sexta-feira, agosto 16, 2013

Espontaneidade - um bem precioso que se perde com a idade



Estou farta de Lx em Agosto.

Já não aguento. 

Se há quem adore a cidade neste mês pelo trânsito, honestamente, deprime-me. Lisboa é muito bonita mas reservo-lhe o encanto para o início do Outono. Ou para os turistas. Os meses que o antecedem são um martírio.

Ainda não vi um sinal de férias e tudo o que seja fugida espontânea para pessoal a partir dos trinta é difícil. Mesmo que seja apenas por um fim-de-semana. Ai os filhos, ai que gosto de combinar com antecedência, o namorado, a namorada, os casamentos, ai as dores do reumático. Ok, obrigações, responsabilidade. Não só. Há uma ponta de medo, nisto tudo, de desconforto pelo que não se controla. É mais fácil arranjar justificações do que tentar.

Quando é que esta gente perdeu todo e qualquer espírito de aventura e de espontaneidade? Sou tão metida na concha a viver a minha vida contra a corrente que mal dei por isto. bem, dei. Cerrei os olhos, olhei para o lado e talvez tenha feito por não crescer (Se por crescer entenderem levar uma vida convencional, a seguir a cartilha que já vem das gerações anteriores. Aquela coisa do casar, filhos e meter na cabeça que agora somos muito diferentes.).

Seja como for, sair por um fim-de-semana combinado na Sexta-feira anterior é assim tão difícil? 

Todos os rios correm para o mesmo lado? 

A resposta é não.

Resultado: Amanhã ou Domingo, o mais tardar, vou. 

Não sei ainda para onde, se para Paris ou Ibiza, ou mesmo aqui para o Alentejo ou o Algarve, se estendo a "loucura" e vou uma(s) semana(s) para outro continente mas vou. 

Se é para os copos, as noitadas, as risadas, a cultura, as praias, a introspecção, o isolamento, não sei. Ainda bem! As expectativas lixam sempre tudo.

Já viajei sozinha e adorei. Há viagens que pedem companhia e por isso são inesquecíveis. 

Venha o que a sorte ditar.

Cada um faz por seguir o seu percurso. 

Eu vou reencontrar o meu.

(Aberta às vossas sugestões e quem quiser partir é bem vindo. - Só porque aquela coisa da espontaneidade é muito preciosa para mim.)

Beijo

domingo, agosto 11, 2013

Pesagem - Update - Post pedagógico e especial para quem luta contra o peso



Afinal pesava muito pouco. Menos do que poderia imaginar. Longe de qualquer previsão. Nem irei confidenciar-vos quanto para não ganhar mais pragas e nuvens negras.

Todos os valores estavam muito bons, o peso abaixo do supostamente normal mas bom, porque estou muito longe de parecer um esqueleto ambulante, ao ponto de o PT (Que era um puto que nem barba tem e demonstrou saber muito menos do que eu de treinos e quejandos.) passar o tempo a dizer "Estes valores estão excepcionais, exemplares! Mas..." e o mas nunca se concretizava porque era o "mas" de um PT programado para vender mas sem saber onde pegar. Ali não haveria onde pegar e melhorar. Já sabia que seria assim. Que iria levar com a conversa de trampa, vazia, com um treino da treta para não passar mais de uma hora na sala de treino e tudo o que é típico deste tipo de ginásios. Quisesse melhor e não escolheria o ginásio pela proximidade, cotonetes, algodão e creme hidratante disponível e olhos bonitos dos instrutores. Era só um mês. Que mal faz a um mulher lavar as vistas?

Se vos serve de consolo, ontem e hoje dediquei-me a esvaziar a dispensa e o frigorífico, pelo que os valores já deverão ser diferentes.

Fiquei um pouco abananada porque, reflectindo, pela medição e considerando que já tinha engordado cerca de 2/3 quilos na semana anterior em que havia ficado parada, significa que, após o espectáculo e com o que emagreci com ele, eu estaria com um peso obscenamente leve. Quase de anoréctica. Não admira que parecesse um anjo da Victoria Secret mas com um metro e sessenta e dois. Estava a pesar o que elas pesam.

Antes que as meninas comecem a atirar pedras, há uma moral nisto tudo. E já não pareço um anjo lá da roupa interior, que eu prezo muito os chocolates e bolos desta vida.

Regressando à moral. O ginásio é importante. O trabalho de musculação deveria ser complementar a todos os desportos e obrigatório a partir dos trinta, já que é dos poucos que previne a perda da camada óssea e a osteoporose.

No entanto, se o vosso objectivo é emagrecer e parecerem elegantes, minhas queridas, Ballezinho do bom e espectáculos para cima. fora tudo o resto que se ganha: felicidade, gestão do stress, coordenação motora, prevenção da Alzheimer, equilibrio, força, postura, etc. Tenho feito aulas de Yoga, Pilates, BodyBalance (Esta é uma anedota) e nem queiram acreditar no dez a zero que dou a alunos que fazem isto há bastante tempo. Para além de vos dar força mas alongar muito os músculos, tornando-as sempre mais esguias.

Pronto. Aqui está. Nota-se muito que adoro a sauna e o jacuzzi mas já morro de saudades da dança?

