terça-feira, maio 21, 2013
Ácerca da co-adopção ou como passos milimétricos são desnecessários
Um casal gay só adopta o filho que um casal hetero abandonou.
*Bem sei que existem outros casos, morte, etc e tal mas basicamente e na esmagadora maioria é isto. O amor move montanhas. Deixai o amor funcionar.
Não sou fã do Glee mas esta foi genial.
Querido S. Pedro,
São dois pares de sandálias, umas quantas t-shirts, mais calções e outros tantos vestidos por estrear.
Trinta e muitos biquinis à espera de sair da gaveta. Vai antes para os quarenta, que já adicionei uns novos ao espólio.
Cara de múmia, pele de múmia milenar, humor de nuvem preta do cachimbo do Chefe - Fumaça Negra - Chaminé Londrina da Era Industrial.
Vê-se te controlas de uma vez, homem!
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quarta-feira, maio 01, 2013
_ _ _ _ _ _ _ _ _ Saloia
Ahhhhhhhhhh que lá para meados de Julho vou dançar A Bela Adormecida com umas pontas nos pés e um tutu na cintura! Ahhhhhhhhhhh que aquilo está pejado de adolescentes no meio de nós. Sim, adolescentes fininhas como fósforos, e eu, com estes frescos e airosos trinta e quatro anos, quero perder barriga (Como quem diz, bom bom seria perder metade de mim.). Já que vou dançar sempre à frente, não quero ser a hipopótama de serviço e muito menos a chata que tapa todas as colegas.
Ahhhhhhhhhh! Bora lá então perder a barriga (Rabo, peito, músculos, só reste a pelinha por cima do osso, por favor.).
Como?
Cortar nos chocolates? NEM PENSAR!
Cort... Nem pensar!
Bebe água. Muita água! Isso, água!
Caramba, mais um dia e quem é que se lembrou de beber dois litros de água? Não fui eu, certamente.
Não faz mal. A caminho da dança para casa, emborca-se uma litrosa de H2O de uma vez. Problema resolvido. A dieta começou hoje então. Hurray! Tão fácil.
E então?
Então, minha gente, quero ir dormir!
Pronto. É só isto. Vós também continuais muito interessantes.
Beijinho e até daqui a um mês.
P.S. - Como podem ver, o meu pé continua fofo e lindo que só ele. Cá cou-de-pied mais amado por todos os reinos de dança.
terça-feira, abril 09, 2013
Dos "clubes de futebol", Constituições, papel higiénico e momentos de reflexão perdidos e não por falta de Centrum
Pausa nas parvoíces e brincadeiras. Se não usa o cérebro e não pensa em fazê-lo, este texto não é para si. Siga para o blogue seguinte.
Há dias em que desejo não ter tirado o curso que tirei. Ter estudado, por exemplo, economia e depois dar bitaites sobre assuntos que não domino e bater o pé como se tivesse a razão do mundo, sem dar qualquer fundamentação válida. Não, apenas bater o pé como se estivesse a defender um clube futebolístico.
É que, na verdade, o curso de Direito não é peça essencial para esta reflexão. Não seria essencial tirar o curso. Bastaria informar-me e usar o cérebro. Há dias em que desejo não saber fazer isso. Apenas falar de coisas porque ouvi ou conclui porque atirei a moeda ao ar ou porque dá jeito. Depois, repeti-las muitas vezes até que se tornem verdade.
É assim boa parte do povo português e é a esta gente(alha) a que o país está entregue.
É assim boa parte do povo português e é a esta gente(alha) a que o país está entregue.
Depois, leio por aí muita opinião sobre o TC, o Acórdão e a Constituição e, honestamente, apetece-me sair à rua com uma metralhadora.
Ai que a Constituição é um ser amorfo e o mal de todos nós.
Eu só quero saber, seus BURROS DE MERDA (E estou a ser delicada.), qual é o país que viva um Estado de Direito Democrático que não consagre no seu texto fundamental o Princípio da Igualdade e o Princípio da Proporcionalidade. Qual? Esperem, pensem bem: Estado de Direito Democrático. (Sabem o que é?)
