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domingo, outubro 09, 2016

Sal

O que acontece quando descobres que as tuas lágrimas já não são salgadas?

quinta-feira, setembro 29, 2016

As pessoas preferem ser mornas, inertes

Saudades das acções desmedidas, apaixonadas, impulsivas, das dissertações eloquentes sobre qualquer coisa, mesmo que seja a chuva ou se o preço dos figos deveria ser tabelado.

Saudades daqueles que te agarram no pulso e levam a correr rua fora só porque apetece fazê-lo no meio de gargalhadas.

Saudades dos que bebem e confessam que gostam de ti e só não te beijam porque jantaram iscas de cebolada.

Saudades dos que fazem serenatas à janela.

Saudades dos que te acompanham nos mergulhos no mar à luz da lua.

Saudades das fogueiras na praia e dos rostos alaranjados pelo fogo.

Saudades dos que percorriam a marina de patins contigo a grandes velocidades e abalroavam turistas para não cairmos pelas rochas.

Saudades de saltar pela janela para ir sair.

Saudades dos loucos. Desses saudáveis loucos que não vivem a vida em banho maria, em fogo lento, ameno, inexistente, adormecido.

Já não se fazem loucos desses e esses, muitos deles, perderam essa loucura.

Saudades de ti. Hoje é mais um aniversário em que não estás. Saudades de tantas coisas. Tantas.

terça-feira, agosto 16, 2016

Aviso à navegação, que é como quem diz, isto vai-se aprendendo, caros leitores, e serei para sempre teimosa e corajosa

Este blogue nunca teve a intenção de ser um diário. Tinha a intenção de ser um rol de disparates ou, quanto muito, episódios e reflexões meus, vistos com uma lupa a puxar para a parvoíce.

Dava-me um gozo fenomenal. Tinha ataques de riso quando escrevia e mais feliz ficava por saber que punha os leitores no mesmo estado.

Os anos passaram (10!), apareceu o Facebook para destabilizar o Blogger, apareceram os "outefites" e as pessoas já não estão para ler textos "grandes". É a década das imagens, não das palavras. Em todo o caso, também a "linha editorial" mudou, por diversas vezes.

Nunca gostei de partilhar mais do que o que controlava. Ou seja, na verdade, poderia parecer muito mas pouco ou nada do meu dia-a-dia ou de quem sou sabiam.

Todavia, os blogues são realmente muito mais úteis quando partilhamos mais do que isso.

Sempre me disseram para não partilhar certos aspectos, como os meus terríveis últimos anos, a doença, etc, por ainda existirem muitos estigmas em relação a esses e outros assuntos. E concedi. Concedi, concedi até ao ponto que senti que necessitava de falar do assunto para eu própria perder o estigma.

A verdade é esta. Dou um pouco de mim, sem dúvida. Exponho-me mais. Corro riscos, a nível pessoal e profissional, que estamos no Portugalito e estas coisas nunca se sabem no que podem dar.  Mas também percebo que muitos desse lado sentem-se confortados, por saberem que afinal não estão sozinhos, não são aves raras nem são menos dignos pelo que passam. Pelos vários comentários que tenho recebido, vejo também que necessitam desse desabafo. Desse grito do Ipiranga, A questão é simples, embora a maioria da população caia na ignorância. Poderia ser uma amigdalite, é uma depressão. Poderia ser uma gripe, é ansiedade e por aí fora. O cérebro adoece como os outros órgãos e a culpa não é nossa. Adoece mesmo e não pensem que a coisa vai lá só com conversa de "Eu sou forte, isto passa.".

Facto: Esmagadora maioria da população está doente, com estas e outras doenças do foro psicológico, mas não procura ajuda para se curar, simplesmente porque desconhecem ou temem enfrentar o estigma. A depressão e a ansiedade são as grandes epidemias do Séc. XXI (Palavras da minha médica.).

Só o facto de saber que alguém se sente melhor, mais acompanhado ou que afinal deve pedir ajuda, já mereceu a pena a minha exposição. Até porque, grão a grão vão-se terminando os tabus e os estigmas.

Os blogues têm destas coisas. Espero que se sintam acompanhados, tal como me sinto acompanhada e acarinhada por muitos de vós.
Bem haja. 

PS - Para quem ainda não percebeu e só segue o Blogger, O Leite Condensado tem muito mais vida no Facebook. Nem qeu seja para vos desejar os bons dias e as boas noites.

quarta-feira, junho 22, 2016

Não podes mudar a percepção que os outros têm de ti apenas a forma como te apresentas

 
Li a mensagem e até me vieram as lágrimas aos olhos. Caramba, não sou nada disso. Pensei que era em miúda (Lá para os vintes) mas aprendi que não o sou.