Sim? É só para confirmar.

P.S. - Ontem tentei calçar as pontas. Mal o consegui. Tive que descalçá-las imediatamente. Os pés estavam aos berros. Aguardam-me momentos muito dolorosos em Setembro. (Sim!)



quinta-feira, agosto 08, 2013

De volta ao ginásio, Leite Condensado style




Aqueles que seguem o Leite Condensado no Facebook já sabem que inscrevi-me num ginásio, para estes dias de Agosto, em que a academia de dança fecha para férias.

Estar parada enquanto se trabalha significa grandes doses de mau humor, insónias e comer desalmadamente para compensar tudo o que se passa no mundo. Sim, um pequeno diabo das Tasmânia à solta.

Não obstante, durante a primeira semana de indecisão para onde ia, engordei à vontade uns dois/três quilos. A dispensa vazia não engana. Se me pesei? Não. É coisa que não faço há muito, simplesmente por saber que os quilos da balança nada revelam e muito menos aquela medição altura x peso. Para  esta monstra, estou sempre linda, às vezes na magreza, mas isto é tão enganador que muita gente não faz ideia. O músculo é muito mais pesado do que a gordura. Daí que quando as pessoas começam a treinar e ganham peso é um excelente sinal. É sinal que ganharam massa magra e quanto mais desta houver mais facilmente se queimarão as gorduras. Por isso, só me peso em balanças que permitam esta medição, caso contrário, fico na mesma. 

Ainda assim, basta olhar para o corpo para perceber que engordei. Não foi difícil. Vejamos. Os espectáculos foram os dois no mesmo dia, com ensaio geral na noite da véspera e na manhã no próprio dia, o que fez com que emagrecesse num dia uma quantia escandalosa de peso que nem vou revelar, não vão vocês montar palcos na rua para dançarem a toda a hora. 

Para terem uma ideia, no segundo espectáculo (Foi um à tarde e outro à noite.), durante o stress das trocas de figurinos entre as coreografias, um amigo da salsa teve que emprestar-me o cinto dele ali mesmo nas coulisses (entradas do palco) porque as calças que deveria usar para o sapateado caiam-me pelas pernas abaixo. Sim, pernas abaixo, umas calças que serviam perfeitamente. Alguém quer flachar o público durante o Sapateado? Não. Foi um cinto à pressão do meio do stress e das risotas.

Ora, perante uma perda de peso tão abrupta, não é difícil que o organismo o recupere (esse e mais) muito rapidamente e sem esforço. Neste caso, o sem esforço foi comer quilos de chocolates, gelados, bolos e pão das 9h00 às 2h00. Que se lixe. Já não ia vestir maillot e collants no palco e aquela coisa da magrela na praia importa e preocupa-me tanto quanto a dicção dos treinadores de futebol.

Ainda assim, foi com receio que vi a balança ali mesmo a piscar-me o olho no balneário do ginásio.

"Mais vale preparar-me mentalmente antes da avaliação oficial do ginásio" - Pensei. E pumbas. Para cima da monstra. Cinquenta e um lá marcava o ponteiro. "Hum... Eheheh! Viva o Ballet! Ahhh... Espera lá... De certeza que esta porcaria está avariada! Terão de ser pelo menos uns cinquenta e quatro." Mas lá fui, um pouco pensativa mas feliz, airosa e saltitante para a aula de Yoga a cantar para dentro "Life is a cabaret old chum, come to the cabareeeeet!". Quando cheguei a casa,  bebi uma caneca de leite de soja com uma barra de chocolate derretida, comi duas tostas grandes de chouriço e duas fatias de tarte de maçã e ao deitar-me arrematei o remanescente da tablete de chocolate encetada depois do almoço.

Ontem, ainda duvidosa, la decidi pesar-me novamente. Chego à balança e estava uma rapariga a pesar-se a tirar uma foto ao valor marcado. "Raio desta mania do Instagram que até as pesagens são partilhadas!" 

Qual não é o meu espanto quando olho para o mostrador e a balança marca precisamente cinquenta e um quilos! 

"Desculpe, sabe dizer-me se esta balança está calibrada? É que ontem pesei-me e achei que devo pesar mais do que marca."

"Não sei." - Respondeu - "Não sei mas estou muito contente! É que assim já ganhei a aposta que fiz com o meu colega sem fazer esforço algum!" E foi-se embora aos pulinhos, contente, extasiada.  

Olho melhor para a rapariga e paro nos pneus da barriga. Cinquenta e um numa perna e meia, amiga! Subo imediatamente para a balança. Cinquenta e um, novamente.

"Raio dos ginásios!" - Vociferei entre dentes. - "Querem tanto demonstrar que são perfeitos e dão resultado que viciam as balanças!"

Entretanto, enquanto escrevia estas palavras, ligaram-me de lá. Era um personal trainer para marcar a avaliação inicial. Medidas, peso, mobilidade, capacidade cardíaca, objectivos e treino assistido, segundo o próprio.

Não sei quanto a vocês mas até amanhã às dezasseis horas não como uma ervilha e vou afogar-me em água. É que as "Tanita" e as amigas balanças medidoras não enganam.

