segunda-feira, agosto 28, 2006

Pedaços de...

- Estás a ver? Por vezes, a vida prega-nos partidas!

A Mariana era hilariante. E tinha a mania destas frases feitas, tão sábia e ordeiramente utilizadas num caos ao ponto de, por incrível que pareça, fazerem mesmo sentido.

- Tu e a tua capacidade de te pareceres como a minha mãe. – Rematei, sabendo que a comparação lhe despoletaria algum desconforto ou insegurança.

Dez horas da manhã e eu já com o trabalho despachado. Assunto por assunto escrupulosamente organizados para inveja dos que me rodeiam. Limpei a parafenália de artigos e revistas da secretária, verifiquei pela enésima vez a agenda electrónica, confirmei todos os emails recebidos e chamadas gravadas e até reguei a tímida e sedenta planta cujas secas e escuras folhas acusavam descaradamente o meu descuro. Fito mais uma vez o ecrã. Os cabelos emaranhados pelo vento. Não foi assim há tanto tempo.

- Mas onde é que tu vais? – Bolas! O Bernardo sabe mesmo ser inconveniente. Lá por um tipo ter tudo não quer dizer que tenha de saber de tudo. Ajeitou o colarinho da camisa de algodão impecavelmente desenhada e talhada para o seu corpo. Sorriu, mostrando a dentadura branca e perfeitamente alinhada a custo de muitos anos de visitas ao dentista. – Não me diga que tem um encontro. Ou será uma emergência profissional? A Dra. Catarina consegue sempre surpreender-mos. Mal a vemos, mas no entanto ainda este mês foi nomeada como a criativa do ano. Como não dorme, as alucinações trazem-lhe ideias fantásticas, enquanto os restantes dos comuns mortais atiram dezenas de ideias para o lixo. - Aproxima-se do meu ouvido e sussurra - Precisa de descansar e de relaxar, querida. Talvez se aceitasses o meu convite para jantar…

- Se, em vez de se preocupar em debitar graçolas a meu respeito, canalizasse essa energia para a campanha, teria muito mais sucesso, meu querido! - Esbocei forçosamente um sorriso enjoado, peguei na mala e saí.

quarta-feira, agosto 23, 2006

Mood...


Passei o dia a ouvir 50 cent e LL Cool J.

Ficam aqui algumas das minhas preferidas.

Divirtam-se!

http://www.bestvideocodes.com/bvc/50cent-outtacontrolremix.php?play=1

http://www.bestvideocodes.com/bvc/50cent-candyshop.php?play=1

http://www.bestvideocodes.com/bvc/llcoolj-headsprung.php?play=1

http://www.bestvideocodes.com/bvc/llcoolj-hushshakeitbaby.php?play=1

Eu ouviiiii um passarinho...


Hoje recebi um email sobre o "ir à terra" e os "encantos" do turismo rural e não pude deixar de fazer as seguintes considerações...
Quando era miúda e ia à terra (Alentejo) toda a gente dizia "q' horror", não são lisboetas, que seca... tudo tão parado, tão pouco desenvolvido!!! Pelo menos, o Norte sempre tem mais coisas, tem outros encantos...

Agora, se o digo, já é fino... Vais ao Alentejo? Uaaauuu! Tens lá um monte? Que chique! Aquilo é que é vida...

Mas lá que os Alentejanos gozam com os lisboetas de fim-de-semana, gozam! E fazem eles muito bem! Sobretudo com aqueles que compram lá casa e depois dizem aos amigos "este fim-de-semana vou à terra". Hello??!!! A terra deles é Lisboa!!!!

Perguntem-lhes lá o que distingue as vacas pretas e brancas das castanhas ou 1 toiro de um boi, como se fazem as azeitonas ou até mesmo o que são caquises, carrasquinhas e catacuzes!

E depois enchem as Golegãs e outras feiras por aí, trajam de samarra ou capote, sem os saber usar devidamente, usam chapéu com pena de faisão pendurada (ou boina), debitam expressões de marialva sem saber o que realmente significam...

Até as piadas sobre os alentejanos saíram da moda, tal o Alentejo agora é chique!

segunda-feira, agosto 21, 2006

Dancing (dirty)


Estou para aqui a ouvir o clássico...

