
*Há uma primeira vez para tudo, até para utilizar esta expressão.
Estou para aqui num vai não vai, ai que é desta que começo a investigar à séria um trabalho que me seja ofertado, lá no outro continente onde o então Presidente Itamar Franco
carnavaleou ao lado da moça sem cuecas.
É o costume. Seguro-me porque sei que se for não volto. Seguro-me porque sou uma verdadeira coninhas. O que vou deixar para trás, a família, amigos, etc.
Entretanto, dêem-me um segundo, já que acabo de deixar cair o tomate da tosta que confeccionei para o repasto do meio-dia (Boa cozinheira mas ninguém disse que era rápida.) mesmo em cheio em cima do teclado do computador. Este é novo mas já viu e provou de tudo.
Porquê o Rio? Em que blogues têm andado? É preciso dizer muito? Cidade maravilhosa? Homens musculados? Água de côco? Fantasiar com a
Mónica Marques?
Sejamos sinceros. (Ah, teclado limpo mas com nódoa duvidosa.)
Portugal é óptimo.
Adoro o meu país.
O único problema de Portugal, bem, o único problema de Portugal são os portugueses.
Não se aguentam. Ai a tristeza, ai a saudade, ai que o pensamento positivo fica fechado a cinto de castidade, no século XIV, para não mais voltar.
Isso e o Inverno. Cá, o Inverno frio. E isso, caros irmãos zucas, não é chique. É uma merda.
Depois, vem a advocacia.
Quer dizer, não vem.
Estou farta, fartinha até ao tutano.
A minha até é fixe, com os meus clientes incertos que pagam só quando lhes apetece mas, depois, vêm os amigos. Os amigos acham um desperdício. Que devia voltar para uma sociedade. De preferência, para uma grande como aquelas onde já trabalhei. E não há saco. Não há saco para essa gente que esqueceu a ética profissional e o significado de produtividade no travesseiro, de manhã. Não há saco para essa gente que deveria aprender a gerir capital humano e as vantagens de um bom ambiente de trabalho e não há saco para o capital humano que não é verdadeiramente capital, visto que entende que bom profissional é o que engonha durante o dia e depois fica a trabalhar até altas horas para fazer bonitinho.
Daí que sonhe em ser feliz numa terra de sol que me encantou. Daí, entenda que, já que nem um cão consigo por cá, emigrarei para arranjar um gato bem cachorrão no calçadão da praia do Leblon.
Daí que sou uma coninhas da pior espécie, já que, ao invés de arregaçar as mangas, estou para aqui a escrever este texto e a lamentar-me das forças que me falham.
Coninhas e tuga.
Depois, admirem-se que perca a paciência comigo.
Entretanto, a tosta estava óptima. Talvez, com falta de tomate.
Outra coisa, fashionistas da H&M, Zara e Primark,
chorem.
Minha alma canta
Vejo o Rio de Janeiro
Estou morrendo de saudade
Rio, teu mar, praias sem fim
Rio, você foi feito pra mim