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domingo, fevereiro 21, 2010

Alguém podia chamar a atenção


à(s) pivô(s) da TVI de que ainda estamos em Fevereiro.

De que está um frio do caraças.

E que, a julgar pela quantidade de tecido que as cobre, pelo menos na parte de cima, lá para Julho/Agosto teremos uma reedição do Nutícias.

Minhas caras, Paula Coelho há só uma, tá?

*Já sei, esta imagem data de Agosto. Espreitem os noticiários da última semana e vejam a diferença.

sexta-feira, dezembro 04, 2009

Ora bem,


Àqueles gentis amigos que, de quando em quando, aconselham-me a largar a dança porque já não tenho idade ou deveria concentrar-me noutras coisas, ou não tenho tempo para os amigos, bla bla,

P*** que, em horas difíceis e dolorosas, os brotou cá para fora!

Estou farta.

Quero dançar! Quero dançar! Quero dançar! Quero dançar! Quero dançar! Quero dançar! Quero dançar! Quero dançar! Quero dançar! Quero dançar! Quero dançar! Quero dançar! Quero dançar! Quero dançar! Quero dançar! Quero dançar! Quero dançar! Quero dançar! Quero dançar! Quero dançar! Quero dançar! Quero dançar! Quero dançar! Quero dançar! Quero dançar! Quero dançar! Quero dançar! Quero dançar! Quero dançar! Quero dançar! Quero dançar! Quero dançar! Quero dançar! Quero dançar! Quero dançar! Quero dançar! Quero dançar! Quero dançar! Quero dançar! Quero dançar! Quero dançar! Quero dançar! Quero dançar! Quero dançar! Quero dançar! Quero dançar! Quero dançar! Quero dançar! Quero dançar! Quero dançar! Quero dançar! Quero dançar! Quero dançar! Quero dançar!
QUERO DANÇAR!!!

A vida de pé para o ar é linda.

Nota: Ontem, quando estava sozinha em casa, calcei a sapatilha de ponta do pé direito e fiz uns três ou quatro piqués e uns belos arabesques en pointe. Tudo com o outro pé do dobro do tamanho pendurado. TOMA!

Nota II: Os pés dela são iguais, iguaizinhos, aos meus, tirando o esquerdo que agora parece um bacalhau baralhado com a pancada que levou na cabeça.

segunda-feira, agosto 17, 2009

Ou então aproveito a situação

E publico tudo no blogue.

Aumento brutalmente as visitas, fico famosa e vendo os direitos a um canal mexicano.

Que fazer?

A dúvida, a dúvida...

Alguém que me belisque com muita força


E que me confirme que há muito saí do liceu.

Emails de mulheres a pedir justificações sobre o ex/actual/sei lá-o raio-que-os-parta não quero ter nada a ver com isso?

A que propósito?

A sério!

E o que se segue?

Esperas à porta do trabalho?

Juro que ainda não caí em mim.

Inexplicavelmente, aposto que sou a única com uma incomensurável vergonha disto tudo.

quarta-feira, abril 22, 2009

A contar pela maioria dos comentários dos posts anteriores


Eu bem posso escrever qualquer treta, certo?

Posso até mandar-vos para muitos sítios, uns mais agradáveis que outros, discorrer sobre Dalai Lama, que vocês vão entrar no regabofe do costume e que nada tem a ver com o post, verdade?

Querem um cházinho?

Branco ou de menta?

Uma infusão de maçã e canela?

Bolachinhas Oreo para acompanhar?

segunda-feira, abril 20, 2009

À parte de me apetecer publicar apenas música


Porque é isso que oiço em todo o lado, oiço música em cada gesto, em cada pedaço de vento e apetece-me partilhá-la tanto como me contive nesta semana que passou.

Tudo é música e a música é tudo neste rodopio de dias que inspiro e expiro.

Não sei o que se passa comigo, já devem estar a interrogar-se mas não sei responder.

Como dizia, à parte de me apetecer apenas publicar música, quero confidenciar que encontrar um pequena formiga no chão da sala é fôfo.

Por pouco não a pisamos, mas logo nos rendemos embevecidos ao seu singelo, minúsculo e frágil corpinho que luta pela sobrevivência.

Então, descobrimos que à frente dessa formiga, caminha outro frágil corpinho e, atrás, mais outro, formando uma linha de frágeis corpinhos da labuta do armazenamento.