Now I've had the time of my life
No I never felt like this before
Yes I swear it's the truth
and I owe it all to you

'Cause I've had the time of my life
and I owe it all to you
I've been waiting for so long
Now I've finally found someone
To stand by me
We saw the writing on the wall
As we felt this magical
Fantasy

Now with passion in our eyes
There's no way we could disguise it
Secretly
So we take each other's hand
'Cause we seem to understand
The urgency just remember

You're the one thing
I can't get enough of
So I'll tell you something
This could be love because

I've had the time of my life
No I never felt like this before
Yes I swear it's the truth
And I owe it all to you

With my body and soul
I want you more than you'll ever know
So we'll just let it go
Don't be afraid to lose control
Yes I know what's on your mind
When you say, "Stay with me tonight"
Just remember

You're the one thing
I can't get enough of
So I'll tell you something
This could be love because

Enquanto me imagino às piruetas com o Patrick Swayze (que não é nada dificil de imaginar), pelo menos despachei tudo e... amanhã... aproveitar!

quinta-feira, agosto 17, 2006

Quero ver-te gritar...


O ritmo das palavras. A cor do teu cabelo. O teu olhar imenso. O toque da tua pele. A alma repentina. As mãos inquietas. Os lábios impacientes. A pequena luz que se acende. A tua sombra no escuro. A voz que me acorda. Com rouquidão suave. E me leva nos seus braços.

O meu gato preferido


Ontem adormeci, desculpa...

quarta-feira, agosto 16, 2006

Cabelos negros

Caro doutor Serna,

Quero manter-me jovem e moderna, todas as minhas amigas já pintaram o cabelo ou fizeram madeixas, e sentem-se como novas, deverei eu pintar o meu cabelo? De uma leitora devidamente anónima.

Cara leitora,

Uma loura queixava-se-me de anemia, de langor, de não se encontrar. O mais textual de quando me contou foi isso de não se encontrar: “ela não se encontrava”. A sua louridão dava-lhe uma cor rosada, de framboesa pálida, pondo-lhe nos olhos uns fulgores metálicos, como se os olhos fossem dois obscuros escaravelhos de reflexos fusíveis.

De facto, aquela mulher exuberante estava muito frouxamente rosada, parecia um morango seco.

– Não me encontro, doutor… não me encontro…

E eu também não a encontrava. Para dar uma ideia do que aquilo era, teria de dizer que era um doce de geleia à venda numa loja distante, lá para Toledo. Tudo nela estava sumido, distanciado, desvanecido. Nela só viviam os olhos.

“Mas que diabo terá esta mulher?”, repetia-me eu, tentando descortinar este mistério: sendo ela tão granadina, como raio tinha ares de cubana, com aquele envelhecimento de ananás seco com que ficam as cubanas? Chegou a parecer–me, quando ela me falava, que me escrevia, que me estava a escrever do outro lado do mar…

Os remédios para combater a fraqueza, todos os procedimentos e regimes que robustecem uma pessoa, com ela não davam resultado…

– Por que razão terá você este aspecto de mulher que viaja num transatlântico, parecendo o seu cabelo loiro estar entre os fiapos que esvoaçam por sobre a brisa marinha?...
– Não sei… Mas, talvez não me encontre por estar no alto mar a bordo desse navio em que me vê.

Uma tarde, andando eu à volta do seu quarto, “auscultando as paredes” como costumo dizer, vi– me perante um grande porta-retratos de cana, um desses que parecem pequenas cortinas suspensas das paredes, provido de bolsinhas em forma de leque, onde encontrei um retrato que logo lhe mostrei, pedindo que me dissesse quem era.

– É meu – respondeu-me.
– Seu? De quando? Na outra juventude?
– Qual outra juventude? Desta… e muito desta… da única que tive e que ainda há-de durar um bom bocado…
– Mas… - Fiquei a olhar o retrato, comparando-a à fotografia. No estranho contraste que eu tinha notado residia sem dúvida a causa do seu mal. Vejam só! Aquela mulher era uma morena admirável, fogosa, gravada na vida como uma água-forte, e tinha decidido apagar-se tingindo-se de loura.

