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domingo, fevereiro 21, 2010

Cada um tem o que merece

Oh Deus.

Não há como negar, tapar com a peneira ou com a vaca da Ale-Hop, a verdade é que estou apaixonada. Continuo. Qualquer coisa do género.

Não há como bater o pé a duzentos à hora, mesmo com meses e meses de distância e sem contacto, dá-me cabo da cabeça, do juízo, queria eu ter escapado a tempo (Assim sempre anunciei.), não.

O que dizer em minha defesa? Fui apanhada desprevenida. Relaxei e deixei-me levar. (Não é o que dizem vocês também?) Olha a tonta. Deviam existir dizeres ou provérbios antigos para mulheres palermas como eu. E penitências. Bem, outro tipo de penitências.

E o botão on-off do coração? Por esta altura já deveria ter um. Depois da anterior, pensei que tivesse. Depois? Dei por mim embrulhada. "Vou resistir. Vou resistir. Nada temam, já resisti." Mentira. Apanhadíssima.

Não me serve de nada. Não venham cá dizer-me para lutar. Para isso, teriam que existir dois interessados (E não só eu, caramba!). Não tenho que ser tolinha e arranjar desculpas para esconder o óbvio.

É caso para dizer, cada um tem o que merece.

Não é presunção ou vaidade minha. Tenho homens impecáveis que me adoram. É sempre assim. Ando a suspirar pelo sacana e aparecem dois ou três que fariam tudo por mim.

Mas não consigo. Não consigo aproveitar toda essa vantagem. Dou-lhes tanto para trás. Não ligo nenhuma. Bem feito, para mim. Depois, tenho o que mereço. É um karma da treta. Não consigo dar-lhe a volta.

Devia era casar-me com o primeiro impecável que aparecesse à minha frente. Ter carradas de filhos, dois piriquitos, um gato, três cães e esquecer, de uma vez por todas, esta tontice d(o amor)a paixão.

Só queria o botão off. É terrível. É que, por pior que seja, olho para ele e só vejo bondade. Nem que seja lá no fundo, no fundinho das entranhas.

Quer dizer, ele até não é muito mau. Aquelas trocas todas foram por estar confuso. E carente. Ele é humano. É mais que compreensível. Se fosse eu, talvez fizesse pior. Sim, definitivamente. E ficava tão bem comigo. Dizia coisas bonitas. Sentidas. Tenho a certeza que eram sentidas. Os olhos diziam tudo. Talvez tenha saudades e o silêncio apenas revela timidez e alguma vergonha.
Estão a ver?

Cada um tem o que merece.

terça-feira, fevereiro 16, 2010

Faz-se o que se pode





Eu quero lá saber do dia dos namorados


É o Carnaval que está a dar cabo de mim.

E os posts da Mónica Marques. Sim, Mónica, o meu pipi está gelado. (E nem de propósito. Veja só o meu biquini.)

Hoje, sequer abri as persianas de casa. Levei imediatamente com um "Estás doente?"

Não, quer dizer, só um pouco (penso no cliché, dói-me a alma e calo-me). Não aguento as cores que alcanço para lá da janela.

Não sei se já vos aconteceu, visitar um lugar que nem sequer vos dizia grande coisa e descobrirem que, afinal, é lá que se sentem em casa como em nenhum outro sítio se sentiram. Assombroso.

Tenho saudades, caramba.

De tudo. Das cores, dos cheiros, dos sabores, da proximidade própria da cultura daquela gente.

Do sampa.

Tenho saudades, saudades e saudades.

Mas quando vais de férias, vais sempre para aí? Vou para lá a trabalho, de férias e em sonhos.

Recordo a última visita, o negro da praia a exclamar "Pô, você não é carioca? Você não é a não sei das quantas, filha daquela atriz de tv famosa?" e o seu ar de desconfiado e enganado com a minha resposta negativa. "Aí, moça, não engana não. Aqui na minha barraca, você é vip e pode pagar tudo só lá no finalzinho do mês."

Eu não quero ser filha de actriz (nem de atriz) famosa.