Nessas alturas, a ternura é imensa e o nosso sorriso embevecido dá lugar à lata do Dum Dum para formigas e baratas. 

Que é despejada em exagero, conspurcando a sala inteira com aroma nada agradável, obrigando-me a lavar o chão inteiro com detergente de aroma floral, a escancarar a porta da rua e a queimar uma vela de baunilha, visto que o detergente não foi suficiente para arrumar com o fedor que se instalou.

A nobre vontade de despejar latas de insecticida, que sinto ao ver o carreirinho de formigas na minha sala, é a mesma que se despoleta perante o fenómeno da Susan Boyle*, a britânica que chocou o mundo não pela sua voz mas pelo facto de um ser visualmente amorfo poder soltar trinados tão celestiais.

A julgar pelas latas necessárias, estas comoções globais, geradas em torno da perplexidade por um ser feio* e coitadinho** afinal poder soltar algo admirável, facilmente tornariam o mundo irrespirável.

*Substituam por um visualmente repugnante. Atentem, sempre tive dificuldade em considerar alguém feio, se bem que aquela senhora nas minhas mãos tornar-se-ia uma lady Di.

**Antes que me queimem em praça pública, as latas tão somente se aplicariam aos comovidos. Não à senhora, que não tenho nada contra. Até tenho muito a favor. Sobretudo, a favor que depile as sobrancelhas e dê um "up" geral no visual. Coisinha pouca. Cisne já ela é.

terça-feira, abril 14, 2009

Hotelaria Low Cost

*Foto tirada no Parque das Nações, junto à Torre Vasco da Gama, em 05/04/2009. 

Leia-se "Sana Hotels A Construir o Futuro".

segunda-feira, abril 06, 2009

Não sou fã de correntes

Mas vi no blogue da Cris e não pude deixar de partilhar e subscrever (e "aportuguesar").


"16 ou 17 coisas que precisa saber sobre uma pessoa tatuada.

1. Não, ela não quer falar sobre isso.

2. Sim, ela teve coragem. Ao contrário de ti, que estás a pensar fazer uma tatuagem há catorze anos.

3. Não, ela não se arrependeu.

4. Ela é tatuada, não tatuadora. E não quer dar-te todas as dicas de como, onde, quando e que desenho tatuar.

5. Cuidado com perguntas do tipo “Trabalhas com tatuagens?” se não quiseres ouvir respostas do tipo “Sim, eu não tiro a tatuagem para trabalhar”.

6. A não ser que surja um clima, não metas a mão.

7. Não, ela não é um outdoor, nem um pássaro, nem um avião. Pessoas tatuadas não gostam de ser observadas como se fossem um filme. Nem de ser observadas e avaliadas como num programa de caloiros. Evita dar voltas em volta dela e olhar de cima a baixo.

8. Pode parecer estranho, mas, não, ela não quer chamar atenção. Pode parecer ainda mais estranho, mas as tatuagens são desenhos dela para si mesma, não para os outros. E têm muito mais a ver com o que ela quer dizer para si mesma do que para o mundo.

9. Perguntas do tipo “E esta aqui, o que significa?” só significam uma coisa: és um chato. Gostarias de ouvir perguntas do tipo “O que significa o teu cabelo chanel?”

10. Proibido fotografar, filmar, tocar ou comer no recinto.

11. Não, ela não quer pensar em um desenho para tatuares.

12. Sim, ela respeita se achares ridículo. Mas nem tudo precisa ser dito. Ou ela será obrigada a opinar sobre o seu enorme brinco de pena.

13. Doeu, sim. Mas o que dói mesmo é esse olhar de turista.

14. Sim, ela já sabe que você és louco pra fazer uma, mas nunca tiveste coragem. A pergunta é: “E daí?


15. Não, ela não tem tatuagem onde estás a imaginar.

16. Sim, ela trabalha num lugar muito democrático. Ou usa fato e gravata."

Posto isto, é desta que faço outra.

quarta-feira, março 04, 2009

Frases que leio por aí

Eu? Fazer publicidade no blogue? Falar de coisas com intuito meramente comercial? Eu cá não! Isso é prostituir o blogue!

Pois eu prostituo o meu.

Se for necessário, prostituo até o corpinho.

