quinta-feira, fevereiro 11, 2010

Sábado sou uma diva

Sim, o que é que julgam?


O pé levou um gigantesco tratamento de "fisioterapia", que incluiu fortalecê-lo à força com relevés e as pontitas novas (as tais Bloch Serenade Strong, cuja base de apoio é mais reduzida e puxa ainda mais pelo meu equilíbrio - abdominais).

Um mês de recuperação, propriamente dito, desde o reaprender a andar lentamente aos saltos e acrobacias que nem vos conto.

Não vos conto porque este Sábado vou demonstrá-los. Ah, pois é.

Sábado sou uma diva de mini saia, rendas e lantejoulas, nós lindas e fatais amarradas com fitas de cetim encarnado (Piroso é o último preto. Interiorizem.) e ele um trastre. Um sacana, com o love lockdown, in the closet, um get sexy desmesurado, quando ele aparece dá em bad romance, sem dúvida, não há cá videochamadas nem teleconferências, somos mesmo umas divas, o amor vai para o galheto, mas de forma muito pop.
Tudo muito urban striptease aerobics (googlem, youtubem, ora essa), num next level como quem diz, vamos lá misturar aqui outras coisas, não pode ser cabaret forever.

Entretanto, reencarnei de tal forma o personagem, sou tão diva que ontem baldei-me ao ensaio de Hip Hop para fazer ballet, só porque estava de mau humor. Se o meu professor ficou contente? Estou para ver que o Hip Hop ardeu, oh well, mais tempo para colar as pestanas falsas, yes I'm a diva.

E o que é que isto vos interessa?

Nada, pois claro mas fiquem a saber que os ensaios já deram em muita cotovelada e chapada, pontapé aqui, joelho esfolado alí, tudo para no Sábado ficar muito bonitinho e agradar ao nosso público, assim como quem diz, aos nossos namorados, amigos e familiares que literalmente ameaçamos, coagimos, obrigamos a por lá os pés. Também não é assim tão mau, no meio há sempre espaço para umas taças de mousse e perninhas de frango assado - ou feijoada (a explicação de distribuição de feijoada numa academia de dança envolveria muitos outros posts).

Além do mais, é sempre giro ver o ar de embasbacado dos namorados a olhar para nós como quem diz "quem és tu e porque é que não vejo esta faceta mais vezes?". É do striptease. Sem strip mas com urban lá pelo meio. "Oh, também quero dançar como uma Pussycat Doll!", disseram-me no outro dia.

É bonito, há muitos que torcem o nariz mas toda a mulher, mesmo secretamente, gostaria de libertar a sexy trashy woman que há em si, pelo menos num estúdio de dança.

Agora, tudo perfeito não fosse ontem deitar-me com um picozito na garganta. E hoje acordar com a cabeça a andar à roda. Vai de pastilhas Tantum, vai de mel com limão, vai de Dafalgan.
Há pouco, tirei a temperatura que marcava 36.8. Nada, dizem vocês. Esperem pela demora, digo eu.
Não, Universo! Não! Mau Universo! Para o castigo! Já tinha saudades da adrenalina de palco... Estava tão perfeita como diva. Botijas de àgua quente não combinam com diva, qual é a dúvida?
Enfim, se não me estatelar no meio do palco, serei aquela, a única sexy disfuncional Lady Gaga meets Rihanna espancada.
Entretanto, acabei de reler o post, atentem bem, os trinta são a nova adolescência e não permitam que vos convençam do contrário.

Esta coisa


de criar personagens é gira.


Vocês nem dão por ela.


Vinde a mim, dóceis cordeirinhos.
"Méééééééééé!"

quarta-feira, fevereiro 10, 2010

Nestes últimos dias, tenho reflectido muito.


Mentalmente, revivi vários momentos da minha vida e pus a mão na consciência.

Desde ontem, tenho tentado remendar as situações em que estive menos bem (ou mal mesmo, péssima, fui uma autêntica bruxa/terrorista) junto dos amigos, conhecidos, familiares e colegas.

Está mais do que na altura de ser adulta, usar a maturidade que os trinta ofereceram e dar a mão à palmatória.

Dizer " Estive mal. Desculpa.", "O meu feitio é péssimo e nao tive qualquer razão.".

Se não puder remendar, pelo menos reconhecer que fui uma besta ou uma borrega cruel e insensível.

Assim, estabeleci uma ordem, e momento por momento, data por data, iniciei a tarefa de anunciar os meae culpae.