Ser-se loura ou morena não é um simples capricho, decorre de uma lógica que convém não esquecer e que não se pode suprimir. A louridão era contrária à sua natureza.

– Por que razão oxigenou os seus belos cabelos negros?
– Porque assim sou mais branca e mais rosada, porque assim se vê mais que quero agradar aos homens e divertir-me na vida… Sou mais chamativa.
– Só por isso?
– Pois, só por isso… quer dizer… tenho medo da velhice, e como uma pessoa não se vai pôr a tingir o cabelo na véspera de envelhecer, se eu for sempre loura, nunca hei-de ser velha…
– Muito mal pensado – repliquei eu – A dada altura uma pessoa tem forçosamente de ser velha, sem remissão… Os olhos hão-de turvar-se, a boca mirrar… Quando chegam os cabelos brancos, devemos deixa-los chegar… Seja inteligente e sensata para saber um dia ter cabelos brancos… O resto não interessa nada... Perdoe-me a rudeza, mas gostaria de a convencer de que não há nada mais idiota que uma velha de cabelo pintado… Todo o seu mal tem origem nessa oxigenação do cabelo… É essa louridão que faz que não se encontre… Precisa de se ver morena ao espelho e de viver a vida como morena…

Após algumas réplicas e algumas dúvidas, passaram os dias bastantes para se destingir, e quando por fim voltou a ser a morena que era, a sua juventude e saúde resplandeceram…

– Tinha razão… agora já “me encontro”! – Disse-me ela.

Borboletas...

Quem me conhece sabe que não sou propriamente fã de frases feitas. Mas enquanto dava voltas à cabeça para arranjar forma de salvar um contrato muito mal amanhado, lembrei-me de uma que li há uns tempos.

“Men who have a pierced ear are better prepared for marriage. They've experienced pain and bought jewelry.”

Mas o que é que isto tem a ver com o trabalho? Absolutamente nada! Nada de novo então… a imaginação galopante atrás dos moinhos de vento, para não variar.

Passa-se ao lado do casamento, também para não variar, lembro-me da Mónica e da sua orelha retalhada, que lhe valeu um valente mesito de caretas e respirações sustidas, e por fim chego ao destino, com o Frankenstein, à entrada, de braços abertos a dar as boas vindas. Um mundo caricato, cómico e algo assustador, muito, muito “kitsh”, um mundo que não é o meu mas que me cativa desde a minha primeira visita.

Apetece-me mesmo fazer outra tatuagem. Quem faz uma e gosta quer repetir a dose. E ando há anos nisto. E só compreende quem já o fez. Dizer que a dor física aliada à arte é sobretudo uma catarse espiritual? Que entramos dentro de nós e passamos a conhecer-nos melhor? Não se explica. Faz-se. E geralmente sai-se com um sorriso.

O que é certo é que a vontade é tanta que há dias até sonhei que tinha feito uma pequena borboleta abaixo da barriga, no canto esquerdo. Barriga? Então mas não era para o calcanhar?? Borboletas? Mas nunca achaste piada!! Há coisas que não vale a pena explicar…

Até ando ansiosa para que o Verão acabe, o sol dê lugar à chuva e impossibilite as romarias à praia…

quinta-feira, agosto 03, 2006

terça-feira, agosto 01, 2006

Missing in action??

Estou de volta!

Uffff... preferia que se estivesse estoirado a tv!! Uma pessoa habitua-se a estes mimos...

Nesta altura do campeonato, ficar sem net é como voltar à pré-história LiTeRaLmEnTe!!!

Nada de especial se passou. A não ser nestas duas últimas semanas ter ido treinar ao Vasco da Gama.

Report:

Aulas mais fáceis e de 45 minutos (blerghhhh), pelo que não tive para isso e dediquei-me com afinco ao treino do Pedro (2h30 de sofrimento), espaço mais pequenino e acanhado(foi um subir e descer escadas, faz musculação, agora passadeira, musculação, elíptica, musculação, sprints, quando é que chegam os alongamentos??), mas com 1 piscina magnifica que me fez trocar as voltas ( metade descoberta, com espreguiçadeiras para apanhar sol)... ou seja, trabalhei de manhã e de noite e passei as tardes na soleta.

