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quarta-feira, abril 29, 2009

Soltas


Dores, cansaço e chocolate.

Basicamente resumem o meu estado no dia mundial da dança.

Mas isso não interessa nada pois eu quero é falar de homens. Ou dos homens. Bem... das mulheres.

Isto tudo para dizer que um dos principais motivos de galhofa e contentamento feminino nos ensaios é uma nova e boa aquisição masculina, que é nada mais, nada menos que o meu par no Cell Block Tango.

Como disse, nova e boa. Em todos os sentidos. Para além de ser recém-chegado às lides do Jazz 2, a criatura conta com dezoito aninhos acabados de fazer. Dezoito aninhos mas daqueles espalhados por um rosto moreno e um corpo de perdição que fazem com que levemos o tempo a repetir "Ele só tem dezoito anos". ELE SÓ TEM DEZOITO ANOS.

Depois não é só o físico. É dedicado, concentrado, inteligente, charmoso, com carisma, dança bem, aprende rápido, sabe pegar numa mulher. Ainda tem lá as suas quinhentas modalidades desportivas que pratica, mais as artes marciais, com ar de Van Damme de trazer por casa ou pela pista de dança, muito aprumadinho mas com cara de quem parte muitos pratos, copos e toda a baixela da Vista Alegre.  Enfim, uma delícia irrecusável mas com o rótulo dos dezoito. Deve ser a palavra que mais repetimos. Dezoito.

Dezoito. DEZOITO. DEZOITO!

Chego até aqui para confessar que gosto de o admirar. De lhe passar a mão pelo pêlo, de acordo com a coreografia, com a intensidade que merece. Mas não me consigo imaginar, não imagino mesmo rebolar com ele, numa cama, chão, mesa de cozinha ou balneário. 

Tão somente porque, apesar da sua maturidade, dezoito são dezoito e nestas coisas das relações, gosto de quem me mostre o mundo. Não tenho vocação para guia. Quanto muito, parto à descoberta conjunta (e se gosto da descoberta conjunta) mas gosto mesmo de ver que existem umas quantas páginas já escritas, sofridas, amadas.

Neste dia de dores, chocolate e cansaço, marco e trato dos últimos arranjos para a minha viagem.

Sempre quis fazer uma viagem sozinha. Daquelas de mochila para descobrir Vietnames, Cambodjas, Costas Ricas. Agora vou para aqui.

Uma garota sozinha no Rio.

Não é engraçado?

Estou completamente sem motivação. Viajar sozinha, sim mas não para o Rio.

É que, desde nova, dou provas do meu talento para a estupidez.

Isso ou serei raptada, arrastada para a uma favela e ninguém dará pela minha falta.

Pelo menos até dia dezanove.

E depois?

Depois quero saber quem é que traz os biquinis!

segunda-feira, junho 23, 2008

Ansiedades (again)

É tão estranho.

Estou disposta a abrir mãos de uma coisa que nunca pensei que fosse capaz de largar a frio.

Por ser minha, criada de mim, cá de dentro.

Estranha-me nem sequer ter saudades antecipadas, como quem vai terminar o curso e já sente falta da faculdade.

Estou mesmo ansiosa por o fazer.

Será que mudei? Que cresci? Que regredi?

Como é que uma coisa tão minha já não me diz nada?

Ando a contar os dias. Sete. Uma semana. Desculpa.

Mudando de assunto, diz que o espetáculo até correu bem. Diverti-me imenso, o ensaio geral, os preparativos, os stresses de camarins, de veste a correr, de ai que me falha o pulso para pôr o eyeliner.

Já tinha dançado antes mas não num espetáculo em que acompanhámos (e ajudámos) toda a produção. Amei o ambiente e saímos de lá todos mais amigos. Queremos outro!

A surpresa foi o Jedi Master ter aparecido por lá. Ao que parece subi as escadas mesmo ao lado dele. Não dei pelo moço. Nem sei como ele é!!

Mas se quiserem saber promenores das actuações, ele que se desbronque!

domingo, junho 15, 2008

Ansiedades

Faltam exactamente quinze dias.

terça-feira, abril 22, 2008

Angel eyes


Ao que parece, anda por aí muito moço preocupado com as minhas férias.

Amigos, admiradores, fãs, eles enviam emails, eles enviam sms, eles telefonam.

-Vais de férias? Bem mereces! Ahhh, mas não dês muita confiança aos brasileiros... (ou então) Diverte-te mas porta-te bem! (ou esta versão que é um rejubilo, um petit four marveilleuse) É pena que os homens brasileiros sejam feios e canastrões, mas aproveita lá as praias...

