quinta-feira, novembro 17, 2011

Continuação do desvio

Não satisfeitos com a sua atitude, a Westrags não só apagou os seus posts na página do Facebook, apagou a foto em baixo, eliminando desta forma todas as publicações em murais pessoais que a partilharam, como dedicou-se a apagar comentários e eliminar as pessoas que os fizeram da página.

Recebi, há coisa de minutos, a seguinte mensagem:

"Westrags Care

Estimada Alexandra,

Foste excluída da nossa página de facebook por constante incumprimento das Regras de Utilização da mesma. Podes consultar as Regras de Utilização aqui: http://www.facebook.com/WestragsPortugal?sk=app_10442206389

Esta exclusão é de duração indefinida.

Os melhores cumprimentos"

Foste?

Vão a ver são da minha família ou andaram comigo na escola, digo escola porque até alguns colegas da faculdade (os menos próximos)tratam-me por você.

À qual enviei a seguinte resposta:

"Exmos. Senhores,

Em nada vos sou estimada, certamente muito menos após as V. atitudes desrespeitosas para com os clientes, participantes na votação e campanha, bem como para com as instituições por vós envolvidas.

Tenho um certo regozijo em ouvir falar de incumprimento, sobretudo porque a destinatária da V. mensagem ganha a vida precisamente com os "cumprimentos e incumprimentos". Será a ironia do destino? Porventura, ainda conhecerão muitas mais.

Poderíamos até falar do vosso próprio incumprimento mas reservo esse discurso para a queixa que apresentarei oportunamente no ICAP. Reservarei outros recursos consoante a V. atitude, que até agora é digna de maior repulsa.

Relativamente ao facto de ser excluída da página, não me preocupa pois não só não gastarei um cêntimo na vossa loja como me assegurarei que nenhuma pessoa conhecida o faça.

Até porque, convenhamos, qualidade e atendimento ao cliente não é o V. forte.

Com os melhores cumprimentos,

Alexandra ***** **** "

Só para ficarmos esclarecidos, ai de alguma fexionista que venha falar-me do vestido ou da merdice made in China da Westrags.

quarta-feira, novembro 16, 2011

Pequeno desvio

"Após a conclusão da votação (http://www.facebook.com/questions/10150454539580992) sobre que instituição a Westrags deveria ajudar recebemos dezenas de mensagens de pessoas que não acham justo a Westrags ajudar animais em detrimento de pessoas.

E tu, o que achas?"

* Facebook da Westrags

Após o fecho de uma campanha para escolher a instituição de solidariedade a quem entregar determinado valor das vendas, e tendo ganho a União Zoófila com o IPO no encalço, a organizadora Westrags decidiu, questionar a decisão dos participantes através da imagem e da questão que figuram aí em cima.

Deixo aqui os meus profundos desprezo, nojo e repulsa pela forma como a Westrags insultou e tentou arrastar para o seu lamaçal, duas instituições de maior valor, como o IPO e a União Zoófila.

Tratou-se um profundo desrespeito para com o trabalho, dedicação e seriedade de centenas e centenas de pessoas.

Mais, costumo ajudar, através de doação de bens e voluntariado, e como tal, não aceito que uma marca merdosa utilize instituições de solidariedade para se promover e depois seja burra e arrogante o suficiente para questionar e insultar as escolhas das pessoas que, com boas intenções, se envolveram na campanha e na votação.

Felizmente, outras instituições estão a negar colaborar com esta marca frisando que solidariedade não é caridade.

As instituições pedem solidariedade e não caridade, porque a primeira respeita a dignidade e a segunda não.

As escolhas não são feitas nem nunca se colocam nestes termos, Westrags.

"Boas" vendas.


domingo, outubro 30, 2011

Cacau - Como moldar uma terrorista numa mariquinhas - Diário em MDCXXVI actos


Tenho passado uns tempos giros e finalmente sei dizer (ok, já o sabia com o Raggae) que tenho um verdadeiro instinto maternal.

Com instinto maternal ou não, a minha solidariedade vai para todos os que têm cão ou gato novo e para as minhas amigas, que se lixe, para todas as mulheres que têm bebés/crianças.

Sim, eu que faço o que quero, posso e mando, tenho sido alvo, não, vítima, séria vitima do que a maioria das pessoas com cães ou filhos pequenos costumam ser: a opinião do espertinho que sabe tudo só porque também tem um.

E o que é a opinião do espertinho (se fosse só um)? São os bitaites e postas de pescada que TODOS gostam de mandar relativamente à educação e relacionamento com o animal/filho. Ora porque sou branda, ora porque sou severa, ou porque tenho de fazer assim, assado, dar uma palmada, "que horror não espanque o animal", sempre mas sempre seguido de "o meu não faz isso" (Pois claro, é um coirão velho que se arrasta e não uma pré-adolescente na flor da idade com a vontade de brincar, correr e saltar de um cavalo de corridas.).

