
segunda-feira, março 31, 2008
terça-feira, março 25, 2008
A quem me liga de número privado e desliga quando atendo III
segunda-feira, março 24, 2008
sexta-feira, março 21, 2008
Porque tens um blog
Cadernos novinhos, de folhas em branco, sequiosas por tinta, onde podemos espreitar.
A perspectiva voyeur existe.
Assumi-la é um passo para o tratamento.
Ou para a desgraça.
Gosto de não conhecer os bloggers.
Gosto de pensar que são pessoas irreais, produtos da minha imaginação, incorpóreos.
Conhecer um bloguer é como ouvir pela primeira vez que o Pai Natal não existe.
Também porque alguém me convenceu a passar os textos que enviava, todos os dias, por email, para a praça pública virtual. (Na verdade queriam que não lhes atolassem a caixa de correio com tanta prosa desvairada, mas enganaram-se.)Porque segues o blogue que te lançou o desafio?
Foi ela que me descobriu. Senti-me a América nos braços de Colombo.
Rendi-me à simpatia caranguejola. E, se não combino almoços, cafés e esplanadas é pelo motivo acima exposto.
Passar este desafio a outros bloguistas, num número entre 7 e 9, dizendo porque os seguem.
Como não posso fazer corridas à atum, não passo.
Desafio cumprido, menina Estrellinha. Só desta vez.
terça-feira, março 18, 2008
Ser gulosa é...
Nem com "motivações" destas largar os bolos, chocolates (que dantes não gostava e agora até do negro como), amêndoas de licor e de chocolate, doces, doces, doces... bolos, acordar com vontade de chocolate e adormecer com as pratas vazias ao lado. Já dizia Célia Cruz e "sus cantantes queridos", "Azucar!"Perspectivo um verão envergando uma tenda ou passado junto das tribos Havaianas. Digam o que disserem, são gordinhas. E roliças. Carnes e mais carnes. Com este ar de índia e um par de cascas de côco como soutien bem que passarei despercebida. Côcos e muitas dobras. Donuts de dobras.
Os fãs que chorem.
Aloha.
quinta-feira, março 13, 2008
Maratonas tu e maratono eu

E eis que já existe dorsal!
Valha-me a caixa de email gigante.
Valham-nos os amigos que acorreram ao meu pranto. Thanks, Gilda!
Assim, amanhã, serei munida de dorsal e t-shirt XXL. Foi o que se arranjou. Um anterior dono que se deteve (amedrontou?) perante tanto quilómetro por galgar.
Vejam pelo lado positivo.
Camisinha(ona, ona, ona) sexy para dormir.
Not.
Talvez para acampar. Fazer de tenda.
Usar nas aulas de Hip Hop.
Lara Alves, as minhas t-shirts são maiores que as tuas! (Não tão giras, nem tão bem, porque tu "rulas", miúda!)
quarta-feira, março 12, 2008
sexta-feira, março 07, 2008
A irresistível Alexandra
Sei que vos tinha dito que falaria do novo DRH mas, com a alergia que ando à alforreca, recuso-me.
Quero mesmo é falar do rapaz do quiosque.
É que nunca lhe comprei nada, a não ser um par de revistas côr-de-rosa, no ano passado, para levar para o hospital, quando a minha mãe esteve internada.
Tem um fraquinho por mim. Ou uma paixão avassaladora.
Só pode.
Todos os dias, quando vou a tropeçar pela calçada para apanhar o autocarro (correr esmifradamente a guinchar "amigo, espere por mim!!"), o moço levanta o rosto, olhos radiantes e sai cá para fora só para me ver passar.
Quando julga que já não o vejo, fita-me à descarada, embevecido, salivante.
Tira-me as medidas, sonha com filhos bailarinos e Domingos de futebol, no sofá, por entre cervejas e tremoços servidos por mim, abraçada num avental do Benfas.
Embasbacado, embevecido. Olhos sonhadores, a boca aberta.
Faça chuva ou faça sol, tenha clientes ou não, quando o autocarro passa, espeta a cabeça para fora e procura a minha figura, aflito.
Não sei o que faça.
Até percebo.
É difícil resistir-me.
Mas o olhar do moço perturba-me.
Por vezes digo bom dia, outros dias corro, procuro objectos indescobríveis na mala.
Há cerca de quinze dias, Sábado de manhã, o tipo estacionava o carro na minha praceta. Viu-me a sair de casa.
Os olhos ensonados despertaram qual Alexandra a descobrir a famigerada lata de leite condensado escondida no armário das panelas.
