domingo, outubro 09, 2016
Sal
quinta-feira, setembro 29, 2016
As pessoas preferem ser mornas, inertes
Saudades dos que te acompanham nos mergulhos no mar à luz da lua.
Saudades das fogueiras na praia e dos rostos alaranjados pelo fogo.
Saudades dos que percorriam a marina de patins contigo a grandes velocidades e abalroavam turistas para não cairmos pelas rochas.
Saudades de saltar pela janela para ir sair.
Saudades dos loucos. Desses saudáveis loucos que não vivem a vida em banho maria, em fogo lento, ameno, inexistente, adormecido.
Já não se fazem loucos desses e esses, muitos deles, perderam essa loucura.
Saudades de ti. Hoje é mais um aniversário em que não estás. Saudades de tantas coisas. Tantas.
terça-feira, agosto 16, 2016
Aviso à navegação, que é como quem diz, isto vai-se aprendendo, caros leitores, e serei para sempre teimosa e corajosa
PS - Para quem ainda não percebeu e só segue o Blogger, O Leite Condensado tem muito mais vida no Facebook. Nem qeu seja para vos desejar os bons dias e as boas noites.
quarta-feira, junho 22, 2016
Não podes mudar a percepção que os outros têm de ti apenas a forma como te apresentas
sábado, abril 23, 2016
Bah
quarta-feira, julho 15, 2015
Então e os espectáculos?
sábado, julho 04, 2015
Já tentei tanta coisa e, por mais que tentem ajudar-me, não dá.
Neste momento, estou na fase da negação. Não é verdade. Não pode ser. Não acredito. Para mim, não aconteceu PONTO FINAL. (Assim ficarei por uns bons anos. Vou simplesmente não passar naquela porta e não reparar nas mudanças. Vou imaginar que mesmo antes das 18h00 estás cá fora a fumar um cigarro e a mandar aquecer.)
quinta-feira, julho 02, 2015
Não quero dançar
Não queria nada dançar. Não quero. Deixem-me no meu canto.
O Ballet tem sido o pior. Raio do piano. As músicas que me trazem as memórias de volta. Odeio-as.
E os pobres dos meus colegas lá ficaram muito impressionados porque ali estava eu, a dar tudo, de sorriso no rosto e as putas das lágrimas que não paravam de correr pelo rosto.
Eu sei que isto para quem não dança parece parvo mas é mesmo assim. Um mundo todo ele à parte (e especial).
segunda-feira, junho 08, 2015
Alexa, a Coach Guru
Sempre fui assim. Preciso de alguma estética "friendly" à minha volta.
Ainda incursei nas habituais pesquisas e tentativas de desenho (que já conhecem). Normalmente, quando tenho esta pancada, fico horas nisso.
Verifico que, efectivamente, não tenho jeito (formação) para tal e o que queria era mesmo algo melhorzinho do que vos tenho oferecido, nestes anos de existência. #largaopainteophotoescapepá
Não vou contratar ninguém. Neste assunto, sou a maior chata e gosto de ver 29343984958698 tentativas diferentes. Quase ninguém tem paciência para isto e quem a tem cobra mais do que posso pagar.
Pelo exposto, amanhã é outro dia.
sábado, outubro 26, 2013
Aquele momento em que encontramos algo que nos define por completo
"Loving Life at 90
Phyllis Sues
Dancer and Musician
sexta-feira, agosto 16, 2013
Espontaneidade - um bem precioso que se perde com a idade
Resultado: Amanhã ou Domingo, o mais tardar, vou.
domingo, agosto 04, 2013
Fui amar-me
Agora, se me permitem, vou ver o Yes to the Dress".
(E viva morrer solteira rodeada de cães, gatos, papagaios e periquitos.)
terça-feira, julho 31, 2012
Afinal,
segunda-feira, abril 04, 2011
Interrompendo a emissão

As piores saudades saudades, as mais dolorosas são as que temos de nós próprios.
E eu tenho tido imensas. Sinto saudades de mim. Da miúda que sorria a toda a hora, pregava partidas, dizia e escrevia parvoíces com a maior boa disposição e, por isso, criou um blogue à medida. Da miúda que ia trabalhar aos fins de semana, sim, claro que só a seguir às aulas de dança mas levava bolos e gomas para o almoço dos colegas. Da miúda que não era caseira, passava a vida na praia, independentemente da estação do ano. Da miúda que tinha mil e um projectos pessoais e profissionais, energia de sobra mas principiava sempre o dia com uma bola de berlim e com um email estapafúrdio para os amigos. Da miúda que queria casar com o Indiana Jones porque tinham imenso em comum, a começar pelo pavor às cobras.
Lamentei-me. Ó se me lamentei. Todos vós foram perfeitas testemunhas. Pelo menos um ano de ai, ai, ai, ui, ui, ui, lágrima aqui, suspiro ali, isto e aquilo, iada, iada. Que grande seca.
Amanhã começo por comemorar o meu aniversário.
Quando chegar da praia, encontrarei um cão num cestinho à porta, com olhos meigos e laço vermelho ao pescoço, como prova de mudança de ciclo.
E este blogue, com enormes pedidos de desculpas ao próprio e a vós todos, regressará à parvoíce.
Nem mais, nem menos que tudo isto.
Até já.
sexta-feira, abril 01, 2011
sexta-feira, março 11, 2011
Se pudesse