Sofia, já me elogiaste como nunca ninguém o fez e não foi a primeira vez. Fico assombrada. Nunca mesmo alguém me elogiou assim. Não sou nada disso. Aliás, acho que tu és isso.

Enfim, tenho uma etiqueta no blogue (No verdadeiro, não o Facebook) que é "Não podes mudar a percepção que os outros têm de ti apenas a forma como te apresentas". (Dizia o Tim Gunn há muitos anos, num programa qualquer.). Quer dizer tudo e quer dizer nada. Somos o que os outros vêem ou seremos o que nós vemos em nós?

Gostaria de ser essa pessoa mas não sou. Primeiro, porque já fiz muita porcaria. Depois, não sei bem porquê, estavam lá todas as condições mas tudo falha.

O meu irmão é daquelas pessoas que tem uma sorte brutal. Tudo é ouro, seja onde pise ou espirre. Não o desmereço no seu empenho, atenção, mas, até naquelas coisas parvas, ele tem sorte.

Já eu, bem, sou o oposto. O cúmulo do azar. Aquela pessoa a quem tudo acontece, corre mal e para fazer um caminho que em recta demoraria cinco segundos, a recta está cortada em todos os sentidos e tenho de tomar a estrada acidentada, que demora duas horas. Só que comigo demora seis. (Furou o pneu, caiu uma árvore na estrada, a gasolina acabou - Na verdade, o contador avariou e não pude precaver-me como faço sempre. - ligaram a dizer que tinha de voltar atrás, para ir buscar um documento, que afinal também seria necessário...).

Por isso, acho difícil ser essa pessoa. Também não sou santa. Nem sempre quis ajudar. Tive alturas em que só o meu umbigo interessava. Muito menos bonita (Olha, hoje, regressei a casa a achar-me o patinho mais feio do mundo. Acho que as pessoas até olhavam para mim a estranhar, de tão encolhida que estava.) Que pato despenado, sem graça, acabado que nem para o arroz serve. Engraçada ainda poderia aceitar mas... Não. Magra... A maior falsa magra da história, com uns ossos de tão fininhos que só dão problemas e não me permitem dançar como o espírito gostaria. Tenho fases. No Inverno visto S/M, no Verão XS. Bem, o calor já poderia ter chegado antes e não sei se é da medicação também mas, a realidade é só uma. Não caibo na minha roupa de Verão. Ok, não me posso queixar. O meu peso é normalíssimo, ainda assim tão falsa mas tão falsa magra. (Não me queixo. A estrutura fininha salva-me. Nisso tive sorte. - Ou não porque não aproveito e só faço asneiras.) Dava jeito caber na roupa porque não quero passar o Verão de calças de ganga e não tenho dinheiro para comprar roupas novas.

Ora, porquê este desabafo? Porque estou tão longe de ser isso tudo que dói. Queima. Engraçado. Eu é que sempre te vi assim. Mesmo nas fases compulsivas, sempre te vi assim. Em tudo. Sempre pensei "A Sofia é das mulheres mais giras, mais cool e mais interessantes que conheço!" Dizes isso e sinto-me um flop. Também porque não consigo responder-te como deve ser à tua mensagem. Hoje, não. Só sei dizer, muito obrigada, querida Sofia mas tu és tudo isso e muito mais. Eu... Eu sinto-me uma fraude. Depois, porque estava a precisar deste desabafo, assim ao mundo. De admitir que estou tão longe de ser perfeita mas tão longe. Bem, nem de perfeita. De admirável. É verdade. Podem dizer que sou coração disto, amiga daquilo mas já fiz tantas mas tantas merdas na vida. Já fiz bastante mal. Que me envergonham, sim. Isto não é auto-flagelação. É um reconhecimento. Tenho de saber admitir que errei. Tenho de saber admitir quem não sou.

Este blogue chama-se Leite Condensado às Colheradas não só porque adoro comer leite condensado às colheradas, até ver o fundo da lata, mas também porque sempre vivi mais na imaginação do que na realidade. Foi assim que ele surgiu. Agora, vai fazer dez (DEZ!) anos. Está na altura de crescer e de deixar de açucarar na mente. Ou o faço na realidade, ou sou um flop. E há tanta mas tanta coisa que preciso de fazer. Para chegar lá. Aos pés desse cool, pelo menos.

Sofia, amanhã tentarei responder, como mereces. Juro. 
 