Mesmo agora, enviei um email ao Pedro Lorenço, reconhecendo que fui uma cabra fria e indiferente aos seus sentimentos. Sublinhando que, lá por não me sentir atraída por ele, de todo mereceu o incomensurável desprezo por mim destilado. Apesar de toda a sua simpatia e admiração, apesar de sempre defender-me e elogiar-me, apesar de nunca ter oferecido qualquer razão para isso (pelo contrário).
Somávamos sete frescos anos, acabados de fazer.

É...

Ou rapidamente arranjo uma cunha lá em cima ou esperam-me tempos difíceis e intermináveis.

terça-feira, fevereiro 09, 2010

Blogger? I'm a reader.


Tanta mulher por aí inteligente, tanta mulher por aí interessante, tanta mulher por aí com capa, sem capa, com capa de fútil mas que revela o espírito perspicaz, com capa de inteligente mas que nada produz, apenas reproduz, ainda assim, talvez interessante, tanta, tanta mulher por aí que dá cor e sabor, que exala aromas, tanta, tanta que prazer me dá, em cada palavra que sorvo, da mesma forma que ataco a tablete de chocolate encontrada no fundo do armário, atrás das panelas que eram da avó.

E homens? São poucos. Quase nenhuns. Inexistentes. Dois ou três, vá lá, quatro ou cinco, mais que conhecidos, perseguidos e idolatrados por todas nós.

O resto enfada-me.

Mais uma vez, o universo está descompensado.
É como aquela história do "Quem disse que a vida é justa?" Merda para quem o profere.

O ser humano sabe lá viver sem a busca pelo equilíbrio?

A mim? Faz-me uma certa confusão.

Dá-me para escrever parvoíces como esta, sem qualquer sentido de estética ou decoro.

E a seguir, dá-me para a culinária.
Hoje, açorda de marisco.

sexta-feira, fevereiro 05, 2010

Quando era pequena


Era uma miúda espirituosa, com ideias bem feitas e a sensação de que podia e iria fazer o que quisesse no mundo.

Emancipada, actual, vanguardista, moderna, career woman, com ideias distintas do meu papel na sociedade e dos homens na minha vida.

O príncipe perfeito era um dado adquirido mas não um dado desejado, assim como quem diz, primeiro estou eu, como mulher independente e realizada, depois virás tu, um amor mais que certo mas efervescente, tu que me adorarás sem limite e respeitarás o meu papel, tudo se conjugará na perfeição sem me ver anulada, na vida, pela casa, os filhos e as frustrações. O amor estará sem abdicações.

O papel, talvez, o principal, não se espantem, era miúda e, na minha cabeça, tinha pela frente um enorme palco em silêncio só para me escutar, não por vaidade mas porque tinha mensagens importantes a passar. Eu sou indivíduo. Eu importo. Eu faço a diferença. O mundo é aquilo que fizermos dele. Vamos fazer.

Isto tudo para dizer que, não obstante ter mantido várias dessas características, ou mesmo confessando, várias dessas ousadias, não obstante toda a desilusão associada aos trinta, o que foi feito e o que falta fazer, a crise económica, a falta de sexo, o sexo em demasia mas sem amor, as amizades traídas, os novos amigos, o telejornal que há muito deixei de seguir, as frustrações, o que não depende de mim, os sem-abrigo que encontro a dormir na entrada de uma porta qualquer (mas sempre a mesma) no caminho que faço todos os dias ao sair da academia de dança, o que aprendi, não obstante tudo isto, eis que surge, novamente, a sensação de poder, eu serei o que quiser.

Não há nada como arrumar, começar de novo é possível.

Nunca de novo.

Está bem, um novo fininho, de leve.

Bem, não era bem isto que queria dizer.

O que quero dizer é que o amor não é assim. Essa criança estava errada. O amor (o verdadeiro, i.e., por definição, no amor não há controlo, meaning o amor incondicional) não tem reservas (Correndo o risco de parecer ridícula, lírica ou ultrapassada, não é cliché, é a pura das verdades).

Por isso, se efectivamente existe, não há mas nem meio mas, largo tudo, mudo de continente, não me mudo de continente, ou, vendo bem as coisas, adio decisões (quem parte hoje pode muito bem partir antes amanhã).

A vida é para ser vivida não para ser preenchida de "e se's?".

Por conseguinte, o "e se?" lá teria sido muito maior, desgastante e infeliz do que um hipotético "e se?" cá.

Sendo assim, prolongo a Lisboa soalheira, os lanches no Atrium ao som do piano mesmo antes da aula de ballet, prolongo-o.

Melhor dizendo, aviões a partir existem a toda a hora.

Gosto de aeroportos assim como quem gosta de emoções. (Alguém já viu um aeroporto destituído de emoções?)

Só decidi começar pelas segundas.

sexta-feira, janeiro 15, 2010

Dear readers


I'm moving to another country.