Princípio da Igualdade (Sabem o que é? Mesmo?). Princípio da proporcionalidade (Uma pista, não tem a ver com receitas, embora até isso deveria ajudá-los a perceber.).
Ai que a Constituição é um ser amorfo e o mal de todos nós.
Eu só quero saber, seus BURROS DE MERDA (E estou a ser delicada.), qual é o país que viva um Estado de Direito Democrático que não consagre no seu texto fundamental o Princípio da Igualdade e o Princípio da Proporcionalidade. Qual? Esperem, pensem bem: Estado de Direito Democrático. (Sabem o que é?)
Princípio da Igualdade (Sabem o que é? Mesmo?). Princípio da proporcionalidade (Uma pista, não tem a ver com receitas, embora até isso deveria ajudá-los a perceber.).
São Direitos Fundamentais e Princípios Universais. Ou, seus inteligentes, avançados, mestres em economia (Que só vêm economia da treta e deviam ter um chumbo redondo a vermelho na pauta, mesmo relativamente a esta matéria, pois claramente nunca geriram a economia de nada, nem da vossa casa.), acham que um orçamento destes não seria chumbado pelo Bundesverfassungsgericht (Tribunal Constitucional Federal Alemão)?
Querem ver que estes princípios são só um capricho da vil Constituição Portuguesa? Que não são comuns a todas as constituições do mundo que sustentam e preconizam um estado de direito democrático?
Adoro, adoro estes comentários tão inteligentes e interessantes que devem ao raciocínio o tempo de zero segundos. Um bom uso da massa encefálica, sem dúvida.
Antes que venham as vozinhas do costume, deixo as seguintes considerações:
1º - Não estou aqui a defender ideologias políticas. São questões JURÍDICAS e sim, têm como objecto a realidade e todas as situações possíveis e imaginárias. É sobretudo para as situações difíceis que estes princípios e direitos estão lá. Não apenas para quando vão ao cinema. São o garante máximo de que a coisa não vai correr mal.
2º Ah, agora não dá jeito, vamos lá suspender a Constituição. Já a leram, acéfalos de merda? Não? Então comecem por aí. É pequena, maneirinha e de leitura fácil. Sabem para que serve uma Constituição? Sabem o que significa Lei Fundamental? Voltem à primeira consideração, releiam.
3.º Pare e pense. Comece por aí. Não o fez? Volte à casa de partida, pare e pense. Leia. Pare e pense.
Em suma, aprender a não abrir certos blogues, jornais, comentários de ambos, ligar a televisão nestes momentos. Isso ou, então, o pessoal passa a usar a massa cinzenta. Ah, utopias!
Querem ver que estes princípios são só um capricho da vil Constituição Portuguesa? Que não são comuns a todas as constituições do mundo que sustentam e preconizam um estado de direito democrático?
Adoro, adoro estes comentários tão inteligentes e interessantes que devem ao raciocínio o tempo de zero segundos. Um bom uso da massa encefálica, sem dúvida.
Antes que venham as vozinhas do costume, deixo as seguintes considerações:
1º - Não estou aqui a defender ideologias políticas. São questões JURÍDICAS e sim, têm como objecto a realidade e todas as situações possíveis e imaginárias. É sobretudo para as situações difíceis que estes princípios e direitos estão lá. Não apenas para quando vão ao cinema. São o garante máximo de que a coisa não vai correr mal.
2º Ah, agora não dá jeito, vamos lá suspender a Constituição. Já a leram, acéfalos de merda? Não? Então comecem por aí. É pequena, maneirinha e de leitura fácil. Sabem para que serve uma Constituição? Sabem o que significa Lei Fundamental? Voltem à primeira consideração, releiam.
3.º Pare e pense. Comece por aí. Não o fez? Volte à casa de partida, pare e pense. Leia. Pare e pense.
