segunda-feira, julho 06, 2015

O mural do meu perfil pessoal do Facebook é mais cómico do que o vosso III

Os meus amigos do Facebook viajam na maionese.

Este é fã da Ivete Sangalo. (E de todas as teorias da conspiração que possam imaginar.)


Todos comigo: "Poeiraaaaaaaaaaaaa! Poeiraaaaaaaaaaaaaaa! Poeiraaa... Levantou poeiraa!"

domingo, julho 05, 2015

Iluminações trintonas, ié, parece que a terra continua a querer tocar na lua



Acabaram de mostrar-me esta foto do espectáculo do ano passado. Turma de Jazz 2.

Têm uma matrona de trinta e cinco "experientes" anos e o resto tem de vinte e dois para baixo (Sim, uma delas tem quinze.)

Esta era a pose do final da coreografia, que tinha de ser alcançada em 0.0023 milionésimos de segundos, mais certeira do que as flechas do William Tell, sem balançar, sem ajeitar, depois de umas pirouettes.

Observei, observei.

Se estamos todas na posição correcta, com tudo bem colocado e alinhado, se não estamos marrecas, qual a mais certa, qual a que foi mais preguiçosa e... Ahhh! Estou mesmo bem, senão a mais certa!

De peito inchado, faço uma pequena dança da vitória e sorrio com vontade. Os meus vizinhos jurariam que ouviram cantar mas nego tudo.

Depois disto, passa-se àquela análise parva que todas nós fazemos. 

Deixa cá ver se pareço gorda, se estiquei a barriga ao invés de encolher... 

Até que os meus olhos fixaram-se no óbvio.

Pestanejaram.

Dá-se o click.

Vi a luz e atingi o Santo Graal.

Ainda não perceberam?

Rabo da Alexandra: 1
Rabo das miúdas: 0


Se poderia não ser tonta? Poderia mas não era a mesma coisa.

sábado, julho 04, 2015

Aos trinta e seis, ainda não aprendi a lidar com certas coisas. Com esta, lido muito mal. Acho que cada vez pior.

Já tentei tanta coisa e, por mais que tentem ajudar-me, não dá.

Neste momento, estou na fase da negação. Não é verdade. Não pode ser. Não acredito. Para mim, não aconteceu PONTO FINAL. (Assim ficarei por uns bons anos. Vou simplesmente não passar naquela porta e não reparar nas mudanças. Vou imaginar que mesmo antes das 18h00 estás cá fora a fumar um cigarro e a mandar aquecer.)

Também me zango. "Como te atreveste? Está tudo destroçado." "Como tiveste a coragem? Sabes quantas pessoas gostavam de ti e foram de alguma forma marcadas por ti para sempre? O que é que será delas?" "Como te atreveste? Foi tudo sempre tão intenso e não nos deste tempo para crescer e envelhecer a partilhar a mesma história que tu!" "Como te atreveste? Ninguém sabe lidar com isto."

Não sei lidar.

Por isso, (prometo) vou tentando rir e fazer rir mas, pelo caminho, preciso disto.

(Passaram quatro anos mas recordo todas as músicas que utilizaste. Aula de Ballet 2 ao Sábado - Adagio no centro.)

quinta-feira, julho 02, 2015

E agora para aligeirar


Um euro por cada vez que esqueço de pôr um par de cuecas lavado na mochila da dança.

É regressar a casa com aquele ar misteríoso-mas-que-ninguém-irá-adivinhar-de-que-caminho-muito-mais-arejada.




#graçasadeustenhoidodecalças

Não quero dançar

 *Ne me quitte pas - Remake 2009

Difícil esta coisa de ter de dançar e não querer. 

Tudo o que queria ontem e hoje era não ter de dançar. A música começa e não consigo conter as putas das lágrimas, que caem, aos pares, enfurecidas.

Não queria nada dançar. Não quero. Deixem-me no meu canto.

Depois, lembro-me de uma pessoa que sempre ensinou "The show must go on." Literalmente. Acontecesse o que fosse. Continua.