Belos convívios na piscina... Já estava farta mas vou ter saudades... essa é que é essa... e mudar de ares faz sempre bem. No início detestei aquilo, mas hoje já estou a lamentar por a esta hora não estar a vestir apressadamente o biquini.

Duas semanas de verdadeiras lanzeira, lanzice e torreira. Aquela piscina tornou-se pouco cosmopolita, tornou...

Mas Agosto é Agosto e pede mais uma mudançazita. Não se vai de férias, tiram-se antes uns dias aqui e outros ali e até parece que passamos a vida a espairecer.

Hip hip, hurra! A Susanita está de férias do mestrado. Faltava 1 parceira à altura para as caracoladas!

A partir de amanhã, passo a treinar no Welness. Quem quiser experimentar um treino com vista previligiada que diga qualquer coisa, visto que eu posso levar 1 amigo. Se o Colombo não estiver aberto no dia 1 de Setembro, acho que volto ao Vasco só para aproveitar a piscina (leia-se, torreira, torreira... torreira!)... pode ser que vá reencontrar os novos amigos (Já desejo que não abra e que eu tenha tempo para essas ginásticas de horários...).

E pronto, estou sem vontade de pegar no blog... Eu devia era implodir o pc e passar ao papel que é muito menos disperso e mais romântico! Bolas, é para não dizerem que não sabem nada da minha vida!!

Tenho que agradecer aos simpáticos que entupiram a minha caixa de correio com forwards. Obrigada, obrigada, obrigada! Ainda estou a ver emails...

Algum pedido especial?

terça-feira, julho 18, 2006

Tropicaliente (ehhh, ainda não acabou!)


E agora, uma mais recente, mas não menos caribeña,

Dame Un Beso Que Me Dure Hasta El Lunes
Chichi Peralta

Déjame un beso que me dure hasta el lunes
Un beso grande, un beso inmenso
Déjame un beso que me dure hasta el lunes
Un beso grande un beso inmenso
Que me sostenga que sea mi alimento

Ay Déjame un beso que me dure hasta el lunes
Para no morir de celos para esperar tu regreso
Déjame un beso que me dure hasta el lunes
Para olvidar que mañana comienza el fin de semana

Déjame un beso que me dure hasta el lunes
Para llenar el silencio que dejas cuando te vas
Porque contigo se van mis sueños
Déjame un beso que me dure hasta el lunes
Que arranque todo el dolor, que se apodera de mi
Hasta el lunes

Fin de semana sin ti, siempre que llega te vas
Siempre que llega te vas
Fin de semana sin ti, comienza mi soledad
Comienza mi soledad

Para quererte para soñarte para calmar este tormento
Déjame un beso grande un beso inmenso
Para quererte para soñarte para calmar este tormento
Déjame un beso que sea mi alimento
Para quererte para soñarte para calmar este tormento
Déjame un beso grande un beso inmenso

Déjame un beso que me dure hasta el lunes
Para llenar el silencio que dejas cuando te vas
Porque contigo se van mis sueños
Déjame un beso que me dure hasta el lunes
Que arranque todo el dolor, que se apodera de mi
Hasta el lunes

Para quererte para soñarte para calmar este tormento
Déjame un beso grande un beso inmenso
Para quererte para soñarte para calmar este tormento
Déjamelo todo, déjame amor, déjame la vida, déjame calor
Para quererte para soñarte para calmar este tormento
Hay no me digas que te tengo que olvidar hasta el lunes

Amanhã, repete-se a dose! Com manga e côco à mistura… belas banhocas!

Tropicaliente


A fazer jus ao dia tropical de hoje (já sei que muitos apanharam molha e granizo, mas eu apanhei uma bela soleta na espreguiçadeira), aqui ficam umas letras bem tropicais...
Para quem gosta de boleros,

Dos Gardenias
Isolina Carrillo (1930)

Dos gardenias para ti
Con ellas quiero decir
Te quiero, te adoro, mi vida
Ponles toda tu atención
Porque son tu corazón y el mío

Dos gardenias para ti
Que tendrán todo el calor de un beso
De esos besos que te di
Y que jamás encontrarás
En el calor de otro querer

A tu lado vivirán y se hablarán
Como cuando estás conmigo
Y hasta creerás que te dirán
Te quiero

Pero si un atardecer
Las gardenias de mi amor se mueren
Es porque han adivinado
Que tu amor me ha traicionado
Porque existe otro querer

sábado, julho 15, 2006

Sabores orientais


Com este calor, apetece-me...