E o Reggae.*

*Naturalmente, tanto o Reggae como eu, seríamos fantásticos para fazer anúncios à Fanta Laranja, enquanto assobiamos o Verão Azul.

quarta-feira, fevereiro 25, 2009

quarta-feira, fevereiro 04, 2009

Após troca de mimos com um amigo de longa data, acerca das aventuras deste, tenho a comunicar


Meus caros,

Sexo é como comida.

Quer-se saboreado, apreciado, demorado. Atento aos pormenores, aos sabores, aos cheiros. Com sofreguidão ou paciência, há-que mastigá-lo devidamente.

Alguém que me explique o prazer gastronómico de um Macdonalds. 

Ainda crio um movimento de slow sex.

Não às rapidinhas!*

* Ou então, é a ternura e maturidade dos trinta a falar.

(Venha o apedrejamento)

quarta-feira, janeiro 07, 2009

Exmos. srs. passageiros, por motivos alheios ao Metropolitano, a circulação na linha amarela encontra-se interrompida


Após dois meses de sucessivas lesões e demasiado trabalho que me afastaram das aulas, isto de voltar a sério à dança significa apenas uma coisa: Voltaren espalhado pelas pernas, pelos bracitos, costas e abdominais, como se creme hidratante se tratasse.

Portanto, hoje, a única coisa que eu pediria seria roncar à vontade, refastelada no Metro, no caminho para o trabalho.

Mas não, claro que não!

Tive que percorrer quilómetro e meio, carregada de sacos e de saltos (que é a única forma de os músculos das pernas não reclamarem tanto, porque se eu coloco o calcanhar no chão, ai se eu coloco o calcanhar no chão...). Apanhar um autocarro, perdão, uma lata de sardinhas, e só não fui muito ensardinhada porque fui a última a conseguir caber e o motorista pediu-me para passar para o lado dele, a fim de conseguir fechar a porta. Apanhar o metro no Campo Grande e, aí, sim, verdadeiramente ensardinhada. Chegar a correr ao trabalho, não a tempo de tomar o leite de soja morno com estrelitas, conforme tanto intencionava. Finalmente, sentar-me, discretamente descalçar-me e enterrar os pés no tapete de pêlo de ovelha felpudo.

Duas vezes numa semana que ainda só vai na quarta-feira é obra.

Portanto, aos caríssimos que gostam de se jogar na linha do metro (não é jogar... é cair... pois... com impulso!), sim, você mesmo com cara de quem "cai",

Existem mil e uma outra formas de o fazer.

Jogar da janela (Mas, convenhamos, não é preciso traumatizar os traseuntes e os vizinhos... jogue-se antes de um penhasco, de uma escarpa recortada com vista para o mar. É mais romântico e não lesa psicologicamente ninguém.).

Comprimidos. Por amor de Deus, se até o meu querido Heath Ledger o conseguiu, acidentalmente, porque não você, propositadamentte?

Cicuta. Veneno para ratos. Petróleo. Enfarde-se de fast-food.

Cortar os pulsos (de forma correcta. No caso de dúvida, pergunte a este Sr.).

Afogar na banheira. Ou no rio Trancão (aproveite as chuvas).

Enterrar vivo. Peça ajuda.

Tantas outras.

Agora, traumatizar o maquinista, as pessoas que assistiram (Eventualmente, crianças... Já pensou nas crianças??), as pessoas que o desencarceraram.

Já se indagou que a sua "chamada de atenção" pode criar, aí sim, situações de vida ou morte, pelos médicos, enfermeiros e pessoas que não chegam a horas ao trabalho?

E as horas, que sentido de oportunidade! Giro, mesmo giro, é atirar-me à hora de ponta! Onze da noite? Não! Nove da manhã!

Portanto, a todos vós em especial, desejo do fundo do coração que sobrevivam. De preferência, com um ou outro membro completamente estilhaçado. Tetraplégicos, agarrados a uma maca e sem visitas. Para se sentirem ainda mais coitadinhos.

segunda-feira, janeiro 05, 2009

A culpa é de cada um de nós


No quarto ano, a escolha não foi difícil.

Abriram a opcção ciências jurídico-comunitárias e internacionais. Era a minha cara e a minha paixão. Tive "sorte". A menção mais aliciante numa época em que o direito internacional dava passos importantes.