O Ballet tem sido o pior. Raio do piano. As músicas que me trazem as memórias de volta. Odeio-as.

Inicia a música dos pliés e a própria preparação dá cabo de mim. Eu danço. Danço mas com tanta dor.

E os pobres dos meus colegas lá ficaram muito impressionados porque ali estava eu, a dar tudo, de sorriso no rosto e as putas das lágrimas que não paravam de correr pelo rosto.

Eu sei que isto para quem não dança parece parvo mas é mesmo assim. Um mundo todo ele à parte (e especial).

Tudo o que queria era não ter de dançar nestes dias. 

Ai de mim, se o cumprisse. 

Ai de mim que não seria fiel a ti.



P.S.- Neste momento, estou com raiva. A ficha teima em não cair e, simplesmente, não pode ser. Nunca soube lidar com isto, embora já tenha perdido uma quota considerável de pessoas queridas. Não pode ser. Mundo, para, faz marcha atrás e traz tudo de volta.

terça-feira, junho 30, 2015

9 anos


Faz este blogue.

Logo hoje, que é um dia tão triste.

Daqui a uns dias, equacionarei o que são 9 anos.

Agora não.


segunda-feira, junho 29, 2015


Hoje, morreu o meu primeiro professor de dança. 

Aquele que me pôs a dançar Jazz (Eu sabia lá o que era Jazz. O meu corpo só conhecia o Hip Hop.), a fazer coisas mirabolantes com uns saltos altos calçados e não descansou enquanto eu não fosse para o Ballet ("Ballet? Com esta idade?", dizia eu mas lá fui completamente às escuras para uma aula com um ou outro principiante e um bom par de bailarinos russos. Fui atirada aos leões. Adorei.).

Sim, acabei de publicar um post "DEP", na minha página pessoal. Sei que parece parvo, sei que toda a gente goza com isso e o Miguel não vai lê-lo mas, mais importante, é a homenagem pública que faço. Se sempre conversei comigo e com os que não estão ou estão longe através da escrita, faz sentido sim. Seja num papel ou numa rede social.

Tive momentos verdadeiramente espectaculares graças a ele. Outros terríveis também. As confusões nas aulas (e fora delas) levaram-me a mudar de academia. Tardiamente e apenas porque os momentos muito bons foram absurdamente espectaculares e uma pessoa deixa andar, espera sempre que melhore ou se retorne ao antigamente.

Foi uma época tão intensa. Fiz grandes amizades. Fiz também falsas amizades, que se revelaram na pior fase da minha vida. Acima de tudo, aprendi muito. Fui infeliz? Algumas vezes mas ninguém me tira os outros momentos.  Os momentos de felicidade pura. Os momentos de aprendizagem. Aprendi tanto sobre mim. Deixei complexos pelo caminho. Cresci.

Não esquecerei o professor extraordinário que tinha o dom de pôr qualquer pessoa a dançar. Até a mais improvável. O professor absolutamente carismático e apaixonado pela dança que contagiava todos, sem excepção, com essa paixão.

Tanta coisa que nunca irei esquecer. Da minha parte, Miguel, nunca haverá bacalhaus (esticarei sempre os pés, por muito que me doam.), nunca marcarei nada. Será em grande e em Fullout. (Ainda ontem, no meu ensaio de Jazz fartei-me de pensar em ti e nisso.)

O Miguel era uma pessoa desconcertante mas tinha uma estrelinha invejável. Por muita asneira que fizesse, ninguém conseguia não adorá-lo. Zangas haviam muitas e eu, sincera que sou, zanguei-me várias vezes. Poucos foram os que conseguiram permanecer zangados e, felizmente, não fui um deles.

O Miguel tinha o dom de fazer-nos sonhar. De acreditar em nós. "Não consigo é palavra proibida". "Os limites existem na nossa cabeça." "O Ballet é lindo!" (Quando tudo dói.) Tantas vezes que repito essas palavras. A mim e aos outros. Caramba, quanto evoluí graças a isso.

Demasiado cedo. 46 anos.