É assim, meus caros, que constato o quanto cresci e amadureci nestes parcos trinta e dois anos. Lá tenho aguentado tudo com um sorriso estóico, silencioso e sereno enquanto, por dentro, os meus pulmões gritam "Estás para aí a falar mas o teu cão foge-te para ir assaltar os contentores do lixo e passa o tempo a tentar acasalar com a tua perna!".

Até as piadolas do(a)s dono(a)s dos tarados dos cães que quiseram pôr-se em cima da minha cadela (ainda a bicha tinha três meses) aguentei. "Ai, deixe estar, ele só quer brincar e não faz mal, ela ainda não tem cio." Como não faz mal? Como não faz mal que um canastrão tarado de quatro patas viole a minha bebé de três meses só porque ela ainda não tem o cio? Felizmente, Cacau, a simpática (como lhe chamam), arregalou os dentes e fincou-os "docilmente" nas orelhas e pescoço do canastrão, de forma a que o mesmo nunca mais repetiu a graça. Fofa, a minha Cacau. Perante o olhar horrorizado da dona, dei-lhe umas festas, umas palavras de incentivo e dois biscoitos quando chegou a casa. Os homens são todos iguais é algo que ambas já sabemos.

No entanto, a melhor foi hoje de manhã.

A minha cadela é frequentemente apelidada de "maluca" só porque gosta de correr, saltar e vai cumprimentar toda a gente no jardim quando chega, ao invés de se deitar no chão a roçar as costas balofas no cócó dos outros cães. A minha cadela salta sebes como um cavalo de provas de saltos e é mais veloz do que qualquer um que tente persegui-la. Dá o dobro da volta ao jardim no dobro da velocidade, finta-os todos (uns quatro ou cinco, quando não são oito ou dez) e ainda salta por cima deles como se de um obstáculo se tratassem. Para apanhá-la são outros quinhentos. Por ela, brincaria ali de sol a sol, sem interrupções.

Hoje o cenário era semelhante. Cacau na frente, com quatro no encalço. Aparece outro e atravessa-lhe pelo o lado. Ela aumenta a velocidade, segue para uma zona do jardim onde não costuma ir e, quando dá conta, está lá em baixo, a relva desaparece sob as patas, passeio pela frente, com a estrada logo a seguir. Sem qualquer comando meu, "trava" de repente, cai e rebola pelo passeio, enquanto os outros vão todos para a estrada. Cacau regressa a correr para a relva, enquanto os outros donos estão na estrada a tentar trazer os respectivos para o jardim, sem grande sucesso. Devem ter ficado por lá uns bons dez minutos enquanto Cacau e eu ainda jogámos à bola na relva, sob os mornos raios de sol.

Os velhotes que assistiram tudo no banco do jardim felicitaram-me como a cadela viu imediatamente que não podia ir para a estrada e voltou para trás ignorando o facto de os outros por lá ficarem. "Foi emocionante"- nas palavras de um - "Ela assim que viu que tinha logo a estrada parou de tal maneira que caiu e depois saiu a correr!".

Ok, emoção a mais para um Domingo e dois senhores de setenta e muitos anos, tenho que concordar mas, ainda assim, quero ver agora quem é o próximo a dar palpites sobre educação.

Agora, com vossa licença, vou levá-la ao jardim para o passeio nocturno. Ela e a minha moral toda.

quarta-feira, outubro 19, 2011

Ainda nas fexionistas


Só para nos entendermos,

Loja local ou loja de rua é loja do chinês, certo?

Obrigada.

sábado, outubro 08, 2011

Ainda nas ironias

Isn't it ironic

Que as (e os) "grandes" fashionistas que se apresentam na Moda Lisboa vistam dos pés à cabeça Zara, Bershka, Blanco e sabe lá Deus mais o quê?

(Ontem a Zara e afins do Chiado estavam repletos delas e deles as escolher os outfits para a ocasião.)

Todos comigo:

It's like raiiiiiiiiin on your wedding day
It's a free ride when you've already paid
It's the good advice that you just didn't take
Who would've thought ... it figures


terça-feira, outubro 04, 2011

Existe maior ironia

(e estou aqui a escrever e ainda a rir às gargalhadas)

Do que uma academia de dança, sublinho, uma academia de dança apostar em grande (quatro vezes por semana, em horário nobre) numa suposta "modalidade" crescente nos ditos ginásios e health clubs fast-fitness (analogia à fast-food), que não é nada mais nada menos do que uma forma bastante rasca e particularmente pobre de iludir os clientes, dizendo que têm aulas de dança nos ginásios?