(Hoje, fica só este mea culpa. Meo ego.) 

sábado, abril 23, 2016

Bah


Uma pessoa acorda bem disposta, vai para a dança, cheia de positivismo e sorrisos para dar, sente-se bem e realmente feliz e depois bastam duas palavras para derrubar tudo isso.

Caramba que, de repente, apeteceu-me equacionar muita coisa e desistir de outras tantas. Atirar a toalha e dizer "Olha, miúda, tu que adoras mudanças, está na altura de fazê-lo.".

Foi o suficiente não para estragar inteiramente o dia mas para deixar aqui uma pontinha de tristeza que, raios, mói. Ó se mói.

É que aqui o moer significa um bocadito mas um bocadito suficiente para, em uma respiração, passar a uma avalanche e desabar numa crise de choro, seguida de (Não! Não! Não!) um ataque de pânico.

Curioso como duas palavras ditas de certa forma podem fazer tanta mossa.

No entanto, aqui estou, estóica. A ouvir música. A cantar, a ler para esquecê-lo. 
Também é bem feita, Maria Alexandra. 
Pode ser que agora, com toda essa consciência que tens ganho, percebas que, estupidamente, também já magoaste muita gente. Mesmo que não tenhas tido a intenção de fazê-lo.

(Não liguem. Isto são os meus exercícios de aprendizagem dos últimos tempos. Por tudo e por nada, pôr a mão na consciência. Não basta partilhar frases feitas a pensar no que os outros nos fazem. É preciso ver que, mesmo que tenhamos sido atingidos, também já agimos assim tantas vezes. O que também tenho de levar com calma, uma vez que cheguei ao ponto de culpabilizar-me por cada piscar de olhos e quase andar a chibatar-me.)

Enfim. Xô nuvem. 
Os meus pais regressam hoje de Madrid e eu tenho saudades deles. Logo, hoje é um dia bom.

quarta-feira, julho 15, 2015

Então e os espectáculos?



Ainda não consigo explicar muito bem.

Por um lado, aquele querer muito fazer tudo bem, a pensar no Miguel. Sentia que lhe devia isso.

Por outro, um ambiente absolutamente contagiante. Tão diferente. Tão melhor do que os últimos que recordo de lá, daquela outra escola. Tantas pessoas fantásticas, muito boa dança, muita qualidade. Muitas palavras amigas, muitas de incentivo. Muita amizade. Nada de rivalidades e falsidades. Tenho os melhores colegas do mundo e os professores também. 

Ainda assim, como alguém disse, "O Miguel é o Miguel." 

Espero ter levado um pouco dele para o palco.

Um ambiente tão diferente, o palco que não é o mesmo, as pessoas que são outras e ainda assim, parecia que ele estava ali, orgulhoso, à espera de ver alma e tudo em Full Out, emocionado com o nosso trabalho. Os meus olhos ainda juram que o viram, na plateia, de pé, com as lágrimas a aparecerem. Tal como o recordo dos espectáculos.

Eu sei que estes textos são uma seca para vocês e que muitos nem se dão ao trabalho de lê-los na diagonal mas é por isso que adoro o meu blogue. Não devo nada a ninguém. Posso ser quem eu quiser e, mais importante, posso ser eu. Posso dizer aquelas coisas que mal confidencio com alguém. Ou porque parece parvo, ou lamechas. Aqui, é mesmo assim e só entra quem quer.

Continuando,

Difíceis de explicar estes espectáculos. 

Fiz a minha homenagem mas também bati o pé para homenagear os vivos. Os que me rodeiam agora. Os que se importam e os com quem me importo muito. As minhas filhas adoptivas.

Não vos disse? 

Regressei com uma mão cheia de presentes. Mimos. Uma carta que me fez chorar e a perceber que sou uma influência muito positiva e já contribui para mudar vidas para melhor. Para vidas felizes. Se efectivamente consegui o que foi escrito naquela carta, a minha vida já teve um propósito e, afinal, tudo o que questionava nos últimos anos passou a ter um sentido.

Foi de tal forma que, no dia seguinte, decidi que era tempo de ajudar-me e dei o passo que já deveria ter dado nos últimos seis anos.

Difíceis de explicar estes espectáculos. Estava tão cansada e tudo estava enevoado mas estes foram os espectáculos mais felizes e envolvidos em amizade e ternura que já fiz.

Talvez seja a despedida. Quem sabe. Só o futuro o dirá.

Se for, é em grande.

sábado, julho 04, 2015

Aos trinta e seis, ainda não aprendi a lidar com certas coisas. Com esta, lido muito mal. Acho que cada vez pior.

