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terça-feira, janeiro 01, 2013

Roupa interior e felicidade andam sempre juntas?

Anteontem, ao visitar uma das minhas lojas de roupa interior preferidas, uma empregada aborreceu-me tanto para não sair de lá sem compras que, por momentos, com um sorriso feliz e satisfeito, visualizei-me a esmurrá-la, pontapeá-la e a arrastá-la pelo chão enquanto ela gritava "Vai dizer-me que não há aqui nada na loja suficientemente bonito para si?" (Sim, este foi um dos mimos que ouvi, entre outros similares.).

Pestanejo e, rapidamente, dou por mim a escutar o ataque seguinte, o óbvio e o que, honestamente, é suficiente para corroer o meu coraçanito quente e e afectuoso e deixá-lo gelado e pontiagudo, como uma estalactite suficientemente aguçada para rasgar-lhe o tórax, qual serra eléctrica de trinchar o peru. Ainda não chegaram lá?

As famigeradas cuecas azuis para a passagem de ano. Para a sorte, alegadamente.

Nada contra, meus caros. Não é só mau feitio. 

Quando essas coisas fizerem algum efeito, serei a primeira a envergar quatrocentas e noventa e oito cuecas, mal podendo juntar as pernas e andar, engolir oitocentas e doze vezes doze passas de seguida, enquanto subo para cima de sessenta e sete bancos com dez milhões de euros gamados ali ao BPN (Só para a sorte e para o momento que eu cá devolvo tudo.) e outras coisas mais que se demonstrem absolutamente necessárias.

Bom ano meus pequenos iludidos. Que é o mesmo que dizer bons roubos ou boas emigrações.



*Respondendo ali à pergunta de cima, considero que sim, quase sempre e para evitar desgostos, nunca mas nunca saiam de casa com cuecas da avó. Não quer isto dizer que esteja a pensar (só) em encontros amorosos. Não é lá muito abonatório ser-se atropelada, ir parar ao hospital e ter de ser observada nesse estado. Independentemente de o médico ter olhos azuis e ser giro como o caraças ou ter sessenta anos e menos dois dentes da frente. Não é bom para a vossa reputação. Imagino eu que cá a mim isso nunca aconteceu. 

sábado, dezembro 22, 2012

Alexandra e a via saudável



Provavelmente nunca deverão ter reparado (Sobretudo se nunca puseram os pés neste blogue ou andaram perdidos da cabeça durante estes quase sete anos.) mas tenho tendência para ser compulsiva a comer. Quando me dá na veneta, não consigo parar dois minutos sem atacar o frigorífico e, geralmente, pego sempre nas coisas mais calóricas e/ou açucaradas.

Para minimizar o problema, resolvi ir a uma nutricionista muitíssimo recomendada pelas minhas colegas da academia de dança, que estão lindas e a comer saudavelmente. Nos intervalos das aulas, de um lado, as minhas colegas com uma banana ou algumas nozes na mão, do outro, eu com uma ferradura de chocolate. Cansada dos olhares de reprovação, resolvi intervir.

Ora bem, a doutora muito simpática, após longa conversa sobre os meus hábitos alimentares, lá decidiu que, dali em diante, eu deveria abster-me de tocar em tudo o que é chocolates, doces, pão, arroz e massa, passando a abrir portas aos alimentos naturais, biológicos e pouco processadose alimentar-me única e exclusivamente de muitos legumes, carnes, peixes e ovos e algumas frutas, ainda assim, preferindo frutos secos.

Lá tentei explicar-lhe que tal mudança não teria bons resultados, metabolismo alto, muitas horas de dança e perdição infinita e incontrolável por doces, pão, lasagnas, etc, etc mas de nada serviu.

Pois que a descarada teimou, teimou, teimou ao que pus fim a tamanha teimosice com um murro na mesa rosnando: - Ai é? Então, se daqui a uma semana regressar cá e a doutora constatar que a ideia só trouxe prejuízos, devolve-me o dinheiro da consulta em dobro!

-Apostado! - Consentiu com os olhos raiados de vermelho e prestes a saltar para perfurar os meus, por sua vez, doces, belos e amendoados.