Bali Green

Ingredientes (8 pessoas):

300 g de polpa de abacate
1 lata de leite condensado (ahh, pois é!!)
Sumo de 1 limão
4,5 dl de rum branco fresco

Preparação:

Deite a polpa de abacate no liquidificador, junte-lhe o leite condensado, o sumo de limão e o rum. Bata até obter um creme liso. Passe o creme por um coador e deite em taças. Decore com folhas de hortelã e sirva.

P.S. - O sabor triplica se consumido à beira-mar, à beira da piscina ou, na falta de melhor, à beira da ventoinha mesmo!

Espírito Solincólico



Cheguei há pouco do ginásio. Vou sentir falta daquilo.

A nostalgia era geral e eu, eu nem quis ir ao jantar... melhor, à aula de nutrição! Vou ter saudades daquela gente toda, toda junta ao mesmo tempo, das tropelias, rodopios, do espírito solincólico, de tudo o que nos punha bem dispostos e que agora alguns enfezados querem tanto apagar.

Muito mais que um ginásio. É verdade. Na altura não me apetecia nada mas estou com pena de não ter ido. Mas já sei como sou, uma sensível carpideira que até nos anúncios da tv desata aos prantos.

Faz-me lembrar no ano passado, exactamente por esta altura, quando saí de uma sociedade. Tanta lágrima que correu desmerecida... Mas deixa correr. Lava-se a alma e no dia seguinte é mesmo o dia seguinte. Outro dia.

Enfim, de férias de tudo. Agora é só esperar que as mudanças sejam apenas nas instalações.
E não no coração do espaço.

Até Setembro, estonteantes piruetas rodopiadas!

sexta-feira, julho 14, 2006

Noivas de Santo António, São João, São Pedro, Santa Bárbara leva a trovoada!

Este ano tenho tido tantos casórios que não posso evitar falar sobre o tema. Haverá coisa mais absurda que os casamentos hoje em dia?

O mote é o "inesquecível". Vem o inesquecível e estraga-se tudo. E a culpa é da educação e da própria sociedade. Ai, não??

Anos a fio a impigir bonecas, carecas, chorões, loicinhas e fraldas, histórias da cinderela e da branca de neve... Mas alguém já percebeu que o príncipe de hoje em dia ou é gay ou vai para a cama com a madrasta???

À conta do inesquecível, surgem as mais diversas atrocidades que nós temos de gramar e afirmar em voz alta e de pés juntos que é tudo muito lindo, maravilhoso, ohh que felicidade!

Refiro-me aos convites que, para serem inesquecíveis, revestem formas de dar volta ao estômago do bom gosto, aos presentes dos noivos aos convidados (que não servem para nada), aos pequenos (mas grandes, se não repararmos despertam-se fúrias de durar a eternidade) promenores e a todas as pinderiquices que inventam para dizer que o dito casório foi diferente dos milhares que se realizam todos os anos.

Não há paciência!

E os noivos que esperam, anseiam, desesperam pelo dia, mal pregam o olho e de manhã já têm o fotógrafo em cima, toma lá que levam com ele todo o dia, tudo para retratar o dia que mais facilmente recordarão (nunca assumidamente, isso nunca!) como a seca de sempre.

É o ramo da noiva que agora até já são dois, um para atirar e outro para guardar de recordação (ou não se atira, existem agora modalidades bem mais originais, entenda-se descabidas), o vestido pindérico a imitar o merengue do bolo da avó, o cabelo cheio de laca a envergonhar a Torre Piza, e por aí adiante.

Vá de aturar as tias, personagens que nem nos lembramos do nome, sobretudo todos os que já passámos dos vinte, "A menina é para quando? Não tem namorado? Olhe que já está na idade!" E esboçamos 1 sorriso tirado a ferros e, com algum humor, replicamos "Não! Alguém aqui tem que ter juízo!"

