluminações, dos presépios, ele é "ho ho ho's". Ele é todo o espírito natalício, como se tivesse sugado a alma a meia centena de crianças menores de quatro anos e todo o arco-íris dos Ursinhos Carinhosos.

Então mas e... o Natal... pois, então e... meu caro... festas religiosas já pode?

Não me aguento. Mordo a língua. Morde! Morde a língua!

Mordo a língua mas faço printscreens de tudo. Tudo. Não escapa um fio da lampreia de ovos ou uma pitada de açúcar da rabanada.

Ele que regresse aos posts "crentes, ó pessoinhas tão burras e limitadas, que sois!". Tenho munições para, pelo menos, seis meses.

Já sei. Eu e a minha eterna incapacidade de ter diplomacia e savoir faire.

Vou morrer sozinha e isolada. Já não é novidade para ninguém. 

Enrolada em vários xailes, tendo a devota Cacau, já desdentada e um pouco mouca, a velar por mim.

Na lápide ler-se-á "Aqui jaz uma chata, implicante, desagradável e inconveniente. Ninguém a chora pois já ninguém se dava com ela."

domingo, setembro 01, 2013

Ai os piropos! Piropos?

Tanta celeuma sobre os piropos e honestamente não é o assunto que mais me preocupa (Aliás, confesso que nem olhei bem para a proposta do BE, tenho apanhado o assunto no ar mas amanhã lá o farei.) mas preocupa-me sim, que não se dê a necessária reflexão aos assuntos. 

Preocupa-me que se parta imediatamente para o gozo e banalização de certas coisas e assuntos como se de um programa de reality show da televisão se tratasse. 

Preocupa-me ainda mais mulheres supostamente inteligentes que rapidamente passem a mulheres "burras" por, pura e simplesmente, não dedicarem um segundo a usar um dos seus bens mais sagrados (Sim, o cérebro. O nosso é mais pequeno do que o dos homens mas faz mais conexões, por isso, dêem graças e usem-no.) e a ter uma pequena reflexão que seja. preocupa-me que estas mulheres, ditas inteligentes, não reflictam e, por consequência, não saibam distinguir um piropo de um comentário dirigido para rebaixar e humilhar.
Meninas, senhoras, (Porque são o maior alvo.) a maior parte das coisas que ouvem na rua não é para vos elogiar mas sim rebaixar. Chamar a isso um piropo é, no mínimo, burrice. Sequer é correcto. Ora vejamos.

Diz o Priberiam sobre o piropo:

piropo |ô|

s. m.

1. A cor do fogo.

2. Liga de cobre e ouro.
3. [Joalharia]  Variedade de pedra preciosa.
4. [Popular]  Galanteio; elogio; frase amável ou lisonjeira dirigida a alguém.
Plural: piropos |ô|.


Tomemos os seguintes casos práticos:
A) "És muito bonita.", "És simpática." "Tens os olhos bonitos." 

Não me parece difícil classificar todas estas frases como piropos.

B) "Ó Boa, com esse cu deves cagar bonbons.", "Partia-te a bilha toda.", "Que lindas pernas: a que horas abrem?"

Bem, não sei quanto a vocês, mas tenho uma urticária imensa quando se aceita isto como elogios. Conhecem alguém que tenha conseguido facturar depois de proferir uma destas?  Querem estes sujeitos agradar-vos com estas palavras? Quem o profere sabe perfeitamente que não vai conseguir nenhuma simpatia do lado de lá sequer. Isso parece-me claro. Não vos parece? Então por que o fazem? Qual é a intenção?

É mesmo elogiar-vos? São isto piropos ou formas de humilhar?

A questão é mesmo esta. A intenção. O que é dito e com que intenção.

 Ah, o assunto não é sério? Se não nos levarmos a sério, admirem-se que continuemos a não ser levadas a sério, a receber menos, a sermos discriminadas, por aí fora. No mínimo, reflictam. O cérebro não se desgasta ao ser usado. Pelo contrário. É uma máquina que, para funcionar, precisa de estar sempre a ser oleada.

Se é necessário legislar sobre o assunto? 

Bem, toda a gente fala no assédio como se fosse um crime tipificado no nosso Código Penal. Basicamente, é o resultado dos filmes americanos. Conhecem a nossa realidade? O que está descrito no nosso Código Penal? Sabem que o que não for tipificado no código não é crime e, por consequência, não é punível?