Resultado: Uma semana depois, perdi seis quilos, deixando de ser uma jovem bonita, sexy e agradável à vista para passar a ser um conjunto de ossos (ainda que bonito), agora a toda a hora perseguido pela Cacau a salivar e de dente arreganhado. Por sua vez, o meu namorado terminou comigo (Por carta, enviada do Nepal.) e todos os meus colegas, clientes, família e vizinhos passaram a fugir quando me vêm. Adivinho que seja o meu humor.

Chorou que se desalmou, a atrevida. Jogada no chão soluçando entre lágrimas gordas de desespero e arrependimento.  Soltou gritos de horror, perante o meu aspecto causado por tamanha crueldade.

Aguentai os cavalos, não sejam tão caridosos. 

Serviu-lhe de lição, a brincadeira.

Tão cedo, não brincará com a saúde de ninguém.

(E deste lado estão cento e vinte euros. 

Cento e vinte euros para esbanjar em chocolates. 

Deus é grande!)




quinta-feira, dezembro 20, 2012

A minha árvore de Natal é uma árvore de Natal




Por mais que tente fugir com o rabo à seringa, todos os anos os meus pais massacram-me para lhes fazer a árvore de Natal.

Ai que é tradição, ai que quando eram pequenos faziam com o vosso pai mas depois passaste a fazer tu e assim é que gostamos. Que é como quem diz ninguém se chegava à frente, ninguém tinha paciência e chegava ao dia vinte e três ou até ao dia vinte e quatro e lá me calhava na rifa.  

Reparem, fazer a árvore de Natal não é uma tarefa assim tão desgostosa, se pensarmos que adoro decoração e tudo o que seja projecto de trabalhos manuais. A grande questão é que a decoração é sempre a mesma e mesmo à conta para ao ser colocada, ficar exactamente igual, de ano atrás de ano. Detesto. Também não sou amiga do caos, sou amiga da criatividade mas dispor bolas e outros ornamentos implica uma mestria (leiam esquadria) para que fique minimamente agradável ao olhar.

Depois, é uma luta para se comprar decorações novas. Ou faço eu (O que acontece quando entro no limite do enjoo.) ou aturas a mesma parafernália ano após ano. Há dois anos, tive um saudosismo enorme e ainda andei à procura das decorações dos anos oitenta (Que provavelmente duraram uma década.). Aquela misturada de cores, tipos e feitios tanto nas bolas como nas grinaldas que era um deleite para qualquer amante de kitsch. Todavia, após revirar a casa inteira e a arrecadação, descobri que tinham sido deitadas fora, sem qualquer comunicado à minha pessoa.

Este ano, torcendo o nariz e bradando aos céus a minha completa ausência de vontade para fazer seja o que for, ao invés de um "Nem pensar, gastar dinheiro nessas coisas, quando os tempos não estão bons." ouvi um "Olha, comprei uns chocolates para pôr na árvore de Natal, tal e qual faziam quando eram pequeninos! Já tenho tanta saudade de ver a árvore assim!" e. perante o meu olhar de espanto (Misto de vómito ao imaginar as cores e as formas dos chocolates juntas com a perfeita simetria de formas e cor da restante decoração.), lá ouvi o tradicional "Decoração? Nem pensar, gastar dinheiro nessas coisas, quando os tempos não estão bons."

Não me julguem, caros leitores. Eu gosto do caos quando ele faz sentido. Os chocolates coloridos e de formas diferentes ficavam giríssimos com as bolas encarnadas, amarelas, verdes, roxas, azuis, cor-de-rosa, com ou sem neve e as restantes grinaldas arco-íris. As pequenas garrafas de champanhe, os pais de Natal, os carrinhos, as bonecas, as pinhas, as sombrinhas, tudo isso fazia sentido no meio da loucura "oitentiana". Só que nem isso são. São uns pais Natal, umas pinhas e uns sinos muito deslavados. Eu gostava era dos chocolates da Imperial. Assim, não.

Portanto, a minha árvore de Natal é uma verdadeira árvore de Natal. 

Encarnou a Ana Dello Russo,a  Lady Gaga e o Manuel Luis Goucha, ao mesmo tempo.