Vejam só, o que os meus queridos ex-colegas irão esforçar-se para aprenderem isto, durante este ano. Uh uh!


*

Isto sim, é dançar! So you think you can dance quem mesmo? Pirouettes, jetés, deboulés, pops, boogaloo, power moves, ganchos e volteios para quê?

Vão lá todos Zumbar!

Agora, versão dança da chuva:


* Não resisti em escolher logo a coreografia com esta escolha musical. Foi um fim do ano lectivo muito premonitório.

quarta-feira, setembro 21, 2011

quinta-feira, setembro 15, 2011

O de sempre


Hoje voltei a fazer uma aula de Jazz, aula que não fazia há meses.

A julgar pelo meu estado, em hora e meia, devo ter perdido umas 2600 Kcal.

Se não foi, parece.

De qualquer forma, para compensar, jantarei uma modesta picanha e, de seguida, um fondant de chocolate quente com gelado de nata e extra-extra-extra (Até que ponto os extras são em demasia?) molho de chocolate.

Segunda-feira, retomo (Finalmente! Finalmente!) a dança e isso significa três coisas apenas:

1 - Rabo duro de volta - adeus formato da cadeira - e barriga a desaparecer;

2 - Poderei voltar a comer à vontade, sem remorsos e cargas excessivas de energia, que me deixam igual ao Pokemon (Nunca segui os desenhos animados mas aquele amarelo era um tanto ou quanto eléctrico, não?);

3 - Quem quiser continuar a socializar comigo, inscreva-se em uma das muitas modalidades disponíveis. Provavelmente, encontrar-me-ão em quase todas. Ok, todas.

Afinal são quatro.

4 - Voltarei a ter bom feitio.

terça-feira, setembro 13, 2011

Serviço assim muito público

Tirando os cromos informáticos que basicamente são os únicos homens (nerds) que lêem o blogue e, à partida, pouco necessitarão, tenho uma sugestão que vos salvará a vida em horas de muito aperto.

Para além disso, todos nós sabemos que o que o país necessita é de pessoas com iniciativa, que não ficam na inércia nem se identificam com os restantes à rasca. Pessoas que arregaçam as mangas, contribuem para a saúde da economia, criam riqueza, emprego, e por aí adiante.

Pois bem, tenho um bom amigo que é exactamente assim.

Criou um projecto, tem carradas de vontade e precisa de sobreviver. Sim, precisa de comida, àgua e tecto. Para tal, não conta com pancadinhas nas costas, só trabalho.

Este meu amigo salva LITERALMENTE computadores (já salvou o meu algumas vezes, quando muito desesperei) e, consequentemente, a vossa vida, a preços muito bons. Sem delongas ou tretas.

Prático, rápido e eficaz.

Portanto, crio aqui o movimento "Vamos salvar o país, o meu amigo e a vossa vida!"



Site: http://www.naoarranca.com

No Facebook

segunda-feira, setembro 12, 2011

Motivada pelo "Onde estava você há 10 anos atrás'"

Também eu fui ver como era há dez anos.

Encontrei uma "pequena" secção de vestimentas no guarda-roupa (closet, em português).

Experimentei tudo.

Saias tubo justas, calças de ganga, camisolas, t-shirts(zinhas), vestidos colados ao corpo.

Servia tudo.

Peças que, há cinco anos, não me cabiam.

Peças que, há cinco anos, pareciam uma pele de salsicha de carne e banha de porco moída, a tentar sobreviver sem se rasgar, ainda que, na realidade, o conteúdo vibrasse pela rara existência de massa gorda.

A fase da negação não adianta.

Os factos são claros, translúcidos e irrefutáveis.

A partir dos trinta é sempre a mirrar.

Donatella Versace

quinta-feira, setembro 08, 2011

Queridas fashionistas, gosto muito de todas vocês

Mas toca a fazer umas aulitas de Ballet, sim?
















Cupcakes and Cashmere

Por fim, tantas fotografias mas tantas fotografias tiradas e as meninas ainda tão tímidas ou estão sempre a deixar cair coisas no chão, ou à procura de moedas, seja como for, desenganem-se, vai tudo dar a isto:





B-A-L-L-E-T, sim?

terça-feira, agosto 16, 2011

quinta-feira, agosto 04, 2011

Bonito


O meu irmão termina o namoro de longos anos (nem vou dizer quantos para não se assustarem) e agora é a mim que vêm pedir bébés.

Parece-me que irei arranjar mais um cão.

sábado, julho 23, 2011

Da Maria Take Me

Pois, ainda não sabem mas há mês e meio que isto habita lá em casa.