Daí que este post é um DEP, sim mas é sobretudo uma homenagem pública. Absolutamente necessária e que devo ao Miguel e até aos poucos que, através do blogue, acompanharam todo o meu início e entusiasmo pela dança.

Que todos os momentos e ensinamentos que ficaram gravados na nossa memória se repitam e sejam celebrados cada vez que um aluno teu pise o palco.

Dia 11 ter-te-ei comigo.

5, 6, 7 e 8 Miguel
Muita merda


Facebook, o maior dá palpites, a seguir à minha vizinha de cima


Querido Facebook,

Não quero. Já namorei um e bastou-me.

Querido Facebook,

Estás equivocado. O meu próximo marco é este:

Pode ser na mesma quantidade.


Querido Facebook,

Não quero. Não quero falar de roupas e reviews ou enaltecer as qualidades de um saca-rolhas.



quinta-feira, junho 25, 2015

Canta, filha




Aquelas pessoas que acordam com um alto enorme e cor-de-rosa e dor na testa, encontram uma borbulha (A partir dos 35 é que deu para isso.) e passam a manhã a maldizê-la, para chegar a esta hora e lembrarem-se de que, ontem à noite, enquanto tentavam colocar uma caixa de arrumação na prateleira, a escova de cabelo de cabo de madeira caiu mesmo em cima da testa, com a parte de baixo do cabo a atingir a zona da pobre e injustiçada borbulha, qual bala perdida que uma pessoa só dá por ela depois de sentir a dor perfurante.*

Isto numa perspectiva de exercício de reflexão, claro. Aquelas pessoas porque a minha testa está longe de parecer um campo lunar em alerta vermelho.




* Sem falar no facto de terem perdido boa parte da manhã a fazerem limpezas de pele, máscaras e espremido toda a vitalidade de cada poro que parecia um pouco maior do que um átomo.

segunda-feira, junho 08, 2015

Alexa, a Coach Guru




 Estava aqui a pensar que, se quero voltar a escrever no blogue, tenho de mudar o header.

Sempre fui assim. Preciso de alguma estética "friendly" à minha volta.

Ainda incursei nas habituais pesquisas e tentativas de desenho (que já conhecem). Normalmente, quando tenho esta pancada, fico horas nisso.

Verifico que, efectivamente, não tenho jeito (formação) para tal e o que queria era mesmo algo melhorzinho do que vos tenho oferecido, nestes anos de existência.  #largaopainteophotoescapepá

Não vou contratar ninguém. Neste assunto, sou a maior chata e gosto de ver 29343984958698 tentativas diferentes. Quase ninguém tem paciência para isto e quem a tem cobra mais do que posso pagar.

Pelo exposto, amanhã é outro dia. 

Assim como quem diz "amanhã lembro-me que não costuro, desenho, pinto, surfo, «preencha o rectângulo» há imenso tempo e deveria voltar a fazê-lo". 

Não se queixem. Está aqui um texto semi-motivacional.

Gustavo, filho, qualquer dia apanho-te!
 


sexta-feira, janeiro 16, 2015

Expansões

Acabei de apanhar um, no Metro.

Ainda por cima, um tanto rolição (Nada contra as pessoas gordas, como é óbvio. O que me dá comichão do nariz ao dedo do pé é a "forma de estar gorda".). Não bastava a condição física já o possibilitar, o tipo fez de tudo para ocupar não um, não dois mas os quatro lugares. Mais um pouco e ficaria deitado, de pernas estendidas a ocupar o espaço de quatro pessoas.

Sentei-me à sua frente e ele nem se mexeu para que eu pudesse caber. Sequer se dignou a arrastar a porcaria da mochila que jazia no sítio onde eu deveria pôr os meus pés. E eu também ia carregada (saco Longchamp dos médios completamente cheio, mochila atolada e chapéu de chuva) mas fiz o que o civismo e a educação mandam: Ocupei apenas o meu lugar e miseravelmente.

Não me demoveu. 

