segunda-feira, janeiro 10, 2011

Acabei de encontrar no Facebook


Um velho amigo da faculdade. Daqueles impecáveis mas que perdemos o rasto com tempo.

Ele era (é) mais velho, pertencia ao grupo que eu apelidava dos manos (porque eram todos mais velhos que eu e tratavam-me nas palminhas, como uma irmã mais nova) e conversar com ele foi excelente, trouxe tantas recordações. Daquele grupo da equipa de futebol 11 que era incrível, das viagens a Leuven para o LISST, da Associação, do grupo do desporto, dos torneios, dos fins-de-semana aqui e ali, das festas, das horas passadas no bar da faculdade, por aí adiante.

Conversa e conversa, ele a confessar que se emocionou a encontrar-me, que eu era tão fixe, que queria ver se continuava igual, eu a ficar emocionada também mas a ter que me despedir para ir almoçar até que ele se despede com um "Vai coisinha exótica :):), fizeste-me lembrar o teu sorriso agora (...)".

Considerando que é a segunda pessoa que reencontro e diz-me isto, no espaço de uma semana, só quero saber o que andei a fazer naqueles tempos todos de faculdade. Só isso. A sério. Não é pedir muito. Porque andei a dormir e a viver noutro planeta.

quarta-feira, janeiro 05, 2011

Queridos tótós,

Agora que as pulseiras da Power Balance são oficialmente um logro,


Não pode aparecer por aí uma pulseirita para o reumático?

Dava jeito.

Obrigada.

Trintonas desta blogosfera,

Larguem os vernizes, os gatos, as novelas e as saladas solitárias ao jantar!

Vem aí a mais aguardada,

a mais desejada,

a mais sonhada,

a famosa,

a maravilhosa,




















Quanto ao noivo, não estão à espera que esta criatura, incapaz de criar uma relação amorosa com o género masculino sem ouvir um "Porra, lá estás tu sempre nas danças!"Quem é mais importante? Eu ou o ballet? e aceitar como uma senhora, vos ajude, pois não?

Ah, bom.

Era só para confirmar que ainda existe alguma sanidade em vós.

Ainda bem.

Agora, ide.

Ide experimentar vestidos, limousines e bolos para a boda.

domingo, janeiro 02, 2011

Das dúvidas


Posso estar a salvar-me ou a minar-me e a esfaquear-me com um cutelo de duas lâminas e vinte centímetros de aço inoxidável.

Seja como for, é algo que saberei imediatamente com a valente cabeçada que darei na parede de betão armado. Miolos espalhados pelo branco magnólia, é isso que se avizinha.

Ou não.

Ficarei até a eternidade a suspirar com um "e se", com um "era esse" e pela imagem a correr descalça, vestida de organza, pelo prado fora.

O que vale é que nunca gostei de prados.

Ou não.

O prado é a minha cara.

sábado, janeiro 01, 2011

Look Revelhão


Não foi mas poderia ter sido.

Sou oficialmente uma pessoa desinteressante.

quinta-feira, dezembro 30, 2010

Ainda sobre o cão e porque já não há quem me ature no Facebook


A pensar que o sol poderia nascer no Natal, assim como um acto misericordioso, e como o meu pai teria férias nessa semana - perfeito para visitar os canis mais próximos ou ir buscar um patudo a Braga, Évora ou Setúbal - passei os dias a imaginar a chegada da pequena criatura a casa. O seu jeito tímido por não nos conhecer, as lágrimas de felicidade, todas elas minhas, a abraçar a minha mãe, a abraçar o meu pai, a abraçar até o meu irmão (porque o Natal é só uma vez por ano), a abraçar o bicho, o primeiro xixi no tapete Arraiolos preferido da minha mãe, tudo muito no melhor estilo dos anúncios publicitários dos anos oitenta.

E era feliz. Juro que era feliz assim. Volta e meia, lá imaginava toda a cena muito "o pai natal foi no comboio com o coelhinho (...)". Estivesse onde estivesse, fazia o favor de presentear os restantes passageiros do metro, os clientes, os amigos, até aquela parvalhona que não suporto (que não conhecem simplesmente porque não lhe dou essa importância), com o sorriso mais assustadoramente parvo e alegre que possam imaginar.