Mas já maldisse-me pelo curso e profissão que optei, porque não tirei um daqueles que é igual em toda a parte do mundo, lá espreito a página da Ordem dos Advogados, diz que é necessário reconhecer o curso na universidade lá, talvez fazer um ou outro exame e, depois, o exame da Ordem.

O direito é uma merda. Soubemos deixar a calçada portuguesa e as padarias e nem um pouco (tanto, muito) de família romano-germânica? Só para facilitar um pouco?

Sejamos conscientes. Até os exames feitos e passados com honras, faço o quê? Nem tenho coxa grossa para ser garota de programa.

Em todo o caso, gente, estou aprendendo a fazer sanduíche.

(Eu e os aeroportos...)

quarta-feira, fevereiro 10, 2010

Nestes últimos dias, tenho reflectido muito.


Mentalmente, revivi vários momentos da minha vida e pus a mão na consciência.

Desde ontem, tenho tentado remendar as situações em que estive menos bem (ou mal mesmo, péssima, fui uma autêntica bruxa/terrorista) junto dos amigos, conhecidos, familiares e colegas.

Está mais do que na altura de ser adulta, usar a maturidade que os trinta ofereceram e dar a mão à palmatória.

Dizer " Estive mal. Desculpa.", "O meu feitio é péssimo e nao tive qualquer razão.".

Se não puder remendar, pelo menos reconhecer que fui uma besta ou uma borrega cruel e insensível.

Assim, estabeleci uma ordem, e momento por momento, data por data, iniciei a tarefa de anunciar os meae culpae.

Mesmo agora, enviei um email ao Pedro Lorenço, reconhecendo que fui uma cabra fria e indiferente aos seus sentimentos. Sublinhando que, lá por não me sentir atraída por ele, de todo mereceu o incomensurável desprezo por mim destilado. Apesar de toda a sua simpatia e admiração, apesar de sempre defender-me e elogiar-me, apesar de nunca ter oferecido qualquer razão para isso (pelo contrário).
Somávamos sete frescos anos, acabados de fazer.

É...

Ou rapidamente arranjo uma cunha lá em cima ou esperam-me tempos difíceis e intermináveis.

terça-feira, fevereiro 09, 2010

Blogger? I'm a reader.


Tanta mulher por aí inteligente, tanta mulher por aí interessante, tanta mulher por aí com capa, sem capa, com capa de fútil mas que revela o espírito perspicaz, com capa de inteligente mas que nada produz, apenas reproduz, ainda assim, talvez interessante, tanta, tanta mulher por aí que dá cor e sabor, que exala aromas, tanta, tanta que prazer me dá, em cada palavra que sorvo, da mesma forma que ataco a tablete de chocolate encontrada no fundo do armário, atrás das panelas que eram da avó.

E homens? São poucos. Quase nenhuns. Inexistentes. Dois ou três, vá lá, quatro ou cinco, mais que conhecidos, perseguidos e idolatrados por todas nós.

O resto enfada-me.

Mais uma vez, o universo está descompensado.
É como aquela história do "Quem disse que a vida é justa?" Merda para quem o profere.

O ser humano sabe lá viver sem a busca pelo equilíbrio?

A mim? Faz-me uma certa confusão.

Dá-me para escrever parvoíces como esta, sem qualquer sentido de estética ou decoro.

E a seguir, dá-me para a culinária.
Hoje, açorda de marisco.

sexta-feira, fevereiro 05, 2010

Quando era pequena


Era uma miúda espirituosa, com ideias bem feitas e a sensação de que podia e iria fazer o que quisesse no mundo.

Emancipada, actual, vanguardista, moderna, career woman, com ideias distintas do meu papel na sociedade e dos homens na minha vida.

O príncipe perfeito era um dado adquirido mas não um dado desejado, assim como quem diz, primeiro estou eu, como mulher independente e realizada, depois virás tu, um amor mais que certo mas efervescente, tu que me adorarás sem limite e respeitarás o meu papel, tudo se conjugará na perfeição sem me ver anulada, na vida, pela casa, os filhos e as frustrações. O amor estará sem abdicações.