Olhei-o nos olhos o tempo todo com um misto de ar de gozo e nojo. Na minha cabeça repetia: " És um paquiderme, balofo nojento que, aposto, apesar do espaço que ocupas, tens uma pila minúscula, imperceptível ao olho nú e deves ser virgem porque nenhuma mulher no seu juízo te quereria, com essa forma de estar asquerosa."

Bem, quase me ri. O que é certo é que lá para o fim da viagem, o tipo começou a encolher-se.

Saiu uma paragem antes de mim. Abdicaria de duas latas de leite condensado para que pudessem ter visto o seu ar de espanto quando se debruçou para apanhar a mochila e percebeu que eu descansava não um mas os dois pés (devidamente enfiados numas galochas bastante enlameadas) sobre a sua mochila, com o ar mais natural do mundo. 

Eu sei. Eu sei.

Um dia apanho uma tareia a sério.

Hoje, não foi o dia.(Obrigada anjinho da guarda. Bebe apenas ao Sábado.)



Senhores, a não ser que tenham o problema deste senhor (Julgo que, felizmente, já foi operado para remover o tumor.), não, não vos fica bem. Apesar de se sentirem mais poderosos, não o são. São apenas ridículos.

terça-feira, dezembro 23, 2014

Jingle Bells * Batman Smells * Robin laid an egg * The Batmobile * Lost a wheel * And the Joker got away!




O meu Facebook pessoal é uma pérola. 

Muitas vezes, tenho de segurar a minha impulsividade tempestiva, contar até 93843958945849568968, respirar fundo tudo isso vezes dois ou três, para não comentar.

A verdade é que se cascasse e gozasse com cada coisa que publicam, já não teria amigos.

Já sou uma pessoa complicada, com os seus bonecos de vudu que chegam e sobram. Eu e a minha língua que salta sempre para a verdade, doa a quem doer ou (na maioria das vezes) mesmo com as melhores das intenções mas que dá asneira e torna-me numa persona non grata, mais rápido do que o Speedy Gonzalez diz "Andale!".

O meu preferido dos últimos dias é um conhecido dos tempos da faculdade.

Ora, este senhor passa o ano inteiro a esfregar na nossa cara que é ateu, detesta as religiões, que as religiões são para gente burra e por aí fora. Não há dia que não semeie no mural alguma consideração sobre o assunto, cartoon ou ambos. Não sou uma pessoa propriamente religiosa mas aquilo é cansativo.

Pasmem-se.

Nos últimos dias, é tão somente o maior entusiasta do Natal que já vi. 

Ele é fotos com o gorro do pai Natal, ele é fotos com as hastes da rena (!), ele é fotos de árvores de Natal, das iluminações, dos presépios, ele é "ho ho ho's". Ele é todo o espírito natalício, como se tivesse sugado a alma a meia centena de crianças menores de quatro anos e todo o arco-íris dos Ursinhos Carinhosos.

Então mas e... o Natal... pois, então e... meu caro... festas religiosas já pode?

Não me aguento. Mordo a língua. Morde! Morde a língua!

Mordo a língua mas faço printscreens de tudo. Tudo. Não escapa um fio da lampreia de ovos ou uma pitada de açúcar da rabanada.

Ele que regresse aos posts "crentes, ó pessoinhas tão burras e limitadas, que sois!". Tenho munições para, pelo menos, seis meses.

Já sei. Eu e a minha eterna incapacidade de ter diplomacia e savoir faire.

Vou morrer sozinha e isolada. Já não é novidade para ninguém. 

Enrolada em vários xailes, tendo a devota Cacau, já desdentada e um pouco mouca, a velar por mim.

Na lápide ler-se-á "Aqui jaz uma chata, implicante, desagradável e inconveniente. Ninguém a chora pois já ninguém se dava com ela."

terça-feira, dezembro 16, 2014

Ia escrever isto no Facebook mas ficou muito grande e depois lembrei-me "Ena, o blogue existe!"



Ontem, corri os três centros comerciais do Saldanha à procura de uns bons crepes ou waffles com chocolate ou canela. 

Nem um! 