Em suma, aprender a não abrir certos blogues, jornais, comentários de ambos, ligar a televisão nestes momentos. Isso ou, então, o pessoal passa a usar a massa cinzenta. Ah, utopias!
Infelizmente, com esta realidade, não avançaremos nunca.
terça-feira, fevereiro 05, 2013
Racionalidade
Que a minha cadela é sobredotada, há muito que tinha apercebido-me disso.
É muito sim. Mais do que os putos com três anos das minhas amigas. Sim, aqueles que balbuciam gããh e automaticamente estão a falar em Inglês. Aqueles que jogam Tomb Rider e ainda usam o penico (Automaticamente, aí têm uma lista dos "futuros" tarados.). E até os mais espertinhos. Caramba, até poderiam falar Inglês e criar programas informáticos que a minha Cacau é muito mais sobredotada.
Cenário:
Eu na casa de banho a fazer x... a guardar os novos sais de banho, com a porta encostada, com o ar mais deliciado (e aliviado) do mundo, após ter estado três horas, a correr de um lado para o outro e no trânsito, com vontade de guardar os sais de banho.
Focinho a empurrar a porta, eis que aparece a cabeça da Cacau a espreitar, curiosa com os sais de banho e ao mesmo tempo indiferente porque o que ela quer são festas na barriga (...gota mai linda da Cacauuuu!).
- Agora não, Cacau! Agora não posso! Sai lá! Vai-te embora.
Entristecida, Cacau olha para mim com os olhos grandes e desapontados e, ao mesmo tempo, (ORA ATENTEM BEM) com a pata direita puxa a porta e recua, saindo e deixando a porta encostada. Sim, a Cacau puxou e fechou a porta com a pata.
Não acreditando no que vi, saio a correr para abraçá-la e osculá-la, berrando "Cacau, tão linda!, Cacau, tão linda!", esquecendo os sais de banho e tudo o resto (Incluindo as cuecas e as collants que estavam em baixo e me fizeram tropeçar e cair estatelada no chão. Não nos desviemos do assunto.)
Posto isto, que um cão saiba abrir as portas tudo bem. A Cacau era uma formiga e já empinava-se para a pega do elevador, tentando puxá-la. Essa não conseguiu porque precisava de ter mãos mas sabe abrir portas normais, com as patas ou o focinho. É natural. Faz parte da necessidade. Que um cão saiba fechar portas porque lhe ensinaram um truque, tudo bem. A Cacau sabe fazer desaparecer cinco bifes de vaca, em três segundos, e aprendeu-o apenas numa tentativa.
Agora, que a Cacau saiba fechar uma porta porque entendeu aprendê-lo, assim do nada, e que deveria sair e fechar a porta, quando apanha alguém a arrumar os sais de banho ou os shampôs, lamento, pais de crianças dotadas, mas a minha Cacau não só é extremamente inteligente como é de uma educação que rareia nos tempos de hoje. Igual não há. Os vossos putos são uns pelintras.
Calma. Não se apoquentem. Vejam isto como uma benção.
Enquanto tenho a Cacau, estou feliz e satisfeita e o relógio biológico foi de férias.
Imaginem um filho meu para competir com os vossos?
Não teriam a mínima hipótese.
*Um beijinho enorme à super-mamã Mónica. Venha a princesinha!
sexta-feira, janeiro 11, 2013
Sobre a Samsung, a Pepa, melhor dizendo, sobre o espectro social e a nula vontade que tive em pegar no Facebook ontem mas sou incapaz de ficar sem dar a minha opinião
O povo adora regressar ao liceu e despertar todos os instintos de miúdos cruéis.
A campanha é péssima e, novamente, a Samsung esteve muito mal em todos os patamares. Desde a ideia, passando pela concepção (Nem um guiãozinho, gente?) à publicação e retirada dos vídeos.