A verdade é que o assédio, como o imaginam, não está previsto no Código Penal, minha gente.

Apenas é previsto para os casos em que existem hierarquias, familiares ou profissionais, ou para os actos de carácter exibicionista ou quando a pessoa é constrangida a CONTACTO de natureza sexual. Sequer existe a determinação "assédio".

Portanto se alguém vos assediar na rua, no metro, seja onde for, desde que não exibam o pirilau ou o rabo ou vos dêem um valente apalpão nas partes mais íntimas, sai sempre incólume, por muito que vos espezinhem.
Se isto cabe nos insultos? Bem, dificilmente. Insultos, assim em conversa de leigos, é chamar-vos nomes. Aí já podem suspirar de alívio e correr para o tribunal. Se alguém clamar "Sua puta!", estão safas. Se não, esqueçam.

Quanto à importância, parece-me que antes da gozação a reflexão é mais importante.

Ouvir uma frase daquelas pode não parecer muito. Deixa-vos mal-humoradas por um dia, umas horas, uns momentos. Pode não parecer muito. Agora, uma coisa garanto. Se alguém resolver importunar-vos e perseguir-vos na rua durante duas horas ou o dia inteiro a dizer-vos os tais "piropos", dificilmente poderão fazer alguma coisa. Já aquela história de pegar na carteira e arremessá-la à cabeça do "trolha" pode sair-vos caro porque, aí sim, quem pode apresentar queixa é o(a)espertinho(a), por agressão física ou tentativa de agressão física. Interessante, não?

Mas claro, é tudo uma risada, embora lá gozar com isto dos "piropos".

Basicamente, e voltando ao universo feminino, uma vez que é o maior alvo destas agressões, se queremos ser importantes, se queremos ser respeitadas, temos de ser as primeiras a respeitar-nos e dar-nos importância. Fora desse universo, bem a questão é a mesma. São agressões. Não são elogios. Até há pouco tempo a questão do Bullying também era ignorada.

Amanhã logo lerei sobre e aprofundarei o assunto. De qualquer forma, independentemente das propostas concretas que existam ou possam vir a existir, antes da galhofa, parece-me mais importante a reflexão.

Era "só" isto. Parem para pensar, sim?

Obrigada.

P.S. -Já são duas da manhã e amanhã é Segunda-feira. F***-se! Amanhã farei a revisão deste texto. Gralhas, erros, falhas gramaticais deverão ser descontadas.

P.S.2 - Não, amanhã não é Segunda-feira! Amanhã (Hoje) é Domingo! Ainda assim queria ir ao ginásio de manhã cedo. F***-se!

domingo, agosto 04, 2013

Fui amar-me


Sou sempre a última pessoa a saber de tudo. 

Parece que existe um site muito famoso, onde se incentiva à traição conjugal, e que tem agora correspondente em Portugal, ao qual já aderiram 30 mil pessoas, em poucos dias.

Agora, se me permitem, vou ver o Yes to the Dress". 

Cada vez tenho maior certeza: casar é lindo, um sonho, um conto de fadas e mal posso esperar por gastar balúrdios na festa da minha vida e pelo que se segue: Discussões, desrespeito, filhos cujo trabalho recai em só um, ser criadinha, solidão, desilusões... O rol é interminável. 

Claro que isto vem numa altura em que a minha fé nos homens e nas relações está muito fraquinha, a precisar de choques para ser reanimada, não só pela experiência pessoal mas também, convenhamos e sejamos honestos, por tudo o que vejo à minha volta. A experiência pessoal bem poderia ser a excepção. Não é.

Vivó vestido de princesa!

(E viva morrer solteira rodeada de cães, gatos, papagaios e periquitos.)

Antes que venham cá com o "olha a amargurada", devo esclarecer-vos que adoro estar sozinha. 

Bem, estar com alguém de quem gostemos e sejamos retribuídos e ambos sirvamos para elevar o que há de melhor no outro é espectacular. Mesmo muito espectacular. Agora, quando isso não existe, cruzes credo, sou muito menos sozinha estando sozinha, sou muito mais feliz, tranquila, realizada e cima de tudo mais segura e confiante de mim. 