Já tentei tanta coisa e, por mais que tentem ajudar-me, não dá.

Neste momento, estou na fase da negação. Não é verdade. Não pode ser. Não acredito. Para mim, não aconteceu PONTO FINAL. (Assim ficarei por uns bons anos. Vou simplesmente não passar naquela porta e não reparar nas mudanças. Vou imaginar que mesmo antes das 18h00 estás cá fora a fumar um cigarro e a mandar aquecer.)

Também me zango. "Como te atreveste? Está tudo destroçado." "Como tiveste a coragem? Sabes quantas pessoas gostavam de ti e foram de alguma forma marcadas por ti para sempre? O que é que será delas?" "Como te atreveste? Foi tudo sempre tão intenso e não nos deste tempo para crescer e envelhecer a partilhar a mesma história que tu!" "Como te atreveste? Ninguém sabe lidar com isto."

Não sei lidar.

Por isso, (prometo) vou tentando rir e fazer rir mas, pelo caminho, preciso disto.

(Passaram quatro anos mas recordo todas as músicas que utilizaste. Aula de Ballet 2 ao Sábado - Adagio no centro.)

quinta-feira, julho 02, 2015

Não quero dançar

 *Ne me quitte pas - Remake 2009

Difícil esta coisa de ter de dançar e não querer. 

Tudo o que queria ontem e hoje era não ter de dançar. A música começa e não consigo conter as putas das lágrimas, que caem, aos pares, enfurecidas.

Não queria nada dançar. Não quero. Deixem-me no meu canto.

Depois, lembro-me de uma pessoa que sempre ensinou "The show must go on." Literalmente. Acontecesse o que fosse. Continua.

O Ballet tem sido o pior. Raio do piano. As músicas que me trazem as memórias de volta. Odeio-as.

Inicia a música dos pliés e a própria preparação dá cabo de mim. Eu danço. Danço mas com tanta dor.

E os pobres dos meus colegas lá ficaram muito impressionados porque ali estava eu, a dar tudo, de sorriso no rosto e as putas das lágrimas que não paravam de correr pelo rosto.

Eu sei que isto para quem não dança parece parvo mas é mesmo assim. Um mundo todo ele à parte (e especial).

Tudo o que queria era não ter de dançar nestes dias. 

Ai de mim, se o cumprisse. 

Ai de mim que não seria fiel a ti.



P.S.- Neste momento, estou com raiva. A ficha teima em não cair e, simplesmente, não pode ser. Nunca soube lidar com isto, embora já tenha perdido uma quota considerável de pessoas queridas. Não pode ser. Mundo, para, faz marcha atrás e traz tudo de volta.

segunda-feira, junho 08, 2015

Alexa, a Coach Guru




 Estava aqui a pensar que, se quero voltar a escrever no blogue, tenho de mudar o header.

Sempre fui assim. Preciso de alguma estética "friendly" à minha volta.

Ainda incursei nas habituais pesquisas e tentativas de desenho (que já conhecem). Normalmente, quando tenho esta pancada, fico horas nisso.

Verifico que, efectivamente, não tenho jeito (formação) para tal e o que queria era mesmo algo melhorzinho do que vos tenho oferecido, nestes anos de existência.  #largaopainteophotoescapepá

Não vou contratar ninguém. Neste assunto, sou a maior chata e gosto de ver 29343984958698 tentativas diferentes. Quase ninguém tem paciência para isto e quem a tem cobra mais do que posso pagar.

Pelo exposto, amanhã é outro dia. 

Assim como quem diz "amanhã lembro-me que não costuro, desenho, pinto, surfo, «preencha o rectângulo» há imenso tempo e deveria voltar a fazê-lo". 

Não se queixem. Está aqui um texto semi-motivacional.

Gustavo, filho, qualquer dia apanho-te!
 


sábado, outubro 26, 2013

Aquele momento em que encontramos algo que nos define por completo

Não sou muito de partilhar aqui estas coisas mas deparei-me com este artigo, através de uma página do Facebook sobre dança que sigo há muito, e, apaixonei-me.

Apaixonei-me, como quem diz, apaixonei-me por mim mesma.

Apesar de ter Phyllis  Sues na primeira pessoa, a contar a sua história de vida e, mais importante, o seu modo de pensar e agir, não poderia eu estar melhor descrita do que nestas palavras. O que é que isso interessa?

Não será tanto um exercício de narcisismo mas uma lição de vida que conta como esta senhora aos noventa anos (Sim, NOVENTA) afirma não sentir-se velha e fazer inúmeras coisas inacreditáveis para os comuns mortais.

