terça-feira, maio 05, 2009

True love never can be rent


Não existem festas como as dele. Ela ri nervosa, no sofá.

Entrelaça as pernas, desentrelaça-as a seguir, debaixo do olhar fixo, concentrado dele.

Ele, sério, humedece os lábios.

Ela, ri, ri, estremece. É uma criança. É sempre assim, ao lado dele. Ama-o como as crianças amam os cães, os gatos, os rebuçados, os baloiços.

Ele, ama-a, assombrado pela perfeição do momento. Do seu toque. Depois, abraça-a e aperta-a contra ele. Sem a largar, não a quer largar.

E ela acalma, rende as forças, aninha-se. Adormece em segurança.

Estremunhada, entreabre os olhos e deixa escapar:

- Tótó...

9 comentários:

Jedi Master Atomic disse...

Oi?

A disse...

lindo! uma narrativa que injecta adrenalina directamente na glândula pituitária das relações hetero-eróticas. história de amor, interesse, intriga e um totó. um romance de época em forma de pintura de traço fino e detalhes grossos, um marco para gerações futuras falarem.

espera... afinal percebi mal.

Miguel disse...

não sei o que é que andas a fumar... mas também quero!

Alexandra disse...

Jedi,

Caraca!

A,

Ahahaha! Eu a pensar que era apenas um episódio das seis.

Miguel,

Não fumo. Mas se deres nos açucares lá chegarás.

Pepper disse...

Tô lôra!
Espera aí... eu sou lôra!!!

Loooll...

God Xana!

Alexandra disse...

Pepper,

Gosto de vocês loiras e apessoadas de loiras!

b.vilão disse...

Os "momentos perfeitos", a existirem, soam-me sempre a coisa cinematográfica. A fica-se invariavelmente com ar e com comportamentos de tótó perante a os moldes artísticos do momento. É como quando olho para uma mulher de beleza cinematográfica a soerguer o corpo quente da cama a meio da madrugada. É uma imagem fantástica. Mas aprecio o momento enquanto forma de arte. Não desperta o desejo.

Alexandra disse...

E esse não pode ser um momento perfeito? É que a descrição é muito parecida. Não se trata de um conjunto de factores mas da imagem daquele momento.

b.vilão disse...

Pode... Possivelmente sou eu que sou avesso a "momentos perfeitos". Pelo efeito de transposição perverso que podem ter. Ou isso ou estou apenas rabugento. É. O melhor é mesmo ir dançar.