Em Setembro, a Samsung deixou uma blogger (Ou seria um blogger?) convidada para um evento na Alemanha completamente apeada, recusando-se a pagar-lhe o hotel e a viagem de volta porque a rapariga não quis alinhar na surpresa do "Convidámos-te para assistir a um evento mas, afinal, agora que estás aqui tens de promovê-lo e literalmente vestir a camisola." Não fosse a Nokia oferecer a viagem de regresso e a moça não tinha dinheiro para pagar a passagem.
Channel é canal. Tirem a merda do "n" a mais.
Eu também queria uma Chanel mas a Birkin e a Celine estão no topo da lista. Agora está completamente fora de questão. Ficou um pouco invejosa de quem o pode comprar mas a hipocrisia tem limites. Na verdade, se poupasse o que gasto em aulas de dança, ao fim de uns tempos também poderia ter uma. Deixem lá, também não gasto em absolutamente mais nada (Porque não posso. Se pudesse, os meus instintos consumistas levar-me-iam ao extremo.).
Juntar dinheiro do esforço do trabalho é condenável. Esta é uma premissa natural de um país em que a cunha, os conhecimentos, favorecimentos e os oportunistas é que vingam. Às regalias e coisas "caídas do céu" já encolhe-se os ombros, diz "É o país que temos." e passa-se à frente.
Vi uma reportagem sobre o estado da saúde em Portugal que me deixou escandalizada. No entanto, a Pepa é que foi o assunto dissecado da ordem do dia. Isto sim é preocupante.
Agora não podemos ter tiques, falas afectadas e o camandro. (Frequentassem a mesma faculdade que frequentei e teriam atirado-se da janela.) Calma, também vi o video e achei aquilo irritante e oco como a merda. Apeteceu-me dar-lhe duas estaladas. Para dizer a verdade, nenhum vídeo se safa. Nem o da Maria Guedes. Agora, a responsabilidade de todo aquele amadorismo e falta de tudo é da Samsung. Guiões precisam-se. Criativos precisam-se. Analisar os produtos e capacidade crítica para o que vem cá para fora, mais ainda. Que porcaria de edição foi aquela?
O povo anda cheio de amor para dar e dispensa sacos de pancada gratuitos. Não sei como a miúda ainda respira.
Fomos e continuamos a ser roubados, delapidados, o que é de bom em Portugal, como, por exemplo, o sistema de saúde está a ser completamente arrasado, enquanto as regalias continuam, perdão, aumentam e as atrocidades também. Temos amebas a dirigir o país mas está tudo preocupado com o facto de a Pepa ser ou não ameba.
Entretanto, a deputada do PS apanhada com a taxa de alcoolémia superior ao admitido esfrega as mãos de contente.
quarta-feira, janeiro 09, 2013
Na verdade, gosto de ver toda a gente feliz
Não foram só os muitos emails de protesto e os comentários no Facebook. Não foram não.
Eu própria sentia-me desconfortável, tanto que deixei de vir aqui por uns dias. Ninguém é de ferro. Melhor dizendo, ninguém tem um estômago de aço e, antes que tivesse que correr todos os metais existentes no planeta terra e ainda os descobertos além espaço, resolvi fazer algo, para que todos nós pudéssemos sentir-nos melhor, mais confortados. Foi um esforço hercúleo e a intenção também foi a melhor.
Não sei se melhorou. Vejam lá.
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I am thirty going on fifteen,
Provocações
terça-feira, janeiro 01, 2013
Roupa interior e felicidade andam sempre juntas?
Anteontem, ao visitar uma das minhas lojas de roupa interior preferidas, uma empregada aborreceu-me tanto para não sair de lá sem compras que, por momentos, com um sorriso feliz e satisfeito, visualizei-me a esmurrá-la, pontapeá-la e a arrastá-la pelo chão enquanto ela gritava "Vai dizer-me que não há aqui nada na loja suficientemente bonito para si?" (Sim, este foi um dos mimos que ouvi, entre outros similares.).