Que fazer?
Voyeurs escondidos atrás da janela não são o meu tipo.
E se lhe recuso o amor?
Possível "Wanna be a stalker"?
E se os rapazes dos quiosques tiverem sindicatos? Associações ou máfias que os protejam?
Pior, cadeias ligadas por net e sms que me negarão o Economist à sexta?!
Ainda pior, se me limitam à revista Maria???
Oh, meu Deus....
Sorrisos, minha gente. Muitos sorrisos ao rapaz do quiosque!
P.S. - A tempo, o post levará imagem. Desculpem!
domingo, fevereiro 24, 2008
Um peixe chamado Alexandra

Recordo-a ao fim do dia, na praia da marina, com uns mini calções de ganga, cortados de umas calças. Um jeito tímido de mulher num corpo de traquinas a segurar um gelado da Veneza. A miúda.
Há pessoas que nos entram na vida sem pedir licença e depois não sabemos viver sem elas. A Xana tem maneiras peculiares de o fazer.
Nesse dia em que a conheci, estava um final de tarde fabuloso. Na praia da marina, o grupo do costume: Hugo (Guigas), Migas, Pêpê, Manu e Bráulio. O outside estava completamente morto, pelo que descansávamos em cima das pranchas, entre conversas de putos. Quem surfava melhor, as miúdas, quem ia curtir com quem, as motas novas. A praia quase deserta e o mar só para nós.
De repente, assim do nada, aparece uma miúda no meio do mar. Devia ter uns pulmões de aço, a catraia, para mergulhar tanto tempo e aparecer ao pé de nós. Percebe que nos pregou um susto e desata-se a rir. Primeiro discretamente, depois com gosto. Ri, ri, a boiar nas ondas.
Recuperados, pusemos-nos no gozo.
- É uma sereia!
- Deixa-me agarrá-la, para ver se tem rabo de peixe!
- É minha!
- Vou pô-la num aquário...
- Não, eu é que a apanho!
Furiosa, não se deixou ficar e chamou-nos (nunca me esqueci) surfistas da banheira. Acrescentou que não precisávamos de cabelos compridos e loiros para sermos surfistas e que surfistas a sério só na Ericeira. Murro no estômago, isto é, na nossa confiança de machos viris do surf.
No meio do bate boca e da confusão das pranchas, o Miguel tentou agarrá-la, sem sucesso, pois a miúda desferiu um valente murro que lhe deixou o olho negro.
Escapou-se a correr para a areia, novamente motivo de gozo.
- Não é uma sereia, é a Olivia Palito!
- Alguém lhe dê espinafres!
Nessa noite, na marginal, voltamos a vê-la com as amigas. Fez má cara. Era a primeira miúda que nos ignorava. Conquistou-nos.
O Miguel apaixonou-se, eu ganhei uma melhor amiga. De ideias mirabolantes, aventureira, sempre com novas invenções, coisas para fazer ou experimentar, madrugadora, TEIMOSA, chata. Ao lado dela, nada era (é) monótono. Para além disso, tinha a mania de pedir as minhas calças Quiksilver largas emprestadas, que pouco a favoreciam, considerando o excesso de tamanho.
Nas terras mouriscas, ainda hoje se recorda, com saudade, o dia fatídico em que as ditas calças escorregaram-lhe pelas pernas abaixo, precisamente quando andava de patins na marina, fazendo com que, de rabo ao léu, embatesse num turista alemão, derrubando-o e quase caindo para dentro da àgua.
Um homem não pode (consegue) ter amigas. Assim, digo a todos que és minha irmã. Muito haveria a escrever. Mas como não quero passar por roto ou sentimentalista, deixo-te apenas um beijo enorme de obrigado.
Aos leitores, apresento as minhas desculpas. Se tiverem paciência, para a próxima, contarei algumas aventuras ou desaventuras da Xanocas. Os podres, os segredos, as tropelias todas. Bem, nem todas. Já sabem como ela é e eu prezo muito a minha integridade física... Se calhar é mesmo melhor ficarmos por aqui... Bem, vou mas é andando!
domingo, fevereiro 17, 2008
sábado, fevereiro 16, 2008
sábado, fevereiro 09, 2008
A pacífica
Uma hora e meia de Jazz: meia hora de preparação física (abdominais, força e flexibilidade), meia hora de técnica (saltos, piruetas, degolés e afins) e meia de coreografia.
Uma hora e meia de ballet - sem barra (!!!)(dor).