Conversa, puxa conversa, vão todos dar ao mesmo.

É assente.

Está tudo preocupado que eu encontre por lá "O namorado".

Que eu perca as minhas virtudes angelicais. Entregue a auréola e me dedique aos prazeres da carne.

Sem razão.

Nenhuma razão.

Basta pôr os olhos nas nativas e em mim para saber que não tenho qualquer hipótese.

Vejamos.

- Coxa grossa. Nada, para mal dos meus pecados. Pernitas fininhas adornadas com um ou outro músculo envergonhado, mas nada que encha as vistas (ou as mãos).

- Sacanice. Não. Quer dizer, não a delas. Rodar a baiana não é o meu forte. Mulher sacana, só mesmo na cama.

- Samba. Pode vir o swing baiano, a lambada que eu adoro e faço figura, mas samba, não sei porquê, não é a minha praia. Não sai natural e não me pinta a alma.

- Bunda. Tenho isso e escapa. Quer dizer. Um pouquito. Um bocadinhito. Mas não é "a bunda". A bunda gigante.

- Silicone. Sim, silicone. Num corpo "sarado". Hoje em dia, encontrar gata no Rio que não tenha é como andar a escolher mosquitos "dengue free".

E depois, caros amigos, vem a dita.

Aquela característica que é automaticamente eliminatória e que os homens brasileiros tanto prezam.

"A MARQUINHA".

Eu não tenho a marquinha.

Logo, despreocupem-se.

Qualquer hipótese de me envolver com um carioca ou baiano é nula.

Agora, um tuga desterrado, um australiano, um milanês ou outro viajante oriúndo de sítio apetitoso, amante de surf e praia que me escolha para embalar, é outra conversa.

Queriam o quê?

domingo, abril 20, 2008

So long, farewell, auf wiedersehen, goodbye... (nem a propósito!)

Águas de côco do meu calçadão, marcas escandalosas dos meus biquinis, caipirinhas que fazem as minhas ancas jingar,

Para me despedir de todos.

Ontem, antes do ensaio, a aula de ballet contou com esta música, em piano.

Depois deste guloso momento de movimentos alongados e elegantes, o ensaio foi coisa para me deixar hoje sem me mexer e completamente aterrorizada.
A coreografia do Jazz 2 longe de estar terminada. Aquelas novas partes do chão são fatídicas e deixaram os meus joelhos a chorar (e o coração, pois se falha alguma coisa ali, é um desastre). Falta ainda a coreografia do Jazz 1 (Diz-se que é disco... blerghh). Já falam de ballet também.
O espetáculo é 31 de Maio. Eu vou estar duas semanas fora...
(Pensa em areia, pensa em areia, pensa em areia...)
Beijinhos e boas férias de mim!

X.

domingo, abril 13, 2008

Diz que é uma espécie de espetáculo


(Voz alta e autoritária, que nos apaga, a cada palavra, o rubor do rosto)

"Antes de abrir as hostes, Alhinho, Marta e Plantier o que é que estiveram a fazer na sexta-feira para não nos brindarem com a vossa presença??"

(coro desanimado)

"A trabalhar..."

(silêncio do professor, a engolir sapos, porque afinal não fora preterido por um cinema, um jantar à luz das velas ou um chá galhoférico)

"Oiçam-me bem porque só o vou dizer uma vez.

A partir do próximo Sábado, até ao mês de Junho, não quero ouvir falar em trabalho, estudo, namorados, amigos, praia, seja o que for. Não há desculpas!

Vão passar os Sábados aqui até às 18 horas e os Domingos de manhã. Se quiserem ir à praia, vão no Domingo à tarde.

Não quero ouvir Miguel, eu não posso, eu não consigo, eu não sei, eu não tenho jeito. Ouviram?

E se resolverem faltar, entendam-se como grupo porque não posso ter um dia uns e outro outros. Vocês como grupo entendam-se, controlem-se uns aos outros e vejam o que é melhor. Eu não quero saber. Só os quero todos aqui a dar o litro e a esquecer as dores e o cansaço."

Encolho o rabinho e dirijo-me ao professor.

"Miguel, eu não estou cá de 28 de Abril a 11 de Maio, vou para o Brasil. Já não tenho férias há anos..."

"Está bem, tu apanhas facilmente. Mas concentra-te em apanhares a coreografia toda até ao final do mês. Tens até ao final do mês! Vais para fora mas levas a música e ensaias. Ah, é verdade, tu vais fazer duas coreografias."

"Duas, Miguel??!"

"Sim, duas."

(M****)