Era feliz sim, mas, entretanto, vieram os almoços de Natal dos amigos e colegas dos meus pais, os jantares de Natal dos amigos e colegas dos meus pais, os convívios aqui e ali, as compras e eu a ver o tempo a sumir, os dias muito preenchidos e ocupados e nada de cinco minutos para aqueles dois visitarem os ditos canis.

Então, resolvi recordá-los do que é o verdadeiro Natal. Relembrar que o Natal é tempo de compaixão, de ajudar o próximo e o afastado e, logicamente, salvar um bicho de ser abatido.

Assim, na manhã seguinte, porta da entrada, espelho do hall, espelhos dos quartos e casas de banho, portas de todas as divisões, gaveta dos talheres e frigorífico exibiam o espírito natalício, em formato de apelos, fotos de cães bébés, adultos, de todos os tamanhos cores e formatos e, naturalmente, contactos, muitos contactos, a fim de ver uma lagrimita a correr no rosto dos meus pais, comovidos e certos de que deveriam salvar um animal e trazer a alegria de volta para esta casa, desaparecida no dia em que o Reggae se finou, já lá vão seis saudosos meses.

Consciente de que ia ouvir das boas, assim como ouvi aos cinco anos, quando os meus pais encontraram sete cães "escondidos" (espalhados) pelo meu quarto, cozinha, terraço e garagem, recolhidos da rua, saí sorrateiramente, de fininho, pé ante pé, de rabo encolhido, deviam ser umas seis e meia da manhã, que já não sou parva e três semanas de castigo é demasiado.

Resumindo e concluindo, evidente que a semana que antecedeu o Natal foi bem mais intensiva do que os meses anteriores, sendo que, na minha casa e por meu meio, só entraram pessoas com muitos animais e histórias para contar e colegas do voluntariado. Até ração de presente recebi.

Atentem que, na véspera e no dia de Natal, a SIC transmitiu, se não estou em erro, cinco filmes com e sobre cães. Foi tão somente um sinal divino e luminoso que nos chegou via director de programação. Querem algo mais evidente?

Mas não, cá continuo, sem cão, a alugar os cães da rua que já só aceitam a comida mas não aguentam tanta festa, os cães dos amigos, enfim, até os gatos do meu professor de ballet aluguei, tendo passado o jantar do seu aniversário de roda dos bichos, enquanto os restantes convidados e amigos faziam o que é normal para uma pessoa da minha idade. Conversavam, conviviam e festejavam (e eu na cozinha, agarrada aos três gatos, quase a noite toda).

Se é deprimente?

É.

Bem vindos ao meu mundo.


Se o meu pai gosta de cães? Adora. Se o problema são só cócós, xixis, veterinário, paciência para ensiná-los? Por amor de deus, o Reggae era um penudo mínimo mas quando espirrava estava automaticamente na Ajuda. Depois, a saga dos medicamentos que tinham que ser administrados oralmente, através de uma seringa para o canto do bico e esperar que ele engolisse (E o bicho não era parvo. Via a seringa e esperneava, escondia a cabeça na minha mão, que não podia soltá-lo mas também não podia sufocá-lo.). Fora as sementes descascadas, dadas uma a uma, a ver se ele comia verdadeiramente, uma vez que ganhou o hábito de fingir que comia, quando ficava doente. Enfim, provas não são precisas. O penudo assobiava o Verão azul, dizia o seu nome, obedecia a tudo e usava o meu nariz como heliporto. Aquilo é só teimosia do meu pai. O meu pai foi educado a entender que o lugar dos cães é num quintal e não dentro de casa. Eu fui educada a respeitar os meus pais. Tal como fui educada a não desistir.

quarta-feira, dezembro 29, 2010

terça-feira, dezembro 28, 2010

Pensando melhor


Nunca liguei aos saldos.



(Pode ser que a moda pegue, os preços ridículos desapareçam e a economia ressuscite.)