Ao engraçadinho, ao atrevido, ao supositório ambulante que tentar fotografá-la, aviso com a devida e legal antecedência que será placado, esmurrado nos queixos, pontapeado nos tin-tins e agredido com uma valente cuspidela de gosma esverdeada.

Ouviram, queridos irmão e primos?

segunda-feira, dezembro 17, 2012

Em mau




Ler os primeiros anos do blogue e perguntar "Quem é esta pessoa?"

Esperem, ainda não acabou.

De seguida, também perguntar "O que é que tenho de fazer para voltar a ser assim?".

terça-feira, dezembro 04, 2012

O presente de Natal da Conde Redondo


Eu sou muito porreira. Juro que sou. 

Sou até aquela mulher ideal que dá sempre espaço, liberdade, alinha em brincadeiras e saídas, deixa os amigos e os namorados à vontade para saírem com os amigos sem a levar como bengala, nada controladora, confia mas exige confiança e espaço também. 

Sou aquela mulher que não faz mil e um telefonemas, muito menos mil e um inquéritos ou vasculha a carteira, o carro, a casa assim que tem oportunidade. Aquela que abomina cenas de ciúmes e afins (Todos os meus ciúmes passam imensamente despercebidos e isso é uma forma inteligente de não lhe dar tanta importância e poder.) 

Agora, há limites para tudo. 

Isto é um presente, uma dádiva de Deus. 

Senhores, isto é muito raro. Basta olharem à vossa volta. 

Infelizmente, há quem não compreenda isso e não dê mínimo valor. Há quem brinque e goze. Há quem não ligue a mínima. Há quem desconfie sempre que é uma forma de artimanha, uma mentira, um complô, um joguete - quando basta conhecer-me minimamente, para saber que a minha boca foge sempre, sempre para a verdade e gosta de opinar e divulgar o que o cérebro pensa. Há, sim, quem judie de tudo. Quem me tire muito do sério. Sobretudo, aqueles que estavam habituados a ter rédea muito muito curta e, vá se lá saber porquê, gostavam disso (Ainda que não o admitam.).

É por isso, por todas essas palavras, acções, impropérios, gozações, convenhamos, por todo esse esticar da corda a não me levar a sério, que o meu querido amigo (Se lhe chamo amor ou algo parecido com algum sentimento, ele passa-se. Ai que ninguém pode gostar dele, tem logo um enfarte do miocárdio.) numa noite desta semana (Que não vou precisar para manter o suspense.), por volta da meia-noite, receberá a visita de um ele-ela de dois metros e dez, pele cor de ébano, peitos viçosos, redondos e bem espetados e pacote  de considerável volume, desejoso de saltar para fora da micro mini-saia prateada de napa, que mal tapa umas nádegas robustas e carnudas, favorecidas e elevadas por uns saltos transparentes de uns bons dezasseis centímetros.

Claro, sincera como sou, que o avisei.

Gozão como é, a resposta dele foi enviar-me isto.



A visita está marcada. Espero que goste da Bruna.

Para dissipar as dúvidas

E terminar com todos esses cochichos e inveja que se levantaram hoje, o moreno que menciono no post anterior é este.



(A usar lentes da M****ópticas.)

Se perguntarem por ele da Natura, por favor, assobiem para o lado.

segunda-feira, dezembro 03, 2012

Então e o que é que eu tenho para dizer?


Cada vez mais sei menos, caramba.

Tenho saudades de me apaixonar (Daquela fase inicial em que pareço uma tonta feliz.). A porcaria é que é coisa muito rara e não tem dado nada bom resultado. Fica lá quietinha e desapaixona-te de vez, para já.

Ele é um Peter Pan autêntico. Pior do que eu. Não quer crescer nem o irá fazer tão cedo. Não faço ideia se fala a sério ou se está no gozo. Não faço ideia de nada. Cada vez menos. Nem sei se quero saber. Sei, no entanto, que nada disto é o que quero. Ao menos que nos portássemos como adolescentes mas nem isso. Ele também não tem sorte nenhuma. O meu instinto é pô-lo a milhas o mais que puder.