Um daqueles longínquos.

Por conseguinte, como ainda não descobri qual o equivalente ao leite condensado (não, não é leite moça), sequer se leite condensado existe por lá, vou andando, vou procurando, vou espreitando.

Na entrevista, perguntaram-me "Tem alguma questão essencial que queira colocar?"

Pensei em perguntar "Então e leite condensado, há? Adquire-se facilmente? Quantos locais terei de subornar? Existe crime de corrupção por leite condensado?

Depois, achei melhor não o fazer.

Burrice.

Já googlei e nada.

Sendo assim, aguentem-se à bronca.

Não irei dissertar sobre ervas azedas.

terça-feira, janeiro 12, 2010

Soul food, comfort food, soul music, comfort music

Dear you,

Why be comfortable when you, babe, can take a walk in the wild side?


Facebookeando


QUALIFICAÇÕES - NOVAS OPORTUNIDADES


Especialista em Logística de Combustíveis - (empregado da bomba de gasolina)

Consultor Especialista em Logística Alimentar - (empregado de mesa)

Técnica Especialista em Terapia Masculina - (prostituta de luxo)

Especialista em Logística de Produtos Químico-Farmacêuticos - (trafica...nte de droga)

Técnico Superior Especialista de Assuntos Específicos Não Especializados - (político)

segunda-feira, janeiro 11, 2010

Em vez de vos deixar música

Decidi cantar.




Definitivamente, necessitarei de seguro.

quarta-feira, janeiro 06, 2010

Can't post


I'm toooooooooooooooooooooooooo busy dancing.

segunda-feira, janeiro 04, 2010

Revelações de uma super-girl V


Actually, I'm a Simon Baker person.

Revelações de uma super-girl IV


Or a Reggae person.

Revelações de uma super-girl III


I'm a dog person.

Revelações de uma super-girl II


Os homens que têm gatos e os tratam com a mesma reverência que as mulheres (de filho/rei/bola de pêlo mais fantástica, aristocrática e inteligente que nasceu para dominar o mundo) têm bónus duplo de ir directamente para a casa de "ser grandemente perturbado e disfuncional e altamente provável serial killer".

Revelações de uma super-girl


As mulheres que têm gatos metem-me medo.

domingo, janeiro 03, 2010

Porque desisti da hibernação


Factos:

Os meus amigos descobriram que, apesar do meu sono leve, se me ligarem à noite, tenho uma conversa absolutamente normal e coerente a dormir.

Descobriram ainda que é um momento de profunda sinceridade, em que respondo a tudo, culminado pela fantástica ausência de memória quanto ao ocorrido no dia seguinte. Nem que ligaram, nem o que se falou, nada.

Desde então, a partir das duas, três da manhã, o meu telefone tem parecido uma central telefónica, the bastards!

Entretanto, já se desfizeram um casamento, dois namoros, dois amigos não se falam e os restantes estão realmente preocupados com a minha vida amorosa e com o tamanho do meu rabo.

Os meus amigos, digo, esses trogoloditas marrecos e gelatinosos sem coluna vertebral descobriram esta minha peculiar condição há três semanas e qualquer coisa.

Da minha parte, apesar da consciência desta minha forma de sonambulismo, tomei conhecimento de todo este enredo há hora e meia, na altura em que uma amiga saiu a chorar aqui de casa, alegadamente por ter revelado ao telefone coisas que não deveria.

Considerando tudo isto e que:

Estou profundamente chocada e aterrada com a possibilidade de voltar a adormecer.

Sou o verdadeiro caso de "Sou um túmulo. vs Perigo se cair nas mãos erradas".

Não quero matar(desligar) o mensageiro(telefone), tenho sempre o hábito de o ter ligado para alguma eventualidade.

Desejo profundamente que não me voltem a violar desta (ou de outra) forma.

Tenho receio que o meu sonambulismo evolua para outra espécie e me encontrem num beco qualquer a fazer chaines enquanto repito "Leite condensado, I'll be back.".

Quid Iuris?

Detesto boatos, inconfidências e más línguas


Só para dizer que os blogues masculinos, listados na coluna do lado direito por referirem o meu, são todos de gays.

sábado, janeiro 02, 2010

Primeiras resoluções do ano II

Talvez, ligar-lhe (Ou enviar uma mensagem, através de sinais de fumo, já que tratei de cortar comunicações numa das minhas decisões super-inteligentes dotadas de girl power da treta.) para dizer que sinto a sua falta.




Oh, well... There's always next year.

Primeiras resoluções do ano I


Ainda tenho várias do ano passado por cumprir.

Primeiro post dotado de extrema inteligência

Prrrrrrrrrrrrrrrr...