Pestanejo e, rapidamente, dou por mim a escutar o ataque seguinte, o óbvio e o que, honestamente, é suficiente para corroer o meu coraçanito quente e e afectuoso e deixá-lo gelado e pontiagudo, como uma estalactite suficientemente aguçada para rasgar-lhe o tórax, qual serra eléctrica de trinchar o peru. Ainda não chegaram lá?
As famigeradas cuecas azuis para a passagem de ano. Para a sorte, alegadamente.
Nada contra, meus caros. Não é só mau feitio.
Quando essas coisas fizerem algum efeito, serei a primeira a envergar quatrocentas e noventa e oito cuecas, mal podendo juntar as pernas e andar, engolir oitocentas e doze vezes doze passas de seguida, enquanto subo para cima de sessenta e sete bancos com dez milhões de euros gamados ali ao BPN (Só para a sorte e para o momento que eu cá devolvo tudo.) e outras coisas mais que se demonstrem absolutamente necessárias.
Bom ano meus pequenos iludidos. Que é o mesmo que dizer bons roubos ou boas emigrações.
*Respondendo ali à pergunta de cima, considero que sim, quase sempre e para evitar desgostos, nunca mas nunca saiam de casa com cuecas da avó. Não quer isto dizer que esteja a pensar (só) em encontros amorosos. Não é lá muito abonatório ser-se atropelada, ir parar ao hospital e ter de ser observada nesse estado. Independentemente de o médico ter olhos azuis e ser giro como o caraças ou ter sessenta anos e menos dois dentes da frente. Não é bom para a vossa reputação. Imagino eu que cá a mim isso nunca aconteceu.
sábado, dezembro 22, 2012
Próximo post
Como tornei a Cacau numa valente e destemida aliada contra os atentados ao equilíbrio visual e artístico, esfregando bifes de vaca nas pratas dos chocolates da árvore de Natal, quando ninguém estava a ver.
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Cacau,
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Laços de família
Alexandra e a via saudável
Provavelmente nunca deverão ter reparado (Sobretudo se nunca puseram os pés neste blogue ou andaram perdidos da cabeça durante estes quase sete anos.) mas tenho tendência para ser compulsiva a comer. Quando me dá na veneta, não consigo parar dois minutos sem atacar o frigorífico e, geralmente, pego sempre nas coisas mais calóricas e/ou açucaradas.
Para minimizar o problema, resolvi ir a uma nutricionista muitíssimo recomendada pelas minhas colegas da academia de dança, que estão lindas e a comer saudavelmente. Nos intervalos das aulas, de um lado, as minhas colegas com uma banana ou algumas nozes na mão, do outro, eu com uma ferradura de chocolate. Cansada dos olhares de reprovação, resolvi intervir.
Ora bem, a doutora muito simpática, após longa conversa sobre os meus hábitos alimentares, lá decidiu que, dali em diante, eu deveria abster-me de tocar em tudo o que é chocolates, doces, pão, arroz e massa, passando a abrir portas aos alimentos naturais, biológicos e pouco processadose alimentar-me única e exclusivamente de muitos legumes, carnes, peixes e ovos e algumas frutas, ainda assim, preferindo frutos secos.
Lá tentei explicar-lhe que tal mudança não teria bons resultados, metabolismo alto, muitas horas de dança e perdição infinita e incontrolável por doces, pão, lasagnas, etc, etc mas de nada serviu.
Pois que a descarada teimou, teimou, teimou ao que pus fim a tamanha teimosice com um murro na mesa rosnando: - Ai é? Então, se daqui a uma semana regressar cá e a doutora constatar que a ideia só trouxe prejuízos, devolve-me o dinheiro da consulta em dobro!
-Apostado! - Consentiu com os olhos raiados de vermelho e prestes a saltar para perfurar os meus, por sua vez, doces, belos e amendoados.
Resultado: Uma semana depois, perdi seis quilos, deixando de ser uma jovem bonita, sexy e agradável à vista para passar a ser um conjunto de ossos (ainda que bonito), agora a toda a hora perseguido pela Cacau a salivar e de dente arreganhado. Por sua vez, o meu namorado terminou comigo (Por carta, enviada do Nepal.) e todos os meus colegas, clientes, família e vizinhos passaram a fugir quando me vêm. Adivinho que seja o meu humor.