Alguém aconselha um laxante poderoso? Ou dois?

domingo, agosto 04, 2013

Fui amar-me


Sou sempre a última pessoa a saber de tudo. 

Parece que existe um site muito famoso, onde se incentiva à traição conjugal, e que tem agora correspondente em Portugal, ao qual já aderiram 30 mil pessoas, em poucos dias.

Agora, se me permitem, vou ver o Yes to the Dress". 

Cada vez tenho maior certeza: casar é lindo, um sonho, um conto de fadas e mal posso esperar por gastar balúrdios na festa da minha vida e pelo que se segue: Discussões, desrespeito, filhos cujo trabalho recai em só um, ser criadinha, solidão, desilusões... O rol é interminável. 

Claro que isto vem numa altura em que a minha fé nos homens e nas relações está muito fraquinha, a precisar de choques para ser reanimada, não só pela experiência pessoal mas também, convenhamos e sejamos honestos, por tudo o que vejo à minha volta. A experiência pessoal bem poderia ser a excepção. Não é.

Vivó vestido de princesa!

(E viva morrer solteira rodeada de cães, gatos, papagaios e periquitos.)

Antes que venham cá com o "olha a amargurada", devo esclarecer-vos que adoro estar sozinha. 

Bem, estar com alguém de quem gostemos e sejamos retribuídos e ambos sirvamos para elevar o que há de melhor no outro é espectacular. Mesmo muito espectacular. Agora, quando isso não existe, cruzes credo, sou muito menos sozinha estando sozinha, sou muito mais feliz, tranquila, realizada e cima de tudo mais segura e confiante de mim. 

Depois, tenho sempre a fila de amigas que repetem sem pudor "Alexandra, tu é que estás bem. Fazes o que gostas, o que te apetece. Tens liberdade." Isto de pessoas que têm filhos e adoram-nos mas vejo-as sempre a espreitar pelo meu muro e a suspirar. Naturalmente, a galinha da vizinha é a história que se conhece mas, da minha parte, não troco a minha galinha pela delas. Só por uma galinha como descrevi.

Dito isto e perante aberrações como este site, reforçando o maior moralismo que há em mim, não consigo entender porque é que esta gente se mantém casada. Para quê. Já nem digo da outra parte mas isto é gostar de si própria?

Contudo, também sou a aberração que diz o que pensa e sente, não tolera outra coisa a não ser sinceridade e o bastião mais importante para que exista uma relação é a confiança. Não há confiança, não existe relação. Matemática pura.

Há uns bons anos, tive um colega que, a certa altura, numa conversa sobre relações, quando confessei preferir que me dissessem que me haviam traído e que se (improvavelmente)
o viesse a fazer seria algo que contaria, por uma questão de respeito, insurgiu-se e disse-me: "És horrível! A honestidade é brutal. Mil vezes que me mintam do que saber de certas coisas."

Todas aquelas palavras fizeram-me muita confusão. Eu vivia e vivo no outro extremo do mundo. A julgar pelos milhares que se entusiasmam com coisas como este site, vivo como o Big Foot. Isolado. Ninguém sabe dele. Na verdade, é apenas uma lenda. Um mito urbano. Ou não.

domingo, junho 30, 2013

7 Anos


Fez o Leite Condensado às Colheradas hoje.

O que, em termos de idade blogosférica, se traduz num septuagenário com os pés na direcção do céu (Céu. Não tenham ideias!).

Foram sete anos de muito açúcar mas, convenhamos, também de muito vinagre, pimenta e as especiarias todas da Rota das Índias.

Sete é o tal número de sorte, pelo que, deveria aproveitá-lo e terminar em grande. Pensei nisso ontem. 

Ontem, por razões que não interessam, tive uma noite francamente má e, no meio do desgosto, lembrando-me da efemeridade, pensei em tudo o que este blogue já viu e não precisava de ver. Em tudo aquilo que nem ele nem eu já somos. Nas pessoas que aproximou e que realmente não fizeram falta.

No entanto, foram também sete anos de outras boas, poucas mas boas pessoas que conheci. Na blogosfera, existem pessoas que batem aos pontos as que nos rodeiam na vida real. Irónico. 

Passados sete anos de um início blogosférico em que toda a gente dizia não estar ali para conhecer pessoas, devo dizer que a experiência tem ditado sempre o seguinte: As pessoas que não conhecemos de lado nenhum, os amigos virtuais, revelam-se imbativelmente melhores na vida real do que as que já conhecíamos na vida real mas que se aproximam mais graças ao blogue. Geralmente, estas acabam sempre por dar em asneira. Não foi um nem dois casos, foram vários. Portanto, que estejamos aqui para conhecer pessoas. Melhores do que as que nos rodeiam. Gente interessante é o que não falta na Blogosfera. Ali nas sugestões têm alguma.

Fecho, não fecho, antes que continue com este discurso de chacha, devo dizer que um novo fará muito mais sentido e seria uma lufada de ar fresco. Neste momento e nos últimos anos, este blogue tem sido um peso morto a vários níveis. Tem sido um lugar de muitas más recordações.

Portanto, vou analisar (ou, provavelmente, não) o seu destino. Perder a maré dos sete, seria um azar tremendo. Por outro lado, saltadas as sete ondas vem um novo começo, mais forte e promissor. Dizem. Tretas. Eu vou fazer o meu futuro!