Aqui há uns dias, saiu um estudo que atribuia vidas mais prolongadas e com maior qualidade para quem é artista e faz o que gosta. Este é mais um exemplo e não só, pois acrescento (e muito) para quem vive da aprendizagem e da superação pessoal constante, ignorando os limites convencionais.

Talvez estas fotos agucem-vos a curiosidade. 


Para quem se interessar e/ou queira viver muito, fresco e sadio, tanto de memória, como de corpo, merece a leitura.

 http://www.huffingtonpost.com/phyllis-sues-/aging-gracefully-phyllis-sues-yoga-tango_b_2878155.html


To look good and feel good is work. To look great and feel great is a full-time job. There is no cheating! It's daily! Minute-by-minute, second-by-second. This is the process I love and love to work at. The reward is liking myself and living a creative life. I will turn 90 on April 4 and hope I can still create this in 10 years time.
Life in itself is a challenge and you can either, accept it and take action, or you can sit and do nothing. My advice is there is only one winner: accept the challenge, take action and get on with your life no matter what age.
I'm not aware of being 90. I'm aware of feeling physically as good as I have ever felt and mentally even better. I practice dance and workout every day. This body has to know who's boss and being 90 and feeling 20 is as good as it gets! People ask me all the time what's my secret. I tell them move, learn and listen.
The reward is a healthy body and mind. I'm totally selfish in that me and my body and mind are one. We are partners and we work play and live as one. So if that is so, we can't sit around and think about tomorrow. Our body and mind has to be trained from the first breath, otherwise it's down hill all the way. Numbers and dwelling on age is a trap. There is no age, it's living each moment to it's fullest.
I started my own fashion label at 50, became a musician and learned Italian and French in my 70s, took tango and trapeze at 80 and walked into my first yoga class at 85. So, if you think you're old, think again!
What inspires me is the process of learning. Inspiration creates creativity and creativity creates a better life. I like experimenting and have no fear of trying something new, so flying high on a trapeze at 80 was never a question. Becoming a musician late in my life was not accidental. It was meant to be.
I love to move and exercise, so my work out regime consists of yoga, tango, jump rope, hiking with my poodle Nicko and playing tennis.
Yoga gives you a life you didn't have yesterday. It's a wakeup call to every cell in your body. Every muscle sits up and pays attention. I live to do yoga and I do it to live.
Do every pose as good as you can and then do it a little better. I have arthritis in my spine, but I can do a full back bend, headstand and splits.
Dance has always been my passion. I had my first ballet lesson at 14 and knew then dance would be my life. Four years later I was performing in a night club in Boston and soon after that I was performing on Broadway.
Bloomer Girl, Oklahoma, Brigadoon, High Button Shoes and Kismet. I then went to Rio de Janeiro with the Ballet Russe De Monte Carlo. So from age 18, work was constant and life was and is really good. I'm still working creatively and love what I'm doing and have no intention of changing direction.
I have realized, that anything is possible, if you like who you are and what you do. Yes, anything is possible and even probable.
If you don't train the body every day it withers. If you don't train the mind everyday, you lose it. That's why I learned Italian and French, as learning a language is a great mental exercise. I then challenged myself to write music. I wrote the music and lyrics for my first song "Free Fall," which was inspired by flying on the trapeze. A CD followed with 12 songs: Scenes Of Passion. And then six tangos for Tango Insomnia. I now write short songs daily about things I do.
Tango dancing is a fantastic exercise, as it's physical and emotional. It's the only time, when I turn off my mind and just dance, so I am in the moment. To look effortless in dance is sheer beauty. That's my desire. I'm still performing, as it keeps my body in tune, is good for my memory and it makes my life a joy. A triple Boleo in the air would make my journey complete. Marcos (my teacher/dance partner) says it will take two years. I tell him, I have time!
I admit, I'm driven but I'm driven by desire and that's the formula. Desire is so powerful, like you are propelled as if from a canon. Desire to me is the driving force, but action is the result.
Working and accomplishing something mental and physical makes my day worth living and suddenly there is a break through, another step on the ladder. I don't give up. The sun and moon are there for everyone. The journey is worth it! This trip has been good to me and I wouldn't trade it for all the stars in the universe.
There is a way to beat the clock. Stay fit and enjoy the journey. Accept the challenge and go for it!
That's what I did!"

Phyllis Sues 

Dancer and Musician 



sexta-feira, agosto 16, 2013

Espontaneidade - um bem precioso que se perde com a idade



Estou farta de Lx em Agosto.

Já não aguento. 