Depois, tenho sempre a fila de amigas que repetem sem pudor "Alexandra, tu é que estás bem. Fazes o que gostas, o que te apetece. Tens liberdade." Isto de pessoas que têm filhos e adoram-nos mas vejo-as sempre a espreitar pelo meu muro e a suspirar. Naturalmente, a galinha da vizinha é a história que se conhece mas, da minha parte, não troco a minha galinha pela delas. Só por uma galinha como descrevi.

Dito isto e perante aberrações como este site, reforçando o maior moralismo que há em mim, não consigo entender porque é que esta gente se mantém casada. Para quê. Já nem digo da outra parte mas isto é gostar de si própria?

Contudo, também sou a aberração que diz o que pensa e sente, não tolera outra coisa a não ser sinceridade e o bastião mais importante para que exista uma relação é a confiança. Não há confiança, não existe relação. Matemática pura.

Há uns bons anos, tive um colega que, a certa altura, numa conversa sobre relações, quando confessei preferir que me dissessem que me haviam traído e que se (improvavelmente)
o viesse a fazer seria algo que contaria, por uma questão de respeito, insurgiu-se e disse-me: "És horrível! A honestidade é brutal. Mil vezes que me mintam do que saber de certas coisas."

Todas aquelas palavras fizeram-me muita confusão. Eu vivia e vivo no outro extremo do mundo. A julgar pelos milhares que se entusiasmam com coisas como este site, vivo como o Big Foot. Isolado. Ninguém sabe dele. Na verdade, é apenas uma lenda. Um mito urbano. Ou não.

terça-feira, abril 09, 2013

Dos "clubes de futebol", Constituições, papel higiénico e momentos de reflexão perdidos e não por falta de Centrum

Pausa nas parvoíces e brincadeiras. Se não usa o cérebro e não pensa em fazê-lo, este texto não é para si. Siga para o blogue seguinte.

Há dias em que desejo não ter tirado o curso que tirei. Ter estudado, por exemplo, economia e depois dar bitaites sobre assuntos que não domino e bater o pé como se tivesse a razão do mundo, sem dar qualquer fundamentação válida. Não, apenas bater o pé como se estivesse a defender um clube futebolístico. 

É que, na verdade, o curso de Direito não é peça essencial para esta reflexão. Não seria essencial tirar o curso. Bastaria informar-me e usar o cérebro. Há dias em que desejo não saber fazer isso. Apenas falar de coisas porque ouvi ou conclui porque atirei a moeda ao ar ou porque dá jeito. Depois, repeti-las muitas vezes até que se tornem verdade.

É assim boa parte do povo português e é a esta gente(alha) a que o país está entregue. 

Depois, leio por aí muita opinião sobre o TC, o Acórdão e a Constituição e, honestamente, apetece-me sair à rua com uma metralhadora.

Ai que a Constituição é um ser amorfo e o mal de todos nós.

Eu só quero saber, seus BURROS DE MERDA (E estou a ser delicada.), qual é o país que viva um Estado de Direito Democrático que não consagre no seu texto fundamental o Princípio da Igualdade e o Princípio da Proporcionalidade. Qual? Esperem, pensem bem: Estado de Direito Democrático. (Sabem o que é?)

Princípio da Igualdade (Sabem o que é? Mesmo?). Princípio da proporcionalidade (Uma pista, não tem a ver com receitas, embora até isso deveria ajudá-los a perceber.).

São Direitos Fundamentais e Princípios Universais. Ou, seus inteligentes, avançados, mestres em economia (Que só vêm economia da treta e deviam ter um chumbo redondo a vermelho na pauta, mesmo relativamente a esta matéria, pois claramente nunca geriram a economia de nada, nem da vossa casa.), acham que um orçamento destes não seria chumbado pelo Bundesverfassungsgericht (Tribunal Constitucional Federal Alemão)?

Querem ver que estes princípios são só um capricho da vil Constituição Portuguesa? Que não são comuns a todas as constituições do mundo que sustentam e preconizam um estado de direito democrático?

Adoro, adoro estes comentários tão inteligentes e interessantes que devem ao raciocínio o tempo de zero segundos. Um bom uso da massa encefálica, sem dúvida.