Uma hora e meia de Jazz: uma hora de preparação física (abdominais, abdominais, abdominais, força pernas, abdominais, flexi-au-au-bili-ui-ui-dade) e meia de coreo.
Uma hora e meia de ballet (dor, dor, dor - o raio da dança é antinatural e é tudo menos o que parece. Estou levezinha? Pareço. Mas a contrair abdominais, pernas, aperta as pernas, estica as pernas, o pé e os tendões a queixarem-se, força, força). Sorte a dos pinguins que têm os pés em en dehor.
O meu professor de ballet diz que a dança é capacidade de sofrimento. Se dói, é porque estamos a fazer bem.
Literalmente, acreditem.
O tipo dormia com os pés atados à cama em en dehor ("um quarto para as três").
Sair a desfalecer da academia, depois de um dia inteiro sem ver o sol.
A arrastar os pés até ao metro.
Chegar a casa, cair no sofá e, cinco minutos depois, sonhar que estou no Brasil a dançar esta música. A tarde toda. Pela noite dentro. Até o sol nascer.
Já chegava, não?!!!
quinta-feira, fevereiro 07, 2008
A propósito de S. Valentim, casamenteiros e afins

A imaginação, a preparação, os sorrisos arrancados. Adivinhar desejos. Concretizar sonhos.
Simplesmente, adoro surpreender.
Quando estou a preparar alguma, ando uma semana com um sorriso de orelha-a-orelha, empolgada.
Em Dezembro, inscrevi-me (FINALMENTE!) numa academia de dança. À séria.
Desde então, saio das exigentes aulas leve, a sorrir, feliz. Tão feliz.
Com vontade de regressar a casa aos saltos e piruetas. Grands jetés perfeitos na calçada, por entre os transeuntes. Caminho em meias pontas, quase a beijar as estrelas.
O brilho transpira.
Sinto que as pessoas o vêm, quando passo. O invejam.
É algo indescritível. Muito superior a mim.
Dançar é mais elementar do que comer, dormir, respirar. Do que sexo.
Quero dançar até morrer. É o meu alimento. O meu alento.
Acredito que, no dia em que deixar de o poder fazer, o meu coraçanito parará de tristeza.
O corpo murchará e render-se-á à evidência da morte. Numa súplica.
Por enquanto, apetece-me substituir os passos de quem caminha por grands jetés retournés, por passadas gingadas ou graciosas.
Sensação assim próxima só um grande amor. Daqueles raros, que nos arrebatam e viram de pernas para o ar.
Mais facilmente sinto as borboletas, as reacções de teenager, o peso pluma entre acordes e compassos acompanhados pelo corpo do que por um homem.
Dizem que na vida só existe um grande amor. Um verdadeiro amor.
Eu já o encontrei.
quarta-feira, fevereiro 06, 2008
All you need is love...errrr... NOT!
Mal posso esperar!
Sair a correr do escritório.
Passar em casa, tomar banho, arranjar-me, perfumar-me. Vestir lingerie nova.
Esperar que ele chegue, cobri-lo de beijos, de cartões e presentes.
Porque é obrigatório, ir jantar fora, juntamente com outros tantos pares lisboetas, num ambiente propositadamente criado para uma ode ao amor.
Filas de amor nos restaurantes apinhados. Receber rosas à porta, jantar de mãos dadas, entre sorrisos e frases cor-de-rosa. Assistir a um espectáculo, passear junto ao rio, de mãos dadas. As ruas repletas de casais. Balões cor-de-rosa, corações, chocolates, flores. Casais, todos muito apaixonados, ou pelo menos esforçados para tal. Casais, casais, casais. Elas, todas de ramo de flores nas mãos.
Mal posso esperar!
NOT!
Vejamos,
Comemoração de datas impostas (e estrangeiras, que nada têm a ver com a nossa tradição).
Números insuportáveis de casalinhos por metro quadrado.
Corações por todo o lado.
Versos e frases idiotas por todo o lado.
Decorações foleiras.
Receber flores sem ser num vaso, pior, rosas!
Declarações e juras, quando no dia anterior discutiam pela falta de atenção e desleixo.
Filas, filas e filas, sorrisos imbecis, olhares como se fosses um E.T. se andares sozinha.
Todos os anos em que tive namorado simulei gripes fortes para escapar ao infortúnio, com sucesso garantido.
É na data em que mais me apetece bradar aos quatros ventos e exultar felicidade dizendo “Eu não tenho namorado!”
E não tenho!