Depois o repasto, tudo com nomes pomposos, para acabarmos enjoados com o sabor (ou ausência deste) agridoce das iguarias. O enfardanço dura o dia inteiro e nem uma semana de aeróbica ou passadeira intensiva conseguirão enganar a balança ( e pior, a roupa).

E o bailarico? Nada melhor que dançar com o tetra-avô do cunhado da irmã da noiva, e se for a valsa já não é nada mau! Até me arrepio se oiço "apita o combóio", "nós pimba" e "é só à estalada". Só à estalada é esta gente! Tudo maravilhado, para no final do dito casório comentarem os horrores, as gaffes, o mau gosto, o excesso, a falta. Não dá!! "Então, tão novinha e não vai dançar?!" Mas alguém aqui está a dançar??? Um já está de gravata na cabeça e, com sorte, estão a fazer um combóio e nós... olha, nós batemos palminhas, sorrimos e pedimos desculpa ao estômago!O que é que querem?! E agora já lhe juntam o karaoke (onde é que puz o raio dos tampões para os ouvidos, que dor de cabeça e o tempo tão bom para a praia...).

À conta do inesquecível, vêm os bolos rodeados de tipos emcapuçados empunhando tochas, com direito a foguetes, ( e bolo paraquedas, não?), filmes dos noivos, fotos dos noivos ( por este andar apanham um enjoo um do outro, de tanto ver o quanto estavam destinados)... Agora até existe uma nova modalidade fotográfica que consiste em, depois do casório, voltar a envergar os trajes nupciais e ir para a praia, molhar os pés, pescar, dar cambalhotas na areia, tudo ao ritmo dos flashes, tudo para mais tarde recordar...

Os passos são ultra ensaiados para depois o padre gagá dar um sermão absurdo, o padrinho se esquecer das alianças ou fazerem piadinhas na hora do "alguém tem algo para dizer, que fale ou que se cale para sempre". Se um dia eu perder a cabeça, salvem-me nesta deixa, tá???

Enfim, uma excelente forma de queimar o dinheiro dos pais ( se bem que eu pensaria em inúmeras melhores), para mostrar a sumptuosidade de uma relação condenada para dois ou três anos de existência. É eles divorciados e ainda a pagar o casamento...


Se nos próximos tempos não puder fugir ao suplício, aproveite as dicas:

i) Se não quiser tornar-se numa persona non grata para todos os eventos dos seus amigos ou familiares, nos próximos 150 anos, nada de inventar desculpas para não ir, chegar atrasado ou escapar-se para o futebol.

ii) Quer haja ou não bar aberto, faça-se amigo do barman, pois o dia é longo. Se o tipo for antipático, pense sempre que é um bom investimento e prepare-se para largar metade do ordenado em bebida. Se no outro dia não se recordar de nada, então terá valido a pena.

iii) Quando atirarem o ramo de flores, agache-se, fuja, faça o que entender mas repudie as flores!!

iv) Pastilhas Rennie e Valdispert ou Xanax.

Também existe aquela teoria do melhor é impossível, levas com a festa e depois é sempre a descer...

E os sonhos das jovens raparigas ficam por aqui, em vez do príncipe e do palácio, dão de caras com o lava-loiça, as contas por pagar e a secretária do marido(que provavelmente é toda boazona, solteira e tem peito para encher e sobrar no escasso tecido da blusa)...
Este ano ainda tenho dois pela frente... Ufffff!

quinta-feira, julho 13, 2006

Descobre-se a face


Finalmente decidi tornar público...

O diário foi cuidadosamente removido e novamente relegado para o papel.

Saem os minutos, horas e dias de vida e ficam os devaneios... tudo a intervenção cirúrgica. Põe-se um fim, recomeça-se.

O anonimato era confortável mas a vida demasiado escancarada. E volto ao tempo em que se guardam os segredos no papel fechado à chave.

O resto aqui fica. Para os amigos e quem interessar.