Veremos. Deixo então convosco o registo mais importante de tudo isto e digno de reflexão espiritual:

Não fossem as horas de dança a quilómetro que faço, com sete anos de leite condensado, estaria na obesidade mórbida, a fazer de insuflável para os putos, no piquenique do Continente e este blogue já teria mudado o nome para Insulina às Colheradas. Profundo, não é? Do tamanho de um intestino.

Parabéns velhote!




terça-feira, junho 18, 2013

Com esta coisa do Bye Bye Google Reader


Mudei-me para o Bloglovin.

Já lá estava por causa dos blogues de moda ("Shame on youuuu!" Dizem vocês mas eu cá não tenho vergonha nenhuma.) mas adoro-o, é prático, recebo as actualizações diárias, etc, etc.

Na verdade, há muito que não ligava ao reader porque considerava-o muito impessoal, já que eliminava a parte estética de cada blogue. Para mim, a imagem, o layout, o design são fundamentais. São também uma extensão da personalidade do autor.

Assim, posso ver os posts no formato original dos blogues. Depois, permite importar em poucos segundos os blogues que adoramos e temos no Reader.

Ora aproveitem, mesmo que eu dure para sempre!

Quem quiser seguir este simpático moribundo, clique aqui:

terça-feira, maio 21, 2013

Ácerca da co-adopção ou como passos milimétricos são desnecessários



Um casal gay só adopta o filho que um casal hetero abandonou.


 
*Bem sei que existem outros casos, morte, etc e tal mas basicamente e na esmagadora maioria é isto. O amor move montanhas. Deixai o amor funcionar. 

Não sou fã do Glee mas esta foi genial.

Querido S. Pedro,

São dois pares de sandálias, umas quantas t-shirts, mais calções e outros tantos vestidos por estrear.

Trinta e muitos biquinis à espera de sair da gaveta. Vai antes para os quarenta, que já adicionei uns novos ao espólio.

Cara de múmia, pele de múmia milenar, humor de nuvem preta do cachimbo do Chefe - Fumaça Negra - Chaminé Londrina da Era Industrial.

Vê-se te controlas de uma vez, homem!



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quarta-feira, maio 01, 2013

_ _ _ _ _ _ _ _ _ Saloia


Ahhhhhhhhhh que lá para meados de Julho vou dançar A Bela Adormecida com umas pontas nos pés e um tutu na cintura! Ahhhhhhhhhhh que aquilo está pejado de adolescentes no meio de nós. Sim, adolescentes fininhas como fósforos, e eu, com estes frescos e airosos trinta e quatro anos, quero perder barriga (Como quem diz, bom bom seria perder metade de mim.). Já que vou dançar sempre à frente, não quero ser a hipopótama de serviço e muito menos a chata que tapa todas as colegas.

Ahhhhhhhhhh! Bora lá então perder a barriga (Rabo, peito, músculos, só reste a pelinha por cima do osso, por favor.). 

Como? 

Cortar nos chocolates? NEM PENSAR! 

Cort... Nem pensar! 

Bebe água. Muita água! Isso, água!

Caramba, mais um dia e quem é que se lembrou de beber dois litros de água? Não fui eu, certamente.

Não faz mal. A caminho da dança para casa, emborca-se uma litrosa de H2O de uma vez. Problema resolvido. A dieta começou hoje então. Hurray! Tão fácil.

E então? 

Então, minha gente, quero ir dormir! 

Quero muito deitar-me mas estou a ir à casa de banho de dois em dois minutos, sensivelmente desde as 23h30, o que contabiliza um total de idas de ... É fazer as contas.

Pronto. É só isto. Vós também continuais muito interessantes.

Beijinho e até daqui a um mês.

P.S. - Como podem ver, o meu pé continua fofo e lindo que só ele. Cá cou-de-pied mais amado por todos os reinos de dança.

terça-feira, abril 09, 2013

Dos "clubes de futebol", Constituições, papel higiénico e momentos de reflexão perdidos e não por falta de Centrum

Pausa nas parvoíces e brincadeiras. Se não usa o cérebro e não pensa em fazê-lo, este texto não é para si. Siga para o blogue seguinte.

Há dias em que desejo não ter tirado o curso que tirei. Ter estudado, por exemplo, economia e depois dar bitaites sobre assuntos que não domino e bater o pé como se tivesse a razão do mundo, sem dar qualquer fundamentação válida. Não, apenas bater o pé como se estivesse a defender um clube futebolístico. 

É que, na verdade, o curso de Direito não é peça essencial para esta reflexão. Não seria essencial tirar o curso. Bastaria informar-me e usar o cérebro. Há dias em que desejo não saber fazer isso. Apenas falar de coisas porque ouvi ou conclui porque atirei a moeda ao ar ou porque dá jeito. Depois, repeti-las muitas vezes até que se tornem verdade.

É assim boa parte do povo português e é a esta gente(alha) a que o país está entregue. 

Depois, leio por aí muita opinião sobre o TC, o Acórdão e a Constituição e, honestamente, apetece-me sair à rua com uma metralhadora.

