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quinta-feira, julho 30, 2009

segunda-feira, julho 20, 2009

Suddenly I don't feel that happy


Sabem aqueles dias que acordamos a transbordar de felicidade, pomos o pé na rua com um sorriso sincero armado e irremovível, apesar do sono, dos cabelos desalinhados e dos tropeções na calçada porque simplesmente ignoramos que calçamos saltos?

Dias em que ao fim ao cabo somos só nós e os pensamentos ou memórias, o mundo à volta se não se apaga, enevoa-se, dissolve-se. O que apenas importa e nos move somos nós próprios e o que vai cá dentro, Apanhar ou não o autocarro, atravessar a estrada com vida, chegar a horas ao trabalho são meros pormenores nesta dança sensorial e mental que percorre cada terminação nervosa do nosso corpo. Esses dias em que o cérebro dá as mãos aos batimentos cardíacos e ao estômago e este jogo de luz que vai cá dentro tira-nos a vontade de comida, vemos apenas por imagens seleccionadas sem grande sequência, mas que importa a sequência se agora não nos interessa mesmo nada. Quem sabe, outras sequências?...

Depois, nestes mesmos dias, aparece algo, uma mancha despercebida (só fecha os olhos quem quer), uma nódoa no melhor pano que nos faz parar e hesitar, questionar se aquela toalha será mesmo necessária, a nossa mesa há muito que está nua, até que ponto precisaremos dela ou até que ponto não deixará a mesa marcada, com o tempo com as marcas da luz que chegam onde a toalha se esquece de abraçar.

São esses os dias, em que o aviso esteve lá, nós puramente ignoramos ou então cegamente o acolhemos e deixamos para trás qualquer coisa para viver, um "x" a marcar um erro no jornal diário, um borrão, uma linha ou página em branco, quem sabe a mesma nunca mais será escrita por outras mãos que não as nossas, aquelas que afinal tinha importância. (Ou não teriam?)

Nestes dias fico sempre na dúvida com a certeza de que seja qual for a escolha que faça, é bem provável que vá bater com a cabeça.

Ou não.

Curiosamente, esta última hipótese consegue sempre ser improvável.

sexta-feira, junho 26, 2009

O Espectáculo

Falta precisamente uma semana.  Os bilhetes estão mais que esgotados, pelo que repetirá dia 11 de Julho.

E, de repente, não me apetece nada dançar o ballet.

sábado, junho 06, 2009

segunda-feira, abril 27, 2009

Porque já chega de descanso e este é o blogue dos refrescos

Não tem explicação.

Esta música é um descontrolo.




E noutra versão muito sexy.


Refrescados?

Após um fim-de-semana refrescante

Preciso mesmo relaxar.

Sim, hoje, segunda-feira, necessito de umas quantas massagens, horas de cama, de sono, de ronha. de fazer nenhum.

Pode parecer estranho, mas pressinto que não chegarei viva até ao dia 3 de Julho.

Coreografias já conto sete e falam-me em mais. Ora bem, What a feeling (Flashdance), Cell Block Tango (Chicago), Ballet que ainda não sei qual é, Ne me quites pas (Contemporâneo), Salsa, Audition (Chorus Line), juntem agora a America (West Side Story). Entretanto, piscam-me o olho com a Time of my Life (Dirty Dancing) e Fame. O Miguel já disse que ainda há mais. Ri-se e não se descose. 

É duro. São as músicas da minha vida. Com as quais crescemos a sonhar deslizar nos braços do Patrick Swayze. Como dizer não? Além do mais, este ano a nossa capacidade é outra. Daí porem-nos à prova.

Não calculo como conseguirei mudar de roupa entre as mesmas. Estupidamente, este é o meu maior stress.

Ou aguentarei com tanto ensaio.

Ou a desilusão de tanto trabalho para se esfumar em hora e meia.

Naturalmente, até lá seremos uns chatos. Só saberemos falar, pensar, respirar coreografias, papéis, músicas, ensaios. Não se nota já?

Isto é só um desabafo, gente. 

Como imaginam, estou a adorar. Não obstante, uma ambulância no local não será má ideia.

Fica então uma para relaxar. 

quinta-feira, abril 23, 2009

A insustentável leveza do ser



*Em Tóquio fizeram o impensável. Puseram os apáticos nipónicos a abanar o rabo. Em histeria!

Eu, já me rendi há muito.

Os concertos são pura adrenalina de improvisação do movimento.

Mas sou suspeita.

Sou muito dada a africanices.

quarta-feira, abril 22, 2009

Quero lá saber que ainda só seja quarta-feira

Como está tudo cheio de vontade de festa,

POOL PARTY EVERYONE!



Vistam o fato de banho, puxem uma espreguiçadeira, agarrem uma caipirinha e instalem-se!

Para aproveitar o calor e a falta de vontade de trabalhar,

A festa está oficialmente aberta.



Vale tudo menos fazer chichi na àgua.

Na àrea,


terça-feira, abril 21, 2009

Stencil



Gosto de marcas. De rugas, cicatrizes, tatuagens, sinais. Marcas do sol, de sorrir, até das estrias que me enfeiam.

Tenho momentos em que julgo poder deitar fora todos os cadernos e folhas que guardam as minhas memórias e pensamentos.

O meu corpo é o diário mais exacto e fidedigno que posso aspirar possuir.

segunda-feira, abril 20, 2009

Esta semana

Lasciva? Revoltada?



Esta semana? Digam antes até ao dia 3 de Julho.

sábado, abril 18, 2009

Romantismo

Afinal ainda há mais.

Semana romântica, a quanto obrigas

Não era de desistir quando movida pela curiosidade.

Punha uma coisa na cabeça e diabo se alguém a demovia. 

É pertinaz, diziam uns. A rapariga vai longe. Assim se fazem os grandes.

É cabeça dura, retorquiam os restantes. Perde tempo com comezinhos e ignora as coisas importantes.

Nunca desistiu.

Experimentou cantar o "My way" do Frank Sinatra. Os vizinhos escutaram e chamaram-lhe plagiadora.

Procurou na garagem, inclusivamente por trás da bicicleta, que usara somente uma vez. 

Afixou cartazes e distribuiu folhetos com "Procura-se".

Foi ao Guincho e, a favor do vento, chamou por ele, mas a voz foi suprimida pelo marulhar.

Nada.

Nunca o encontrou.

De vez em quando, lembrava-se e vasculhava a dispensa.

Mas nada. Nem um sinal.

Então, pouco a pouco,

Com tristeza no olhar,

Teve que aprender a viver com isso.

Com o sentimento de que não ia conseguir.

O não conseguir matava-a.

Ainda assim, aprendeu a tolerar, a admitir, com dormência, que seria assim.

Que viveria sem descobrir.

Sem sequer imaginar

Que ele já a havia encontrado há muito.

Sim, há muito que a encontrara.

Estava em cada gesto, em cada nota de música ouvida, em cada respirar.

O romantismo era parte dela.