Acompanhei a elaboração dos estatutos do Tribunal Penal Internacional, através da cadeira de Direito Internacional Público e, mais vivamente, através da Associação Europeia de Estudantes de Direito (ELSA). Vivi as convenções de Genebra e as que pareciam contribuir para uma justiça mais alargada.

Vislumbrava-se um mundo mais justo, mais seguro e protegido dos estados que se impõem a todo custo. Vislumbrava-se um mundo onde não seria possivel ocorrer novas invasões, tortura, ofensas a civis, genocídios. Onde os direitos fundamentais seriam finalmente reconhecidos e respeitados.

O meu destino, Bruges, foi protelado por um estágio de advocacia. Já sabia que seria a única forma de conseguir completá-lo. Logo a seguir ao curso ou nada feito.

Ficaram alguns trabalhos que envolveram direito internacional, enquanto profissional.

O resto foi protelado.

Tal como o direito internacional.

Acabado, executado em praça pública. A Convenção das Nações Unidas é inútil e impraticável. O Tribunal Penal Internacional não teve o alcance mínimo desejado. Os que cometem crimes internacionais são intocáveis.

Folhas e folhas de consensos, conseguidas gota-a-gota, deitadas ao lixo da vergonha internacional.

Assistimos à arrogância e prepotência de uma nação que se impôs sem justificação aceitável e comprovada.

Afeganistão.

Iraque.

O silêncio nas atrocidades que todos fingimos não ver.

O que se passa na faixa de Gaza, o momento escolhido não é inocente. Ainda temos um vergonhoso Bush na cadeira. há-que aproveitar antes do início da era de Obama.

Ainda assim, a culpa está não apenas no Sr. Bush. Seria demasiado irresponsável afirmá-lo.

A culpa está em todos nós. Que ignoramos. Que fechamos os olhos. Que não levantamos a voz e a ajuda. Que também não respeitamos as convenções de direito internacional conseguidas a custo.

Se ainda temos crianças e inocentes que são mortas todos os dias, por uma guerra que não lhes diz respeito,

Se, ainda hoje, centenas de mulheres, com não mais de quinze anos, se imolam para fugir aos maus tratos aplicados pelos maridos,

Se, ainda hoje, são chacinadas pessoas simplesmente porque têm a côr, sexo, nação, religião errada,

Se, ainda hoje, os direitos de uma nação não são respeitados por fundamentos comerciais mascarados,

Se, ainda hoje, acontecem todas estas e muitas outras atrocidades,

A culpa é de cada um de nós.

Porque fechamos os olhos.

Hoje, acordei a sentir muita vergonha de mim própria.

quinta-feira, junho 05, 2008

Se isto assim continua, vamos ter leite cinzento às colheradas

On 6/5/08, Alexandra wrote:

É assim,

O meu irmão daqui a pouco diz-me se conseguiu os bilhetes ou não.

Mas tem noção que se conseguir, o António Costa ou alguém do género não vai poder ir ao RiR!

Mais, isto é um favor que me vais dever para a vida, coisa para seres meu escravo por um mês!
:-))

L: LOL Muito querida.

Mas entretanto já consegui. E tanto me mexi que tenho dois VIPS e dois normais para despachar. Não sabes de quem queira os bilhetes?

Alexandra: dois normais, arranjas?

Lá se foi um dos meus escravos...

L: Arranjo dois normais sim. Se os venderes, fico a dever-te um mega favor, o que quiseres, tipo um jantar onde quiseres, ou isso.

Alexandra: looool Na boa. Tens noção que os vendes na porta por mais de € 100??

Epá, grande favor um jantar??? looooooool

Podes dar-me qdo? Hoje tenho um dia muito complicado. Posso ir ter contigo amanhã antes do trabalho?

L: Mas quantos queres? E a quanto?

Alexandra: Quero dois dos normais. A quanto vendes?

L: Quanto dás?

Alexandra: estás a gozar... Vais fazer negócio comigo???

L: Não são meus!!!!!!

Alexandra: E achas que vou pagar mais por bilhetes??? Só se fosse mesmo para mim. Tenho bilhete vip gratuito e passe para os camarins.

Era para uns amigos que se lembraram à última da hora, mas assim não quero.

L: Ahahahah calma!! Já sei que és a melhor do mundo.

Não e isso… É que o gajo que tem os bilhetes começou a vacilar por causa do que disseste de vender a porta... Só isso. Eu ia vendê-los por € 53,00!