O que vou fazer? Aulinha de dança e ensaiar a coreografia magnifica do Chicago! Yuuuuuupiiii!
Já estou a ver as minhas amigas a pedinchar "Querido, vamos só um pouco mais tarde...", só para, naquele dia, conseguirem pôr os pézitos no ginásio.
segunda-feira, fevereiro 04, 2008
Why the chicken cross the road?

Aqui há uns dias, ia a sair do escritório para a minha hora de almoço tardia, quando vejo um homem giríssimo a sair do edifício da empresa.
Esfrego bem os olhos. Alto, muito moreno e rosto vincado, alegre. Muito giro mesmo. Ar saudável. Ar de mar. Ai, gosto!
Coração aos pulos. Molho o lábio superior. Hora do almoço? Fome?
A atravessar a estrada e a torcer-me para olhar para trás.
- Será que saiu mesmo da empresa? Será o novo Director de RH? Isso é que era!
Torço-me ainda mais.
Sem olhar para a estrada. Por pouco não embati numa velhota de muletas.
Que vendo o quase choque, arrepiou o pelito da verruga e rogou quatro ou cinco pragas, uma delas envolvendo abstinência sexual.
De boca aberta a tentar perceber para onde o adónis seguia.
Erro crasso.
Porque enquanto divagava e olhava para trás, o sinal do cruzamento abriu.
Os carros a arrancar a alta velocidade.
As chapas de encontro ao meu frágil corpinho.
Alexandra, a maçãzinha de William Tell.
Sem perceber.
Pois os olhos e a cabeça estavam toldados pela imagem do varão belezudo.
Barulhos ensurdecedores de travagens.
Foi bonito.
Muitos jogos de cintura para me desviar e buzinadelas que acordaram a rua inteira.
Rapaz saudável a olhar para trás.
O pessoal da empresa à janela para ver o que se passava.
Corrijo, a rua inteira a olhar para ver o que se passava.
Alexandra, finalmente acordada, num tomate. Beringela. Cove-rôxa!
De rabinho encolhido, escondo-me, agachada, atrás dos automóveis para não ser reconhecida.
Arranco o jornal ao bêbado que está sempre na esquina e cubro a cabeça.
Vinte minutos de estômago a dar horas escondida atrás dos ditos.
Três dias depois, vou a sair da minha sala e baque.
Corações cor-de-rosa. Passarinhos chilreantes esvoaçam à volta da minha cabeça. In-love. Alexandra in-love.
Era o moço.
- B******, já conheceu a Dra. Alexandra? É a coordenadora da DAJ. Alexandra, Este é o novo DRH.
Coloca um sorriso aberto e diz:
- Ahhh, parece-me que a conheço de vista…
O sangue acorre às faces.
- Humm... Não estou a ver.... Olhe que eu não esqueço uma cara. - Disfarço.
Acordado com a lâmpada luminosa ao lado da cabeça, responde:
- Conheço, sim!
- Olhe que não! - Baixo os olhos, tremelico o queixo a medo.
- E você também me deve conhecer. No outro dia, até estava a olhar para mim com ar de quem conhece! Gerou cá uma confusão digna de filme americano! - Pisca o olho.
Era o que mais me faltava. Além de giro é chico-esperto.
terça-feira, janeiro 29, 2008
sexta-feira, dezembro 28, 2007
Ares do campo abrem o apetite

É horrível e faz-me passar inúmeras vergonhas.
Custa até desabafar.
É que…
É que por mais que beba, não sinto o álcool. Não me faz nada. Nem uma risadita a mais.
O grande problema é que nunca apanhei uma bebedeira. Não consigo!
Escusem-se de vir com conversas de que “Comigo é que vai ser!”e afirmações tolinhas do género.
Façam as contas.
Fiz parte da Associação Académica de Lisboa. Da Associação Académica da Faculdade de Direito de Lisboa. Da Associação Europeia de Estudantes de Direito. Organizei Semanas Académicas, Quinzenas do Caloiro, festas e festas dentro e fora da faculdade. Conhecia todos os RP’s de bares e discotecas. Consumo ilimitado.
Litradas de bebidas passaram por mim. Inventei bebidas. Levei muita gente ao hospital. (Levei mesmo, acompanhei-os e segurei-lhes a mão e a cabeça, ok?)
Nem um pifo.
Este verão o meu problema acentuou-se. Fosse o que fosse, sabia a Compal de pêra. Fui gozada, humilhada, “Não tocas nisto, é um desperdício!”, diziam os amigos.
Pois bem.