Antes que venham as vozinhas do costume, deixo as seguintes considerações:

1º - Não estou aqui a defender ideologias políticas. São questões JURÍDICAS e sim, têm como objecto a realidade e todas as situações possíveis e imaginárias. É sobretudo para as situações difíceis que estes princípios e direitos estão lá. Não apenas para quando vão ao cinema. São o garante máximo de que a coisa não vai correr mal.

2º Ah, agora não dá jeito, vamos lá suspender a Constituição. Já a leram, acéfalos de merda? Não? Então comecem por aí. É pequena, maneirinha e de leitura fácil. Sabem para que serve uma Constituição? Sabem o que significa Lei Fundamental? Voltem à primeira consideração, releiam.

3.º Pare e pense. Comece por aí. Não o fez? Volte à casa de partida, pare e pense. Leia. Pare e pense.


Em suma, aprender a não abrir certos blogues, jornais, comentários de ambos, ligar a televisão nestes momentos. Isso ou, então, o pessoal passa a usar a massa cinzenta. Ah, utopias! 

Infelizmente, com esta realidade, não avançaremos nunca.

sexta-feira, janeiro 11, 2013

Sobre a Samsung, a Pepa, melhor dizendo, sobre o espectro social e a nula vontade que tive em pegar no Facebook ontem mas sou incapaz de ficar sem dar a minha opinião

O povo adora regressar ao liceu e despertar todos os instintos de miúdos cruéis.

A campanha é péssima e, novamente, a Samsung esteve muito mal em todos os patamares. Desde a ideia, passando pela concepção (Nem um guiãozinho, gente?) à publicação e retirada dos vídeos.

Em Setembro, a Samsung deixou uma blogger (Ou seria um blogger?) convidada para um evento na Alemanha completamente apeada, recusando-se a pagar-lhe o hotel e a viagem de volta porque a rapariga não quis alinhar na surpresa do "Convidámos-te para assistir a um evento mas, afinal, agora que estás aqui tens de promovê-lo e literalmente vestir a camisola." Não fosse a Nokia oferecer a viagem de regresso e a moça não tinha dinheiro para pagar a passagem.

Channel é canal. Tirem a merda do "n" a mais.

Eu também queria uma Chanel mas a Birkin e a Celine estão no topo da lista. Agora está completamente fora de questão. Ficou um pouco invejosa de quem o pode comprar mas a hipocrisia tem limites. Na verdade, se poupasse o que gasto em aulas de dança, ao fim de uns tempos também poderia ter uma. Deixem lá, também não gasto em absolutamente mais nada (Porque não posso. Se pudesse, os meus instintos consumistas levar-me-iam ao extremo.).

Juntar dinheiro do esforço do trabalho é condenável. Esta é uma premissa natural de um país em que a cunha, os conhecimentos, favorecimentos e os oportunistas é que vingam. Às regalias e coisas "caídas do céu" já encolhe-se os ombros, diz "É o país que temos." e passa-se à frente.

Vi uma reportagem sobre o estado da saúde em Portugal que me deixou escandalizada. No entanto, a Pepa é que foi o assunto dissecado da ordem do dia. Isto sim é preocupante.

Agora não podemos ter tiques, falas afectadas e o camandro. (Frequentassem a mesma faculdade que frequentei e teriam atirado-se da janela.) Calma, também vi o video e achei aquilo irritante e oco como a merda. Apeteceu-me dar-lhe duas estaladas. Para dizer a verdade, nenhum vídeo se safa. Nem o da Maria Guedes. Agora, a responsabilidade de todo aquele amadorismo e falta de tudo é da Samsung. Guiões precisam-se. Criativos precisam-se. Analisar os produtos e capacidade crítica para o que vem cá para fora, mais ainda. Que porcaria de edição foi aquela?

O povo anda cheio de amor para dar e dispensa sacos de pancada gratuitos. Não sei como a miúda ainda respira. 

Fomos e continuamos a ser roubados, delapidados, o que é de bom em Portugal, como, por exemplo, o sistema de saúde está a ser completamente arrasado, enquanto as regalias continuam, perdão, aumentam e as atrocidades também. Temos amebas a dirigir o país mas está tudo preocupado com o facto de a Pepa ser ou não ameba.

