
Tanta mulher por aí inteligente, tanta mulher por aí interessante, tanta mulher por aí com capa, sem capa, com capa de fútil mas que revela o espírito perspicaz, com capa de inteligente mas que nada produz, apenas reproduz, ainda assim, talvez interessante, tanta, tanta mulher por aí que dá cor e sabor, que exala aromas, tanta, tanta que prazer me dá, em cada palavra que sorvo, da mesma forma que ataco a tablete de chocolate encontrada no fundo do armário, atrás das panelas que eram da avó.
E homens? São poucos. Quase nenhuns. Inexistentes. Dois ou três, vá lá, quatro ou cinco, mais que conhecidos, perseguidos e idolatrados por todas nós.
O resto enfada-me.
Mais uma vez, o universo está descompensado.
É como aquela história do "Quem disse que a vida é justa?" Merda para quem o profere.
O ser humano sabe lá viver sem a busca pelo equilíbrio?
A mim? Faz-me uma certa confusão.
Dá-me para escrever parvoíces como esta, sem qualquer sentido de estética ou decoro.
E a seguir, dá-me para a culinária.
Hoje, açorda de marisco.