Ai que a Constituição é um ser amorfo e o mal de todos nós.

Eu só quero saber, seus BURROS DE MERDA (E estou a ser delicada.), qual é o país que viva um Estado de Direito Democrático que não consagre no seu texto fundamental o Princípio da Igualdade e o Princípio da Proporcionalidade. Qual? Esperem, pensem bem: Estado de Direito Democrático. (Sabem o que é?)

Princípio da Igualdade (Sabem o que é? Mesmo?). Princípio da proporcionalidade (Uma pista, não tem a ver com receitas, embora até isso deveria ajudá-los a perceber.).

São Direitos Fundamentais e Princípios Universais. Ou, seus inteligentes, avançados, mestres em economia (Que só vêm economia da treta e deviam ter um chumbo redondo a vermelho na pauta, mesmo relativamente a esta matéria, pois claramente nunca geriram a economia de nada, nem da vossa casa.), acham que um orçamento destes não seria chumbado pelo Bundesverfassungsgericht (Tribunal Constitucional Federal Alemão)?

Querem ver que estes princípios são só um capricho da vil Constituição Portuguesa? Que não são comuns a todas as constituições do mundo que sustentam e preconizam um estado de direito democrático?

Adoro, adoro estes comentários tão inteligentes e interessantes que devem ao raciocínio o tempo de zero segundos. Um bom uso da massa encefálica, sem dúvida.

Antes que venham as vozinhas do costume, deixo as seguintes considerações:

1º - Não estou aqui a defender ideologias políticas. São questões JURÍDICAS e sim, têm como objecto a realidade e todas as situações possíveis e imaginárias. É sobretudo para as situações difíceis que estes princípios e direitos estão lá. Não apenas para quando vão ao cinema. São o garante máximo de que a coisa não vai correr mal.

2º Ah, agora não dá jeito, vamos lá suspender a Constituição. Já a leram, acéfalos de merda? Não? Então comecem por aí. É pequena, maneirinha e de leitura fácil. Sabem para que serve uma Constituição? Sabem o que significa Lei Fundamental? Voltem à primeira consideração, releiam.

3.º Pare e pense. Comece por aí. Não o fez? Volte à casa de partida, pare e pense. Leia. Pare e pense.


Em suma, aprender a não abrir certos blogues, jornais, comentários de ambos, ligar a televisão nestes momentos. Isso ou, então, o pessoal passa a usar a massa cinzenta. Ah, utopias! 

Infelizmente, com esta realidade, não avançaremos nunca.

terça-feira, fevereiro 05, 2013

Racionalidade


Que a minha cadela é sobredotada, há muito que tinha apercebido-me disso. 

É muito sim. Mais do que os putos com três anos das minhas amigas. Sim, aqueles que balbuciam gããh e automaticamente estão a falar em Inglês. Aqueles que jogam Tomb Rider e ainda usam o penico (Automaticamente, aí têm uma lista dos "futuros" tarados.). E até os mais espertinhos. Caramba, até poderiam falar Inglês e criar programas informáticos que a minha Cacau é muito mais sobredotada.

Cenário:

Eu na casa de banho a fazer x... a guardar os novos sais de banho, com a porta encostada, com o ar mais deliciado (e aliviado) do mundo, após ter estado três horas, a correr de um lado para o outro e no trânsito, com vontade de guardar os sais de banho.

Focinho a empurrar a porta, eis que aparece a cabeça da Cacau a espreitar, curiosa com os sais de banho e ao mesmo tempo indiferente porque o que ela quer são festas na barriga (...gota mai linda da Cacauuuu!).

- Agora não, Cacau! Agora não posso! Sai lá! Vai-te embora.

Entristecida, Cacau olha para mim com os olhos grandes e desapontados e, ao mesmo tempo, (ORA ATENTEM BEM) com a pata direita puxa a porta e recua, saindo e deixando a porta encostada. Sim, a Cacau puxou e fechou a porta com a pata.

Não acreditando no que vi, saio a correr para abraçá-la e osculá-la, berrando "Cacau, tão linda!, Cacau, tão linda!", esquecendo os sais de banho e tudo o resto (Incluindo as cuecas e as collants que estavam em baixo e me fizeram tropeçar e cair estatelada no chão. Não nos desviemos do assunto.)

Posto isto, que um cão saiba abrir as portas tudo bem. A Cacau era uma formiga e já empinava-se para a pega do elevador, tentando puxá-la. Essa não conseguiu porque precisava de ter mãos mas sabe abrir portas normais, com as patas ou o focinho. É natural. Faz parte da necessidade. Que um cão saiba fechar portas porque lhe ensinaram um truque, tudo bem. A Cacau sabe fazer desaparecer cinco bifes de vaca, em três segundos, e aprendeu-o apenas numa tentativa. 

Agora, que a Cacau saiba fechar uma porta porque entendeu aprendê-lo, assim do nada, e que deveria sair e fechar a porta, quando apanha alguém a arrumar os sais de banho ou os shampôs, lamento, pais de crianças dotadas, mas a minha Cacau não só é extremamente inteligente como é de uma educação que rareia nos tempos de hoje. Igual não há. Os vossos putos são uns pelintras.