Entretanto, a deputada do PS apanhada com a taxa de alcoolémia superior ao admitido esfrega as mãos de contente.

quarta-feira, dezembro 12, 2012

terça-feira, setembro 18, 2012

Então, o que andas a fazer?


A defender o meu país. 

Sempre quis ir para fora mas as circunstâncias não o permitiram. Não obstante, Portugal continua a ser o melhor sítio para viver. É o meu país. É cá que está a minha família e a maior parte das pessoas que adoro.
Se me separei dele por uns tempos (o que não faltam por aqui são textos dos últimos anos a comprová-lo.), foi somente pela desilusão. Por ver braços caídos. Por ver que não se aproveita, que poderíamos ser tão melhores. Pelo cala e consente. 

Sábado passado (ou um pouco antes, com as reacções que ocuparam espaços virtuais e reais), voltei a sentir um orgulho que não sentia há muito. Vontade de arregaçar as mangas que não sentia há muito. Quero recuperar o que é meu. 

Por muito ingénuo que pareça, é basicamente isto. Não podemos desistir. Juntos temos a oportunidade de fazer, reconstruir, concertar o que quisermos. Colocar estes tipos num barquinho e enviá-los para o desterro nas Desertas. Chega de gozarem connosco. Chega de viverem à nossa custa. Chega de impunidade (TODOS chamados à justiça). Quem arrombou, que pague a dívida. A começar pela banca (Que passa incólume, como é possível?) e por estes filhos da putice. 

Uma palavra especial para os reformados. Muita gente se esquece que descontaram uma vida, confiando no sistema que haveriam de ter uma reforma garantida. Descontaram quatorze meses por ano, não doze. O dinheiro que lá está é deles e são UNICA E EXCLUSIVAMENTE os que a ele têm direito. Que merda de estado de justiça é este? 

Que merda de governo, que merda de pessoas são estas que fazem regabofe de tudo, incluindo da Constituição que é a nossa maior garante de direitos? Que põem os médicos a trabalhar horas seguidas muito além do permitido, sem direito ao descanso compensatório, se isso for intrometer-se no horário normal (Ou seja, nunca podem descansar. Isso é seguro? É humano?) Que desrespeitam os professores, médicos, enfermeiros, juízes, caramba, todos os funcionários públicos e põem o privado contra o público, como se os verdadeiros gatunos não fossem antes eles, os assessores, os amigalhaços dos tachos e regalias, os que transferem propriedade pública, mais valias e regalias a preço da chuva a quem bem lhes interessa, etc, etc. Esses sim, são o cancro, não só do público, como do privado.

O que mais me assusta já não é o facto de não conhecerem a realidade do país. Estes filhos da putice que nasceram, criaram-se e formaram-se nas jotas que só conhecem jantares, festas e campanha. O que mais me assusta é o facto de não quererem saber, é o facto de deliberadamente ansiarem por espezinhar um povo, retirar-lhe o que é dele. Para o bem de quê, se não são medidas capazes e orientadas ao resultado?

O que está por detrás disto? Empobrecer todos para que não possam consumir produtos importados? Que merda de economistas são eles? Sabendo que quase nada se produz por cá, graças ao tipo calado que nem um rato, que se senta na cadeira da Presidência, é para morrer à fome? É. Vivermos sem capacidades, num país com moeda forte, seria o descalabro. Repito, que merda de economistas são estes? Certamente sequer alguma vez geriram a própria casa, quanto mais poderão gerir um país.

Que raio de ideologia é esta? O que é que se passa na Europa?

Por isso, digo basta. 

A legitimidade democrática não se conquista só com o voto. Quem a dá, também a poderá retirar.

Por mim, perderam-na e quero-os longe dos lugares onde se sentam.

Acabaram-se os brandos costumes. Acabou-se o queixar para o ar e cruzar os braços.

Está na hora de recuperarmos as nossas vidas.

(Para os que me perguntarem pelas soluções, tenho três páginas delas, ainda em construção, mas meus caros, seriam uma limpeza. Limpeza e muito tomate.)

segunda-feira, junho 04, 2012

Dos géneros literários, estilos de escrita, rum e vodka aos litros e motores de pesquisa online



*Capa da Sábado da semana passada, publicitada nos mupis do Metro.


Que é assim como quem diz uma grande moca.