Tenho umas saudades imensas de rotina rígida diária. Escritório das 9h00 às 19h00. Almoçar sempre fora. Trabalho intensivo e colegas à volta. Sonho todos os dias com isso. Ou com tsunamis. Tenho os piores sonhos que possam imaginar com tsunamis e é uma angústia terrível, pois tenho que salvar todos aqueles que adoro.

Também estou na corrente do "quero muito largar o país", ao mesmo tempo que "não quero largar o país nem à lei da bala". Talvez enfiar a bala em algum governante. Já faltou mais.

O chocolate deveria fazer emagrecer.

Deveria ter um closet para chocolates. Cheio, claro. Agora estou sem um único (chocolate) e pareço uma drogada. Quero! Preciso!

Necessito URGENTEMENTE de uma saída just girls com álcool e disparates à mistura. Talvez no próximo Sábado. Definitivamente, no próximo Sábado. Não saiam de casa.

(Não vou falar de dança.)

Ok, vou. É algo primordial na minha vida mas outras coisas são muito mais primordiais. Hip Hip Hurray! Estou a crescer.

Tenho um trabalho giríssimo para fazer, que já deveria estar a ser acabado, e estou longe de poder dizer que já o comecei a sério. Falta-me vontade à séria. Não é normal. Alguém conhece um hipnotizador que possa tratar disso?

Pensando melhor, disso e não só. Tenho alguns aspectos da minha personalidade que adoraria limar, para não dizer arrancá-los à pazada sem dó nem piedade.

Há uns bons três meses que ando com vontade de comer bolo de aniversário, daqueles com aquela cobertura de massapão ou açúcar ou fondant como lhe chamam. O da Doces Paladares é o meu preferido de todo o sempre. Alguém sabe onde posso comprar bolo assim à fatia? (Comprar um bolo só para mim é demasiado decadente.)

Se ainda estão a ler este texto, provavelmente estão piores do que eu. Façam-me um favor e vão buscar um chá e meter-se na cama. De preferência com um moreno de olhos azuis, 1.85m e bom perímetro muscular.

Ok, afinal não estou assim tão mal. O moreno está mesmo aqui ao lado a aquecer a cama. Esqueçam o chocolate. (Pensemos no bolo amanhã.)

Boa noite e beijinho!



sexta-feira, novembro 02, 2012

Bem sei,

Vocês não estão no Facebook do Leite Condensado.

Depois, não sabem das novidades.

Enfim, passei por aqui para informar que, na Terça-Feira, quando me preparava para almoçar, a princesa cá do foro gamou, à má fila, uma lula grande grelhada e meia batata cozida com azeite aromático.

Hoje à noite, nos dois minutos em que fomos à sala e regressámos à cozinha para ir buscar o jantar, deglutiu os cinco bifes de vaca inteiros que estavam na frigideira, acabadinhos de fazer.

Está certo que, doravante, não posso deixá-la ver televisão, pelo menos não enquanto o Gaspar, Passos e restante pandilha falam ao país.

Ainda dizem que os videojogos e filmes violentos é que são influenciáveis e perigosos.

Fica aqui o ar de arrependimento da pilantra.


A saga ainda não terminou.

Graças à alteração não autorizada da dieta, prevê-se uma mais do que certa e descomunal diarreia para amanhã.

Andar no jardim de saco na mão será tão divertido. Mal posso esperar.

quinta-feira, setembro 06, 2012

Novo ano, novas mudanças e mais tutus




Estou a experimentar uma nova academia de dança. 

A do ano que passou tinha poucas aulas de Ballet, só de uma hora, nível muito iniciado e  estava cansada de fazer aulas aqui e ali para matar saudades.

Na segunda aula, quando já estava literalmente a morrer com os tornozelos a tremelicar, assim como quem não quer nada mas terá de ser assim e com um sorrisinho, a professora largou para o ar que gostaria muito que fizesse a aula de maillot preto e collants cor-de-rosa. 

Pestanejei. 

Maillot preto e collants cor-de-rosa. Ou seja, à menina, à antiga, à boa maneira da disciplina, nada como estas coisas de agora em que somos adultas e se me apetecer levar uma t-shirt larga sobre o maillot, umas calças, uns calções ou um maillot de qualquer cor, levo. 