Quanto maior era a procura, maior era a vontade. Na verdade, tenho de confessar que depois do almoço já estava com essa fisgada. Ah e tal, tenho de ir ao Saldanha, aproveito e depois lancho em grande, já estou a imaginar, rios de chocolate sobre um crepe ou uma waffle eroticamente polvilhada com açúcar e canela.

Quem sabe, um chocolate quente para acompanhar. Sim, definitivamente. Depois, faço mais uma aula de dança do que o habitual.

Será escusado dizer que tinha acabado de almoçar e já salivava.

Demanda impossível.

Em cada sítio onde existia uma casa dessas estava agora plantada uma de sumos detox/pseudosaudáveis/etc, tostas light e o camandro, só que, como seria de esperar, completamente às moscas. Pois é, estamos em Dezembro, época natalícia e com frio até aos ossos. Ninguém quer saber dos ditos verdes, pelo menos até Março! E ainda bem. Aquilo dá cabo do sistema, minha gente. A não ser que queiram virar panelas de incontinência de matéria fecal. Para o detox temos fígado, rins e pâncreas. (Quando, quando é que se convencem disso?)

Felizmente, o mostruário do meu Instagram viu as muitas fotos de sumos esverdeados, chia, batata doce, sementes várias, frango e diversos tipos de clorofila por coisas mais decentes e apelativas.

Fora a imbecilidade do #queméqueestaoaenganar 

Imaginem o seguinte cenário:

Foto: duas hastes pequenas de bróculos, acompanhadas de três rodelas de batata doce e um lombinho de pescada cozida coberto por sementes de papoila 

Hashtag: #foodporn

Foodporn? A sério? E os comentários, tanto do autor da publicação como dos visualizadores? "Tão bom!" "Que delícia!" A sério? A sério?

Voltando ao que interessa.

Fiquei sem o crepe em cama de chocolate, sem a waffle eroticamente polvilhada com açúcar e canela e sem o luxurioso, envolvente e espesso chocolate quente.

Senhores da restauração, 

Se não querem ver as vossas casas a fechar (Que é o que vai acontecer a estas porque são muitos meses de frio e a sonhar com paredes feitas de chocolate e não há renda milionária que resista.), já que insistem tanto em modas momentâneas e descartáveis, adaptem os vossos conceitos. Do "saudável" ao confortante é um instantinho de um crepe lambuzado em chocolate que fará qualquer barriga ou coração feliz. 

 Gordura também é formosura. E aquecedor natural no Inverno. Adeus contas de electricidade e de gás astronómicas.

Isso e sumos e iogurtes gelados a preços proibitivos (e ridículos). Dá-me vontade de ir ao Continente comprar um iogurte e colocá-lo na arca (Lá para o lanche deve estar só gelado) ou de andar com duas mangas, três laranjas e uma batedeira na carteira.

Já estive mais longe. Agora até já existem dióspiros de roer ao pontapé. Já não preciso de inventar que aquelas manchas na carteira são mesmo assim.

terça-feira, julho 01, 2014

São só 8




Feitos ontem, dia 30 de Junho, que, para não variar, mais uma vez esqueci.

Isto é só um blogue.

Há oito anos, uma miúda cheia de espírito criou este espaço não sei bem porquê. Bem, porque era engraçada a escrever, diziam.

Ainda assim, essa miúda mudou muito mas os blogues também. Hoje em dia, os blogues já não são blogues. São páginas de publicidade. Antes, eram páginas de personalidade, fosse lá o assunto que mais versassem.

Andei o mês todo a pensar se conseguiria prometer-vos regressar àquele registo. Não porque me trouxesse muitas visitas. Também trouxe algumas agruras e lágrimas e daí ter mudado tudo. Na verdade, não passava de uma miúda insegura, apaixonada e, como tal, altamente influenciada pelas críticas de quem mais confiava e sequiosa de aprovação. Olhe, até que seria bom. Voltar àquele registo porque tenho uma saudade do tamanho do mundo daquela rapariga com 26 anos, para quem tudo era uma brincadeira, tudo era motivo para sacar uma gargalhada ou, sobretudo, para viver com a cabeça na lua e vidas imaginárias. E sabia-me tão bem pôr os outros bem dispostos.