Hoje começam os saldos!


E eu não vou.

Oferta de um look "ressuscita-me por favor" para quem adivinhar porquê.

Dos sonhos


Nos últimos meses, sonho frequentemente com o Reggae, sonho com cães, até sonho com papagaios e o jardim zoológico que aparecer.

Hoje sonhei com tudo isso e com vírus no computador.

Do Penudo



Sinto a tua falta, pá!

domingo, dezembro 26, 2010

Que grande treta


É o Natal.

Não venham cá com coisas.

É que nem quero saber.

Lá, lá, lá, láááá... Não estou a ouvir-vos.

Para quê tanta admiração?

Simples.

Basicamente não recebi um cão.

Era só isso.

Tão fácil.

Um cão.

Não era difícil!

Tudo o resto é acessório. Para que quero bugigangas, doces ou mais uma peça de roupa a juntar às 89688547483939393845575686994933838 que tenho?

Recebi?

Claro que não!

E tive um ano de merda! Custaria muito oferecerem-me um canito bébé ou idoso, perneta, cegueta, diabético ou o que fosse? Dos abandonados? Dos que estão para abater e ninguém quer saber?

Não sou esquisita!

Mas não.

Era tão simples.

Seria feliz com algo tão simples.

Portanto, por muitos esforços que tenha feito durante, desculpem-me, a porcaria (obviamente, ia dizer outra coisa) do ano, nada.

Enfim.

O Natal é uma merda e quem não pede Ipads, Blackberrys, Louboutins ou Chanel 2.55 está fodido.

Aos queridos (amigos),

Aos que, mais uma vez, ousarem apontar que este não é texto para uma advogada de trinta e um anos, cuidado com o sapatinho natalício que voa certeiro em direcção a vocês. Abram os olhos. Olhem à vossa volta. Não vou mudar. Realmente, não sei por onde têm andado nestes últimos quatro anos e meio. Não é que isto daria uma belíssima canção? Não fosse a voz de cana rachada e estaria a vestir o maillot de brilhantes. Oh Well... Sempre posso dançar. Venha o maillot!

quinta-feira, dezembro 23, 2010

Estraga-surpresas / Corta-baratos


E o presente que todos os homens de Portugal receberão este Natal será.... (Rufar dos tambores)














Um cachecol. */**

*A contar com a quantidade de lojas que varri e não tendo encontrado nada de jeito, diga-se nada mesmo porque mais facilmente encontraria fatos de banho do que cachecóis. Os dois que ainda encontrei com mínimo ar (Mas, atenção, simples, comuns, corriqueiros, daqueles que andam em todos os pescoços e sequer fazem a toilette e muito menos o homem.) custavam apenas € 74, 80 e € 102, 90, respectivamente, sendo que sequer eram de cashmira. Nunca na vida!

** Nenhum deles era o da foto. Da foto, apenas seria o homem.

Mês e meio volvidos e dois posts seguidos sobre roupa. Está bonito, sim.

segunda-feira, novembro 08, 2010

Do mau gosto

Querida(o)s fashionista(o)s,

Estou a ficar farta.

Realmente farta!

Juntos nunca. NUNCA. Como a água e o azeite, cada macaco no seu galho, o marido (não!!) usar gravata da cor do nosso vestido. Separados, vá. Daqui a uns anos seremos vistas como irreverentes, no máximo.

Peças de lã grossa, vestidos de lã grossa, sei lá mais o quê de lã grossa, de preferência justo ou largo (got it?), com ou sem formas (got it?).

Mesmo que sejas muito magra, mas mesmo muito magra, existirão um trilião de peças que ficar-te-ão melhor, não achas?

Para que não restem dúvidas e não venham a chorar pelo vosso aspecto de "abandonei a vida e o gosto de viver" ou "Olá, sou um chouriço ambulante", todas estas peças estão proibidas a meninas com mais de 50 kgs, digo 45. Todas as que não atinjam esta meta, façam favor de reler o parágrafo anterior.


Não sei por onde começar. Se pelas formas, se pelas cores, se pelo ar de que está no armário há muitas décadas a conviver com as traças.