Ora, exercício meramente académico:

Se sabes ou tens uma vaga noção de que existem termos comummente utilizados (Até porque depois aplicas os dois, alegadamente para a mesma coisa.), se vai fazer o título da capa, diz-me, por favor, se não perdes 0.00034554565 segundos numa pesquisa bem sucedida no Google, que apontará para 294357485748357876487589758756978698756978 resultados correctos, para perceber que no título do teu artigo - QUE VAI PARA A CAPA e não para uma coluna escondida no canto, entre anúncios para obtenção de prazer e açoites - acabaste de afirmar que está na moda alugar roulotes, tendas, cartões de sem-abrigo e outros objectos móveis que permitam pernoitar ou habitar neles.

É só um exercício meramente académico, até porque o rigor e saber o significado das palavras que se aplicam são coisas que entraram há muito em desuso.

quinta-feira, novembro 17, 2011

Continuação do desvio

Não satisfeitos com a sua atitude, a Westrags não só apagou os seus posts na página do Facebook, apagou a foto em baixo, eliminando desta forma todas as publicações em murais pessoais que a partilharam, como dedicou-se a apagar comentários e eliminar as pessoas que os fizeram da página.

Recebi, há coisa de minutos, a seguinte mensagem:

"Westrags Care

Estimada Alexandra,

Foste excluída da nossa página de facebook por constante incumprimento das Regras de Utilização da mesma. Podes consultar as Regras de Utilização aqui: http://www.facebook.com/WestragsPortugal?sk=app_10442206389

Esta exclusão é de duração indefinida.

Os melhores cumprimentos"

Foste?

Vão a ver são da minha família ou andaram comigo na escola, digo escola porque até alguns colegas da faculdade (os menos próximos)tratam-me por você.

À qual enviei a seguinte resposta:

"Exmos. Senhores,

Em nada vos sou estimada, certamente muito menos após as V. atitudes desrespeitosas para com os clientes, participantes na votação e campanha, bem como para com as instituições por vós envolvidas.

Tenho um certo regozijo em ouvir falar de incumprimento, sobretudo porque a destinatária da V. mensagem ganha a vida precisamente com os "cumprimentos e incumprimentos". Será a ironia do destino? Porventura, ainda conhecerão muitas mais.

Poderíamos até falar do vosso próprio incumprimento mas reservo esse discurso para a queixa que apresentarei oportunamente no ICAP. Reservarei outros recursos consoante a V. atitude, que até agora é digna de maior repulsa.

Relativamente ao facto de ser excluída da página, não me preocupa pois não só não gastarei um cêntimo na vossa loja como me assegurarei que nenhuma pessoa conhecida o faça.

Até porque, convenhamos, qualidade e atendimento ao cliente não é o V. forte.

Com os melhores cumprimentos,

Alexandra ***** **** "

Só para ficarmos esclarecidos, ai de alguma fexionista que venha falar-me do vestido ou da merdice made in China da Westrags.

quarta-feira, novembro 16, 2011

Pequeno desvio

"Após a conclusão da votação (http://www.facebook.com/questions/10150454539580992) sobre que instituição a Westrags deveria ajudar recebemos dezenas de mensagens de pessoas que não acham justo a Westrags ajudar animais em detrimento de pessoas.

E tu, o que achas?"

* Facebook da Westrags

Após o fecho de uma campanha para escolher a instituição de solidariedade a quem entregar determinado valor das vendas, e tendo ganho a União Zoófila com o IPO no encalço, a organizadora Westrags decidiu, questionar a decisão dos participantes através da imagem e da questão que figuram aí em cima.

Deixo aqui os meus profundos desprezo, nojo e repulsa pela forma como a Westrags insultou e tentou arrastar para o seu lamaçal, duas instituições de maior valor, como o IPO e a União Zoófila.

Tratou-se um profundo desrespeito para com o trabalho, dedicação e seriedade de centenas e centenas de pessoas.

Mais, costumo ajudar, através de doação de bens e voluntariado, e como tal, não aceito que uma marca merdosa utilize instituições de solidariedade para se promover e depois seja burra e arrogante o suficiente para questionar e insultar as escolhas das pessoas que, com boas intenções, se envolveram na campanha e na votação.

Felizmente, outras instituições estão a negar colaborar com esta marca frisando que solidariedade não é caridade.