Por acaso, estava de maillot azul escuro, collants de Ballet sem pés, cor-de-rosa, calções curtos e uma regata larga, também de Ballet. Coque e sapatilhas. Já muito à bailarina, como diziam na academia anterior, em que a maioria ia de meias, calças e t-shirt como lhes apetecesse e apanhavam o cabelo num rabo de cavalo ao acaso.

A dança tem uma coisa muito boa no que respeita ao descomplexar o nosso corpo. Rapidamente, passamos a usar maillots, leggings justos, mais ou menos transparentes, collants, calções muito curtos, mostra isto, mostra aquilo, contacto físico, etc mas, caramba, mostrar o rabo e a barriga todos os dias?

Além do mais, o que farei aos meus oitocentos maillots, leggings e collants de outras cores que já tenho e aos novos que encomendei num fantástico tom de vinho?

De rabinho encolhido, olhei à minha volta. As raparigas assim estavam vestidas, sendo que boa parte delas terá, pelo menos, menos dez anos do que eu. Duas, tinham uns calções minúsculos. Duas!

Afaguei a barriga, soltei uma lágrima imperceptível e preparei-me para o óbvio.

Fomos muito felizes, chocolate. Tivemos bons momentos, gomas. Doce de tomate, sempre foste o meu preferido. Ferraduras de chocolate, bolas de Berlim, pastéis de nata com canela, fondants, lasagna, risottos, batatas fritas e por aí adiante, que sempre tiveram lugar diário nos meus estômago e coração. Está na hora de dizermos adeus e aceitar aquelas coisas estranhas das maçãs e peixe cozido.

domingo, agosto 26, 2012

Dear brother


Há sensivelmente um ano que ando a pedir as fotos da Cacau ao meu irmão, que este tirou com o seu Blackberry, quando a catraia era ainda muito bebé.

Já não o tenho por perto como antes (Felizmente para ambos, já que, agora, convivemos de forma mais civilizada e até somos capazes de trocar palavras simpáticas entre ambos.), pelo que não posso melgá-lo a toda a hora mas lá vou relembrando o assunto, todo o santo dia que o vejo, isto é, aos fins-de-semana.

Hoje, durante o almoço de família, reiterei o pedido, recorrendo à mesma forma eloquente de sempre. Mais uma vez, obtive a mesma resposta. "Envio quando chegar a casa.".

Cheguei agora do jardim com a pirralha e qual não é o meu espanto quando, caído no meu Gmail, tenho um email com o assunto "Fotos da Cacau".

Vitoriosa e delirante, grito para a sala de estar "O Zé finalmente enviou as fotos da Cacau! Venham ver! Venham ver!"

Família em peso atrás de mim, em frente ao computador.

Esfrego as mãos de contente, humedeço os lábios com a língua e lá carrego no email  "Fotos da Cacau". Em seguida, faço o download do ficheiro e aguardo uns dos três segundos mais longos da minha vida, ansiosa.

À minha frente, corrijo, à minha frente e da restante família que aqui passava a tarde, à nossa frente, aparece uma fotografia enorme, com um relvado verde, viçoso e cuidado de fundo e, bem no centro, nada mais nada menos do que a belíssima imagem da minha pessoa, envergando um curto vestido branco e havaianas (Sim, do Verão passado.), de costas para a câmara (Logo, sem ideia do que estaria a acontecer.) e agachada numa posição muito pouco sexy e cuidada, com o rabo quase a aparecer, a tentar apanhar, com um saco de plástico, um monte de cócó da Cacau.

Portanto, posto isto, agora que a família já se recuperou e foi embora (mas ainda não parou de rir), querido irmão, para a próxima vez que vieres cá a casa buscar camisas lavadas e passadas a ferro, recordo-te que, a partir de hoje, a máquina só funciona de 60 graus para cima.

Beijinho da mana.

domingo, agosto 19, 2012

Só para que saibam



Estive a ler os rascunhos que tenho para aqui desde 2006.

Nem imaginam do que se safaram.


quinta-feira, agosto 02, 2012

Finalmente

Os caracóis começam a aparecer mas apenas junto às raízes do cabelo, na parte nova que tem nascido depois da cirurgia e de ter parado com a medicação.