Não se deixem enganar. Isto valeu-me muitas horas de chatices com a família (que se estenderão eternamente cada vez que ela fizer alguma das suas). Isto morde como o caraças. Aprendeu a fazer os presentes na fralda após uma semana e meia de estadia, senta, deita, vem cá, responde ao nome, brinca com a bola mas isto morde como o caraças. Estou toda ferida e arranhada e não venham cá com as dentadinhas de amor. Morde como o caraças. Isto já arrancou a parte de baixo de madeira da bancada da cozinha. Cacau: 1 Bancada: 0 Isto já marcou todas as cadeiras da cozinha como os belos aguçados dentes de leite. Cacau: 4 Cadeiras:0 Isto só pode ir à rua a partir deste próximo Domingo mas, ainda hoje, partiu a taça de cristal preferida da minha mãe. Cacau: 1 Taça: 0 Xana: -20 Derrubou de uma estante e partiu uma pipa de 5 litros de vinho do meu pai. Cacau: 1 Pipa: 0 Xana: -20 Isto faz uma recepção do caraças quando chego a casa. Sempre com muita alegria e mordidelas. Quais elas, ela ataca e dilacera as minhas mãos, braços, pernas e pés. Ontem ia arrancando o meu nariz. Aqui tenho a marca dos dentes. Cacau: Winner Xana: KO

Mas isto, isto que me morde sem compaixão, não se deixem enganar pelos olhos azuis de bébé (agora esverdeados/cor de mel), ou pelo porte minúsculo (agora com quase 6kg aos dois meses e meio), isto, senhores, que tanto me morde, se, por ventura, também me calhar na rifa Timor, Brasil ou qualquer outro país fora da Europa, não vai comigo não, nem que a porca torça o rabo. Adoro-a demais para sequer o considerar. Do amor, amor é coisa que não pinga em línguas de fel, vão lá perceber.


(Tivesse a Maria estoirado tudo na Zara. Ou em Vegas. Mas não. Má Maria. Má Maria.)

Sim, aquilo de fundo são os horrorosos azulejos da cozinha. Vintage, digo.

segunda-feira, julho 04, 2011

Este Sábado


Casou uma das maiores, não, a maior paixão que já tive (Pelo menos a mais intensa, a mais longa, daquelas que durou anos e anos e com mais consequências desastrosas.). Paixão não, obsessão (quase, talvez), também não, na realidade era amor, só se abdica por amor a sério, pelo menos é o que acho, o amor de cada um funciona segundo as normas de cada um. Para mim assim era.

Como estava a dizer, este Sábado, casou a TAL paixão e eu, bem eu, que deveria ficar sentida ou comovida, não sei, ter alguma pena, alegria ou qualquer outra espécie de sentimento, não, nada, a indiferença é tramada, sobretudo quando aparece de forma tão surpreendente (massiva, digo), a verdade é que só conseguia pensar em ti.

Não no Sábado, o fim-de-semana inteiro, bem, na verdade, isto já dura há muito tempo.

sexta-feira, julho 01, 2011

Tungas!


Ontem perfiz cinco anos e ninguém deu por nada.

Nem mesmo a autora.

Cinco anos de diz tanto como diz nada, principalmente a falar de como se gosta de doces, rissóis, lasagna, exercício, ballet, homens, sapatilhas, stalkers, Rio de Janeiro, amigos, direito, torto, emoções e parvoíces várias.

Cinco anos e esta autora sequer revelou algum amadurecimento que se preze.

Cinco anos e nem um malfadado verniz Chanel ou Risqué.

Assim sendo e porque não caminho para novo, procuro autor menos negligente.

Um com bom porte, cabeça no sítio mas com boa dose de loucura ou jovialidade, que não use os pindéricos Louboutin ou Sebago, mas que saiba fazer um bom nó de gravata. Com gosto musical e por outras tantas artes, com olho para o que veste mas cuja voz não ultrapasse os decibéis permitidos aos exemplares heterossexuais masculinos. Que adore animais, poucos deles no prato, ainda assim, com peso e medida, com horror a extremismos de qualquer tipo. Bem parecido mas, muito melhor, que saiba falar, escrever, provocar com as palavras, no papel, ao ouvido ou no ecrã do telefone, enquanto programa secretamente uma escapadela da realidade, num sítio só para nós. Que seja apaixonado pelo desporto mas pela prática. Desportistas de sofá e comando são contra-sensos.

Vá que se lixe, a miúda precisa mesmo de lavar as vistas, quem sabe assim, lembra-se que também existo e não só a tão desejada cadela que lhe ocupa os olhos, o coração e as compressas embebidas em Betadine usadas para ocultar as marcas amorosas dos dentinhos de cachorra.

Alguém?