O papel, talvez, o principal, não se espantem, era miúda e, na minha cabeça, tinha pela frente um enorme palco em silêncio só para me escutar, não por vaidade mas porque tinha mensagens importantes a passar. Eu sou indivíduo. Eu importo. Eu faço a diferença. O mundo é aquilo que fizermos dele. Vamos fazer.

Isto tudo para dizer que, não obstante ter mantido várias dessas características, ou mesmo confessando, várias dessas ousadias, não obstante toda a desilusão associada aos trinta, o que foi feito e o que falta fazer, a crise económica, a falta de sexo, o sexo em demasia mas sem amor, as amizades traídas, os novos amigos, o telejornal que há muito deixei de seguir, as frustrações, o que não depende de mim, os sem-abrigo que encontro a dormir na entrada de uma porta qualquer (mas sempre a mesma) no caminho que faço todos os dias ao sair da academia de dança, o que aprendi, não obstante tudo isto, eis que surge, novamente, a sensação de poder, eu serei o que quiser.

Não há nada como arrumar, começar de novo é possível.

Nunca de novo.

Está bem, um novo fininho, de leve.

Bem, não era bem isto que queria dizer.

O que quero dizer é que o amor não é assim. Essa criança estava errada. O amor (o verdadeiro, i.e., por definição, no amor não há controlo, meaning o amor incondicional) não tem reservas (Correndo o risco de parecer ridícula, lírica ou ultrapassada, não é cliché, é a pura das verdades).

Por isso, se efectivamente existe, não há mas nem meio mas, largo tudo, mudo de continente, não me mudo de continente, ou, vendo bem as coisas, adio decisões (quem parte hoje pode muito bem partir antes amanhã).

A vida é para ser vivida não para ser preenchida de "e se's?".

Por conseguinte, o "e se?" lá teria sido muito maior, desgastante e infeliz do que um hipotético "e se?" cá.

Sendo assim, prolongo a Lisboa soalheira, os lanches no Atrium ao som do piano mesmo antes da aula de ballet, prolongo-o.

Melhor dizendo, aviões a partir existem a toda a hora.

Gosto de aeroportos assim como quem gosta de emoções. (Alguém já viu um aeroporto destituído de emoções?)

Só decidi começar pelas segundas.

sexta-feira, janeiro 15, 2010

Dear readers


I'm moving to another country.

Um daqueles longínquos.

Por conseguinte, como ainda não descobri qual o equivalente ao leite condensado (não, não é leite moça), sequer se leite condensado existe por lá, vou andando, vou procurando, vou espreitando.

Na entrevista, perguntaram-me "Tem alguma questão essencial que queira colocar?"

Pensei em perguntar "Então e leite condensado, há? Adquire-se facilmente? Quantos locais terei de subornar? Existe crime de corrupção por leite condensado?

Depois, achei melhor não o fazer.

Burrice.

Já googlei e nada.

Sendo assim, aguentem-se à bronca.

Não irei dissertar sobre ervas azedas.

terça-feira, janeiro 12, 2010

segunda-feira, janeiro 11, 2010

Em vez de vos deixar música

Decidi cantar.




Definitivamente, necessitarei de seguro.

sábado, janeiro 02, 2010

Primeiras resoluções do ano II

Talvez, ligar-lhe (Ou enviar uma mensagem, através de sinais de fumo, já que tratei de cortar comunicações numa das minhas decisões super-inteligentes dotadas de girl power da treta.) para dizer que sinto a sua falta.




Oh, well... There's always next year.

Primeiras resoluções do ano I


Ainda tenho várias do ano passado por cumprir.

quarta-feira, dezembro 30, 2009

Agora, a sério


Cansei.

Que apareça, então, o príncipe, montado no cavalo branco, para me salvar.

Fardado ou não.

segunda-feira, dezembro 07, 2009

Recordam-se daquele personagem dos Marretas


Que apenas dizia "mi mi mi mi mi"(destacado na imagem)?

Apetecia-me trocar com ele.

E dizer "mi" em código morse.

segunda-feira, novembro 23, 2009

Acabei de escrever um post intitulado


"Como, em quinze minutos, quase me tornei acompanhante de luxo".

A partilha do mesmo teria resultados tão nefastos para a minha integridade como os que adviriam da descoberta por um amigo ou familiar de que seria uma acompanhante de luxo.