Tenho saudades do meu cabelo como era, das ondas, do volume, dos caracóis avessos, da rebeldia. Sobretudo no Verão, uma vez que é a época por excelência de deixá-lo secar naturalmente. (No Inverno é missão impossível. Virava Calipo primeiro, antes que o cabelo secasse.)

Isto de ter ficado com o cabelo liso não é fixe. Verdade que muitas vezes esticava-o mas gostava da liberdade de decisão. Ter perdido mais de metade dele também não. Nunca mas nunca mais afirmo que tenho cabelo para dar ou trocar e que passarei bem sem ele.

Não me sinto eu própria. Quero os meus caracóis!

Agora está tão estranho, com os caracóis a surgir apenas no cabelo interior, junto ao escalpe.


Pergunta para queijinho: Corto bem rente, deixo os parcos caracóis crescerem mais uns centímetros e passo a ter este aspecto:


Versão morena mas não menos fofa. 

Ou

Deixo-o assim como está, a seguir o seu curso, e continuo deprimida, qual Sansão com vontade de espancar a estúpida da Dalila?

Respostas ali no Inquérito ao lado na barra direita, quando me apetecer pôr lá o inquérito. 

Até lá, aceitam-se presentes de consolo, de preferência, com açúcar.




quarta-feira, julho 04, 2012

Curiosamente,




Seis anos depois, o relógio biológico está na mesma.

Quer dizer, está pior. Não está, bateu as botas.


É que sequer ainda tenho os sonhos malucos dos putos a quererem fazer xixi e o camandro.

Estou mesmo a ver a cena. Um dia, o cabrão do relógio desperta, dá-me as voltas, lá para os oitenta e nove. Quero ver esta bacia, completamente lixada das aulas de barra-de-chão, ballet, contemporâneo e estica, torce, salta, abre, cai, rebola, toda injetada de hormonas aguentar com isso.


quarta-feira, maio 30, 2012

Ah e tal, não queres ficar diabética


 E, por isso, só resta cortar nos hidratos de carbono. 

Pão com/e/ou chocolate (ou qualquer coisa de chocolate), folhados, bolos, latas de leite condensado são muito bons mas não podem ser repetidamente e sem descanso o pequeno-almoço, mais o almoço, o petisco, lanche, jantar, ceia, essas e mais quaisquer outras refeições imagináveis.

Já agora, vamos lá comer saudável, isto é, olá Alexandra, isto é um legume. Vai dar ar na barriga mas suporta, se faz favor. Aquilo é fruta. Por favor, não adiciones açúcar. Não precisa. Não precisa! NÃO PRECISA!

Iogurtes naturais são bons e saudáveis. Esquece as habituais quatro colheres de chá de açúcar. Como não queremos demasiadas restrições, uma e meia. UMA COLHER E MEIA!

Não te esqueças, comer menos à noite. De preferência, duas horas antes de deitar. Se queres continuar a devorar  ferraduras de chocolate, croissants com creme e Red Bulls ao lanche, mais uns quatro ou cinco pães de queijo e um gelado, quando chegares a casa, após as aulas de dança, é um copo de leite de soja, se faz favor. Só. Ou mais um tomatito com orégãos (legumes não contam). Ou uma sopa em substituição.

Foi o que fiz hoje. 

Lanche: 

1 ferradura de chocolate;
 5 minis pães de queijo
1 Ice Tea de manga
1 Red Bull

(Antes de sair de casa, engoli um iogurte com três colheres de açúcar.)

Portanto, chego a casa com o copo de leite no pensamento.

Beijinho à Cacau. Atirei-lhe o pato.

Escapulo para a cozinha.

Cenário: Travessa com batatas fritas e febras grelhadas. Logo ali na bancada, para qualquer um salivar.

Devoro todas as batatas mais duas febras, em um minuto e vinte e dois segundos.

Sempre com o leite  no pensamento.

Isto, por volta das 23h40.

Resultado:

São agora 1h52.

Estou com fome.


 

sexta-feira, maio 18, 2012

Já agora

Figuras que faço nos transportes públicos quando não levo livros:




Livros comprados na Feira do Livro: ZERO.