O meu imaginário apagou-se muito com a realidade dos últimos anos. Sim, coisa mais cliché, coisa mais sem graça, coisa que não me agrada. 

Sei que não será possível regressar. O meu imaginário não é o mesmo e a disponibilidade física e mental são diminutas. Ainda assim, farei o esforço.

De qualquer forma, parabéns, miúda! Parabéns por criares um blogue na altura em que os blogues eram só blogues, ou, melhor dizendo, em que os blogues eram blogues. Carregados, de importância, personalidade, curiosidade, novidade. Éramos tão mais importantes e ninguém nos oferecia nada.

Na altura em que as pessoas por trás eram interessantes, não que não o sejam hoje mas o que partilham não o é, ou pelo menos abraça o banal, numa concorrência desenfreada para ganhar cremes, roupas e convites para apresentações de marcas.

Parabéns miúda. És um dinossauro. Quase extinto nas palavras mas sempre podes dizer eu sou um dinossauro.


quarta-feira, junho 25, 2014

Eu até poderia escrever


Minhas queridas, isto aplica-se aos 20, aos 30, aos 40, bem, até aos 90 ou quem aguentar mais.

Não são coitadinhos, não são diferentes. São trastes.

Avé Pipoca, Avé a mim, Avé Luna, Avé a tanta gente que já escreveu sobre o mesmo e nós continuamos, ainda assim, a agir como debilóides emocionais.

Raça má esta da mulher, que tem de amar e proteger nos genes.

terça-feira, junho 03, 2014

Update

Olá, olá! 

Só para informar-vos de que ainda estou a ressacar do RiR mas fui uma fracota porque cortei-me à grande na 6ª-feira. 

Tenho um "ódio" de estimação pequenino com os Linkin Park e, em todas as edições em que actuaram, fui curtir para a electrónica. 

Desta vez, pensei: Ah, vou descansar, amanhã vou aos ensaios do Ballet de manhã e vou só no Sábado e no Domingo. 

Ando completamente fora e nem sabia quem era o Steve Aoki. Quase chorei quando liguei a televisão. 

Ainda fui gozada pelo meu irmão, vá, fofinho, que ainda enviou algumas sms a dizer para pôr o rabo lá imediatamente. Logo eu tão gulosa, com tanto bolo cremoso à disposição. 

Escuso de dizer que foi lindo, bla, bla. Todos os dias foram especiais e fechou em grande. Só tive muita, muita pena que não tivesse sido dado mais destaque ao Rui Veloso, afinal o dito pai do rock português.
O estômago aguentou. As pernas também. Bem, depois de ter visto os Stones, nunca mais me queixo de nada. De dores, da idade, das cruzes, de nada!

BTW, antes de haver zumzum por ir todos os dias, não fui como blogger convidada. Sou convidada todas as edições (incha bloggers pedincheiras) mas por outras razões, que não vos interessam (Ou seja, também não sou rica, ok?). 

O RiR tem um lugar muito, muito especial no mê coraçanito e já sonho com a próxima edição! 

Las Vegas, were else?! 

Coachella



Os meus Jukas fofos. O que é nacional é bom e eu adoro estes moços e moças. O Vasco não dançou por estar lesionado mas, para a próxima, lá estará. Jukebox Project ou Jukebox Crew no Insta, se não me engano.

 

Último dia. Houve quem garantisse que aquele senhor ali de ténis e chapéu branco era o Maico Jacso. Não. É o meu Justino.

May the force be with you.

Nota: Este post não é publicidade, não foi pago, sequer a troca de bilhetes, galinhas ou beijinho e tatuagem do Ami James. Até porque, sejamos realistas, aqui apenas entra meia dúzia de perdidos, metade deles chineses ou vendedores de alargamento de órgãos.

quarta-feira, maio 21, 2014

Março?

Pensava que tinha escrito mais recentemente.

Valha-me o Facebook.

Tem ido lá, certo? Também criei Instagram. Sou uma vendida às redes sociais.

Beijinho