Chorou que se desalmou, a atrevida. Jogada no chão soluçando entre lágrimas gordas de desespero e arrependimento. Soltou gritos de horror, perante o meu aspecto causado por tamanha crueldade.
Aguentai os cavalos, não sejam tão caridosos.
Serviu-lhe de lição, a brincadeira.
Tão cedo, não brincará com a saúde de ninguém.
(E deste lado estão cento e vinte euros.
Cento e vinte euros para esbanjar em chocolates.
Deus é grande!)
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A alegre saúde do meu ser,
Traumas da vida adulta
quinta-feira, dezembro 20, 2012
A minha árvore de Natal é uma árvore de Natal
Por mais que tente fugir com o rabo à seringa, todos os anos os meus pais massacram-me para lhes fazer a árvore de Natal.
Ai que é tradição, ai que quando eram pequenos faziam com o vosso pai mas depois passaste a fazer tu e assim é que gostamos. Que é como quem diz ninguém se chegava à frente, ninguém tinha paciência e chegava ao dia vinte e três ou até ao dia vinte e quatro e lá me calhava na rifa.
Reparem, fazer a árvore de Natal não é uma tarefa assim tão desgostosa, se pensarmos que adoro decoração e tudo o que seja projecto de trabalhos manuais. A grande questão é que a decoração é sempre a mesma e mesmo à conta para ao ser colocada, ficar exactamente igual, de ano atrás de ano. Detesto. Também não sou amiga do caos, sou amiga da criatividade mas dispor bolas e outros ornamentos implica uma mestria (leiam esquadria) para que fique minimamente agradável ao olhar.
Depois, é uma luta para se comprar decorações novas. Ou faço eu (O que acontece quando entro no limite do enjoo.) ou aturas a mesma parafernália ano após ano. Há dois anos, tive um saudosismo enorme e ainda andei à procura das decorações dos anos oitenta (Que provavelmente duraram uma década.). Aquela misturada de cores, tipos e feitios tanto nas bolas como nas grinaldas que era um deleite para qualquer amante de kitsch. Todavia, após revirar a casa inteira e a arrecadação, descobri que tinham sido deitadas fora, sem qualquer comunicado à minha pessoa.
Este ano, torcendo o nariz e bradando aos céus a minha completa ausência de vontade para fazer seja o que for, ao invés de um "Nem pensar, gastar dinheiro nessas coisas, quando os tempos não estão bons." ouvi um "Olha, comprei uns chocolates para pôr na árvore de Natal, tal e qual faziam quando eram pequeninos! Já tenho tanta saudade de ver a árvore assim!" e. perante o meu olhar de espanto (Misto de vómito ao imaginar as cores e as formas dos chocolates juntas com a perfeita simetria de formas e cor da restante decoração.), lá ouvi o tradicional "Decoração? Nem pensar, gastar dinheiro nessas coisas, quando os tempos não estão bons."
Não me julguem, caros leitores. Eu gosto do caos quando ele faz sentido. Os chocolates coloridos e de formas diferentes ficavam giríssimos com as bolas encarnadas, amarelas, verdes, roxas, azuis, cor-de-rosa, com ou sem neve e as restantes grinaldas arco-íris. As pequenas garrafas de champanhe, os pais de Natal, os carrinhos, as bonecas, as pinhas, as sombrinhas, tudo isso fazia sentido no meio da loucura "oitentiana". Só que nem isso são. São uns pais Natal, umas pinhas e uns sinos muito deslavados. Eu gostava era dos chocolates da Imperial. Assim, não.
Portanto, a minha árvore de Natal é uma verdadeira árvore de Natal.
Encarnou a Ana Dello Russo,a Lady Gaga e o Manuel Luis Goucha, ao mesmo tempo.