Fuck Acordo Ortográfico!

domingo, abril 15, 2012

Eu explico


A desgraça e o azar não trazem uma vida aborrecida por si só. Por vezes, é até o inverso. O azar é uma fonte inesgotável do riso. Basta ver qualquer filme de comédia para perceber que é ingrediente mágico para uma bilheteira feliz.

Situações hilariantes, quer felizes, quer maioritariamente trágicas, não têm faltado e seriam suficientes para levar este blogue aos píncaros das audiências e quem sabe, levar a autora a uma situação financeira bem mais desejável.

Só Miss Cacau, com as suas aventuras e desventuras (que quase testam a minha maternidade e o sangue do mesmo sangue, não fosse ela apoiar-se em quatro membros - muitas vezes em dois, sobretudo na bancada da cozinha - e eu em dois), gera uma panóplia de histórias e episódios profundamente cómicos suficiente para alimentar este blogue e dar graça a mais dois ou três bastante desenxabidos.

A questão, a grande questão, que não é assim tão grande, é até bastante simplória, é que ando completamente alérgica a partilhar seja o que for da minha vida. A mais pequena banalidade. Fui ao cabeleireiro. Não partilho. Espirrei. Não partilho. Não será apenas neste espaço, os meus amigos e família têm sido alvos constantes desta privação, já longa, com bastante queixume da parte deles associado.

Não vou explicar porquê, apenas dizer que chega a ser uma coisa de pele. Até os blogues de leitura habitual tenho evitado. Não me apetece. Apetece-me ver antes os das roupas, apetece-me ver os dos gadjets, apetecem-me as chamadas banalidades e quanto muito, numa perspectiva mais dedicada, dissertar sobre as mesmas. Só isso me acalma.

Se é inteligente? Não. Já referi que as últimas peripécias seriam suficientes para enriquecer à custa da minha vergonha e, quem sabe, tirar-me desta tristeeeeeeeeeeeeezaaa tão portuguesa. Se o vou fazer? Não. Vou ali ver vestidos. Estou a gostar de ter a vida trancada no cofre dos segredos, alheia a intromissões. É mais barato e a única alternativa plausível que tenho a emigrar para uma ilha deserta.

Portanto, tudo isto para vos dizer, caros leitores resistentes, que espero ansiosamente pelo dia de amanhã, Segunda-Feira, de acordo com o calendário.

Espero ansiosamente por amanhã, para poder deslocar-me imediatamente ao supermercado e adquirir imediatamente uma lata de leite condensado da Nestlé (sem publicidade remunerada), a fim de substituir a que abri ontem à noite e despachei em duas músicas no Ipod (idem), antes que alguém dê pela sua falta e torre a minha cabeça, como têm feito ultimamente, sempre que dou uma de larápia da gula.

Era isto, caríssimos leitores.

Um beijinho

terça-feira, abril 10, 2012

Lista de coisas essenciais para recuperar a minha felicidade (e eu própria)

1 - Arranjar trabalho;

2 - Em seguida, sair com as amigas, jantar, dançar e beber até cair.

O resto, TODO o resto, deixem comigo a seguir.

quarta-feira, janeiro 25, 2012

Baby Cacau

A terrível, com milhentas peripécias que tenho abstido-me de revelar, fez uma luxação da rótula ao saltar e terá de ser operada.

Para já, estou tentada a oferecer-lhe um gorro encarnado e a mudar-lhe o nome.

segunda-feira, setembro 12, 2011

Motivada pelo "Onde estava você há 10 anos atrás'"

Também eu fui ver como era há dez anos.

Encontrei uma "pequena" secção de vestimentas no guarda-roupa (closet, em português).

Experimentei tudo.

Saias tubo justas, calças de ganga, camisolas, t-shirts(zinhas), vestidos colados ao corpo.

Servia tudo.

Peças que, há cinco anos, não me cabiam.

Peças que, há cinco anos, pareciam uma pele de salsicha de carne e banha de porco moída, a tentar sobreviver sem se rasgar, ainda que, na realidade, o conteúdo vibrasse pela rara existência de massa gorda.

A fase da negação não adianta.

Os factos são claros, translúcidos e irrefutáveis.

A partir dos trinta é sempre a mirrar.

Donatella Versace