As instituições pedem solidariedade e não caridade, porque a primeira respeita a dignidade e a segunda não.

As escolhas não são feitas nem nunca se colocam nestes termos, Westrags.

"Boas" vendas.


sábado, outubro 08, 2011

Ainda nas ironias

Isn't it ironic

Que as (e os) "grandes" fashionistas que se apresentam na Moda Lisboa vistam dos pés à cabeça Zara, Bershka, Blanco e sabe lá Deus mais o quê?

(Ontem a Zara e afins do Chiado estavam repletos delas e deles as escolher os outfits para a ocasião.)

Todos comigo:

It's like raiiiiiiiiin on your wedding day
It's a free ride when you've already paid
It's the good advice that you just didn't take
Who would've thought ... it figures


terça-feira, outubro 04, 2011

Existe maior ironia

(e estou aqui a escrever e ainda a rir às gargalhadas)

Do que uma academia de dança, sublinho, uma academia de dança apostar em grande (quatro vezes por semana, em horário nobre) numa suposta "modalidade" crescente nos ditos ginásios e health clubs fast-fitness (analogia à fast-food), que não é nada mais nada menos do que uma forma bastante rasca e particularmente pobre de iludir os clientes, dizendo que têm aulas de dança nos ginásios?

Vejam só, o que os meus queridos ex-colegas irão esforçar-se para aprenderem isto, durante este ano. Uh uh!


*

Isto sim, é dançar! So you think you can dance quem mesmo? Pirouettes, jetés, deboulés, pops, boogaloo, power moves, ganchos e volteios para quê?

Vão lá todos Zumbar!

Agora, versão dança da chuva:


* Não resisti em escolher logo a coreografia com esta escolha musical. Foi um fim do ano lectivo muito premonitório.

sábado, julho 23, 2011

Da Maria Take Me

Pois, ainda não sabem mas há mês e meio que isto habita lá em casa.


Não se deixem enganar. Isto valeu-me muitas horas de chatices com a família (que se estenderão eternamente cada vez que ela fizer alguma das suas). Isto morde como o caraças. Aprendeu a fazer os presentes na fralda após uma semana e meia de estadia, senta, deita, vem cá, responde ao nome, brinca com a bola mas isto morde como o caraças. Estou toda ferida e arranhada e não venham cá com as dentadinhas de amor. Morde como o caraças. Isto já arrancou a parte de baixo de madeira da bancada da cozinha. Cacau: 1 Bancada: 0 Isto já marcou todas as cadeiras da cozinha como os belos aguçados dentes de leite. Cacau: 4 Cadeiras:0 Isto só pode ir à rua a partir deste próximo Domingo mas, ainda hoje, partiu a taça de cristal preferida da minha mãe. Cacau: 1 Taça: 0 Xana: -20 Derrubou de uma estante e partiu uma pipa de 5 litros de vinho do meu pai. Cacau: 1 Pipa: 0 Xana: -20 Isto faz uma recepção do caraças quando chego a casa. Sempre com muita alegria e mordidelas. Quais elas, ela ataca e dilacera as minhas mãos, braços, pernas e pés. Ontem ia arrancando o meu nariz. Aqui tenho a marca dos dentes. Cacau: Winner Xana: KO

Mas isto, isto que me morde sem compaixão, não se deixem enganar pelos olhos azuis de bébé (agora esverdeados/cor de mel), ou pelo porte minúsculo (agora com quase 6kg aos dois meses e meio), isto, senhores, que tanto me morde, se, por ventura, também me calhar na rifa Timor, Brasil ou qualquer outro país fora da Europa, não vai comigo não, nem que a porca torça o rabo. Adoro-a demais para sequer o considerar. Do amor, amor é coisa que não pinga em línguas de fel, vão lá perceber.


(Tivesse a Maria estoirado tudo na Zara. Ou em Vegas. Mas não. Má Maria. Má Maria.)

Sim, aquilo de fundo são os horrorosos azulejos da cozinha. Vintage, digo.

segunda-feira, abril 04, 2011

Sinto falta de uma semana romântica II


Ontem tive o gesto mais romântico de todos os tempos.

Mandei-o passear.

terça-feira, março 08, 2011

domingo, fevereiro 13, 2011