Felizmente, aquilo que, geralmente, me leva a não revelar certas coisas foi o que me impediu de, por transacção, partilhar o meu pipi com o mundo.

Exactamente o mesmo, que actua com a mesma rapidez e eficácia.

Se estão a pensar em sensatez, p.f. regressem à casa de partida.

terça-feira, setembro 22, 2009

Nunca gostei de anti-heróis


E se não gostar de anti-heróis significa não gostar de pessoas de carne e osso, então, nunca me irei apaixonar a sério.

Comentario de uma amiga: "O teu problema é o oposto, minha querida. Sempre e apenas te apaixonaste por anti-heróis. Perdidamente."

Talvez.

Mas desprezo-os ao ponto de me darem asco.

segunda-feira, setembro 21, 2009

Eu percebo que Jesus está a brincar comigo


Quando a minha antiga e grande paixão tem um amoque e resolve agarrar-me fervorosamente, no elevador da garagem do centro comercial, justamente no momento em que a actual paixão me avista e vem ter comigo.


Nota: Este episódio não se passou no Colombo.



O filho do meu senhorio


É em todos os aspectos fisicamente igual ao pai, numa versão cópia muito mais jovem.


Basicamente, o tempo passou mas nada evoluiu naquela espécie.

segunda-feira, setembro 07, 2009

Hoje volto à dança


E, de repente, todos os meus problemas parecerão menores e mais facilmente resolúveis.

Já se respira de outra forma.

Foi uma noite pouco dormida com muitas voltas na cama e outras tantas no pensamento mas, para já, encerrou um capítulo de insónias. Encontrei um ou outro caminho, ao invés de Alexandra, deveriam chamar-me de desenrasca.

O trabalho está encaminhado, agora falta o coração.

Entretanto, a semana que passou foi particularmente sui generis.

Passados cinco anos, voltar a ouvir as mesmas conversas que ouvi durante este tempo e, com uma tranquilidade diferente, tentar explicar levemente que as coisas já não se pintam assim.

Que, apesar de tudo, existe sentimento mas este transformou-se, evoluiu. Existe já não para suportar um eterno adiar e um medo injustificável. Para viver numa dependência, num achar que um dia aconteceria. Isso passou. Não sou a mesma pessoa que ele quer.

Que vou torcer muito, muito por ele nesta nova etapa.

Mas que desejo seguir uma etapa diferente desta de troca de conversas e deixar escapar vontades a medo que a seguir se retiram. Que são absolutamente nada. Nada trazem, nada acrescentam, nada constróem em mim e nele. Há algum tempo que a tomei, já deu conta disso. Nada é igual (finalmente).

Que estarei sempre quando precisar, mesmo que largas distâncias nos separem.

Que acredito nas suas capacidades, na sua vontade e no seu trabalho. Acredito nele como pessoa. É muito mais do que se julga ou admite ser. 

Sim, escrevi isto a quente mas com uma paz indescritível.

E sim, também conheci quem me faça rir. Com vontade e livremente. Não sei se quem é importante mas, pelo menos, sei que é possível rir. Afinal, esta coisa de fazer rir, que sempre substimei (por completa ignorância) é mesmo muito atraente. E bate todos os jogos do mundo. 

Duvido que leias isto, há muito que te fartaste.

Esquece o pormenor.

É só isso.

Um pormenor e não um assunto inacabado.

Ele foi terminado.

Por ambos.

Adoro-te e estarei sempre lá, quando o pedires.

A olhar por ti. Com a maior amizade que se pode desejar.

Beijinho

Arrasa.

Gente, entretanto, ando a bater com a cabeça na parede.

De tão preconceituosa e rápida a julgar e sei lá mais o quê que fui. Grande parva, isso sim. O moço é até muito interessante. E giro. E outras tantas coisas. Só não me faz rir. 

E este blogue está tão, mas tão "diário" que os meus diários de pré-adolescente revelavam maior maturidade. Onde já se viu, expor desta forma a minha vida, como nomes e tudo e tudo escarrapachado para vosso gáudio?

Ah, tenho saudades da política.