Espero que gostem!

quarta-feira, julho 05, 2006

É só mais um pouco


Espera por mim que eu vou buscar-te.
Sonho contigo desde que me conheço. Sonho que te dou a mão, te pego ao colo e acaricio a tua pele preta. O teu sorriso... O teu sorriso desperta-me gargalhadas felizes e olhos brilhantes. Faz-me sorrir, mesmo quando nem dou por isso.
Espera por mim que eu vou buscar-te. Sou eu que te escolho. E és meu. És do mundo. Porque eu quero. Porque eu te quero.
Não se escolhem os meninos? Mentira. Podemos escolher quantos quisermos. Podemos pôr tantos a sorrir. E eu quero que sorrias. Muito.
Não sei quem és. Já te conheço tão bem. Sei que quando te for buscar vou saber imediatamente quem és. Vais olhar para mim, com esses grandes olhos. E eu vou saber que és tu.
E depois… depois vamos juntos até ao final do arco-íris. Sempre que quiseres. E vou contar-te vezes sem conta a história do menino que encontrei. A tua história. E vais aprender que, quando se escolhe, o amor é mais incondicional. Não importa quem te trouxe. Importa quem te leva.
Espera por mim que eu vou buscar-te. Para jogarmos à apanhada, fazer bolos de chocolate ou colorir os livros e até as paredes (porque não?).
É só mais um pouco. Está quase.
Boa noite.

domingo, julho 02, 2006

Há um ano atrás...


Enviei isto há um ano, sensivelmente.
Para comemorar o presente ano, com menos precalços, aqui fica. E como se diz "nada se perde, tudo se transforma"... para melhor!
Rabiscos dos meus cadernos, grilos falantes da minha consciência, Julietas do meu Dartacão,

Estou furiosa...

Hoje, disseram-me... coitada!...

Ok, eu sei... as últimas semanas não têm sido fáceis... e até posso ter andado por aí de olhos caídos, nariz encarnado e e com ar de quem pedincha por uma festa... ( não, não sou o Rudolfo, a rena) mas coitada??! Coitada????!!!

Então a doida maluca, chata que vos atazana a vida, que sofregamente vive às cambalhotas na máquina centrifugadora?? Aquela que vos manda mensagens a pedir ilhas desertas, latas de leite condensado e personal trainers que saibam fazer daiquiris fresa?? Então e a Alice no País das Maravilhas? Foi com o Pai Natal e o Coelhinho no combóio ao circo?? (eh... não é assim...)

Amigos, levantem lá esse rabo da cadeira! Estou farta de vos ver nesse cinzentismo, comodismo, ai que azar, ai que má sorte, quem me dera, só a mim... não tenho tempo... Xiça! Anda tudo no mesmo!

Vão lá abaixo, toquem às campainhas das outras casas e fujam!

Claro, se fazes algo fora dessa rotina torpe e nebulosa, és 1 bicho do mato, digno de dez anos fechado no laboratório, a ser observado por indivíduos de bata branca sem feição ou sorriso... Era só o que faltava!

Pois, para mim basta, arrumei os lenços (os sujos foram para o lixo), levantei as sobrancelhas e abri a janela . Estou mal? Sim... Podia estar pior? Claro! E então? Olha, arranja-te!! Bolas... o pote atrás do arco-iris existe!

Deixem de chorar pelo carro que não têm, os moços/moças que não vos ligam e parem de tentar ser iguais á foto da revista. Eu cá, continuo a por a rede de mosquitos à volta do computador... ou a apontar com o secador de cabelo aos carros que passam... 3...2...1... desintegrar!

Quanto a mim, chega...vou à luta... não desperdiço nem mais um dia sem deixar de sorrir. Coitada?!! Tssss...Tsss.... Coitada nada... coitados dos que nada fazem...

Obrigada por me teres dito coitada... obrigada por me acordares! Adoro-te... és o meu amigo.

Estou feliz...

Beijos a todos,

Vamos comer 1 mega gelado?

À espera...

Parece que toda a gente anda à espera de alguma coisa... à espera da promoção, à espera do autocarro, à espera das férias, à espera que digas o que querem ouvir, à espera do almoço, à espera do jantar, à espera que repares na blusa nova ou no carro novo, à espera que o sinal mude...

Bem... à parte do sinal (PORQUE É PERIGOSO ARRANCAR COM O SINAL VERMELHO), será que é preciso esperar tanto? Anda tudo à espera que a vida passe?