Mas como disseste aquilo, o gajo quer vender à porta agora.

Alexandra: Sou a melhor do mundo porquê??? Não sejas totó.

Ele que os venda à porta. Pode ser que a policia o apanhe e assista ao RIR do TIC.

Alexandra: Polícia, muita polícia...

Tens pessoas com papéis a dizer que compram por € 100,00 e a polícia ao lado de olhos atentos!

L: Pois, também me lembrei disso.

Alexandra: Armada de metralhadora...

Também os pode colocar nos sites de leilões onde comprei o bilhete para os U2, mas... Ops... Já é tarde para isso!

O teu amigo é advogado?

Ele sabe varrer escadas ou virar hambúrgueres? Se for apanhado... :-D

L: Estas a ver ALex? É este tipo de merdas que não tem piada nenhuma. Pelo menos na minha óptica... Pode colocar no site dos leilões onde eu arranjei mas ops e tarde?? Mais valia estares calada, ou não?

Diz-me que sou só eu que não te acha piada nenhuma? Se for, prometo que faço um esforço para melhor o meu sentido de humor. Pateta...

quinta-feira, maio 15, 2008

Ball... Falemos de coisas mais viris

Não sei como é convosco mas tenho alguns "senãos" com os homens (machões) que dizem não gostarem/suportarem gays.

Dos que torcem o nariz e agem como se fosse algo transmissível pelo ar ou pelo o olhar. Mas que até acham piada (babam) às lésbicas.

Todas as vezes que apanho um espécime desses, imediatamente imagino o Carson Kressley, dos Fab Five, a surgir por detrás do moço e a introduzir impediosamente o dedo naquele sítio delicado do esquisito.

Sim. Dedo rabiosque acima do varão.

Imagino o passivo a pular de surpresa e a tremelicar as pernas, sem saber se tremelicam pelo susto ou pela sensação, que afinal até é agradável.

Faço sempre isto.

Cada vez que um espertinho me diz que não gosta de gays, imagino o Carson de olhos esbugalhados e felizes (verdadeiramente gays) pelo momento de surpresa que irá criar.

Não o posso evitar.

Adoro gays.

Aliás, adoro homens. Assumidos. Seguros de si.

E se tiverem uma dose extra de sensibilidade e aptidão para girl talk, é a cereja no topo do bolo. O caramelo a boiar no leite condensado cozido. A canela sobre a banana flambeada... Ok, já perceberam.

Gosto tanto deles que casaria com um. Dos não histéricos. Dos de bom gosto que atentam aos promenores. Dos que tiram prazer em fazer os outros felizes. Em mimá-los. Dos que me percebem com um olhar.

Prescindiria do sexo só para ter momentos infindamente deliciosos, partilhados com um ser completo desses.

Que dizer?

Adoro homens.

Sempre me dei melhor com eles do que com elas.

O "problema" dos hetero é que muitos não compreendem a amizade e, não tarda nada, quando damos conta, estão em cima de nós (literalmente), cegos pela condição feminina da "amiga".

Depois, há conversas que não dão. Eles não percebem. Não adianta.

Outras criaturas que me afligem são os tugas dos piropos de rua.

(Também) Não dá.

Cada vez que abrem a boca, imagino, novamente, o Carson.

De pullover Polo côr-de-rosa.

Passo por eles a sorrir.

Não porque gostei do que ouvi mas porque o Carson está mesmo alí.

À espreita.

De dedo em riste.

Qual é a probabilidade de sucesso destas criaturas?

Nisso, vou dar a mão à palmatória. Valham-nos os cariocas (e assim, sim, eu viveria no Rio).

Os cariocas fitam-nos. Descaradamente. Olham-nos dos pés à cabeça. Com ar guloso.

Fixam o olhar, vão contra as outras pessoas, contra os semáforos, quase se espetam de bicicleta no calçadão.

Mas não abrem a boca para essas atrocidades.

Quanto muito, chamam-nos de gata. Sorriem. Arranjam assunto para meter conversa.

Pedem educadamente um beijo (esta parte dispenso pois gosto do misto iniciativa/acção/surpresa/macho que é macho, agarra, dá e pronto), sem qualquer receio de insucesso.

Se ouvem um não, partem para outra. Sem derrotismo ou problemas de afirmação.

Agora digam-me.

Não torna tudo mais fácil?