Outro exemplo.

Quase vislumbro as traças.

Descubra a sopeira que há em si.

E o que isto faz à nossa altura?

As meias... As meias... Até eu já me senti tentada em envergar o modelito mas recordo-me sempre da máxima "vais gostar de recordar essas fotos daqui a dez anos?". Não, pois não? Sossegadita!

Se ainda assim, não se convenceram, quatro palavras: camones/bifes, sandálias, meias, Algarve.

Vejam o próximo exemplo.

Formas, cores materiais. Estão a perceber, queriducha(o)s?

O camel.

O camel, ai o camel, essa cor que fica tão bem a qualquer um no Inverno.

Fica sim, se acabaram de chegar de quinze dias de férias do Brasil.

Caso contrário e a não ser que gostem do look esverdeado/doente, sigam ali para o azul escuro, que é a melhor cor da tendência deste ano.

Por último,



Adoro! Sempre achei um piadão mas só, MAS SÓ, se tiverem caniços como eu ao invés de pernas. Pronto, vá lá, umas pernitas com alguma carne que usem das com salto. As gordinhas ou de pernas com estrutura larga que me desculpem. É um favor que vos faço. Há coisas que só as magras escapam para não entrar na vulgaridade. É a lei da vida.

Resumindo e concluindo.

É tããão simples.

Ok, são as tendências mas pensem bem no que usam e o quanto vos fará chorar daqui a uns anos, quando pegarem em fotos vossas desta altura.

Fará chorar: Não uso.
Não fará chorar: Os meus filhos e netos serão tão orgulhosos de mim e do meu gosto e estilo intemporal.


Compreendido?

Make me proud!

*Zara, nada contra ti mas continuo triste, triste que só eu sei.

sexta-feira, novembro 05, 2010

As bailarinas não são magras nem gordas


São bailarinas.

Para mim, é como aquela ideia em que não conseguimos identificar uma pessoa como feia fisicamente, quando tem uma personalidade espectacular.

Já agora, anteontem parti um dedo do pé na aula de contemporâneo.

Ontem, ainda fiz bboying (ou bgirling) e tango.

Hoje, está tudo a postos para as aulas de Ballet e Jazz.

Os meus dedos são o máximo!

Isto tudo para dizer que, a próxima vez que vir um futebolista fazer fita por causa de uma lesão, rir-me-ei na cara dele.

quinta-feira, novembro 04, 2010

"Bad boys are so overrated"

Bridget: Wait a minute... nice boys don't kiss like that.
Mark Darcy: Oh, yes, they fucking do.

A única e fantástica Luna do Crónicas das Horas Perdidas.

Não é que ando com o mesmo no pensamento?

Cansada de bad boys, curiosa com os good, dos quais tenho descoberto que nem todos se resumem a um copo de leite.

Será que é desta que o meu coração (ou cérebro, estudos já indicam que nos apaixonamos através do cérebro) ganha forças, juízo e sei lá mais o quê e caminho na direcção certa?

A resposta é simples.

Claro que não.*

* Alexandra, a fazer asneira desde 1979.

segunda-feira, novembro 01, 2010

Da ausência


O meu blogue foi pirateado.

(Ou, se não vos agradar,)

Tenho estado numa maratona desenfreada de sexo, sem direito a pausas.

Qualquer uma perfeitamente plausível.

Tenho carradas de leitores, dos quais alguns invejosos, e homens que ardentemente me desejam também é o que não falta por aí.

domingo, setembro 26, 2010

Yeeeeeeeey! Os comentários estão de volta!


Recordam-se de vir para aqui choramingar por terem desaparecido os comentários de todos os posts antigos, basicamente, quase quatro anos de gente enganada que por aqui passou?

Pois é, estão de volta! Não sei como mas estão todos de volta!

Até aqueles que podiam ter ficado por lá, no purgatório dos comentários.

E, para comemorar, sequer posso bancar a bulimica e abrir uma lata de leite condensado porque não tenho nenhuma na dispensa.

Ser pobre sucks.

sexta-feira, setembro 24, 2010