Ao engraçadinho, ao atrevido, ao supositório ambulante que tentar fotografá-la, aviso com a devida e legal antecedência que será placado, esmurrado nos queixos, pontapeado nos tin-tins e agredido com uma valente cuspidela de gosma esverdeada.
Ouviram, queridos irmão e primos?
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Traumas da vida adulta
quarta-feira, dezembro 19, 2012
Querido Pai Natal
Olá! Como estás? Como vai a vida no Polo Norte?
Escreve-te a tua querida amiga, aquela tonta que não pode ver uma lata de leite condensado sem começar a ter calores, espasmos em todo o corpo jovem e esbelto e a salivar o rio que o Justin Timberlake pede para chorar (E mais umas monções de saliva.).
Bem sei que a vida não está fácil. Acredita, sei.
Bem sei que, ainda por cima, estou neste país pequenino e rectangular, à beira-mar plantado, onde povoam uns tantos canalhas corruptos, cuja organização chama-se classe política, umas aventesmas que tiram cursos do dia para a noite, sem saber quais as cadeiras feitas, uma Troika (Como acho esta palavra ridícula.) irascível, uns palhaços que só compreendem números mas ignoram a humanidade, uma(s) crise(s), um povo que só se queixa para o ar mas não sabe agir e, infelizmente, uma miséria a instalar-se como há muitos anos o país não via.
Provavelmente, suspiras em cada carta que recebes, em que é pedido um Iphone, um Ipad, umas férias na Polinésia Francesa acrescidas de um carro de topo de gama ou tornar-se numa fashion blogger. Tens toda a razão, Pai Natal. Para além da crescente miséria, do atirar famílias inteiras para o nada, quando há pouco tempo tinham vidas confortáveis, à conta do flagelo do desemprego, a grande tragédia são os outros. Os outros que não fazem ideia do que se passa. Os outros que vivem em pequenas redomas e assim pretendem ficar e, pior, abrem a boca para falar (Normalmente, mal.) do que desconhecem e não compreendem.
Assim, Pai Natal, sabendo do que se passa, compreendendo que não me irás trazer uma casa nova, um computador, umas férias, o amor ou até mesmo o trabalho que tanta falta me faz, compreendendo que somos milhões a pedir, descontentes, infelizes, muitos desesperados, e que nada disso irá acontecer, este ano resolvi ser muito singela no meu pedido. Naturalmente, não abdicando nunca da saúde e felicidade dos meus e de uns chocolates e latas de leite condensado de vez em quando.
Assim, querido Pai Natal, não querendo pedir muito e após avaliar as minhas possibilidades e realidade, este ano quero, este ano quero muito o Vin Diesel.
Beijinho grande e festinha às renas.
P.S.- A Cacau pede um carregamento de ossos e um sofá só para ela.
segunda-feira, dezembro 17, 2012
Em mau
Ler os primeiros anos do blogue e perguntar "Quem é esta pessoa?"
Esperem, ainda não acabou.
De seguida, também perguntar "O que é que tenho de fazer para voltar a ser assim?".
quarta-feira, dezembro 12, 2012
terça-feira, dezembro 11, 2012
domingo, dezembro 09, 2012
Queridos leitores, colheradas doces do meu paladar,
A esta hora que lêem estas singelas palavras, eu a Cacau já não estamos por cá.
Imagino que será um choque para todos mas já não aguentava mais.
Nada me prendia aqui, pelo contrário, e a Cacau, bem, apesar de ter-se habituado às mordomias dos biscoitos, do sofá e da mantinha polar, a Cacau é um espírito livre. A sua essência é correr pelas nuvens.
Não estranhem. A nossa vida não será muito diferente da vossa no próximo ano. Não queremos amarras e preferimos nada ter do que entregar o pouco que há ao coelho alucinado. Não duvidem, brevemente, serão vocês. Provavelmente, não pela escolha mas por necessidade.
A verdade é que somos almas avançadas. Sempre fomos avançadas para o país, para o povo, para o tempo e até para cheirar um pudim de leite condensado a dois quilómetros e meio.