Calma. Não se apoquentem. Vejam isto como uma benção. 

Enquanto tenho a Cacau, estou feliz e satisfeita e o relógio biológico foi de férias.

Imaginem um filho meu para competir com os vossos?

Não teriam a mínima hipótese.


*Um beijinho enorme à super-mamã Mónica. Venha a princesinha!

sexta-feira, janeiro 11, 2013

Sobre a Samsung, a Pepa, melhor dizendo, sobre o espectro social e a nula vontade que tive em pegar no Facebook ontem mas sou incapaz de ficar sem dar a minha opinião

O povo adora regressar ao liceu e despertar todos os instintos de miúdos cruéis.

A campanha é péssima e, novamente, a Samsung esteve muito mal em todos os patamares. Desde a ideia, passando pela concepção (Nem um guiãozinho, gente?) à publicação e retirada dos vídeos.

Em Setembro, a Samsung deixou uma blogger (Ou seria um blogger?) convidada para um evento na Alemanha completamente apeada, recusando-se a pagar-lhe o hotel e a viagem de volta porque a rapariga não quis alinhar na surpresa do "Convidámos-te para assistir a um evento mas, afinal, agora que estás aqui tens de promovê-lo e literalmente vestir a camisola." Não fosse a Nokia oferecer a viagem de regresso e a moça não tinha dinheiro para pagar a passagem.

Channel é canal. Tirem a merda do "n" a mais.

Eu também queria uma Chanel mas a Birkin e a Celine estão no topo da lista. Agora está completamente fora de questão. Ficou um pouco invejosa de quem o pode comprar mas a hipocrisia tem limites. Na verdade, se poupasse o que gasto em aulas de dança, ao fim de uns tempos também poderia ter uma. Deixem lá, também não gasto em absolutamente mais nada (Porque não posso. Se pudesse, os meus instintos consumistas levar-me-iam ao extremo.).

Juntar dinheiro do esforço do trabalho é condenável. Esta é uma premissa natural de um país em que a cunha, os conhecimentos, favorecimentos e os oportunistas é que vingam. Às regalias e coisas "caídas do céu" já encolhe-se os ombros, diz "É o país que temos." e passa-se à frente.

Vi uma reportagem sobre o estado da saúde em Portugal que me deixou escandalizada. No entanto, a Pepa é que foi o assunto dissecado da ordem do dia. Isto sim é preocupante.

Agora não podemos ter tiques, falas afectadas e o camandro. (Frequentassem a mesma faculdade que frequentei e teriam atirado-se da janela.) Calma, também vi o video e achei aquilo irritante e oco como a merda. Apeteceu-me dar-lhe duas estaladas. Para dizer a verdade, nenhum vídeo se safa. Nem o da Maria Guedes. Agora, a responsabilidade de todo aquele amadorismo e falta de tudo é da Samsung. Guiões precisam-se. Criativos precisam-se. Analisar os produtos e capacidade crítica para o que vem cá para fora, mais ainda. Que porcaria de edição foi aquela?

O povo anda cheio de amor para dar e dispensa sacos de pancada gratuitos. Não sei como a miúda ainda respira. 

Fomos e continuamos a ser roubados, delapidados, o que é de bom em Portugal, como, por exemplo, o sistema de saúde está a ser completamente arrasado, enquanto as regalias continuam, perdão, aumentam e as atrocidades também. Temos amebas a dirigir o país mas está tudo preocupado com o facto de a Pepa ser ou não ameba.

Entretanto, a deputada do PS apanhada com a taxa de alcoolémia superior ao admitido esfrega as mãos de contente.

quarta-feira, janeiro 09, 2013

Mito urbano?


Alexandra, a aumentar a glicemia da blogosfera desde 2006.

Na verdade, gosto de ver toda a gente feliz

Não foram só os muitos emails de protesto e os comentários no Facebook. Não foram não. 

Eu própria sentia-me desconfortável, tanto que deixei de vir aqui por uns dias. Ninguém é de ferro. Melhor dizendo, ninguém tem um estômago de aço e, antes que tivesse que correr todos os metais existentes no planeta terra e ainda os descobertos além espaço, resolvi fazer algo, para que todos nós pudéssemos sentir-nos melhor, mais confortados. Foi um esforço hercúleo e a intenção também foi a melhor. 

Não sei se melhorou. Vejam lá.







terça-feira, janeiro 01, 2013

Roupa interior e felicidade andam sempre juntas?

Anteontem, ao visitar uma das minhas lojas de roupa interior preferidas, uma empregada aborreceu-me tanto para não sair de lá sem compras que, por momentos, com um sorriso feliz e satisfeito, visualizei-me a esmurrá-la, pontapeá-la e a arrastá-la pelo chão enquanto ela gritava "Vai dizer-me que não há aqui nada na loja suficientemente bonito para si?" (Sim, este foi um dos mimos que ouvi, entre outros similares.).

Pestanejo e, rapidamente, dou por mim a escutar o ataque seguinte, o óbvio e o que, honestamente, é suficiente para corroer o meu coraçanito quente e e afectuoso e deixá-lo gelado e pontiagudo, como uma estalactite suficientemente aguçada para rasgar-lhe o tórax, qual serra eléctrica de trinchar o peru. Ainda não chegaram lá?