Se há quem adore a cidade neste mês pelo trânsito, honestamente, deprime-me. Lisboa é muito bonita mas reservo-lhe o encanto para o início do Outono. Ou para os turistas. Os meses que o antecedem são um martírio.

Ainda não vi um sinal de férias e tudo o que seja fugida espontânea para pessoal a partir dos trinta é difícil. Mesmo que seja apenas por um fim-de-semana. Ai os filhos, ai que gosto de combinar com antecedência, o namorado, a namorada, os casamentos, ai as dores do reumático. Ok, obrigações, responsabilidade. Não só. Há uma ponta de medo, nisto tudo, de desconforto pelo que não se controla. É mais fácil arranjar justificações do que tentar.

Quando é que esta gente perdeu todo e qualquer espírito de aventura e de espontaneidade? Sou tão metida na concha a viver a minha vida contra a corrente que mal dei por isto. bem, dei. Cerrei os olhos, olhei para o lado e talvez tenha feito por não crescer (Se por crescer entenderem levar uma vida convencional, a seguir a cartilha que já vem das gerações anteriores. Aquela coisa do casar, filhos e meter na cabeça que agora somos muito diferentes.).

Seja como for, sair por um fim-de-semana combinado na Sexta-feira anterior é assim tão difícil? 

Todos os rios correm para o mesmo lado? 

A resposta é não.

Resultado: Amanhã ou Domingo, o mais tardar, vou. 

Não sei ainda para onde, se para Paris ou Ibiza, ou mesmo aqui para o Alentejo ou o Algarve, se estendo a "loucura" e vou uma(s) semana(s) para outro continente mas vou. 

Se é para os copos, as noitadas, as risadas, a cultura, as praias, a introspecção, o isolamento, não sei. Ainda bem! As expectativas lixam sempre tudo.

Já viajei sozinha e adorei. Há viagens que pedem companhia e por isso são inesquecíveis. 

Venha o que a sorte ditar.

Cada um faz por seguir o seu percurso. 

Eu vou reencontrar o meu.

(Aberta às vossas sugestões e quem quiser partir é bem vindo. - Só porque aquela coisa da espontaneidade é muito preciosa para mim.)

Beijo

domingo, agosto 04, 2013

Fui amar-me


Sou sempre a última pessoa a saber de tudo. 

Parece que existe um site muito famoso, onde se incentiva à traição conjugal, e que tem agora correspondente em Portugal, ao qual já aderiram 30 mil pessoas, em poucos dias.

Agora, se me permitem, vou ver o Yes to the Dress". 

Cada vez tenho maior certeza: casar é lindo, um sonho, um conto de fadas e mal posso esperar por gastar balúrdios na festa da minha vida e pelo que se segue: Discussões, desrespeito, filhos cujo trabalho recai em só um, ser criadinha, solidão, desilusões... O rol é interminável. 

Claro que isto vem numa altura em que a minha fé nos homens e nas relações está muito fraquinha, a precisar de choques para ser reanimada, não só pela experiência pessoal mas também, convenhamos e sejamos honestos, por tudo o que vejo à minha volta. A experiência pessoal bem poderia ser a excepção. Não é.

Vivó vestido de princesa!

(E viva morrer solteira rodeada de cães, gatos, papagaios e periquitos.)

Antes que venham cá com o "olha a amargurada", devo esclarecer-vos que adoro estar sozinha. 

Bem, estar com alguém de quem gostemos e sejamos retribuídos e ambos sirvamos para elevar o que há de melhor no outro é espectacular. Mesmo muito espectacular. Agora, quando isso não existe, cruzes credo, sou muito menos sozinha estando sozinha, sou muito mais feliz, tranquila, realizada e cima de tudo mais segura e confiante de mim. 

Depois, tenho sempre a fila de amigas que repetem sem pudor "Alexandra, tu é que estás bem. Fazes o que gostas, o que te apetece. Tens liberdade." Isto de pessoas que têm filhos e adoram-nos mas vejo-as sempre a espreitar pelo meu muro e a suspirar. Naturalmente, a galinha da vizinha é a história que se conhece mas, da minha parte, não troco a minha galinha pela delas. Só por uma galinha como descrevi.

Dito isto e perante aberrações como este site, reforçando o maior moralismo que há em mim, não consigo entender porque é que esta gente se mantém casada. Para quê. Já nem digo da outra parte mas isto é gostar de si própria?

Contudo, também sou a aberração que diz o que pensa e sente, não tolera outra coisa a não ser sinceridade e o bastião mais importante para que exista uma relação é a confiança. Não há confiança, não existe relação. Matemática pura.