Assim, optamos por largar tudo e ir para as ruas, correr o mundo.
Bem preparadas, naturalmente. Foram cinco dias a escolher todos os outfits mais estilosos, a condizer com este novo estilo de vida. Cinco dias a empacotar sapatos, brincos e lantejoulas.
Não temei. Poderemos passar fome e frio mas estaremos sempre prontas e giras para um clique do Alfaiate ou do Scott.
Prontas, giras e livres.
Para desfilar pelos Campos Elísios, degustar uma pasta numa gôndola, mergulhar nas águas tailandesas, saborear um açaí com banana ao assistir ao pôr-do-sol no Arpoador e até adormecer a ver estrelas cadentes debaixo do viaduto de Sete rios.
Adeus, queridos.
Boa sorte para todos. Se nos virem, atirem uma nota de quinhentos euros, sim?
quinta-feira, dezembro 06, 2012
Uma vez por outra,
Gostaria que as pessoas fossem apresentadas ao próprio cérebro.
Tal como aquelas cenas do fogo e da roda, há descobertas que não deviam ser negadas a ninguém.
Tal como aquelas cenas do fogo e da roda, há descobertas que não deviam ser negadas a ninguém.
terça-feira, dezembro 04, 2012
O presente de Natal da Conde Redondo
Eu sou muito porreira. Juro que sou.
Sou até aquela mulher ideal que dá sempre espaço, liberdade, alinha em brincadeiras e saídas, deixa os amigos e os namorados à vontade para saírem com os amigos sem a levar como bengala, nada controladora, confia mas exige confiança e espaço também.
Sou aquela mulher que não faz mil e um telefonemas, muito menos mil e um inquéritos ou vasculha a carteira, o carro, a casa assim que tem oportunidade. Aquela que abomina cenas de ciúmes e afins (Todos os meus ciúmes passam imensamente despercebidos e isso é uma forma inteligente de não lhe dar tanta importância e poder.)
Agora, há limites para tudo.
Isto é um presente, uma dádiva de Deus.
Senhores, isto é muito raro. Basta olharem à vossa volta.
Infelizmente, há quem não compreenda isso e não dê mínimo valor. Há quem brinque e goze. Há quem não ligue a mínima. Há quem desconfie sempre que é uma forma de artimanha, uma mentira, um complô, um joguete - quando basta conhecer-me minimamente, para saber que a minha boca foge sempre, sempre para a verdade e gosta de opinar e divulgar o que o cérebro pensa. Há, sim, quem judie de tudo. Quem me tire muito do sério. Sobretudo, aqueles que estavam habituados a ter rédea muito muito curta e, vá se lá saber porquê, gostavam disso (Ainda que não o admitam.).
É por isso, por todas essas palavras, acções, impropérios, gozações, convenhamos, por todo esse esticar da corda a não me levar a sério, que o meu querido amigo (Se lhe chamo amor ou algo parecido com algum sentimento, ele passa-se. Ai que ninguém pode gostar dele, tem logo um enfarte do miocárdio.) numa noite desta semana (Que não vou precisar para manter o suspense.), por volta da meia-noite, receberá a visita de um ele-ela de dois metros e dez, pele cor de ébano, peitos viçosos, redondos e bem espetados e pacote de considerável volume, desejoso de saltar para fora da micro mini-saia prateada de napa, que mal tapa umas nádegas robustas e carnudas, favorecidas e elevadas por uns saltos transparentes de uns bons dezasseis centímetros.
Claro, sincera como sou, que o avisei.
Gozão como é, a resposta dele foi enviar-me isto.
A visita está marcada. Espero que goste da Bruna.
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Traumas da vida adulta
Para dissipar as dúvidas
E terminar com todos esses cochichos e inveja que se levantaram hoje, o moreno que menciono no post anterior é este.
(A usar lentes da M****ópticas.)
Se perguntarem por ele da Natura, por favor, assobiem para o lado.
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