(e se fosse possível), faria uma operação para aumentar o tendão de Aquiles e ficaria com um flex de tal forma invejável que executaria grand pliés, quase sem retirar os calcanhares do chão.
Faria ainda outra às junções das pernas, às dobradiças, para que os splits saíssem sem a necessidade do vodka (e posteriormente do Voltaren Rapid) e a perna batesse ao lado da cabeça, com a naturalidade de quem corta uma fatia de pão, com manteiga por favor.
Depois, aproveitava e operava o coração, a cabeça, o pâncreas ou o maldito órgão no qual assentaste sem esperar permissão, para te tirar do peito, do pensamento, expurgar-te, mas parece-me que te encontro em muitos sítios, infiltraste-te, estendeste-te ao corpo todo, infectaste cada pedaço de carne e de osso. Clonar-me-ia antes e pediria expressamente para que o fizessem sem ti presente em mim.
Como não posso fazer nada, nada disto, continuarei a fazer pliés a custo dos músculos, ainda que saiam longe de perfeitos. Continuarei a forçar a flexibilidade perra a gotas e lágrimas de suor e dor, ainda que tal esforço não se note e fique sempre aquém do desejado.
Continuarei a ceder e a resistir, ao sabor do que os sentidos me sussurram, sabendo que poderei vir a arrepender-me por qualquer uma das opções. Mais cedendo, não é a carne que é fraca é o maldito órgão, bebendo cada momento bom. Sem perceber se vai dar certo ou asneira da grossa, como já deu (Daí pode vir tanto, bem sei.) mas sabendo de antemão que, por muito que me esforce para conhecer, sair, jantar com outros homens, por mais educados, com carisma e interessantes que sejam, só tu fazes-me rir desta forma e sentir à vontade para qualquer um dos meus disparates e comigo própria. Nem é bem isso. É mais.
Na verdade, não sei o que é.
sexta-feira, fevereiro 11, 2011
domingo, fevereiro 06, 2011
terça-feira, fevereiro 01, 2011
Alexandra e a coninhas* que há em mim

Estou para aqui num vai não vai, ai que é desta que começo a investigar à séria um trabalho que me seja ofertado, lá no outro continente onde o então Presidente Itamar Franco carnavaleou ao lado da moça sem cuecas.
É o costume. Seguro-me porque sei que se for não volto. Seguro-me porque sou uma verdadeira coninhas. O que vou deixar para trás, a família, amigos, etc.
Entretanto, dêem-me um segundo, já que acabo de deixar cair o tomate da tosta que confeccionei para o repasto do meio-dia (Boa cozinheira mas ninguém disse que era rápida.) mesmo em cheio em cima do teclado do computador. Este é novo mas já viu e provou de tudo.
Porquê o Rio? Em que blogues têm andado? É preciso dizer muito? Cidade maravilhosa? Homens musculados? Água de côco? Fantasiar com a Mónica Marques?
Sejamos sinceros. (Ah, teclado limpo mas com nódoa duvidosa.)
Portugal é óptimo.
Adoro o meu país.
O único problema de Portugal, bem, o único problema de Portugal são os portugueses.
Não se aguentam. Ai a tristeza, ai a saudade, ai que o pensamento positivo fica fechado a cinto de castidade, no século XIV, para não mais voltar.
Isso e o Inverno. Cá, o Inverno frio. E isso, caros irmãos zucas, não é chique. É uma merda.
Depois, vem a advocacia.
Quer dizer, não vem.
Estou farta, fartinha até ao tutano.
A minha até é fixe, com os meus clientes incertos que pagam só quando lhes apetece mas, depois, vêm os amigos. Os amigos acham um desperdício. Que devia voltar para uma sociedade. De preferência, para uma grande como aquelas onde já trabalhei. E não há saco. Não há saco para essa gente que esqueceu a ética profissional e o significado de produtividade no travesseiro, de manhã. Não há saco para essa gente que deveria aprender a gerir capital humano e as vantagens de um bom ambiente de trabalho e não há saco para o capital humano que não é verdadeiramente capital, visto que entende que bom profissional é o que engonha durante o dia e depois fica a trabalhar até altas horas para fazer bonitinho.
Daí que sonhe em ser feliz numa terra de sol que me encantou. Daí, entenda que, já que nem um cão consigo por cá, emigrarei para arranjar um gato bem cachorrão no calçadão da praia do Leblon.
Daí que sou uma coninhas da pior espécie, já que, ao invés de arregaçar as mangas, estou para aqui a escrever este texto e a lamentar-me das forças que me falham.
Coninhas e tuga.
Depois, admirem-se que perca a paciência comigo.
Entretanto, a tosta estava óptima. Talvez, com falta de tomate.
Outra coisa, fashionistas da H&M, Zara e Primark, chorem.
Minha alma canta
Vejo o Rio de Janeiro
Estou morrendo de saudade
Rio, teu mar, praias sem fim
Rio, você foi feito pra mim
domingo, janeiro 16, 2011
Não há muito a dizer mais que não seja porque não tenho as palavras na algibeira.
Ouvir, dançar, sentir isto num sitio bem distante.
Sim, porque estas notas só fazem sentido noutra parte do mundo.
E eu não consigo respirá-las aqui.
É só isso.
Só quero respirar.


