As famigeradas cuecas azuis para a passagem de ano. Para a sorte, alegadamente.

Nada contra, meus caros. Não é só mau feitio. 

Quando essas coisas fizerem algum efeito, serei a primeira a envergar quatrocentas e noventa e oito cuecas, mal podendo juntar as pernas e andar, engolir oitocentas e doze vezes doze passas de seguida, enquanto subo para cima de sessenta e sete bancos com dez milhões de euros gamados ali ao BPN (Só para a sorte e para o momento que eu cá devolvo tudo.) e outras coisas mais que se demonstrem absolutamente necessárias.

Bom ano meus pequenos iludidos. Que é o mesmo que dizer bons roubos ou boas emigrações.



*Respondendo ali à pergunta de cima, considero que sim, quase sempre e para evitar desgostos, nunca mas nunca saiam de casa com cuecas da avó. Não quer isto dizer que esteja a pensar (só) em encontros amorosos. Não é lá muito abonatório ser-se atropelada, ir parar ao hospital e ter de ser observada nesse estado. Independentemente de o médico ter olhos azuis e ser giro como o caraças ou ter sessenta anos e menos dois dentes da frente. Não é bom para a vossa reputação. Imagino eu que cá a mim isso nunca aconteceu. 

sábado, dezembro 22, 2012

Próximo post



Como tornei a Cacau numa valente e destemida aliada contra os atentados ao equilíbrio visual e artístico, esfregando bifes de vaca nas pratas dos chocolates da árvore de Natal, quando ninguém estava a ver.

Alexandra e a via saudável



Provavelmente nunca deverão ter reparado (Sobretudo se nunca puseram os pés neste blogue ou andaram perdidos da cabeça durante estes quase sete anos.) mas tenho tendência para ser compulsiva a comer. Quando me dá na veneta, não consigo parar dois minutos sem atacar o frigorífico e, geralmente, pego sempre nas coisas mais calóricas e/ou açucaradas.

Para minimizar o problema, resolvi ir a uma nutricionista muitíssimo recomendada pelas minhas colegas da academia de dança, que estão lindas e a comer saudavelmente. Nos intervalos das aulas, de um lado, as minhas colegas com uma banana ou algumas nozes na mão, do outro, eu com uma ferradura de chocolate. Cansada dos olhares de reprovação, resolvi intervir.

Ora bem, a doutora muito simpática, após longa conversa sobre os meus hábitos alimentares, lá decidiu que, dali em diante, eu deveria abster-me de tocar em tudo o que é chocolates, doces, pão, arroz e massa, passando a abrir portas aos alimentos naturais, biológicos e pouco processadose alimentar-me única e exclusivamente de muitos legumes, carnes, peixes e ovos e algumas frutas, ainda assim, preferindo frutos secos.

Lá tentei explicar-lhe que tal mudança não teria bons resultados, metabolismo alto, muitas horas de dança e perdição infinita e incontrolável por doces, pão, lasagnas, etc, etc mas de nada serviu.

Pois que a descarada teimou, teimou, teimou ao que pus fim a tamanha teimosice com um murro na mesa rosnando: - Ai é? Então, se daqui a uma semana regressar cá e a doutora constatar que a ideia só trouxe prejuízos, devolve-me o dinheiro da consulta em dobro!

-Apostado! - Consentiu com os olhos raiados de vermelho e prestes a saltar para perfurar os meus, por sua vez, doces, belos e amendoados.

Resultado: Uma semana depois, perdi seis quilos, deixando de ser uma jovem bonita, sexy e agradável à vista para passar a ser um conjunto de ossos (ainda que bonito), agora a toda a hora perseguido pela Cacau a salivar e de dente arreganhado. Por sua vez, o meu namorado terminou comigo (Por carta, enviada do Nepal.) e todos os meus colegas, clientes, família e vizinhos passaram a fugir quando me vêm. Adivinho que seja o meu humor.

Chorou que se desalmou, a atrevida. Jogada no chão soluçando entre lágrimas gordas de desespero e arrependimento.  Soltou gritos de horror, perante o meu aspecto causado por tamanha crueldade.

Aguentai os cavalos, não sejam tão caridosos. 

Serviu-lhe de lição, a brincadeira.

Tão cedo, não brincará com a saúde de ninguém.

(E deste lado estão cento e vinte euros. 

Cento e vinte euros para esbanjar em chocolates. 

Deus é grande!)




quinta-feira, dezembro 20, 2012

A minha árvore de Natal é uma árvore de Natal




Por mais que tente fugir com o rabo à seringa, todos os anos os meus pais massacram-me para lhes fazer a árvore de Natal.

Ai que é tradição, ai que quando eram pequenos faziam com o vosso pai mas depois passaste a fazer tu e assim é que gostamos. Que é como quem diz ninguém se chegava à frente, ninguém tinha paciência e chegava ao dia vinte e três ou até ao dia vinte e quatro e lá me calhava na rifa.  