No feriado de Novembro realizou-se a feira dos frutos secos em Alvito.
Terrinha da mãe, Alentejo, comes e bebes, cavalos, faduchos, cantares alentejanos. A-do-ro!
Como no dia anterior tive um farto jantar até às tantas, no dia seguinte torci o nariz ao pequeno-almoço.
Meio-dia e meia e lá fomos almoçar (leia-se pão com queijo, com chouriço, presunto, regaditos a tintol). Tinha apenas roído um pedaço de polvo seco e grelhado.
O meu pai delirante por ter companhia na bebida (A minha mãe embebeda-se com uma colher de chá e o meu irmão é movido a Coca-Cola.).
Espantem-se.
Não. Espanto-me.
Ao fim de meia dúzia de copitos sinto um formigueiro nas pernas. Na cabeça. O sorriso teima em abrir.
Sorte malfadada.
Queixo-me de nem ficar alegre e vou sentir os efeitos LOGO em frente aos meus pais!
Não desarmo. Endireito a coluna e bebo mais uns quantos. A cabeça a dar à roda, a vida é linda e sou feliz!
Evidentemente com a postura de uma lady. Irrepreensível, pois ninguém notava a zonzice.
Apreensiva.
Por ter de me levantar da mesa sem meia pirueta e cair estatelada no chão.
Respiro fundo.
Aperto os abdominais, perna para aqui, a outra para acolá e lá consigo.
- Queres café?
- Pai, não posso beber café… o estômago… já devias saber! Preciso é de um doce.
Pensava eu que estaria safa.
Congratulando-me pela façanha. Merecedora de uma medalha por tal representação de sobriíce.
Não fosse a minha mãe querer comprar licores.
Obrigando-me a provar mais de dez qualidades. De poejos, de amoraaa, de framboeeesaa, de vi… viiinho, de choc- hic- ooocolaaatte, não-me-lembro, nã-me-hic-lembro…
Ninguém notou.
Até que, depois do almoço, fui montar com os primos.
- MARIA ALEXANDRA! Porque é que a Violeta está a cavalgar aos Esses????
Ares do campo, mãe, ares do campo!
quinta-feira, dezembro 27, 2007
Coisas que aprendemos com o Natal... Not!
- Se deixarem crescer a barba, o meu irmão e o meu primo Pêpê serão facilmente confundidos com Talibãs (Apesar do meu esforço reiterado de fazer compreender que os talibãs não têm caracóis como o Pedro e narizes como o Zé e muito menos o corpanzil deste. Os tipos não comem pizzas e hamburgueres ao pequeno-almoço).
- Se não quiser passar por mexicana/ india americana/ indiana (!!!) não deveria ter este corte de cabelo. Posto à discussão, foi aprovada a minha tosquia total. A essa hora, já estava trancada no quarto aos berros. De nada serve dizer que o meu espírito era Maia. Nem assim compreendem a minha aversão ao frio e fascínio por aquelas águas. Essa é também a razão porque uso o secador de cabelo para aquecer a cama. E pela qual me ressurjo contra o calendário romano. As treze luas fazem muito mais sentido. "O espírito marca a pele", já dizia a minha avó. "Por isso sorri."
- Os genes da minha família são tramados. Sem quaisquer misturas, saem cabelos castanhos claros, cabelos negros, olhos azuis, verdes e castanhos claros, peles brancas e morenas com mais ou menos sinais. Bem disse aos meus primos que isso talvez não seja bem assim e que naquele tempo fazia-se amor às escuras. Sem efeito. Os avós sempre se portaram bem. Por pouco fui deserdada.
- Por mais que todos os anos faça a cabeça à minha mãe, acabamos por fazer comida para mais 25 pessoas (So what else is new???) e depois está tudo de dieta.
- Há quem coma tremelona (um doce multicolorido com várias gelatinas e leite condensado) misturada com mousse de chocolate e não vá direito a correr à casa de banho. Eu cá sou pela separação das classes. Tremelona, shaken but not stirred!
- Ainda consigo comer a travessa inteira de arroz doce, nem que seja pelo facto de ser feito por mim, unica e exclusivamente ao meu gosto pessoal.
- Temos um irmão que é o responsável pela árvore de Natal do Porto, que passou lá semanas e semanas envolvido na projecção e montagem mas não é capaz de dedicar 10 minutos a montar uma árvore artificial de metro e meio.
- Os Natais são todos iguais. Cabe-nos a nós diferenciá-los pelos sorrisos que arrancamos às pessoas. Missão cumprida?