Há uns bons anos, tive um colega que, a certa altura, numa conversa sobre relações, quando confessei preferir que me dissessem que me haviam traído e que se (improvavelmente)
o viesse a fazer seria algo que contaria, por uma questão de respeito, insurgiu-se e disse-me: "És horrível! A honestidade é brutal. Mil vezes que me mintam do que saber de certas coisas."

Todas aquelas palavras fizeram-me muita confusão. Eu vivia e vivo no outro extremo do mundo. A julgar pelos milhares que se entusiasmam com coisas como este site, vivo como o Big Foot. Isolado. Ninguém sabe dele. Na verdade, é apenas uma lenda. Um mito urbano. Ou não.

terça-feira, julho 31, 2012

Afinal,



O blogue não está assim tão moribundo.

Quer dizer, de actualização está mas as visitas continuam imensas. Basicamente, o Sitemeter tinha ido à vida (Sem que tivesse dado conta.) e andava a enviar-me emails com estatísticas de uma ou duas visitas diárias. Não estranhei, uma vez que a escrita pecava pela ausência. Entretanto, com as novas funcionalidades do blogger (que tenho ignorado à grande), acabei de reparar que as visitas são largas centenas acima. Já resolvi tudo, instalei novamente o Sitemeter e reparei as anomalias. 

Não que faça diferença se é uma pessoa que me visita diariamente ou se são centenas (Onde têm a cabeça? Isto está pior do que a Silly Season, vão-se embora!). Quer dizer, faz. A responsabilidade, aquele bicho papão que se apoderou de mim mal fiz seis anos, é outra. Vocês são imensos!

Portanto, aqui fica mais um post a dizer absolutamente nada que interesse.


O meu é seguramente um e, ainda que já tenha visto dias mais gloriosos graças ao saudoso vício da musculação, o meu rabo é um rabo inesquecível. São os genes, não os mesmos da Zulmira Ferreira.

Agora que já disse tanta coisa de jeito e nenhuma novidade, volto ao Tumblr.


Bons sonhos.




segunda-feira, abril 04, 2011

Interrompendo a emissão


Não há nada como acabar com uma situação patética para acordar para a vida.

As piores saudades saudades, as mais dolorosas são as que temos de nós próprios.

E eu tenho tido imensas. Sinto saudades de mim. Da miúda que sorria a toda a hora, pregava partidas, dizia e escrevia parvoíces com a maior boa disposição e, por isso, criou um blogue à medida. Da miúda que ia trabalhar aos fins de semana, sim, claro que só a seguir às aulas de dança mas levava bolos e gomas para o almoço dos colegas. Da miúda que não era caseira, passava a vida na praia, independentemente da estação do ano. Da miúda que tinha mil e um projectos pessoais e profissionais, energia de sobra mas principiava sempre o dia com uma bola de berlim e com um email estapafúrdio para os amigos. Da miúda que queria casar com o Indiana Jones porque tinham imenso em comum, a começar pelo pavor às cobras.

Lamentei-me. Ó se me lamentei. Todos vós foram perfeitas testemunhas. Pelo menos um ano de ai, ai, ai, ui, ui, ui, lágrima aqui, suspiro ali, isto e aquilo, iada, iada. Que grande seca.

Portanto, chega.

Quero-me de volta.

Amanhã começo por comemorar o meu aniversário.

Quando chegar da praia, encontrarei um cão num cestinho à porta, com olhos meigos e laço vermelho ao pescoço, como prova de mudança de ciclo.

E este blogue, com enormes pedidos de desculpas ao próprio e a vós todos, regressará à parvoíce.

Nem mais, nem menos que tudo isto.

Até já.

sexta-feira, março 11, 2011

Se pudesse



(e se fosse possível), faria uma operação para aumentar o tendão de Aquiles e ficaria com um flex de tal forma invejável que executaria grand pliés, quase sem retirar os calcanhares do chão.

Faria ainda outra às junções das pernas, às dobradiças, para que os splits saíssem sem a necessidade do vodka (e posteriormente do Voltaren Rapid) e a perna batesse ao lado da cabeça, com a naturalidade de quem corta uma fatia de pão, com manteiga por favor.

Depois, aproveitava e operava o coração, a cabeça, o pâncreas ou o maldito órgão no qual assentaste sem esperar permissão, para te tirar do peito, do pensamento, expurgar-te, mas parece-me que te encontro em muitos sítios, infiltraste-te, estendeste-te ao corpo todo, infectaste cada pedaço de carne e de osso. Clonar-me-ia antes e pediria expressamente para que o fizessem sem ti presente em mim.