Reparem, fazer a árvore de Natal não é uma tarefa assim tão desgostosa, se pensarmos que adoro decoração e tudo o que seja projecto de trabalhos manuais. A grande questão é que a decoração é sempre a mesma e mesmo à conta para ao ser colocada, ficar exactamente igual, de ano atrás de ano. Detesto. Também não sou amiga do caos, sou amiga da criatividade mas dispor bolas e outros ornamentos implica uma mestria (leiam esquadria) para que fique minimamente agradável ao olhar.

Depois, é uma luta para se comprar decorações novas. Ou faço eu (O que acontece quando entro no limite do enjoo.) ou aturas a mesma parafernália ano após ano. Há dois anos, tive um saudosismo enorme e ainda andei à procura das decorações dos anos oitenta (Que provavelmente duraram uma década.). Aquela misturada de cores, tipos e feitios tanto nas bolas como nas grinaldas que era um deleite para qualquer amante de kitsch. Todavia, após revirar a casa inteira e a arrecadação, descobri que tinham sido deitadas fora, sem qualquer comunicado à minha pessoa.

Este ano, torcendo o nariz e bradando aos céus a minha completa ausência de vontade para fazer seja o que for, ao invés de um "Nem pensar, gastar dinheiro nessas coisas, quando os tempos não estão bons." ouvi um "Olha, comprei uns chocolates para pôr na árvore de Natal, tal e qual faziam quando eram pequeninos! Já tenho tanta saudade de ver a árvore assim!" e. perante o meu olhar de espanto (Misto de vómito ao imaginar as cores e as formas dos chocolates juntas com a perfeita simetria de formas e cor da restante decoração.), lá ouvi o tradicional "Decoração? Nem pensar, gastar dinheiro nessas coisas, quando os tempos não estão bons."

Não me julguem, caros leitores. Eu gosto do caos quando ele faz sentido. Os chocolates coloridos e de formas diferentes ficavam giríssimos com as bolas encarnadas, amarelas, verdes, roxas, azuis, cor-de-rosa, com ou sem neve e as restantes grinaldas arco-íris. As pequenas garrafas de champanhe, os pais de Natal, os carrinhos, as bonecas, as pinhas, as sombrinhas, tudo isso fazia sentido no meio da loucura "oitentiana". Só que nem isso são. São uns pais Natal, umas pinhas e uns sinos muito deslavados. Eu gostava era dos chocolates da Imperial. Assim, não.

Portanto, a minha árvore de Natal é uma verdadeira árvore de Natal. 

Encarnou a Ana Dello Russo,a  Lady Gaga e o Manuel Luis Goucha, ao mesmo tempo.

Ao engraçadinho, ao atrevido, ao supositório ambulante que tentar fotografá-la, aviso com a devida e legal antecedência que será placado, esmurrado nos queixos, pontapeado nos tin-tins e agredido com uma valente cuspidela de gosma esverdeada.

Ouviram, queridos irmão e primos?

quarta-feira, dezembro 19, 2012

Querido Pai Natal



Olá! Como estás? Como vai a vida no Polo Norte?

Escreve-te a tua querida amiga, aquela tonta que não pode ver uma lata de leite condensado sem começar a ter calores, espasmos em todo o corpo jovem e esbelto e a salivar o rio que o Justin Timberlake pede para chorar (E mais umas monções de saliva.).

Bem sei que a vida não está fácil. Acredita, sei. 

Bem sei que, ainda por cima, estou neste país pequenino e rectangular, à beira-mar plantado, onde povoam uns tantos canalhas corruptos, cuja organização chama-se classe política, umas aventesmas que tiram cursos do dia para a noite, sem saber quais as cadeiras feitas, uma Troika (Como acho esta palavra ridícula.) irascível, uns palhaços que só compreendem números mas ignoram a humanidade, uma(s) crise(s), um povo que só se queixa para o ar mas não sabe agir e, infelizmente, uma miséria a instalar-se como há muitos anos o país não via.

Provavelmente, suspiras em cada carta que recebes, em que é pedido um Iphone, um Ipad, umas férias na Polinésia Francesa acrescidas de um carro de topo de gama ou tornar-se numa fashion blogger. Tens toda a razão, Pai Natal. Para além da crescente miséria, do atirar famílias inteiras para o nada, quando há pouco tempo tinham vidas confortáveis, à conta do flagelo do desemprego, a grande tragédia são os outros. Os outros que não fazem ideia do que se passa. Os outros que vivem em pequenas redomas e assim pretendem ficar e, pior, abrem a boca para falar (Normalmente, mal.) do que desconhecem e não compreendem.

Assim, Pai Natal, sabendo do que se passa, compreendendo que não me irás trazer uma casa nova, um computador, umas férias, o amor ou até mesmo o trabalho que tanta falta me faz, compreendendo que somos milhões a pedir, descontentes, infelizes, muitos desesperados, e que nada disso irá acontecer, este ano resolvi ser muito singela no meu pedido. Naturalmente, não abdicando nunca da saúde e felicidade dos meus e de uns chocolates e latas de leite condensado de vez em quando.

Assim, querido Pai Natal, não querendo pedir muito e após avaliar as minhas possibilidades e realidade, este ano quero, este ano quero muito o Vin Diesel.






Beijinho grande e festinha às renas.

P.S.- A Cacau pede um carregamento de ossos e um sofá só para ela.