Como não posso fazer nada, nada disto, continuarei a fazer pliés a custo dos músculos, ainda que saiam longe de perfeitos. Continuarei a forçar a flexibilidade perra a gotas e lágrimas de suor e dor, ainda que tal esforço não se note e fique sempre aquém do desejado.

Continuarei a ceder e a resistir, ao sabor do que os sentidos me sussurram, sabendo que poderei vir a arrepender-me por qualquer uma das opções. Mais cedendo, não é a carne que é fraca é o maldito órgão, bebendo cada momento bom. Sem perceber se vai dar certo ou asneira da grossa, como já deu (Daí pode vir tanto, bem sei.) mas sabendo de antemão que, por muito que me esforce para conhecer, sair, jantar com outros homens, por mais educados, com carisma e interessantes que sejam, só tu fazes-me rir desta forma e sentir à vontade para qualquer um dos meus disparates e comigo própria. Nem é bem isso. É mais.

Na verdade, não sei o que é.

sexta-feira, fevereiro 11, 2011


Este é daqueles dias em que daria tudo para não ter que me levantar da cama, não ter que me mexer, não ter que abrir os olhos nunca mais para soltar um rio de lágrimas ou o que quer que seja.

terça-feira, fevereiro 01, 2011

Alexandra e a coninhas* que há em mim


*Há uma primeira vez para tudo, até para utilizar esta expressão.

Estou para aqui num vai não vai, ai que é desta que começo a investigar à séria um trabalho que me seja ofertado, lá no outro continente onde o então Presidente Itamar Franco carnavaleou ao lado da moça sem cuecas.

É o costume. Seguro-me porque sei que se for não volto. Seguro-me porque sou uma verdadeira coninhas. O que vou deixar para trás, a família, amigos, etc.

Entretanto, dêem-me um segundo, já que acabo de deixar cair o tomate da tosta que confeccionei para o repasto do meio-dia (Boa cozinheira mas ninguém disse que era rápida.) mesmo em cheio em cima do teclado do computador. Este é novo mas já viu e provou de tudo.

Porquê o Rio? Em que blogues têm andado? É preciso dizer muito? Cidade maravilhosa? Homens musculados? Água de côco? Fantasiar com a Mónica Marques?

Sejamos sinceros. (Ah, teclado limpo mas com nódoa duvidosa.)

Portugal é óptimo.

Adoro o meu país.

O único problema de Portugal, bem, o único problema de Portugal são os portugueses.

Não se aguentam. Ai a tristeza, ai a saudade, ai que o pensamento positivo fica fechado a cinto de castidade, no século XIV, para não mais voltar.

Isso e o Inverno. Cá, o Inverno frio. E isso, caros irmãos zucas, não é chique. É uma merda.

Depois, vem a advocacia.

Quer dizer, não vem.

Estou farta, fartinha até ao tutano.

A minha até é fixe, com os meus clientes incertos que pagam só quando lhes apetece mas, depois, vêm os amigos. Os amigos acham um desperdício. Que devia voltar para uma sociedade. De preferência, para uma grande como aquelas onde já trabalhei. E não há saco. Não há saco para essa gente que esqueceu a ética profissional e o significado de produtividade no travesseiro, de manhã. Não há saco para essa gente que deveria aprender a gerir capital humano e as vantagens de um bom ambiente de trabalho e não há saco para o capital humano que não é verdadeiramente capital, visto que entende que bom profissional é o que engonha durante o dia e depois fica a trabalhar até altas horas para fazer bonitinho.

Daí que sonhe em ser feliz numa terra de sol que me encantou. Daí, entenda que, já que nem um cão consigo por cá, emigrarei para arranjar um gato bem cachorrão no calçadão da praia do Leblon.

Daí que sou uma coninhas da pior espécie, já que, ao invés de arregaçar as mangas, estou para aqui a escrever este texto e a lamentar-me das forças que me falham.

Coninhas e tuga.

Depois, admirem-se que perca a paciência comigo.

Entretanto, a tosta estava óptima. Talvez, com falta de tomate.

Outra coisa, fashionistas da H&M, Zara e Primark, chorem.

Minha alma canta
Vejo o Rio de Janeiro
Estou morrendo de saudade
Rio, teu mar, praias sem fim
Rio, você foi feito pra mim


domingo, janeiro 16, 2011

Não há muito a dizer mais que não seja porque não tenho as palavras na algibeira.



Ouvir, dançar, sentir isto num sitio bem distante.

Sim, porque estas notas só fazem sentido noutra parte do mundo.

E eu não consigo respirá-las aqui.

É só isso.

Só quero respirar.